4.5. Araştırma Bulguları
4.5.3. Regresyon Bulguları
Para buscar evidências sobre os fatores que diferenciam os dois grupos de escolas em análise, estudamos outras variáveis de natureza subjetiva do questionário contextual como as Práticas pedagógicas, de gestão e de convivência na escola. Estudou-se também o perfil dos alunos, por meio do nível socioeconômico e as características das escolas, de natureza mais objetivas, dos dois grupos.
Os aspectos relacionados à Prática de convivência exploraram a percepção dos alunos sobre as regras de convivência dentro da escola: a colaboração para o bom funcionamento da escola, o estabelecimento de limites, a não discriminação dos alunos pelos professores, se os alunos se sentiam ouvidos e a sensação de gostar da escola. Com relação a essa Prática, foi possível perceber que, o grupo de escolas de alto desempenho e clima escolar satisfatório agregou os maiores percentuais de satisfação em estudar na escola, de conhecimento das regras e limites da escola pelos alunos, da sensação que os alunos eram tratados como iguais, não havendo discriminação. Nas escolas desse grupo, os alunos podiam opinar sobre as coisas da escola e serem ouvidos pelo professor e pelo diretor. Pode-se concluir que parecem ser indicadores positivos os aspectos ligados a essa prática e que os mesmos parecem fortalecer o bom clima escolar.
Os aspectos relacionados à Prática de gestão, não centrados na figura do diretor da escola e sim na gestão da escola e da sala de aula, exploravam a organização escolar e a sensação de segurança dentro da mesma, além da satisfação com a alimentação (merenda) oferecida. Nessa prática os maiores percentuais também são do grupo das escolas de alto desempenho e clima escolar satisfatório. O que parece ser mais uma indicação que uma escola pode ser bem administrada, não
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somente na figura do diretor, mas também na gestão da segurança e da qualidade da alimentação oferecida. A gestão da sala de aula pelo professor, no sentido de evitar faltas, manter a ordem na sala e resolver os conflitos em sala, sem necessitar expulsar o aluno, também contribui para que o aluno se sinta bem na escola.
A investigação da relevância da Prática pedagógica procurou explorar como o aluno percebia a atitude do seu professor em sala de aula, sobre a utilização do material didático e do uso de computadores. A percepçãodo aluno sobre a boa explicação do conteúdo, a prática do professor de passar e corrigir o dever de casa e a boa expectativa do professor em relação à aprendizagem dos seus alunos também foi considerada. Como nas demais práticas, essa também teve maior percentual de respostas positivas dos alunos do grupo de escolas de alto desempenho e clima escolar satisfatório. Provavelmente os resultados mais importantes para a elucidação da relação entre clima e desempenho, as respostas dos alunos das escolas de desempenho alto e clima satisfatório sempre demonstram atitudes mais favoráveis em relação ao trabalho do professor. O número que nessas escolas concorda plenamente que aprende o que o professor ensina é 15% maior que nas escolas de desempenho baixo e clima insatisfatório. Um número quase 19% maior respondem que o professor explica até todos tenham aprendido e 15% maior que o professor sempre esclarece as dúvidas. O número de alunos das escolas de alto desempenho e clima satisfatório é 18% maior no caso do professor corrigir o dever de casa e 14% maior em relação a uma frase que reflete o nível de expectativa do professor em relação a aprendizagem de todos os alunos.
Com a análise das três práticas, pode-se concluir que foram bem significativas ao discriminar as escolas do grupo de alto desempenho e clima escolar satisfatório das do grupo de escolas de baixo desempenho e clima escolar insatisfatório. Uma boa escola reúne regras, normas, o estabelecimento de limites, a falta de discriminação, professores comprometidos e atenciosos com o ensino, gestores escolares que tomam atitudes quando os alunos se sentem ameaçados e a alegria e entusiasmo em estar na escola. São estes os fatores que fazem a
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diferença para os alunos. Esses achados estão alinhados com o documento “A
qualidade da educação: conceitos e definições” (MEC, 2007), elaborado a partir
da revisão dos documentos oficiais da educação dos países da Cúpula das Américas. Além dos estudos de Bressoux (2003), da UNESCO (2008) por entenderem que o clima escolar fortalece e dá sentido aos demais elementos contidos no cotidiano escolar.
Analisamos também o perfil dos alunos. Os dados também mostram que os alunos com nível socioeconômico mais baixo, com mães menos escolarizadas, recebem auxílio do governo como Bolsa família e moram em locais com menos acesso a serviços públicos básicos estão mais concentrados nas escolas com baixo desempenho e clima escolar insatisfatório. Essa constatação está em consonância com os estudos de Cunha e Costa (2009) que mostram que os alunos com nível socioeconômico mais elevado estão nas escolas de melhor desempenho e que por sua vez são o que mais se beneficiam de clima escolar mais satisfatório.
Por fim, foram analisados fatores escolares objetivos como as características físicas da escola, pautadas na localização geográfica no Estado, local de funcionamento, acesso a serviços públicos básicos e infraestrutura.
Com base na identificação das escolas estaduais e municipais contidas nos grupos de análise, foi possível identificar quais 131T131131r regionais e SREs possuem maior percentual de escolas do grupo alto desempenho e clima escolar satisfatório. Nas escolas estaduais pertencentes aos polos regionais Triângulo e Zona da Mata estão mais concentradas nesse grupo. E os polos regionais Vale do Aço e Norte concentram mais escolas no grupo de baixo desempenho e clima escolar insatisfatório. Nas escolas municipais houve uma pequena variação dessa distribuição. Desse estudo saíram alguns indícios que um dos possíveis fatores para a distribuição desigual de desempenho e clima seria a quantidade de escolas sob a jurisdição de cada SRE. Das SREs analisadas, as que possuíam grande quantidade de escolas estaduais e municipais também possuíam maior percentual de escolas no grupo de baixo desempenho e clima escolar insatisfatório, salvo algumas exceções como Divinópolis e Montes Claros.
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O polo regional Central com as SREs Metropolitanas, apresentaram resultados semelhantes aos das escolas nas regiões mais pobres do Estado.Tanto da rede municipal, quanto na estadual
Também foram examinados o local de funcionamento, o acesso a serviços públicos básicos e a presença de dependências nas escolas. Foi possível perceber que alguns desses itens estavam mais presentes nas escolas de alto desempenho e clima escolar satisfatório das escolas estaduais e municipais, mas não configuraram um forte indicador para discriminar os dois grupos de escolas. Todas estas análises corroboraram outras já feitas, que utilizaram as mesmas variáveis pelos autores citados no referencial bibliográfico.
5.3 A Secretaria de Estado de Educação de Minas estava no caminho certo: