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2. GENEL BİLGİLER

2.1. Cox Regresyon (Orantısal Hazard Regresyon) Analizi

2.1.4. Regresyon Katsayılarının Yorumlanması

A actual cidade de Castelo Branco nasceu na encosta do Cerro da Cardosa, posição que lhe permitiu desde sempre um total controlo visual de todo o planalto onde este acidente geológico se situa. A zona envolvente é caracterizada por uma vasta área planáltica, pouco recortada ou acidentada, na qual existem alguns cabeços dispersos.

O castelo foi edificado no afloramento central da faixa ordovícica de Castelo Branco, constituída essencialmente por quartzitos do Skidaviano, que se encontra orientada de noroeste (Ribeira da Líria) para sueste (São Martinho). A sudoeste estes afloramentos contactam com xistos metamórficos e a nordeste com granito porfiróide. O afloramento de Castelo Branco, cuja altitude é de 489m, é o mais extenso (2,5 Km), sendo mais largo na zona da cidade. Os quartzitos são acompanhados de finas faixas xistentas, muito metamorfizadas. (Ribeiro et alia, 1967, p. 11)

Devido ao facto da cidade se encontrar numa área de transição entre xistos e granitos, toda a zona de contacto é marcada por uma extensa faixa onde predominam corneanas e xistos mosqueados e siliciosos, que se vão tornando mais argilosos e menos mosqueados à medida que se afastam da mancha granítica. No entanto, à excepção da área do castelo que se encontra sobre a crista quartzítica, todo o centro histórico foi construído sobre granito porfiróide, de grão médio a grosso, onde predominam vários feldspatos (microclina, micropertite e ogliclase) e duas micas (biotite e moscovite). (Ribeiro et alia, 1967, pp. 14-16)

Do ponto de vista geográfico, de Norte para Oeste, o planalto é limitado pelas serras da Gardunha, Muradal e Alvelos. A Sudoeste, já com o extremo sul banhado pelo Tejo, fica a serra das Talhadas, enquanto a Sudeste está isolada a serra de Monforte. A Leste a cintura montanhosa que abraça o planalto passa pela crista quartzítica de Idanha-a-Nova, no interior da qual corre para sudoeste o rio Pônsul (até desaguar no Tejo, a poucos quilómetros de Castelo Branco). Para lá desta, já a Nordeste do planalto,

e ao Norte da Campanha de Idanha, ficam as serras da Murracha, Ramiro, Moreirinha e Alegrios. O Sul é totalmente limitado pelo grande rio ibérico, o Tejo.

O planalto de Castelo Branco encontra-se sensivelmente ao centro de toda uma região designada como Beira Interior Sul, que mesmo ao nível interno apresenta algumas diferenças espaciais bem marcadas. Assim, ao Norte, fica a região das serranias e da Cova da Beira (concelhos de Belmonte, Covilhã e Fundão), a Sudoeste o Pinhal Interior (concelhos de Oleiros, Proença-a-Nova, Sertã e Vila de Rei) e finalmente os planaltos da área central e do Leste (concelhos de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Penamacor e Vila Velha de Rodão). Esta localização faz da cidade albicastrense, devido à sua centralidade, não só sede de concelho, mas também de distrito.

O concelho é limitado a Sudoeste pelo de Vila Velha de Rodão, a Oeste pelos de Proença-a-Nova e Oleiros, a Norte pelo do Fundão, a Este pelo de Idanha-a-Nova e a Sul pela província espanhola de Cáceres. Internamente o concelho inclui vinte e cinco freguesias de diferente dimensão, nas quais a sede, normalmente, se encontra situada sobre pequenos outeiros ou elevações existentes no planalto.

Toda a área do planalto é densamente ocupada por uma rede de ribeiras e riachos, muitos deles sazonais, afluentes do Tejo, onde se destacam o Pônsul, a Ocreza, o Aravil e a Líria.

II. 1. 2. Clima (Pena, 2000B, pp. 160-161)

Uma vez que se encontra encaixado entre a cordilheira central e o Alentejo, o planalto de Castelo Branco é do ponto de vista climatológico afectado por esta posição geográfica.

Cercado de norte para sudoeste por várias serranias, a precipitação é mais acentuada nesses locais, diminuindo à medida que nos afastamos desses relevos em direcção ao rio Tejo e seus afluentes (Ocreza, Pônsul e Aravil). Da mesma forma os níveis de humidade são mais elevados nas serras, dissipando-se no planalto propriamente dito; no entanto, a percentagem de humidade volta a aumentar junto ao curso do Tejo, devido ao ar húmido que entra através do vale deste rio.

Do ponto de vista das temperaturas a situação é totalmente inversa à da precipitação. Assim, à medida que nos afastamos do rio em direcção às serras, a temperatura vai diminuindo.

II. 1. 3. Coberto Vegetal (Pena, 2000A, pp. 125-127; Pena, 2000B, pp. 162-170)

As condições climatológicas e a orografia vão assim condicionar o espaço natural, em particular o coberto vegetal. Apesar do concelho de Castelo Branco ser marcadamente mediterrânico existem três áreas distintas do ponto de vista dos habitats: o pinhal a oeste, o planalto na área central e o vale do Tejo a sudeste.

Na zona do pinhal, a oeste, dominada inicialmente por carvalhais, destacavam-se espécies como o carvalho-negral (Quercus pyrenaica), o carvalho-roble (Quercus robur) e o castanheiro (Castanea sativa), sendo a sua distribuição influenciada pela altitude ou exposição solar. Nos pontos mais altos seria também comum o vidoeiro (Betula pubescens), enquanto nos mais baixos e solarengos cresceria o sobreiro (Quercus suber). Pouco ou nada resta hoje desta floresta, uma vez que estes terrenos xistosos e de vales estreitos estão ocupados por extensos pinhais, onde a espécie mais comum é o pinheiro-bravo (Pinus pinaster), predominando no sub-coberto o feto-ordinário (Pteridium aquilium). Nas clareiras eventuais, o bosque é essencialmente constituído por espécies arbustivas como a esteva (Cistus ladanifer), a urze branca e a roxa (Erica arborea e Calluna vulgaris). É também possível ver aí o medronheiro (Arbustus unedo), o sargaço (Halimium alyssoides) e a carqueja (Pterospartum tridentatum). Na zona mais setentrional ao estevão (Cistus populifolius), substitui a esteva.

Na área do planalto o antigo carvalhal acabou por dar lugar ao sobreiral, onde se destacavam espécies como o carvalho-cerquinho (Quercus faginea) e o medronheiro (Arbustus unedo). Além destes, nalguns locais seria comum a presença da azinheira (Quercus ilex). Entretanto, com a pressão populacional, esta área tornou-se muito compartimentada, encontrando-se hoje dispersas algumas manchas de montado de sobro, onde predomina o carvalho-negral (Quercus pyrenaica) e o sobreiro (Quercus suber), entremeadas por matagais e olivais (Olea europaea), normalmente em redor das

aldeias. No noroeste do planalto foi introduzido o pinheiro e a sudeste domina o eucalipto (Eucalyptus globulus) a par com a esteva.

O sudeste, limitado por importantes cursos aquíferos, como o Tejo, o Pônsul e o Aravil, existiriam inicialmente povoamentos de azinho e sobro. Junto às linhas de água o sobreiro dava lugar ao zimbro (Juniperus oxycedrus). Hoje, este montado subsiste lado a lado com os campos cultivados, sendo igualmente comum a esteva. Em redor das aldeias o olival ocupou o espaço anteriormente dominando por azinheiras. No entanto, à medida que se avança para o Tejo, na paisagem cada vez menos humanizada surgem ao nível arbustivo espécies como o rosmaninho (Lavandula pendunculata) e a sargacinha (Halimium viscosum). Nas zonas de matagal, junto da água existe uma maior diversidade, onde predominam o tamujo (Securinega tinctoria), o salgueiro (Salix alba) e o freixo-de-folha-estreita (Fraxinus angustifolia). Nas encostas, a par com a azinheira, surgem ainda outras espécies mediterrânicas como a cornilheira (Pistacia terebinthus), o lentisco-bastardo (Phillyrea angustifolia), o sanguinho-das-sebes (Rhamnus alaternus) e o zimbro (Juniperus oxycedrus).

Num poço, considerado lusitano-romano, de Idanha-a-Velha, em 1964, foram recolhidos vestígios de sementes de diversas espécies frutícolas, das quais algumas poderão ter sido introduzidas nesse período, difundindo-se depois, a pouco e pouco por toda a região, a saber: videira (Vitis vinifera), zambujeiro (Olea europea var. silvestris), pinheiro bravo e pinheiro manso (Pinus pinaster e Pinus pinea), nogueira (Juglans regia), ameixeira (Prunus domestica), pessegueiro (Prunus persica), cerejeira (Prunus fr. avium) e romanzeira (Punica granatum) (Almeida e Ferreira, 1967, pp.59-60; Edmondson, 1994, p.23).

Do ponto de vista agrícola, nas culturas de sequeiro domina o centeio (Secale cereale) e o trigo (Triticum spp.), enquanto nas de regadio há uma predominância do milho (Zea mays), da batata (Solanum tuberosum) e do feijão (Phaseolus vulgaris).

II. 1. 4. Faunas (Pena, 2000A, pp. 125-127; Pena, 2000B, pp. 162-170)

Nas clareiras dos pinhais que cobrem os serros e encostas xistosas no oeste do concelho, pode-se encontrar uma grande diversidade de espécies, principalmente de avifauna; é o caso da felosa-do-mato (Sylvia undata), da ferreirinha (Prunella

modularis), da carriça (Troglodytes troglodytes), do picanço-real-meridional (Lanitus meridionalis), da cia (Emberiza cia) e do pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula). Aqui também encontra refúgio o javali (Sus scrofa), a toupeira (Talpa occidentalis), o ouriço-cacheiro (Erinaceus europaeus) e o musaranho-de-dentes-brancos (Crocidura russula) (Mathias, 1999, pp. 22, 30 e 38). Na zona setentrional do pinhal, o bosque altera-se, surgindo espécies como o chapim (Parus spp.), o gaio (Garrulus glandarius), a gralha-preta (Corvus corone), o pica-pau-verde (Picus viridus), a águia-de-asa- -redonda (Buteo buteo) e por vezes o gavião (Accipter nisus).

No planalto propriamente dito existem duas realidades. Por um lado nas áreas de cultivo por sequeiro, na grande mancha granítica a norte da cidade surge a pega (Pica pica), a cotovia-montesina (Galerida theklae), o alcaravão (Burhinus oedicnemus) e eventualmente o sisão (Tetrax tetrax) e o rolieiro (Coracias garralus). No Inverno, a barragem da Marateca (Santa Águeda) é a principal área para a observação de aves aquáticas que para aqui se dirigem durante a sua migração anual, destacando-se entre elas o abibe (Vanellus vanellus).

Em oposição, na zona xistosa a sul da cidade, são mais comuns a cegonha-branca (Cicconia cicconia), o pardal-espanhol (Passer hispaniolensis), o abelharuco (Merops apiaster) e a poupa (Upupa epops). Nas áreas abertas, no sudeste do concelho, onde voltam a surgir culturas de sequeiro, podemos encontrar a lebre (Lepus granatensis), o tartaranhão-caçador (Circus pygargus), o cortiçol-de-barriga- -preta (Pteroles orientalis) e a abetarda (Otis tarda).

As zonas de montado são igualmente ricas em avifauna nesta área, podendo-se observar espécies como o noitibó-de-nuca-vermelha (Caprimulgus ruficolis), a águia-calçada (Hieraactus pennatus), o cuco-rabilongo (Clamator glandarius), o picanço-barreteiro (Lanitus senator), a toutinegra-real (Sylvia hortensis) e o bico grossudo (Coccothraustes coccothraustes). Também existem aqui populações de rato-de-cabrera (Microtus cabrerae) (Mathias, 1999, p. 120).

Junto às linhas de água, em pequenos bosques, coabitam comunidades selvagens de veados (Cervus elaphus), raposas (Vulpes vulpes), texugos (Meles meles), genetas (Genetta genetta), sacarrabos (Herpestes ichneumon), coelhos-bravos (Oryctolagus cuniculus), tourões (Mustela putoris), ratos-de-água (Arvicola sapidus) e ratinhos- -do-campo (Apodemus sylvaticus) (Mathias, 1999, pp. 102, 110, 122, 140, 146, 154, 158 e 160). Estes locais são território de caça de algumas aves de rapina como o grifo (Gyps

fulvus), o abutre-do-egipto (Neophron percnopterus) e o abutre-negro (Aegypius monachus). Existe ainda o lince-ibérico (Lynx pardinus), muito raro por estas paragens, assim como a águia real (Aquila chrysaetos), o chasco-preto (Oenanthe leucura), o melro-azul (Monticola solitarius), a cegonha-preta (Cicconia nigra), a andorinha- -daúrica (Hirundo daurica) e a andorinha-das-rochas (Ptynoprogne rupestris). São ainda comuns a lontra (Lutra lutra), o cágado (Mauremys leprosa) e o cágado-de- -carapaça-estriada (Emys orbicularis). Dos anfíbios, destacam-se a lagartixa-do-mato- -ibérica (Psammodromus hispanicus) e a lagartixa-de-dedos-denteados (Acanthodactylus erythrurus); e na fauna piscícola a boga (Chondrostoma polylepis) (Cabral, 2005, pp. 121, 129 e 135)

De acordo com o foral manuelino, de 1510, no termo de Castelo Branco era permitido caçar várias espécies de pequeno porte, como sejam o coelho, a lebre, a perdiz (Alectoris rufa), patos e galinhas32.