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Risk Yönetimi ve Risk Ağırlıklı Tutarlara İlişkin Açıklamalar:

Dikkate Alınma Oranı Uygulanmış

10. Risk yönetimine ilişkin açıklamalar

10.1. Risk Yönetimi ve Risk Ağırlıklı Tutarlara İlişkin Açıklamalar:

A Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas foi criada por meio da Portaria do Ministério da Saúde, nº 254/2002, a qual destaca várias diretrizes a serem cumpridas para a satisfação dos interesses indígenas. Dentre os princípios e diretrizes definidas na Política de Saúde Indígena, destacam-se: descentralização, universalidade, equidade, participação comunitária e controle social.

A primeira diretriz refere-se ao Distrito Especial Sanitário Indígena. Segundo o plano, trata-se de um modelo de organização de serviços - orientado para um espaço etno- cultural dinâmico, geográfico, populacional e administrativo bem delimitado -, que contempla um conjunto de atividades técnicas, visando medidas racionalizadas e qualificadas de atenção à saúde, promovendo a reordenação da rede de saúde e das práticas sanitárias e desenvolvendo atividades administrativo-gerenciais necessárias à prestação da assistência, com controle social.

Para a implantação dos distritos, ficou definido que seriam necessárias discussões envolvendo as comunidades indígenas e diversos órgãos, em busca da participação de uma equipe multiprofissional, com médicos, enfermeiros, dentistas, antropólogos, educadores, dentre outros. Ademais, a criação de Polos-base teria o propósito de aproximar ainda mais os indígenas do sistema de saúde, já que deveriam ser instalados na aldeia ou em município de referência. Assim, representariam a primeira referência aos agentes indígenas de saúde que atuam na aldeia. Caso as demandas não fossem resolvidas, os casos seriam encaminhados à rede de serviço do SUS. Com isso, para terem o devido apoio na localidade de tratamento, poderão ficar nas Casas de Saúde Indígena, a qual deverá ter condições de alojar, receber e alimentar pacientes e acompanhantes, além de prestar assistência, como de enfermagem, marcação de consultas e exames.

Entretanto, segundo destaca Palheta125, muitas reações aos diversos DSEIS pelo Brasil começaram a acontecer, destacando-se sequestros, invasão, protestos contra a situação de pagamento atrasados, normalização e atendimento nas aldeias e loteamento político na

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gestão do órgão. O Ministério Público Federal, então, começou a investigar, isso ainda quando a gestão estava sob o comendo da Funasa, tendo constatado que estariam ocorrendo atrasos nos repasses de recursos, além de mau funcionamento dos convênios. A conclusão da Controladoria Geral da União foi a confirmação de irregularidade entre 2004 e 2005, dentre as quais a realização de licitações direcionadas, superfaturamento de obras, serviços e medicamentos, entres outras. Devido a isso, os povos indígenas queriam tanto a criação de uma secretaria especial, o que ocorreu em 2008, passando a ser denominada Sesai.

Apesar disso, percebe-se que o modelo adotado é bem estruturado, pois permite que o indígena tenha uma assistência primária básica e, caso necessite de um tratamento mais complexo, terá um apoio da Casa de Saúde Indígena, eis que se submeterá ao atendimento geral do sistema público.

Vale ressaltar que esse modelo encontra previsão no artigo 19-G, §1º, da Lei 8080/90, ou seja, trata Distritos Sanitários Especiais Indígenas, que têm como propósito oferecer ações de prevenções de doenças, como vacinação e saneamento, além de políticas específicas voltadas a idosos e crianças, por exemplo.

Outra diretriz apresentada pelo plano refere-se à formação e capacitação de indígenas como agentes de saúde. Trata-se de um ato simples e eficaz, pois facilita o ingresso de índios em todas as comunidades. Além disso, tornam-se necessárias medidas de monitoramento das ações de saúde, as quais devem ser catalogadas diante da reunião de dados dos distritos. Diante do avanço da tecnologia, deve-se buscar um sistema uniforme de contagem, tentando-se reunir esforços em áreas mais necessitadas. Tudo isso deve ser articulado com os sistemas tradicionais indígenas de saúde.

Aspecto polêmico refere-se à política de medicamentos, já que a aquisição dos mesmos requer muita responsabilidade, além da própria indicação, devendo-se avaliar a realidade epidemiológica de cada Distrito Sanitário. Vale ressaltar que o conjunto de doenças infecciosas e parasitárias continua sendo uma das principais causas de adoecimento e morte126. Assim, doenças como tuberculose, malária, hepatites virais, infecções respiratórias agudas, doenças diarreicas são mais comuns em umas localidades do que outras. Além disso, conforme lembrado por Villares127, hoje as doenças sexualmente transmissíveis como a hepatite e a AIDS trazem temeridade para o futuro.

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BASTA, Paulo Cesar. et.al. Perfil epidemiológico dos povos indígenas no Brasil: notas sobre agravos selecionados. In: Luiza Garnelo; Ana Lúcia Pontes (Org). Saúde Indígena: uma introdução ao tema. Brasília: Mec-Secadi, 2012, p.70.

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Não se pode esquecer de que as doenças crônicas não transmissíveis têm merecido cada vez mais destaque entre as causas de morbimortalidade, tais como o alcoolismo, os transtornos psiquiátricos, o suicídio e as mortes por causas externas, eis que têm aumentado bastante nos últimos anos128. São as chamadas “doenças sociais”.

Dessa forma, os medicamentos devem ser disponibilizados, mas as políticas de prevenção precisam ser fortalecidas, além da promoção do uso racional dos medicamentos essenciais básicos e incentivo e valorização das práticas farmacológicas tradicionais. Outrossim, ações específicas de acordo com situações especiais, como de povos de pouco contato ou isolados e de regiões de fronteira são importantes de serem efetivadas após um estudo prévio.

Por fim, a atuação integrada dos órgãos, como o Ministério da Saúde, Ministério da Educação, Funai, Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde e o Ministério Público Federal poderá oportunizar aos índios um sistema protetivo abrangente, tendo como propósito a constante busca do aperfeiçoamento.

Considerando que a Política Nacional foi criada em 2002, já é possível apontar algumas falhas, como as dificuldades de gestão, falta de investimento do Ministério da Saúde, alto custo de ações, ligados a dificuldades inerentes às condições geográficas, às dificuldades de acesso e à diferenciação étnica, dentre outras. Para isso, com a criação da Secretaria Especial de Saúde Indígena há a possibilidade de se buscar um novo paradigma.

Entretanto, há a necessidade de a FUNAI buscar parcerias com outros órgãos para que ocorra a efetivação dos direitos de saúde, eis que as medidas adotadas pela FUNASA e agora pela Secretaria Especial não são suficientes para garantir tudo. Dessa forma, além do Ministério Público Federal, a Defensoria Pública da União deverá ser procurada, pois poderá buscar administrativamente ou judicialmente alguns direitos, como medicamentos de alto custo, cirurgias, vagas em leito de UTI, medidas essas que dificilmente estão disponíveis a todos os índios.