1.4. Michael E. Porter’ın Belirttiği Rekabet Güçleri
1.4.1. Rekabet Güçlerinin Stratejiyi Şekillendirmesi
A análise dos resultados desta pesquisa foi de caráter qualitativo e a técnica que se utilizou para analisar as transcrições das entrevistas foi a análise de conteúdo.
Para Sampieri et al (2006) a análise qualitativa de dados não se resume apenas à descrição de um fenômeno e deve contar com um plano de análise. Afirmam ainda que alguns dos principais objetivos da análise qualitativa são: a organização de dados; a interpretação e avaliação de unidades, de categorias, de temas e de padrões; a explicação de contextos e fenômenos; gerar hipóteses, e relacionar resultados de análise com uma teoria.
A análise de conteúdo, segundo Bardin (2010), organiza-se em torno de três etapas que serão descritas a seguir: a pré-análise, a exploração do material e o tratamento dos resultados, a inferência e a interpretação.
Para a autora, a etapa da pré-análise é uma fase de organização e tem como objetivo a operacionalização e sistematização das ideias iniciais da análise para montar um esquema preciso do desenvolvimento do plano de trabalho. Inicia-se pela leitura flutuante, que é o
contato inicial com o material a ser analisado para obter as primeiras impressões sobre seu conteúdo, para depois determinarem-se as hipóteses e os objetivos do estudo.
Na etapa de exploração do material, realiza-se a codificação e a categorização dos seus elementos constituintes.
A codificação consiste na transformação dos dados brutos do texto por recorte, agregação e enumeração, utilizando regras específicas, com o objetivo de atingir uma representação do conteúdo. Ela envolve a escolha das unidades de registro e as regras de enumeração.
A unidade de registro é “a unidade de significação a codificar e corresponde ao segmento de conteúdo a considerar como unidade base, visando a categorização e a contagem frequencial.” (BARDIN, 2010, p. 130). Consiste no nível de recorte que se pretende realizar para a aplicação das regras de análise, podendo ser por: palavra, tema, objeto, personagem, acontecimento ou documento. A escolha do tipo de recorte se faz em função do objetivo da pesquisa. Nesta pesquisa, utilizou-se o tema como unidade de registro, pois, segundo Bardin (Ibid., p. 131), o tema é a unidade de registro mais utilizado para estudar motivações de opiniões, de atitudes, de valores, de crenças, de tendências e é característico da análise de conteúdo. Para Sampieri et al (2006), o tema é a unidade de registro mais adequada para análise de significados. O tema é “a unidade de significação que se liberta naturalmente de um texto analisado segundo certos critérios relativos à teoria que serve de guia à leitura.” (BARDIN, 2010, p. 131) e pode ser uma frase, ou uma frase composta, de comprimento variável.
A regra de enumeração consiste na forma que se contará as unidades de registro, podendo ser por: presença (ou ausência), frequência, frequência ponderada, intensidade, direção, ordem ou co-ocorrência. Nesta pesquisa, realizou-se a enumeração das unidades de registro por presença e frequência. A enumeração por presença verifica quais unidades de registro estão, ou não, presentes no material de análise. A enumeração por frequência corresponde à análise da frequência com que as unidades de registro aparecem, indicando assim a importância de algumas unidades em relação a outras.
Após a codificação, realiza-se a categorização que consiste em classificar os elementos de um conjunto por diferenciação e no seu reagrupamento segundo critérios definidos a priori. São
classes que reúnem um grupo de unidades de registro sob um título genérico em razão das suas características comuns (BARDIN, 2010). O objetivo da categorização é simplificar a representação dos dados brutos da pesquisa.
O critério de categorização pode ser semântico (categorias temáticas), sintático (verbos, adjetivos), léxicos (segundo o sentido da palavra) e expressivos (perturbações da linguagem). Neste estudo fez-se a categorização pelo critério semântico uma vez que se utilizou o tema como unidade de registro. As categorias foram definidas com base nos objetivos da pesquisa, no referencial teórico e na análise das entrevistas.
Bardin (Ibid., p. 147) aponta que categorias bem definidas devem ser:
Mutuamente exclusivas: cada elemento não pode existir em mais de uma categoria; Homogêneas: um único princípio de classificação deve governar a sua organização; Pertinentes: quando é relacionado ao material de análise escolhido e ao referencial
teórico escolhido;
Objetivas e fiéis: os elementos de análise devem ser codificados nas mesmas categorias, mesmo quando submetidas a várias análises por diferentes analistas. Para isso, as categorias devem ser definidas de forma clara e possuir regras objetivas para determinar a inclusão de um elemento;
Produtivas: devem possibilitar resultados férteis em índices de inferências, hipóteses novas e dados exatos.
Para a definição das categorias utilizou-se como referencial teórico os modelos e teorias que descrevem o processo de transição de carreira (subseção 4.2.2), a formação da identidade (subseção 4.3.2) e a construção identitária em transições de carreira (subseção 4.4.1). No entanto, a análise das entrevistas revelou categorias não contempladas no referencial teórico que também foram incluídas na análise.
Finalmente, após a etapa de exploração do material, efetua-se o tratamento dos resultados, a inferência e a interpretação. Esta etapa consiste em analisar e interpretar as categorias a fim de fazer a sua descrição, a análise do seu significado para os indivíduos, a verificação da presença e frequência de cada categoria e a busca de relações entre elas (SAMPIERI et al., 2006). Nesta etapa revelaram-se os padrões de comportamento e as motivações dos indivíduos
que permitiram a definição de hipóteses sobre como se dá a mudança de identidades profissionais em processos de transição de carreira, objetivo principal deste trabalho.