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Renk Analizleri

4. BULGULAR

4.3. Renk Analizleri

Como já foi explicitado anteriormente, uma das características mais fundamentais das sociedades democráticas liberais, na atualidade, é a dependência que elas possuem dos meios de comunicação de massa. As instituições democráticas em vigor nas sociedades ocidentais possuem esta limitação, elas deixam brechas para a dominação autoritária praticada pelos meios de comunicação em benefício das estruturas de poder existentes. A manipulação ideológica traz a possibilidade de uma dominação sem necessidade de uso da força física. Através da domesticação das mentes, se tem a possibilidade de domesticação dos corpos. Por meio da força existente no aparato midiático, as pessoas têm suas mentes arregimentadas assim como o exército o faz com relação aos corpos dos soldados. A eficiência de tal planejamento vai depender do quão bem elaborados são os planos de financiamento de tais veículos de informação.

25Veja Online 16.abr.2003: <http://veja.abril.com.br/160403/p_044.html> Acessado em 16.ago.2010.

Controlar as mentes e as ações é a maneira como as sociedades democráticas liberais ensejam a dominação, de uma forma muito mais sutil, útil e eficiente que a coerção física praticada em regimes autoritários, sendo mais propícia ao alcance dos fins desejados.

A cultura histórica, elemento de fundamental importância para moldar consciência das pessoas, é, em larga medida, administrada por um esquema econômico que traz apelos ideológicos que são colocados em circulação na sociedade. Aqueles que possuem poder dentro deste esquema, não ficarão satisfeitos se a cultura histórica, uma fundamental matéria-prima para a consciência das pessoas, veiculada pelo aparato midiático, vier a ser prejudicial a seus interesses. A mobilização para administrar o que se pensa dentro de uma sociedade é de fundamental importância para a manutenção do poder. Há uma imensa quantidade de dinheiro e esforço envolvido nessa questão (CHOMSKY, S/D, p.09-30).

Nós estamos falando de um sistema de referências ao qual os discursos são vinculados, dentro de um campo de poder que autoriza ou não a circulação de determinada formulação discursiva, a depender do lugar no qual esta é produzida, é elaborada. Certos conceitos e categorias utilizados pela revista dizem respeito aos interesses dos grupos sociais que dão sustentabilidade a estes discursos. Esta cultura histórica produzida traz em seu cerne a marca das instituições das quais ela faz parte (CERTEAU, 2007, p.66-77). Certos sentidos assumidos por algumas palavras utilizadas nos dão a medida dessa força institucional existente na fabricação da consciência popular. Podemos dar o exemplo do simples uso do termo americano usado pela revista

Veja para se referir àqueles que são dos Estados Unidos, como que essa denominação

expressa uma forma de perceber uma superioridade dos norte-americanos frente ao resto do continente. Este termo contem o reconhecimento da pretensa supremacia e superioridade do país que detém influência econômica e cultural sobre os demais. As produções de sentidos e significados estão atreladas às relações de dominação prática existentes, àquele conjunto de significados que possuem conformidade aos interesses dominantes. A revista aceita o termo que os próprios americanos usam, para se auto- atribuírem serem eles os americanos, ignorando os demais povos americanos e se arrogarem como porta-vozes da América.

O poder de organização dos “artefatos” simbólicos que circulam na nossa sociedade, traz também um poder de organização das práticas que autorizam o fornecimento de legitimidade da ordem ideológica vigente. Dentro dos sistemas classificatórios que estão em vigor, certos conceitos-chave como o de barbárie e

civilização são o tempo todo sugeridos pela revista. Fala-se em ditadores sanguinários e

formas de governo totalitárias ao se referir ao que existe no Oriente Médio, contrapondo-se a liberdade, democracia e civilização existente entre os norte- americanos, sendo os sistemas classificatórios que vigoram na revista, corroboradores da lógica de dominação que se impõe pelo poder hegemônico. Isso fundamenta os estereótipos inferiorizantes para caracterizar os árabes dentro da cultura histórica hegemônica no mundo ocidental. A Veja é de fundamental importância para a veiculação de idéias que estimulem esse padrão. A organização da cultura promovida pela publicação é efetuada por um conselho editorial vinculado aos interesses hegemônicos do capital, possuindo como meta a perpetuação do sistema de dominação vigente.

Aquelas representações veiculadas e socializadas e que dizem respeito aos interesses dos que detêm a hegemonia política e econômica, não se encerram em si mesmas. Elas, para serem efetivas, devem trazer consequências práticas que lhes são indissociáveis. Estas práticas resultam de condicionantes estruturais e conjunturais que propiciam a formação de determinado habitus26, funciona como uma matriz na qual são moldadas e direcionadas as percepções, visões de mundo e ações. O habitus possui agentes que possibilitam a sua existência, que são reprodutores das regularidades existentes dentro das estruturas de poder que vigoram. Esta categoria diz respeito ao processo de interiorização de tais estruturas, possibilitando a integração deste aparato estrutural aos grupos sociais, dando condições de apropriação das idéias e dos significados que são cultivados dentro destes componentes estruturais. Tais componentes possuem o que podemos chamar de funcionários, treinados para realizar da melhor forma possível a organização da cultura de forma a atender as demandas que neles são depositadas. São estes os encarregados de produzir discursos que estejam

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Compreendemos o conceito de habitus, elaborado por Pierre Bourdieu, como sendo o as relações de afinidade existentes entre os comportamentos individuais e as estruturas que formam os condicionantes sociais, permitindo analisar os indivíduos que são submetidos a uma mesma condição de existência na sociedade.

alinhados com os que detêm o poder (BOURDIEU, 1989, p.07-16 e 59-73). As lutas simbólicas se processam em simultaneidade com o mundo concreto, repercutindo, neste caso em questão, na exclusão dos iraquianos da possibilidade de falarem por si mesmos acerca de assuntos que dizem respeito a eles próprios. O processo de difusão de uma cultura histórica que traz as marcas dos estereótipos desqualificadores dos árabes, é veiculado em paralelo com o projeto de hegemonia norte-americana no Oriente Médio. A revista Veja pode ser vista como um eficiente funcionário deste projeto de formação da hegemonia norte-americana.

Cada segmento social é formador de seus quadros de intelectuais, que serão os organizadores da cultura que tal segmento irá veicular na sociedade, sendo tais intelectuais treinados para elaborarem e defenderem os pontos de vista que são úteis às pretensões que lhes são demandadas. O trabalho realizado tem a finalidade de criar os meios necessários para a expansão da influência de sua própria classe ou segmento social, sendo adequado que esses intelectuais invistam a maior parte do seu tempo no aprimoramento de suas faculdades do espírito do que no esforço físico em favor de seus correligionários. Sua função é fabricar determinadas concepções de mundo que contribuam para que sejam ajustadas às demandas de seu grupo social. A grande imprensa se baseia na sistemática repetição de idéias e valores que trazem a representatividade ideológica das classes dominantes. É uma estratégia pedagógica que possui muita eficácia quando se trata de estabelecer uma doutrinação nas pessoas. O papel educativo diante das massas e o controle sobre elas é algo que o poder estabelecido busca alcançar. A capacidade de se manipular a opinião pública e de fundamental importância para o estabelecimento das formas desejáveis de dominação política:

O papel da imprensa como formadora de opinião pública é extremamente elucidativo para compreender a disseminação e propagação de fantasias e mitos acerca de indivíduos ou grupos étnicos que, no decorrer da história da humanidade, têm sofrido a infâmia de serem vítimas do preconceito por parte de grupos e nações. [...] seu amplo alcance junto às massas redunda em um veículo relevante para a propaganda dos regimes políticos que necessitam buscar legitimidade junto aos vários segmentos sociais, haja vista sua instrumentalidade, para que um corpo de idéias possa ser acatado e aceito pela sociedade (ALMEIDA, 2001, p.163).

Esta habilidade do intelectual, de intervir no mundo, faz parte da necessidade de conquista ideológica da sociedade, para que haja garantia de manutenção do status quo desejado. Para tal conquista, os segmentos sociais elaboram seus próprios intelectuais (GRAMSCI, 1985, p.05-24).

As relações de força que se engendram no âmbito simbólico, se dão como uma forma de imposição e legitimação da dominação de um determinado grupo sobre outro. Este é um processo que podemos chamar de violência simbólica, que é um elemento estruturante da comunicação. Esta é uma luta travada constantemente entre aqueles que são produtores de cultura. O poder simbólico dá a prerrogativa a seus detentores de exercerem o monopólio da violência simbólica, legitimado pela correlação de forças existente dentro de uma sociedade. As frações dominantes têm o seu poder baseado no capital econômico, e fabricam a legitimidade de sua dominação através da produção simbólica e ideológica veiculada nos mais diversos meios difusores de cultura, entre estes, os meios de comunicação como jornais e revistas. As funções destas idéias veiculadas estão diretamente ligadas às condições sociais nas quais elas foram criadas. Este poder simbólico é de extrema utilidade às pretensões de dominação social cultivadas pelas camadas dominantes. Através deste poder se pode confirmar certas visões de mundo ou mesmo transformá-las, intervindo-se diretamente nesta realidade. Este poder está contido dentro das relações de poder existentes no âmbito social. Vemos no discurso da revista Veja uma aplicação quase que mecânica de um conjunto de artefatos simbólicos que circulam no mundo ocidental no que diz respeito aos árabes. Estes são descritos a partir de certas alcunhas e estereótipos inferiorizantes. Isto é algo bastante recorrente quando se procura falar a respeito de tais povos. É uma diretriz determinada por aqueles que detêm o poder político e econômico. As manifestações e as expressões que são dirigidas ao público pelos meios de comunicação de massa, nos trazem as marcas do campo de pertencimento que ajudam a entender as intencionalidades existentes por trás daquele material publicado.

As relações que possuímos com o mundo, se dão por um complexo sistema de referenciais que nós introjetamos ao longo de nossas vidas. Estes referenciais condicionam o nosso posicionamento diante do mundo, ajudando a moldá-lo. É é nesta atmosfera criada pelo lugar social, que nós iremos nos acomodar. Nela reside a nossa cultura histórica. Há uma oferta desigual de instrumentos de representação da vida social. Estes instrumentos, em larga medida, obedecem aos ditames do mercado, no

qual as pessoas/consumidores, invariavelmente, irão dar preferência àqueles produtos simbólicos possuidores de maiores apelos publicitários. Para tanto, é absolutamente necessária a existência do poder econômico. Na lógica que rege a circulação de uma determinada cultura histórica, há as limitações/condicionantes que emanam do campo político do qual tal cultura provém. O capital forma um monopólio de produção e difusão de determinados interesses políticos. Este jogo de poder simbólico localiza-se internamente ao campo político e econômico, com suas hierarquias e constrangimentos. São a estas variáveis que está submetida a cultura histórica existente na nossa sociedade.A produção jornalística é adaptada a estas estruturas que a compõem e que dão suporte para que ela possa continuar existindo. Valores pessoais e profissionais são amoldados, sendo estes funcionários obrigados a se sujeitarem para garantir sua legitimidade frente a sociedade e, a partir do momento em que a lógica econômica passa a ser o motor impulsionante dos discursos que frequentam as páginas da revista que tomamos como objeto.

Observamos a existência de uma forte integração da mídia ao sistema econômico dominante, que se traduz na vigilância sobre o que é veiculado. Aquilo que é noticiado, está diretamente ligado a um componente estrutural que diz respeito a uma teia de interesses, nos quais aqueles fatos que são considerados inconvenientes, são, deliberadamente, abafados, trazendo omissões convenientes. A revista Veja está imersa em um aparato midiático que serve aos poderosos interesses político-econômicos do capital internacional, que controlam e financiam os meios de comunicação, estabelecendo o que é ou não digno de ser publicado, seguindo sempre aquela linha ideológica que lhe convém, sendo cuidadosamente selecionada pelo conselho editorial que comanda a revista.

Não conseguimos identificar nem lampejos de atividade democrática na atuação do aparato midiático gerido pela Editora Abril. O que se observa, é o gerenciamento de meios de comunicação de massa por uma elite privilegiada que manipula o público em função de seus interesses. São mobilizadas várias formas de se fabricar um consenso:

A maioria das escolhas tendenciosas da mídia decorre da pré-seleção de pessoas de mentalidades coadunadas, pré-concepções internalizadas e da adaptação de pessoal às restrições impostas pelo

poder da propriedade, da organização, de mercado e político. A censura é em grande parte autocensura exercida por repórteres e comentaristas que se ajustam às realidades das exigências organizacionais das fontes e da mídia, e por pessoas em níveis mais elevados em organizações de mídia escolhidas para implementar, e que geralmente já internalizam, as restrições impostas pelos centros de poder de proprietários e outros de mercado e governamentais (CHOMSKY; HERMAN, 2003, p.54).

O mundo é exposto de forma a valorizar ou suprimir, de maneira tendenciosa, determinadas características que não satisfazem os anunciantes nem os grupos que possuem o poder financeiro. Os pontos de vista que não oferecem as informações necessárias para que haja um alinhamento à ideologia dos grupos financeiros anunciantes, não encontram espaço na revista. A Veja é uma ferramenta extremamente importante para o fortalecimento das pretensões imperiais e ideológicas ligadas às grandes empresas. As manipulações realizadas nas notícias veiculadas na publicação ajudam a trazer alguma legitimidade, frente à opinião pública, de determinadas causas que acabam por se tornar uma justificativa para as agressões àqueles grupos mais vulneráveis. Tudo em nome do fomento à lógica do mercado.

Há, na nossa análise, constantes construções argumentativas que constrangem as significações daquilo que deve ser noticiado, sendo as notícias adestradas pela fortuna e influência dos que possuem cacife para anunciar na revista. Para estes, os fins propagandísticos são o cerne do sistema de comunicações. O domínio sobre o que é noticiado, e a exclusão do dissonante, se dão de forma tão “natural” que chegam a abafar o princípio básico da atividade jornalística, deixando de contemplar as diferentes perspectivas acerca dos problemas que são discutidos. Em nenhum momento, tivemos contato com alguma voz que represente as opiniões dos iraquianos a respeito dos ataques norte-americanos. Quando aparece algo a respeito, é para falar que eles deveriam estar satisfeitos por estarem sendo libertados das mãos de um ditador sanguinário. Os grandes conglomerados de informação privados constituem-se em uma organização extremamente poderosa, seu poderio econômico é o que traz a principal motivação para a efetivação do poderio simbólico sobre a sociedade.

É comum que todo um aparato financeiro envolvendo os bancos e as grandes empresas possuam investimentos em empresas de comunicação, tornando-as dependentes das diretrizes ideológicas levadas a cabo por tais empresas. O que mais

fortemente define a sobrevivência do poder da Veja, são os seus anunciantes. O patrocínio destes é o que torna o preço da revista mais acessível, o que faz com que os que não possuam tais anunciantes, passem por dificuldades financeiras e sejam levados à marginalidade. É o que acontece com grande parte dos veículos de comunicação voltados para classes não privilegiadas. Estes não atraem interesse de empresas por não estarem voltados para um público que tenha poder aquisitivo suficiente para consumir os produtos anunciados. Sendo os anunciantes os indispensáveis fornecedores de subsídios aos meios de comunicação, estes entram em uma corrida para atrairem os patrocinadores, procurando fazer com que sejam oferecidos espaços em um formato adequado para que os anunciantes tenham suas mercadorias propagandeadas. Sempre será dada preferência para aqueles veículos que possuam um perfil político e ideológico atrelado aos interesses do grande capital, sendo necessário que se crie um ambiente de reforço às mensagens corporativas, o que faz com que os princípios ideológicos que guiam as mídias que dominam o mercado editorial, sejam de uma orientação política bastante conservadora, como é o caso da revista de maior circulação do Brasil. Este sistema funciona sob pressões mercadológicas, acrescidas de jogos políticos entre os próprios grupos empresariais midiáticos, que condicionam os critérios jornalísticos de organização e veiculação de notícias, pois, mais do que trazer a informação com compromisso e responsabilidade, o objetivo maior da publicação do grupo Abril é torná-la cada vez mais qualificada para atender aos interesses dos anunciantes.

Podemos flagrar as motivações da revista se mostrar tão simpática à invasão ocorrida no Iraque ao observarmos que, entre os maiores anunciantes das páginas da revista, estão a Wolksvagen e a Ford, empresas automobilísticas que estão de olho nos lucros obtidos com a exploração do petróleo no pós-guerra. A indústria automobilística é uma das maiores anunciantes da revista. A vinculação da Veja ao capital externo é bastante explícita e, muitas vezes, celebrada pelas campanhas publicitárias que permeiam a revista, chegando-se ao ponto de a revista defender este capital privado no seu financiamento como uma condição para a existência da liberdade de imprensa. Esta é a forma como se organiza a grande mídia, de abrangência hegemônica no território nacional. Neste sistema que possui o foco no mercado globalizado, há uma forte perseguição aos que não estão alinhados a esta lógica. As premissas do discurso que é veiculado, são ditadas pelos poderosos, não havendo muito espaço para veículos que não se coadunem a esse mecanismo de funcionamento.

As marcas desta orientação que guia a produção intelectual da revista, nos levam a interpretar seus posicionamentos como alinhados ao que Edward Said chama de Orientalismo. Nela, podemos ver como a cultura histórica predominante diz respeito aos interesses hegemônicos, útil à manutenção da supremacia das potências ocidentais. A todo momento, são percebidos os interesses em apagar a história dos povos não situados no centro da civilização ocidental. Cria-se uma idéia naturalizada de um Oriente desqualificado. O fato de conceitos como “democracia” não serem encontrados no repertório de grande parte dos países árabes, auxiliam nesta desqualificação. Na sua totalidade, as reportagens seguem uma idéia de Oriente que o associa ao terror islâmico, encontrando estas idéias bastante ressonância em nossa sociedade. É muito comum falar-se em ameaça árabe e é essa mentalidade, útil ao Pentágono para planejar os seus ataques, que a Veja procura fomentar nas suas páginas. Esta revista é um meio de comunicação de massa que possui grande circulação e espalha uma concepção de Oriente que é inverificável. São flagrantes as reportagens que trazem um discurso a favor de um império civilizador, ao mesmo tempo em que certas empreiteiras, entre outras empresas, fazem seus negócios, procurando amealhar partes mais substanciais dos espólios de guerra. As matérias analisadas possuem como meta a criação de uma visão que ofereça a possibilidade de se atingir determinados fins. A eficiência e engenhosidade dos textos são definidores de uma cultura histórica acerca do Oriente.

Não se percebe, nas página da Veja, nenhum esforço de buscar na história a sua possibilidade de conhecimento, de uma experiência humana que incorpore a crítica humanística necessária para se por em questão o aparato ideológico que cerca os discursos sobre os árabes, baseados em um verdadeiro mito ocidental. O que se vê, é a inteira adaptação a um conjunto ordenado de idéias que sustentam as ambições imperiais presentes nas relações internacionais, assim como nas empresas que anunciam em seu espaço publicitário. Isso faz com que tenhamos a necessidade de alargar os limites expostos por estes discursos vinculados a tais interesses dominantes, construindo referenciais explicativo-compreensivos que sejam alternativos a esses simplificadores da realidade. As generalizações e reducionismos devem ser enquadrados pelo

Benzer Belgeler