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Etkili bir rehberlik ve yönlendirme ile sınavın öğrenciler ve aileler üzerinde oluşturduğu psiko-sosyal baskı önlenmelidir. Öğrencinin

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ÖNERİLER

5. Etkili bir rehberlik ve yönlendirme ile sınavın öğrenciler ve aileler üzerinde oluşturduğu psiko-sosyal baskı önlenmelidir. Öğrencinin

Em simultâneo com o inquérito a uma amostra nacional, no âmbito do estudo “Medicamentos e Pluralismo Terapêutico”, foi lançado o mesmo questionário a 400 indivíduos em contextos de saúde, designadamente centros de saúde (n=248) e lojas de produtos naturais/dietéticos (n=152)48, com idades compreendidas entre os 18 e os 75 anos, em duas regiões do país que permitissem estabelecer comparações entre contextos urbano e rural: Lisboa (n=250) e Guarda (n=150). Não sendo uma amostra estatisticamente representativa49, esta amostra de conveniência possibilitou um olhar ampliado sobre o

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O Inquérito Nacional de Saúde é realizado pelo Instituto Nacional de Estatística, em parceria com o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, com uma periodicidade variável. Encontram-se disponíveis os dados dos dois últimos inquéritos, o de 2014 e o de 2005/2006. No de 2014 há questões com referência ao consumo de medicamentos homeopáticos e a despesas com homeopatia ou acupunctura, mas não autonomizadas de outro tipo de consumos ou outro tipo de despesas.

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Inclui 15 inquiridos numa clínica de medicina tradicional chinesa.

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Designadamente a nível das principais variáveis sociográficas, como o sexo, a idade e o nível de escolaridade. O objetivo não foi o de obter na amostra uma distribuição das categorias destas variáveis semelhante à da população portuguesa, mas sim de as ter representadas de forma tanto quanto possível equilibrada.

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segmento específico da população que aqui nos interessa (sobrerrepresentado face à sua expressão a nível nacional), permitindo avançar para uma sociografia dos utilizadores das MCA e para a exploração de padrões de consumo e conceções sobre saúde, incluindo a comparação sistemática com os não utilizadores50.

Quadro 6.5. Composição da amostra de conveniência (n=400) (%) Sexo Masculino Feminino 44,5 55,5 Categoria etária 18-35 anos 36-55 anos >=56 anos 35,0 38,3 26,8 Nível de escolaridade Inferior ao 9º ano 9º a 12º ano Curso superior 17,0 45,3 37,8 Região Lisboa Guarda 62,5 37,5 Doença crónica Sim Não 30,2 69,8 Fonte: Lopes, 2010a.

Dos 400 inquiridos, 114 (28,5%) já tinham recorrido em algum momento a terapias das MCA. O número de indivíduos, não sendo representativo, é já de uma dimensão suficiente para poder explorar outras variáveis e comparar os utilizadores com os não utilizadores. A atribuição destas classificações – utilizadores e não utilizadores – é necessariamente redutora, mas útil para efeitos analíticos. Com ela não estamos a ignorar a existência de diferentes padrões e lógicas de utilização das MCA, como alguns estudos tão bem têm demonstrado (por exemplo, Sharma, 1992). Tampouco se perspetivam os não utilizadores como uma categoria fechada (em última análise trata-se de uma categoria potencialmente provisória), composta por indivíduos que partilham os mesmos atributos sociodemográficos. A utilidade das classificações reside na possibilidade de, numa perspetiva quantitativa, estabelecer comparações entre os dois segmentos populacionais, procurando perceber em que medida o recurso a estas medicinas constitui um fenómeno socialmente circunscrito ou se, pelo contrário, tem vindo a alargar-se a indivíduos de diferentes perfis sociais. A análise

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Para o efeito, são mobilizados os indicadores específicos sobre o recurso às MCA integrados na secção do inquérito “Tratamentos não medicamentosos”, correspondendo às questões 23 a 23.2.7. (cf. Inquérito por Questionário em anexo, Anexo A). Para além destes, que constituem o foco central da análise, recorre-se a outros indicadores, quer relativos á caracterização sociodemográfica dos inquiridos, quer os que remetem para outros consumos terapêuticos, quer ainda os que respeitam a práticas e atitudes no domínio da saúde e da doença.

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qualitativa que desenvolveremos subsequentemente (cf. capítulos 7 e 8) permitirá explorar de forma intensiva os vários modos de relação com as MCA que a categoria utilizadores alberga.

Os resultados do inquérito revelam que o recurso às MCA em Portugal não é independente de atributos sociodemográficos. Embora a correlação não seja estatisticamente significativa51, a taxa de utilização das mulheres fica um pouco acima da dos homens (31,1% face a 25,3%) (cf. Quadro 6.6).

Quadro 6.6. Recurso a tratamentos de MCA, por sexo (%) Homens Mulheres Utilizadores 25,3 31,1 Não utilizadores 74,7 68,9 Total 100,0 (n=178) 100,0 (n=222) p = 0,202

Fonte: Inquérito “Medicamentos e Pluralismo Terapêutico”, 2008.

A variável idade apresenta também alguma capacidade explicativa – ainda que não estatisticamente significativa – , registando-se uma correlação direta com o recurso às MCA: à medida que avançamos para escalões etários superiores aumenta a percentagem dos que já recorreram às MCA (cf. Quadro 6.7). Tal não deixará de estar associado à óbvia maior probabilidade de surgirem problemas de saúde à medida que a idade avança.

Quadro 6.7. Recurso a tratamentos de MCA, por grupos etários (%) 18-35 anos 36-55 anos >=56 anos

Utilizadores 24,3 29,4 32,7 Não utilizadores 75,7 70,6 67,3 Total 100,0 (n=140) 100,0 (n=153) 100,0 (n=107) p = 0,331

Fonte: Inquérito “Medicamentos e Pluralismo Terapêutico”, 2008.

O nível de escolaridade é a variável mais diferenciadora, havendo uma relação estatisticamente significativa entre o recurso às MCA e as qualificações escolares. Quanto mais escolarizado, maior a probabilidade de se recorrer a estas medicinas; enquanto entre os detentores de um curso superior mais de um terço (35,8%) já recorreu, a percentagem

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Não se tratando de uma amostra estatisticamente representativa, a utilização de medidas de estatística indutiva tem apenas fins exploratórios e indicativos das relações que se estabelecem entre as variáveis em análise e não pretensões de extrapolação para o universo.

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homóloga para os que não atingiram o 9º ano é de cerca de metade (17,6%) (cf. Quadro 6.8).

Quadro 6.8. Recurso a tratamentos de MCA, por nível de escolaridade (%) Inferior ao 9º ano 9º a 12º ano Curso superior

Utilizadores 17,6 26,5 35,8 Não utilizadores 82,4 73,5 64,2 Total 100,0 (n=68) 100,0 (n=181) 100,0 (n=151) p = 0,017

Fonte: Inquérito “Medicamentos e Pluralismo Terapêutico”, 2008.

Por fim, é evidente o contraste entre um contexto urbano, metropolitano e um contexto semi- urbano ou rural; 36,8% dos inquiridos de Lisboa utilizaram alguma terapia de MCA, sendo 14,7% os da Guarda que o fizeram (cf. Quadro 6.9). Apesar desta diferenciação, a taxa de recurso neste espaço geográfico não é despicienda, o que remete para a necessidade de relativizar a ideia de que as MCA estariam circunscritas a contextos urbanos e de desenvolver pesquisas que, como refere Adams (2004), possam explorar a relação que se estabelece entre cuidados de saúde primários da medicina convencional e MCA em contextos rurais, onde, segundo o autor, se têm verificado níveis de utilização significativos destas medicinas.

Quadro 6.9. Recurso a tratamentos de MCA, por local de residência (%) Lisboa Guarda

Utilizadores 36,8 14,7

Não utilizadores 63,2 85,3 Total (n=250) 100,0 (n=150) 100,0

p < 0,001

Fonte: Inquérito “Medicamentos e Pluralismo Terapêutico”, 2008.

Uma análise dos resultados a partir de outro ângulo permite estabelecer, de forma sintética, o perfil sociodemográfico dos utilizadores das MCA. O quadro seguinte mostra a distribuição das variáveis sociodemográficas exclusivamente no segmento daqueles que já recorreram às MCA. Predomina a população do sexo feminino, do escalão intermédio dos 36 aos 55 anos, com níveis de escolaridade relativamente elevados e residente em zona urbana. Este predomínio não deve, porém, ocultar, uma relativa disseminação social do uso das MCA, que não está confinado a um grupo social específico. Como outras pesquisas concluem, os

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utilizadores das MCA não são uma minoria cultural marginal ou uma subcultura (Cant e Sharma,1999; Sharma, 2000).

Quadro 6.10. Utilizadores de MCA: perfil sociodemográfico (n=114) (%) Sexo Masculino Feminino 39,5 60,5 Categoria etária 18-35 anos 36-55 anos >=56 anos 29,8 39,5 30,7 Nível de escolaridade Inferior ao 9º ano 9º a 12º ano Curso superior 10,5 42,1 47,4 Região Lisboa Guarda 80,7 19,3

Fonte: Inquérito “Medicamentos e Pluralismo Terapêutico”, 2008.

O retrato é, em grande medida, coincidente com o que tem sido traçado nos estudos extensivos sobre o recurso às MCA em outros países da Europa e nos EUA (Sharma, 1992; Astin, 1998; Cant e Sharma, 1999; Wiles e Rosenberg, 2001; Frank e Stolberg, 2002; Cant, 2005; Baer, 2006; Hildreth, 2007). Para lá de um primeiro olhar impressivo sobre estes dados, importa questionar em que medida estes traços sociodemográficos são específicos dos chamados utilizadores das MCA, ou se, pelo contrário, são comuns aos utilizadores dos cuidados de saúde em geral.

Como vários estudos demonstram, os diferentes grupos sociais rececionam e interpretam os discursos públicos de promoção da saúde de modo diverso, designadamente consoante o estatuto socioeconómico e a fase do ciclo de vida (Lupton, 1995; Nettleton, 2006), entre outras variáveis explicativas. Tais diferenças concretizam-se ao nível das práticas sociais relacionadas com a saúde, como o cuidado auto-declarado com a saúde ou a frequência do contacto com os sistemas periciais médicos (por exemplo, consultas e exames).

Regressando aos resultados do inquérito “Medicamentos e Pluralismo Terapêutico” a uma amostra representativa da população residente no continente52, registam-se genericamente investimentos de saúde mais efetivos por parte das mulheres, dos mais velhos e dos mais escolarizados. As mulheres não só declaram ter mais cuidado com a

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Optamos por retomar os dados da amostra nacional, já que providenciam um retrato mais fiel da frequência do recurso a cuidados de saúde. Na amostra de conveniência, porque os indivíduos foram inquiridos em contextos de saúde, encontravam-se envolvidos nesses cuidados à data do inquérito, o que sobredimensionaria esse recurso.

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saúde, como se revelam mais envolvidas em cuidados médicos, posicionando-se em níveis de frequência mais elevados quer nas consultas médicas, quer na realização de exames médicos, do que os homens. São os mais velhos que se auto-atribuem maior cuidado com a saúde e, como seria de esperar, dada a maior probabilidade de ocorrerem problemas de saúde, existe uma relação entre a idade e os investimentos pericializados de saúde, aumentando a frequência das consultas e dos exames médicos à medida que se avança na idade. Os recursos qualificacionais constituem também um fator explicativo das perceções relativamente ao cuidado com a saúde, com os detentores de um curso superior a declararem um maior cuidado, por comparação com o referido pelos que possuem graus de instrução menores (Pegado, 2010: 236-37). Significa isto que os dados sobre os utilizadores das MCA não parecem ser muito diferentes dos relativos aos utilizadores da biomedicina (Cant, 2005).