• Sonuç bulunamadı

4. RFID ENVANTER YÖNETİMİ UYGULAMASI

4.9. RFID Envanter Yönetimi Yazılım Arayüzleri

5.2 RESULTADOS IMUNO-HISTOQUÍMICOS

5.2.1 Bcl2

Uma baixa intensidade de marcação de bcl2 foi observada no epitélio normal em 69% dos casos de NMs, enquanto uma forte marcação foi observada nas células névicas (50%). Em relação a distribuição da marcação, 42,9% tiveram expressão difusa da proteína bcl2 nas célu- las névicas.

As variáveis sexo, idade e localização foram testadas quanto a associação com a dis- tribuição de marcação da bcl2. Nenhuma associação estatisticamente significativa foi obser- vada na associação das variáveis sexo e localização com distribuição da marcação de bcl2 (p= 0,837 e p= 0,885, respectivamente). Nos indivíduos com < 51 anos foi observada uma expres-

NM congênito NM adquirido 46 47 48 49 50 51 52

Nevo Oral Nevo Cutâneo

NM congênito NM adquirido

21,8%

18,4%

81,6%

são mais difusa da marcação da proteína bcl2 (56,4%), contudo essa associação não foi esta- tisticamente significante (p= 0,070) (Tabela 3).

Tabela 3- Distribuição absoluta e relativa dos casos quanto ao sexo, idade e localização dos nevos melanocíticos de acordo com a distribuição de marcação da bcl2. Natal – RN, 2016.

Variável Distribuição de marcação de bcl2 Focal n (%) Difuso n (%) Total n (%) p (1) Sexo Masculino 5 (20) 7 (17,9) 12 (81,3) 0,837 Feminino 20 (80) 32 (82,1) 52 (81,3) Excluídos - - 6 (100) Total 25 (100) 39 (100) 64 (100) Idade ≤ 25 anos 6 (25) 12 (30,8) 18 (28,6) 26 – 50 anos 9 (37,5) 22 (56,4) 31 (49,2) 0,070 > 51 anos 9 (37,5) 5 (12,8) 14 (22,2) Excluídos - - 7 (100) Total 24 (100) 39 (100) 63 (100) Local Oral 13 (52) 21 (53,8) 34 (53,1) 0,885 Cutâneo 12 (48) 18 (46,2) 30 (46,9) Excluídos - - 6 (100) Total 25 (100) 39 (100) 64 (100)

Fonte: Laboratório de histopatologia da disciplina de Patologia Oral – UFRN. (1): Teste Qui-quadrado de Pearson.

As variáveis tamanho e diagnóstico histopatológico foram testadas quanto a associa- ção com a distribuição de marcação da bcl2. A distribuição de marcação da bcl2 foi mais di- fusa em nevos < 1cm, porém essa associação não foi estatisticamente significante (p=0,051) (Tabela 4).

Os nevos compostos e intradérmicos/intramucosos apresentaram uma distribuição de marcação da proteína bcl2 mais difusa (32,4,% e 64,9%, respectivamente) (Figura 6 e 7) quando comparado ao nevo juncional, que apresentou uma marcação mais focal (40%) (Figu- ra 8). Essa associação foi estatisticamente significativa (p=0,001) (Tabela 4).

Tabela 4 - Distribuição absoluta e relativa dos casos quanto ao tamanho e diagnóstico histopatológico dos nevos melanocíticos de acordo com a distribuição de marcação da bcl2. Natal – RN, 2016.

Variável Distribuição de Marcação da bcl2 Focal n (%) Difuso n (%) Total n (%) p (1) Tamanho < 1 cm 8 (42,1) 23 (69,7) 31 (59,6) 0,051 ≥ 1 cm 11 (57,9) 10 (30,3) 21 (40,4) Excluídos - - 18 (100) Total 19 (100) 33 (100) 52 (100) Diagnóstico histopatológico Nevo Juncional 8 (40) 1 (2,7) 9 (15,8) 0,001 Nevo intradérmico/ intramucoso 7 (35) 24 (64,9) 31 (54,4) Nevo Composto 5 (25) 12 (32,4) 17 (29,8) Excluídos - - 13 (100) Total 20 (100) 37 (100) 57 (100) Fonte: Laboratório de histopatologia da disciplina de Patologia Oral – UFRN. (1): Teste Qui-quadrado de Pearson.

Figura 6 - A. Fotomicrografia de um nevo intramucoso em lábio exibindo uma distribuição de marca- ção difusa da proteína bcl2 (STUHRP; Barra= 200 µm). B. Fotomicrografia da mesma localização em HE (HE; Barra= 200 µm). 200 µm B 200 µm A B A

Figura 7- A. Fotomicrografia de um nevo composto intra-oral exibindo uma distribuição de marcação difusa da proteína bcl2 (STUHRP; Barra= 200 µm). B. Fotomicrografia da mesma localização em HE (HE; Barra= 200 µm).

200 µm

200 µm

B A

Figura 8 – A. Fotomicrografia de um nevo juncional intra-oral exibindo uma distribuição de marcação focal da proteína bcl2 (STUHRP; Barra= 200 µm). B. Fotomicrografia da mesma localização em HE (HE; Barra= 200 µm).

A variável diagnóstico clínico também foi associada a distribuição de marcação da bcl-2. Essa associação foi estatisticamente significante (p=0,015). Nessa relação os nevos congênitos apresentaram uma marcação mais difusa (38,5%) quando comparado aos nevos adquiridos, que foram mais focais (96%) (Tabela 5) (Figura 9). Os NMs congênitos estavam

200 µm

200 µm

B A

distribuídos igualmente entre os NMs orais e cutâneos e ambos exibiram marcação difusa da proteína bcl-2.

Figura 9 – A. Fotomicrografia de um nevo congênito cutâneo exibindo uma distribuição de marcação difusa da proteína bcl2 (38,5%) (STUHRP; Barra= 200 µm). B. Fotomicrografia de um nevo adquirido cutâneo com uma distribuição de marcação focal da proteína bcl2 (96%) (STURHRP); Barra= 200 µm).

Tabela 5- Distribuição absoluta e relativa dos casos quanto ao diagnóstico clínico dos nevos melano- cíticos de acordo com a distribuição de marcação da bcl2. Natal – RN, 2016.

Variável Distribuição de Marcação da bcl2 Focal n (%) Difuso n (%) Total n (%) p (1) Diagnóstico Clínico Nevo Congênito 1 (4) 11 (28,2) 12 (18,8) 0,015 Nevo Adquirido 24 (96) 28 (71,8) 52 (81,3) Excluídos - - 6 (100) Total 25 (100) 39 (100) 64 (100) Fonte: Laboratório de histopatologia da disciplina de Patologia Oral – UFRN. (1): Teste Qui-quadrado de Pearson.

A proteína bcl2 também foi avaliada quanto a seu padrão de intensidade e distribuição da marcação de acordo com tipos de células névicas apresentadas, A, B e C. Foi observado uma marcação mais intensa entre as células névicas mais superficiais, tipo A (43,9%) quando comparadas as células do tipo B (16,7%) e C (8,3%) (Figura 10). Essa correlação entre os tipos de células névicas foi estatisticamente significante (p<0,05). Essa correlação também foi

200 µm A

200 µm B

observada em relação a distribuição de marcação da proteína bcl2 entre as células névicas (p<0,05) (Tabela 6).

Tabela 6. Distribuição dos tipos de células névicas dos NMs orais e cutâneos quanto ao padrão de intensidade de marcação da bcl2. Natal – RN, 2016.

Nevos Melanocíticos Intensidade de Marcação da bcl2 n r p (1) Tipo de célula névica A x B 48 0,697 0,000 0,002 0,000 A x C 48 0,440 B x C 48 0,655

Fonte: Laboratório de histopatologia da disciplina de Patologia Oral – UFRN. (1): Teste de Correlação de Spearman.

Figura 10 – A. Fotomicrografia de um nevo intra-mucoso em lábio exibindo as diferentes distribui- ções e intensidades de marcação da proteína bcl2 entre os tipos de células névicas (STUHRP; Barra= 500 µm). B. Fotomicrografia em maior detalhe da marcação mais intensa da célula névica do tipo A (43,9%) (STUHRP; Barra= 100 µm). C. Fotomicrografia em maior detalhe da intensidade de marca- ção da célula névica do tipo B (16,7%) (STUHRP; Barra= 50 µm). D. Fotomicrografia em maior deta- lhe da menor intensidade de marcação da célula névica do tipo C (8,3%) (STUHRP; Barra= 50 µm). 500 µm A B C 100 µm 50 µm D 50 µm

5.2.2 E-caderina

Uma forte intensidade de marcação da proteína E-caderina foi observada tanto no epi- télio normal (63,3%) como em algumas células névicas (27,1%) dos casos de NMs. Em rela- ção a distribuição da marcação, 44,1% tiveram expressão difusa da proteína E-caderina nas células névicas. Os NMs intradérmicos/intramucosos apresentaram uma marcação forte e di- fusa (62,5% e 58,3%, respectivamente) das células névicas (Figura 11), enquanto nos NMs compostos foi observado uma marcação mais fraca e focal (38,1% e 29%, respectivamente) (Figura 12).

As variáveis sexo, idade e localização foram testadas quanto a associação com a dis- tribuição de marcação da E-caderina. Nenhuma associação estatisticamente significativa foi observada na associação das variáveis sexo e localização com distribuição da marcação de E- caderina (p= 0,776 e p=0,562, respectivamente). Nos indivíduos com > 51 anos de idade foi observado uma expressão mais focal da marcação da proteína E-caderina (34,4%), contudo essa associação não foi estatisticamente significativa (p= 0,055) (Tabela 7).

Tabela 7. Distribuição absoluta e relativa dos casos quanto ao sexo, idade e localização dos nevos melanocíticos de acordo com a distribuição de marcação da E-caderina. Natal – RN, 2016.

Variável

Distribuição de marcação da E-caderina Focal n (%) Difuso n (%) Total n (%) p (1) Sexo Masculino 6 (18,2) 4 (15,4) 10 (16,9) 0,776 Feminino 27 (81,8) 22 (84,6) 49 (83,1) Excluídos - - 11 (100) Total 33 (100) 26 (100) 59 (100) Idade ≤ 25 anos 6 (18,8) 11 (42,3) 17 (29,3) 26 – 50 anos 15 (46,9) 12 (46,2) 27 (46,6) 0,055 > 51 anos 11 (34,4) 3 (11,5) 14 (24,1) Excluídos - - 12 (100) Total 32 (100) 26 (100) 58 (100) Local Oral 14 (42,4) 13 (50) 27 (45,8) 0,562 Cutâneo 19 (57,6) 13 (50) 32 (54,2) Excluídos - - 11 (100) Total 33 (100) 26 (100) 59 (100) Fonte: Laboratório de histopatologia da disciplina de Patologia Oral – UFRN. (1): Teste Qui-quadrado de Pearson.

Figura 11 – A. Fotomicrografia de um nevo intradérmico exibindo uma distribuição de marcação difusa da proteína E-caderina (STUHRP; Barra= 100 µm). B. Fotomicrografia da mesma localização em HE (HE; Barra= 100 µm).

100 µm

A

100 µm

Figura 12 – A. Fotomicrografia de um nevo composto em lábio exibindo uma distribuição de marca- ção menos intensa e mais focal da proteína E-caderina (STUHRP; Barra= 100 µm). B. Fotomicrogra- fia da mesma localização em HE (HE; Barra= 100 µm).

100 µm

100 µm

A

As variáveis tamanho e exposição foram testadas quanto a associação com a intensi- dade de marcação da E-caderina. A intensidade de marcação da E-caderina foi mais forte em nevos < 1cm (83,3%) quando comparados aos nevos com tamanho ≥ 1 cm, que apresentaram uma marcação mais fraca (70%). Essa associação foi estatisticamente significativa (p=0,001). Também foi observada associação estatisticamente significante da variável exposição com a intensidade da marcação da E-caderina (p=0,010), na qual os nevos que se encontravam em áreas expostas exibiram uma marcação mais fraca (73,9%) (Figura 13) (Tabela 8).

Figura 13 – A. Fotomicrografia de um nevo intradérmico em área de exposição à radiação solar exi- bindo uma marcação mais fraca da proteína E-caderina (73,9%) (STUHRP; Barra= 200 µm). B. Foto- micrografia de um nevo composto em área de proteção da radiação solar exibindo uma marcação mais intensa (68,8%) (STUHRP; Barra= 200 µm).

Tabela 8 -Distribuição absoluta e relativa dos casos quanto ao tamanho e exposição dos nevos mela- nocíticos de acordo com a intensidade de marcação da E-caderina. Natal – RN, 2016.

Variável

Intensidade de Marcação da E-caderina Fraco n (%) Intermediário n (%) Forte n (%) Total n (%) p (1) Tamanho < 1 cm 6 (30) 12 (85,7) 10 (83,3) 28 (60,9%) 0,001 ≥ 1 cm 14 (70) 2 (14,3) 2 (16,7) 18 (39,1) Total 20 (100) 14 (100) 12 (100) 46 (100) Exposição Expostos 17 (73,9) 15 (75) 5 (31,3) 37 (62,7) 0,010 Não expostos 6 (26,1) 5 (25) 11 (68,8) 22 (37,3) Total 23 (100) 20 (100) 16 (100) 59 (100) Fonte: Laboratório de histopatologia da disciplina de Patologia Oral – UFRN. (1): Teste Qui-quadrado de Pearson.

200 µm A

200 µm B

A proteína E-caderina também foi avaliada quanto a seu padrão de intensidade e dis- tribuição da marcação de acordo com tipos de células névicas apresentadas, A, B e C. Foi observado uma marcação mais intensa entre as células névicas mais superficiais, tipo A (56,4%) quando comparadas as células do tipo B (8,7%) e C (2,2%) (Figura 14). Essa correla- ção entre os tipos de células névicas foi estatisticamente significante (p<0,05) entre as células névicas do tipo A x B e as células B x C. Correlação semelhante foi observada em relação a distribuição de marcação da proteína E-caderina entre as células névicas A x B e B x C (p<0,05) (Tabela 9).

Tabela 9 - Distribuição dos tipos de células névicas quanto ao padrão de intensidade de marcação da E-caderina. Natal – RN, 2016.

Nevos Melanocíticos

Intensidade de Marcação da E-caderina

n r p (1) Tipo de célula névica A x B 46 0,455 0,002 0,104 0,002 A x C 46 0,243 B x C 46 0,445

Fonte: Laboratório de histopatologia da disciplina de Patologia Oral – UFRN. (1): Teste de Correlação de Spearman.

Figura 14 – A. Fotomicrografia de um nevo intra-dérmico exibindo as diferentes distribuições e inten- sidades de marcação da proteína E-caderina entre os tipos de células névicas (STUHRP; Barra= 500 µm). B. Fotomicrografia em maior detalhe da marcação mais intensa da célula névica do tipo A (56,4%) (STUHRP; Barra= 50 µm). C. Fotomicrografia em maior detalhe da intensidade de marcação da célula névica do tipo B (8,7%) (STUHRP; Barra= 50 µm). D. Fotomicrografia em maior detalhe da menor intensidade de marcação da célula névica do tipo C (2,2%) (STUHRP; Barra= 50 µm).

500 µm B 50 µm A 50 µm C 50 µm D

6 DISCUSSÃO

Os NMs são proliferações benignas adquiridas ou congênitas de células com origem na crista neural, que são mais comumente encontradas em pele quando comparadas as lesões orais (MARANGON JÚNIOR et al., 2015). Meleti et al. (2008) estimou uma incidência anual para nevos melanocíticos orais anteriormente excisados de 4,35 casos por 10 milhões de indi- víduos. Em geral, os estudos revelam que os indivíduos que apresentam NM são, em sua mai- oria, do sexo feminino, raça branca e entre a 3ª e 4ª décadas de vida (STEFANAKI et al., 2008; LUTZ; SILVA; GOMES, 2012; ANDRADE et al., 2012; PRATO et al., 2013; FER- REIRA et al., 2015). Os dados epidemiológicos da amostra da presente pesquisa corroboram os dados da literatura revisada. Contudo, o estudo de Orlow et al. (2015) analisou casos de NMs cutâneos em 85 crianças e observou um predomínio de indivíduos no sexo masculino (61,5%). Resultados semelhantes foram observados na pesquisa de Stefanaki et al. (2008), que avaliou 41 casos de NMs congênitos em crianças entre 4 dias e 14 anos. Porém, o univer- so amostral desses estudos apresenta um ampla variabilidade amostral, não podendo ser ex- trapolado para o perfil demográfico geral.

Em relação a localização dos NMs, a amostra dessa pesquisa foi composta por 36 ca- sos de NMs orais e 34 de NMs cutâneos. Os NMs orais foram observados principalmente em lábio (40%), palato (25,7%) e mucosa jugal (20%) com predomínio de lesões < 1cm. Fortale- cendo esse perfil, a literatura também apresenta as mesmas regiões apontadas como as princi- pais localizações, com maior número de casos relatados no palato duro com prevalência entre 33% e 44% (BUCHNNER; MERRELL; CARPENTER, 2004; ANDRADE et al., 2012; LUTZ; SILVA; GOMES, 2012; PRATO et al., 2013; FERREIRA et al., 2015. Do ponto de vista clínico, os NMs pequenos (< 1 cm) foram os mais comumente encontrados, como no estudo de Lutz, Silva e Gomes (2012) com predomínio de valores entre 0,1 cm – 0,7 cm (72,2%), corroborando os achados desta pesquisa. Resultados próximos também foram obser- vados em outros estudos (STEFANAKI et al., 2008; FERREIRA et al., 2015).

Os NMs cutâneos são proliferações melanocíticas bem mais comuns do que na mucosa oral, sendo a maioria dos estudos sobre etiologia e patogênese direcionados para lesões cutâ- neas. Os NMs cutâneos podem ser encontrados principalmente nas regiões de face e membros com taxas variando entre 56% e 89% (DEMIRKAN et al., 2007; DODD et al., 2007; STE-

FANAKI et al., 2008; YARAK et al., 2010; HECK, 2014). Resultados semelhantes foram observados na amostra do presente estudo, com ênfase na região média de face (27,3%) como a região nasal, nasogeniana e zigomática, acometendo preferencialmente as áreas expostas a radiação solar. Em relação as áreas expostas e não expostas a radiação solar, o estudo de De- mirkan et al. (2007) analisou 28 amostras de NMs cutâneos, com um percentual um pouco mais elevado de nevos em áreas expostas (53,6%) quando comparado as áreas não expostas (46,4%). A presente pesquisa também revelou resultados semelhantes, com uma leve predo- minância de NMs em áreas expostas (58,6%).

Dentre as características histopatológicas dos NMs, os critérios morfológicos e de dis- tribuição das células névicas são utilizados para determinação dos tipos de NMs, que podem ser classificados em: nevo juncional, composto, intradérmico/intramucoso e nevo azul. Na presente pesquisa, o tipo histopatológico mais comum foi nevo intramucoso/intradérmico (51,4%), seguido dos nevos composto (25,7%), juncional (12,9%) e azul (10%). Esses acha- dos corroboram os outros estudos de Lutz; Silva; Gomes, 2012 e Prato et al., 2013, em relação ao maior número de casos de nevos intradérmicos/intramucosos com prevalência variando entre 50% a 80,6%. Contudo, na literatura os nevos azuis correspondem ao 2º tipo histopato- lógico mais comum (23%), seguido do nevo composto (16,5%) com o nevo juncional em me- nor número (3%) (BUCHNNER; MERRELL; CARPENTER, 2004; MELETI et al., 2008; HECK, 2014; FERREIRA et al., 2015). A variação quanto a distribuição desses tipos histopa- tológicos pode estar relacionada a característica da amostra da presente pesquisa, que incluiu os casos de NMs orais e cutâneos juntos. Porém, os nevos azuis são mais comuns na cavidade oral.

No presente estudo, os tipos histopatológicos foram associados com algumas caracte- rísticas clínicas como sexo e idade. Em relação ao sexo, todos os tipos histopatológicos esta- vam mais presentes no sexo feminino com taxas variando entre 12,5% e 50%. Nos dados as- sociados a idade, todos os tipos histopatológicos estavam concentrados em indivíduos entre 26-50 anos, exceto o nevo composto que esteve mais presente em pacientes com idade ≤ 25 anos. Os dados presentes no estudo corroboram com os dados da literatura (BUCHNNER; MERRELL; CARPENTER, 2004; MELETI et al., 2008). Porém, os estudos de Buchnner, Merrell, Carpenter (2004) observaram uma ordem cronológica em relação ao aparecimento dos tipos histológicos, com o nevo juncional mais presente em indivíduos mais jovens (0-9 anos), e o nevo intramucoso em indivíduos entre 20-29 anos. Esse achado evidencia o que

outros estudos já afirmaram (GONDAK et al., 2012; ANDRADE, 2013) em relação as três variantes histológicas, as quais compartilhariam uma patogênese comum, na qual um nevo juncional evoluiria para um nevo composto e, eventualmente para um nevo submucoso (intra- dérmico).

Os NMs podem ser classificados quanto a sua natureza em congênito e adquirido. Os nevos congênitos estão presentes ao nascimento ou logo após o nascimento, possuem uma prevalência maior entre os nevos cutâneos (35,2%) e dentre os tipos histopatológicos, o nevo composto e intradérmico/intramucoso são os mais comumente encontrados (MARIANTE, 2003; STEFANAKI, 2008; KARRAW et al., 2013). Em concordância com esses dados, o nevo composto e intradérmico/intramucoso também foram os mais frequentes. Além disso, os nevos congênitos da presente pesquisa corresponderam a 20% da amostra, com prevalência semelhante entre os NMs orais e cutâneos (19,4% e 20,6%, respectivamente). Muito embora, os nevos congênitos orais sejam lesões raras, como observado nos estudos de Marangon Jú- nior et al. (2015) e Ferreira et al. (2015), que não apresentou nenhum caso de nevo congênito oral em 100 casos analisados. Essa diferença quanto ao número de casos de NMs congênitos orais pode estar relacionada a um número restrito de indivíduos que fornecem informações quanto ao aparecimento dessas lesões próximas ao nascimento, pois os NMs orais são mais difíceis de serem identificados em recém-nascidos e crianças quando comparado aos nevos cutâneos.

A presente pesquisa também analisou a expressão da proteína bcl2 em NMs adquiridos e congênitos, visto que a proteína bcl-2 é um regulador chave da apoptose, promovendo a sobrevivência celular. Este estudo observou uma marcação forte e difusa em quase 50% das células névicas. As variáveis sexo, idade, localização, diagnóstico histológico e clínico foram testadas quanto a associação com a distribuição e intensidade de marcação. O presente estudo não apresentou nenhuma associação estatisticamente significativa na associação das variáveis sexo e localização oral ou cutânea com distribuição da marcação de bcl2 (p= 0,837 e p= 0,885, respectivamente). Em relação a idade, os indivíduos com < 51 anos apresentaram uma expressão mais difusa da marcação da proteína bcl2 (56,4%), contudo essa associação não foi estatisticamente significante (p= 0,070). Resultados semelhantes foram observados nos estu- dos de Stefanaki et al. (2006), no qual > 70% das células névicas foram imunomarcadas for- temente para a proteína bcl2 com extensão até as células névicas mais profundas da lesão. A associação da expressão de bcl2 com a idade também não apresentou nenhuma associação

estatisticamente significativa (p=0,183). Stefanaki et al. (2007) também não observaram asso- ciação do padrão de marcação da bcl-2 com idade. Essa associação seria esperada, pois os NMs tendem a involuir com consequente diminuição da expressão da proteína bcl2 com o aumento da idade. Contudo, outros fatores também estão envolvidos na regulação da apopto- se, sendo necessárias pesquisas envolvendo outras proteínas, como a proteína bax, promotora da apoptose.

Os estudos de Morales-Ducret; Van de Rijn; Smoller (1995), Leiter et al. (2000) e Ste- fanaki et al. (2006) não apresentaram diferenças estatisticamente significativas na intensidade de expressão da proteína bcl-2 nos diferentes tipos de células névicas. Nossos resultados não corroboram os achados da literatura, pois a intensidade de expressão foi maior entre as células névicas mais superficiais, tipo A (43,9%) quando comparadas as células do tipo B (16,7%) e C (8,3%). Essa correlação entre a intensidade de expressão da bcl-2 e o padrão de maturação das células névicas foi estatisticamente significante (p<0,05). Reforçando nossos achados, o estudo de Van den Oord et al. (1994) também observou que as células névicas mais superfici- ais exibiam uma intensidade de expressão da proteína bcl-2 mais forte quando comparada as células mais profundas. Relembrando os aspectos morfológicos da nossa pesquisa, essas célu- las névicas mais superficiais, células do tipo A, exibindo um citoplasma mais amplo de aspec- to epitelioide com organização em tecas, apresentavam uma maior atividade proliferativa com uma expressão mais intensa e difusa da proteína bcl2. Em contrapartida, as células névicas do tipo C, que possuiam um aspecto mais fusiforme na região mais profunda da lesão e dispersas sem um padrão de organização, apresentavam uma expressão mais fraca da proteína bcl2. Com base nesses achados, como a expressão da bcl-2 exerce controle na manutenção das cé- lulas névicas e favorece sua proliferação, inferimos que a intensidade de expressão da bcl-2 está diretamente relacionada ao grau de maturação das células névicas e involução das mes- mas, no qual a prevalência de células névicas do tipo C estão associadas a uma menor ativida- de proliferativa do NM com estágio final de maturação.

Paralelamente, reforçando a sugestão do padrão de maturação agora referente aos tipos histopatológicos, nossos resultados também mostraram uma relação estatisticamente significa- tiva do padrão de expressão da proteína bcl-2 e os tipos histopatológicos (p=0,001). Nessa relação os nevos compostos e intradérmicos/intramucosos apresentaram uma distribuição de expressão da proteína bcl2 mais difusa (32,4,% e 64,9%, respectivamente) quando comparado

ao nevo juncional, que apresentou uma marcação mais focal. Essa associação não foi estatisti- camente significativa em outros estudos (LEITER et al., 2000; STEFANAKI, 2006).

Um achado interessante na nossa pesquisa foi a associação estatisticamente significa- tiva entre o diagnóstico clínico dos NMs e a distribuição de marcação da proteína bcl2 (p=0,015). Nessa relação os nevos congênitos apresentaram uma marcação mais difusa (38,5%) quando comparado aos nevos adquiridos, que foram mais focais (96%). O estudo de Morales-Ducret; Van de Rijn; Smoller (1995) não encontraram essa associação, no qual todos os NMs adquiridos e congênitos apresentaram semelhante distribuição de expressão da bcl-2. Embora nossos dados não sejam suficientes para inferir conclusões sobre esse aspecto, já é bem estabelecido na literatura o papel da proteína bcl-2 como um regulador chave da apopto- se, promovendo a supressão da mesma, podendo desempenhar um papel importante na manu- tenção das células névicas, em especial nos NMs congênitos, que teriam uma capacidade pro- liferativa maior (BOWEN et al., 2003; STEFANAKI, 2006; BATINAC et al., 2007).

Em nosso trabalho observamos uma distribuição de expressão da bcl-2 mais focal em indivíduos com idade >51 anos, tendência semelhante foi observada nos nevos melanocíticos adquiridos, no qual os nevos tendem a involuir com o aumento da idade e diminuição da ex- pressão da proteína bcl-2. Em contrapartida, os NMs congênitos apresentaram uma distribui- ção de marcação de bcl-2 mais difusa, mas não exibiram diferenças entre os NMs orais e cu- tâneos. Esse achado pode estar relacionado a capacidade proliferativa mais exuberante dos NMs e necessita de maiores investigações quanto aos perfis de marcação entre os NMs orais e cutâneos.

Em outras vias, as caderinas constituem uma família de glicoproteínas transmembrana

Benzer Belgeler