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2. LİTERATÜR ARAŞTIRMASI

2.2 Tekstil Endüstrisinde Kullanılan Boyarmadde Çeşitleri ve Çevresel Etkileri

2.3.3 Renk Gideriminde Anaerobik Reaktör Kullanımı

Atualmente, a hipótese de que a educação é préBrequisito para o desenvolvimento econômico e social pleno é amplamente aceita. Seus benefícios lançam as bases não apenas para uma sociedade mais produtiva e, portanto, próspera, mas também na construção de uma coletividade mais justa, onde as oportunidades sejam igualmente distribuídas entre as pessoas.

Por perpassar diversos aspectos da condição humana, econômica e social, a educação deve se fazer presente, com qualidade e de forma equânime, a todos e nas mais distintas situações, especialmente quando novos avanços e desafios se apresentam a determinado grupo de pessoas ou ao conjunto da sociedade.

Além dos impactos já tradicionalmente ressaltados da baixa educação, especialmente em países subdesenvolvidos, a literatura tem destacado recentemente os problemas específicos que a falta de conhecimentos básicos em finanças pode causar a indivíduos, famílias e, até mesmo, países. De maneira geral, trataBse da privação, por desconhecimento, do aproveitamento de possibilidades econômicas que a boa utilização dos produtos financeiros pode proporcionar àqueles que, efetivamente, sabem (e podem) utilizáBlos. Aliando esta falta de conhecimentos à exclusão financeira, temBse um cenário ainda mais danoso de exclusão social, trazendo dificuldades a pessoas já vulneráveis, ao complicar, por exemplo, a gestão de seu orçamento, seu planejamento para os distintos ciclos de vida e sua capacidade de se proteger contra choques.

Há várias definições para as causas e os problemas que relacionam a falta de conhecimentos em finanças e suas consequências. Para uma referência mais ampla, convencionouBse utilizar o termo alfabetização financeira (financial literacy), que trata não apenas da falta de informação, mas também dos aspectos comportamentais que permeiam o uso de produtos e serviços financeiros. De acordo com OCDE (2005a):

Financial literacy is the combination of consumers’/investors’ understanding of financial products and concepts and their ability and confidence to appreciate financial risks and opportunities, to make informed choices, to know where to go for help, and to take other effective actions to improve their financial well- being [OCDE (2005a), p. 2].

Desta forma, programas de alfabetização financeira poderiam ajudar os consumidores, por exemplo, a elaborar estratégias que reduzam seus riscos financeiros e os ajudem a passar por momentos de dificuldade, seja por consequência de crises econômicas, seja por uma variação brusca inesperada em sua renda. Indo além, este tipo de abordagem traz consigo o importante aspecto de levar a um comportamento racional por parte dos usuários no consumo dos produtos ofertados pelo sistema financeiro, evitando, especialmente, o sobreBendividamento, um dos aspectos mais perversos do uso inadequado do crédito. Tal conhecimento seria, portanto, relevante a todos os consumidores, independentemente de seu nível de renda ou status social.

Já a educação financeira diz respeito ao “empoderamento” dos consumidores a fim de que, bem informados, consigam, com a utilização do sistema financeiro, atingir objetivos almejados. Ainda de acordo com OCDE (2005a):

Financial education, like all types of education, is about empowering individuals so that they are better equipped to analyze diverse (in this case, financial) options and to take actions that further their goals. Financial education programs cover topics such as budgeting, saving, managing credit, and learning to negotiate [OCDE (2005a), p. 2].

Ao discutir experiências internacionais no tema, ORTON (2007) relaciona alguns aspectos que ilustram a importância da alfabetização financeira. Em primeiro lugar, o autor cita os resultados que alterações demográficas têm sobre a população e suas necessidades financeiras. Especificamente, ele ressalta o impacto que baixas taxas de crescimento populacional, aliadas ao aumento da expectativa de vida, têm na demanda por poupança, pois, neste cenário, haverá uma proporção cada vez menor

de trabalhadores frente ao contingente de aposentados. Sob esta ótica, as necessidades de poupança pública e individual são crescentes e parte da decisão e organização intertemporal de consumo e despesa deverão ser, necessariamente, transferidas à sociedade7.

Permeando, ainda, os aspectos demográficos, ORTON (2007) cita as mudanças recentes no mercado de trabalho e no sistema previdenciário como fatores de risco para os indivíduos com baixa educação financeira. No primeiro caso, a vulnerabilidade seria uma consequência natural de contratos mais flexíveis e da maior rotatividade de emprego, que exigiriam maiores habilidades financeiras dos trabalhadores para gerenciar as flutuações de renda decorrentes dessa nova realidade. Já as recentes alterações em sistemas previdenciários tendem a transferir aos indivíduos, cada vez mais, a responsabilidade e o risco da gestão dos ativos que lhes renderão dividendos futuros. Nestes caso, como ocorre, por exemplo, em planos de “benefício definido”, são exigidas habilidades e entendimento de complexos produtos financeiros, cuja tomada de decisão terá, necessariamente, grande impacto em sua aposentadoria.

Ainda que relacionadas a estes pontos já ressaltados, certamente os aspectos adicionais mais relevantes para a discussão sobre educação financeira – especialmente para os propósitos deste trabalho – são as mudanças recentes no sistema financeiro e, juntamente a elas, o crescente processo de financeirização das relações sociais.

As inovações recentes no sistema bancário e a aplicação de novas tecnologias neste segmento permitiram que um número cada vez maior de consumidores fossem incorporados ao sistema financeiro. Como já discutido, se, por um lado, a disponibilidade e o número de produtos e serviços aumentou consideravelmente, por outro, a complexidade de sua escolha e uso cresceu ainda mais, dificultando, ou até mesmo impedindo, o ingresso de uma parcela significativa da população. É neste contexto que diversas famílias, especialmente as de baixa renda, encontram na pouca

7 A questão demográfica ainda não figura dentre as mais relevantes para o Brasil, que ainda vive um

período de “bônus demográfico”, ou seja, com uma alta proporção de pessoas em idade economicamente ativa.

instrução financeira um elemento adicional para a perpetuação de sua exclusão social, pois são, ao mesmo tempo, alijadas do acesso a ferramentas financeiras adequadas às suas necessidades, perfil e realidade e financeira, e expostas a todo tipo de riscos associados à falta de acesso e decisões nãoBinformadas no complexo sistema financeiro atual.

PodeBse dizer, assim, que indivíduos financeiramente educados teriam habilidades adquiridas para, após o acesso a toda a informação necessária sobre oportunidades, escolhas e consequências de suas ações, tomarem decisões conscientes. TornaBse relevante, ainda, que eles tenham à sua disposição um auxílio por parte do sistema financeiro para fazer o uso adequado da instrução recebida.

Neste sentido, a educação financeira abriria um amplo leque de possibilidades para políticas privadas e públicas direcionadas a essa parcela financeiramente excluída. E, como algumas pesquisas sugerem, a pouca educação financeira atinge não apenas as classes mais pobres da população, mas, ao contrário, a boa parcela dela, já que os indivíduos tendem a superestimar seus conhecimentos financeiros. Dessa maneira, países que buscarem aumentar as habilidades financeiras de seus cidadãos estarão certamente contribuindo para a existência de mercados mais eficientes, o aumento da poupança, do investimento e, fundamentalmente, de maior cidadania, bemBestar e inclusão social.

3 QUEM SÃO OS EXCLUÍDOS?: UMA ANÁLISE DESCRITIVA DO

Benzer Belgeler