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1.3. XX. YÜZYIL BESTEKÂRLARI

1.3.2. Refik Fersan’ın Biyografisi (1893-1965)

reviam o mecanicismo e funcionalismo globalizador: New Empirism e a Arquitetura

de Detalhe. Até ao final da 2ª Guerra Mundial os Nórdicos não tinham uma

arquitetura internacional moderna. A partir de 1930 são introduzidos no país os pri ípiosàdoàMovi e toàModer oà ela ora doàu aàvers oàprópriaàdoàMovi e toà Moder o à(p. 83). A partir de 45 a Itália e Inglaterra (principais focos de renovação do pós-Guerra) passam a conceder à arquitetura Nórdica um papel de modelo, as suas revistas e modelos são comparados com o New Empirism Nórdico convertendo- o num ponto de referência para toda a Europa. Depois do funcionalismo, abstração e racionalismo, a arquitetura Nórdica converte-se em principal impulsionadora de uma arquitetura essencialmente organicista, espontânea e humanista.

A corrente Neo Empirista desenvolveu-se na Noruega e Suécia e difundiu-se por todos os países escandinavos. Em 1947 na revista The Architetural Review no artigo

New Empirism s oàdefi idasàasàsuasà ara terísti as,à trata-se de uma reação contra

o excessivo esquematismo da arquitetura dos anos 30. Hoje chegámos a um ponto de que tudo é alusivo aos fatores psicológicos voltou a ganhar nossa atenção. Mais que nunca, o homem e seus hábitos, reações e necessidades são o foco de i teresse ,à asàa terior e teàe pli ara à at àagoraà oàh àu aàreaç oàevide teà contra os princípios nos quais a funcionalidade se baseou. Ao contrário, estes princípios nunca foram tão relevantes como agora. A tendência está mais para humanizar a teoria estética e, ao mesmo tempo, retornar ao primeiro radicalismo

t i o (Montaner, 2011, p. 84).

Num artigo posterior, janeiro de 1948, também intitulado de New Empirism. The

antecedentes and origins of “ueden’s latest style, as características enunciadas são:

reação a um rigoroso formalismo e por isso persegue-se a espontaneidade, a adaptabilidade do edifício aos materiais tradicionais e ao lugar. Busca-se a recuperação da comodidade doméstica, o sentido comum, a textura e as cores tradicionais, a fantasia e o gosto pela decoração, o valor do bom artesanato (telhados inclinados e materiais tradicionais) é vista como uma progressiva humanização do Movimento Moderno e não como um revivalismo tradicional. Outro fator é o clima, meio natural, definido cuidadosamente no meio

arquitetónico, onde vai habitar o homem, dando a este primordial importância na escala humana e psicológica da arquitetura. A dureza do exterior no inverno deve ser colmatada com o conforto interior, relação com o lugar de atitude inteligente e subtil de integração ao meio ambiente rural. Surge como síntese entre uma metodologia empírica que busca integrar-se ao meio ambiente e entender cada situação concreta, é o desenvolvimento do racionalismo (contextualista) como método básico de projetar. Principais características na síntese progressista entre racionalismo e empirismo, tecnologia e saber tradicional, desenvolvida na condição de Modernidade e tradição, artificio e natureza, que assim continua numa tradição de empirismo do próprio lugar, agora apelidado de New Empirism (Frampton, 1997). A arquitetura espontânea Sueca, que os Ingleses batizaram de Novo Empirismo, diz- nos o mesmo autor, que esta arquitetura em 1º apresenta algo de novo; 2º deriva do racionalismo/funcionalismo e constitui uma superação do mesmo, não uma oposição. A arquitetura Nórdica passa a ser apelidada de New Empirism. A Suécia que foi neutra na 2ª Guerra Mundial, e as raízes produtivas, onde a passagem do rural para o Industrial se verificou também mais lenta. Assim a arquitetura de produção industrial e edifícios técnicos foi realizada sem perder por completo o nível e a qualidade, dos produtos realizados artesanalmente (pedreiro e carpinteiro). Não ocorrendo uma rotura tão radical como no passado, à semelhança de outros países, entre o rural e urbano, não foi tão radicalizada. Neste sentido, Montaner (2011) aponta que deste ponto de vista pode ser entendida como uma continuação de um funcionalismo e racionalismo revistos.

O Novo Empirismo, tenta formular uma nova poética e vitalidade em que a sua imaginação permita fugir à esterilidade doutrinária e purista do funcionalismo. Zevi uestio aà uaisàs oàasà ara terísti asàdesteà ha adoàNovoàE piris o? à(1973, p. 341), e argumenta que: em geral trata-se de uma reação contra posições rigidamente formalistas. O entusiasmo pelas experiências estruturalistas foi superado e há um regresso ao bom senso comum na argumentação e razoabilidade. deàfa toà ueàosàedifí iosàs oàparaàserviràoàseràhu a oàeà oàparaà o fir aràaàfria lógi aà du aà teoria à (Zevi, 1973, p. 341). A palavra Spontanietet, muito frequente nos lábios dos jovens arquitetos suecos, talvez seja a chave desta nova tendência em que o pendulo arquitetónico se move-se para lá do Empírico,

…por ueàhave osà ósàdeàdese haràja elasà aioresàdoà ueàoà e ess rioàsóà para demostrar que podemos criar uma parede inteira de vidro? Para quê projetar tetos planos se em cada primavera verificam-se infiltrações? Para quê evitar os materiais tradicionais se estes respondem bem a sua função e apresentam cor e textura agradáveis? Porquê inibir a fantasia e desprezar as decorações que desejamos intensamente? The Architectural Revieu citada por Zevi. (1973, p. 342)

Como foi dito em The Architetural Review (1947),

…at à agoraà oà à evide teà u aà forteà reaç oà o traà osà pri ípiosà doà

funcionalismo; com efeito, estes nunca foram seguidos como agora. A tendência e de humanizar as teorias no campo estético e de voltar simultaneamente ao primitivo racionalismo no campo técnico. O novo empirismo é a tentativa de ser mais objetivo do que o funcionalismo, de

introduzir uma outra ciência – a da psicologia – teremos agora uma

humana, objetiva orgânica espontaneidade The Architectural Revieu citada por Zevi. (1973, p. 343)

O Método de projetar de caráter não analítico, mas sintético e subjetivo, por isso empirico, mas racional nas respostas às solicitações específicas de cada projeto, semelhança projetual a Alvar Aalto, as condicionantes e limitações, são o tema central do qual se constrói o projeto. Esta é a metodologia de caráter interpretativo e visão inteligente na conceção dos dados concretos, pessoais e reais que desenvolve a resposta arquitetónica, de modo a interpretar caso a caso, cada lugar concreto, a fim de resolver a situação arquitetónica especifica, método de propor e pensar através do projeto com posições lógicas humanizadas, respeitadoras da psicologia do utente, das características da envolvente e da natureza. Trata-se de uma viragem significativa relativamente ao método contrário, a um racionalismo radical globalizador que parte de soluções estabelecidas ou de tipologias pré- concebidas, conseguindo deste modo a sensibilidade esquemática do Movimento Moderno. Esta metodologia por sua vez assenta nas aprendizagens do Movimento Moderno ortodoxo, de modo não dogmático, mas antes inquisidor, pesquisador e estimulante,

…destaà a eira,àfor ula-se uma arquitetura que em planta é racionalista, mas ao mesmo tempo se desdobra em formas articuladas e abertas, para assim desenvolver o programa com maior versatilidade, e adaptar-se à topografia à paisagem e aproveitar as melhores vistas. Os Jardins e bosques aproximam-se da arquitetura. Recorre-se novamente à qualidade, cor, textura e conforto dos materiais tradicionais - madeira, tijolo, telha - combinados com painéis e elementos industrializados. Persegue-se a fantasia formal, a recuperação da decoração e as referencias às formas tradicionais (Montaner, 2011, p. 94).

O empírico método da razão procura o caráter específico da formação académica comum e o conhecimento empírico e permanente da artesania produtiva local. Ainda assim, em confronto com o método racional que estes simultâneos conteúdos descobrem a possibilidade, de uma síntese específica destes parâmetros, como resposta às novas preocupações. Especificamente, dada pela contribuição finlandesa e que a 3ª geração de arquitetos modernos desencadeou criou (os mais jovens). Pelo contrário, o clima de funcionalismo, propôs-se naturalmente a libertar-se dos seus dogmas. Alvar Aalto não propõe teorias, mas estimula uma integral revisão do pensamento funcionalista: Sanatório de Paimio (1931-32) (Fig. 13); Biblioteca Viipuri (1934) (Fig. 14); Pavilhão Finlandês em Paris (1937) (Fig. 15) ; o Pavilhão Filandês de Nova York (1939) (Fig. 16) desenha para produzir em série os seus móveis em contraplacado (1932) (Fig. 5).

Segundo Zevi (1973) as características distintivas que se podem observar nestas

obras são: (1º) maior modéstia – Aalto em Paris (1936), em lugar de afirmar um

pomposo pavilhão que se vislumbrasse a quilómetros de distância, construiu o seu por detrás de uma fileira de árvores. A Finlândia, vestida com ondulantes paredes de madeira, quase se escondia, preferindo uma posição isolada, oculta que, justamente

porà isso,à seà revelaà aisà atrae te:à oà eraà ape asà u aà rilha teà o eç oà

ar uitetó i a,à orrespo diaà àpsi ologiaàdaàe posiç o à(Zevi, 1973, p. 291), Paris é quente no verão e proporcionava sombras e locais refrescantes na entrada do pavilhão.

(2º) uma maior preocupação tecnológica – Aalto, ao contrário, valendo-se do uso da madeira quimicamente tratada, supera a distinção entre estrutura e volume, torna indissociáveis os dois elementos. A distância entre cada abertura está calculada para que a luz seja uniformemente difundida.

(3º) uma maior preocupação pela vida do homem – busca psicológica, nada de

grandes teorias em como a humanidade deveria viver, mas um profundo, solitário

Fig. 13 Sanatório de Paimio (1931-32)

Fig. 14 Corte da sala de leitura e do auditório da Biblioteca Viipuri (1934)

Fig. 15 Pavilhão Finlandês (1937)

Fig. 16 Pavilhão Finlandês (1939)

amor pelos problemas concretos da vida quotidiana. Chega ao sistema de iluminação da biblioteca partindo do estudo das condições mais benéficas para a leitura. Concebe o teto ondulante da sala de reuniões só porque considera a importância que tem o ambiente físico para favorecer uma discussão democrática: a mesma igualdade sonora entre ouvinte e palestrante, no Sanatório de Paimio, preocupa-se com o bem-estar psicológico dos doentes uma tranquilidade desconhecida até aí em todos os hospitais frios, moralmente deprimentes com os seus tetos brancos, não se limita às estruturas e a disposição dos ambientes, vai até aos problemas psicológicos, aos problemas vitais, preocupação e procura humana, nasce uma ativa e vivaz capacidade inventiva que transforma sucessivamente em cálida beleza, não para se ver, mas sobretudo confortável para quem habita no edifício, os resultados do estudo técnico.

(4º) uma maior habilidade nos pormenores – a harmonia é o segredo do processo

vital, o milagre da vida, necessidades humanas, provar o prazer que deriva da harmonia. Os mínimos pormenores da casa, personalidade de pormenor ornamental, vibrações cromáticas e o tratamento de uma parede, a harmonia deriva da consonância de todos os elementos.

(5º) um aproveitamento dos progressos da produção industrial – os móveis de Aalto podiam também servir para ilustrar as características acabadas de mencionar, pois estão concebidos de acordo com a linha orgânica do corpo humano nas suas diversas posições, concebidos não só da pureza das linhas e dos planos, mas também as possibilidades técnicas da produção industrial.

(6º) uma liberdade do dicionário cubista – contradição volumétrica das caixas

murais racionalistas, em nome de amplas paredes onduladas, resulta de uma completa reconciliação entre uma rígida consciência funcionalista e uma fresca sensibilidade pessoal, livres formas orgânicas.

(7º) uma nova consciência dos espaços interiores – superfícies, planos, volumes,

encastramentos de formas, divisões estáticas que alcançavam um ritmo de continuidade espacial, um procedimento do exterior para o interior, determinava-se em primeiro lugar a estrutura, depois o invólucro da edificação e só então a divisão dos espaços interiores (Zevi, 1973).

As carateristicas consumadas no espaço, possibilidade de existência - o espaço segundo o espaço do orgânico e empírico. Nuno Portas (1964, p. 119) refere-o como uma possibilidade de vida, ou do desenvolvimento de uma função, uma estrutura fruivel, e ainda como estrutura de sequência de dadas quantidades de existência, porque, como estrutura do senso comum, sabe-se que é percebido como gerador de tenções ou campos definidos ou projetados virtualmente pelos elementos que o limitam; mas é apenas apreensível na duração, isto é, no movimento temporal dos utentes que nele coabitam (circulação).

…oàseuàrealis oà oàest à eleàpróprioà asà aàe peri iaà ueàdeter i a,à

aài te sidadeàeà ualidadeàdaàe peri iaà … à oàfa toàdeàseràpossi ilidadeà

de movimento e de relação, um modo e aspirações de viver aqui e agora … àOsàsinais elementares da arquitetura são os que denotam o espaço, os elementos constitutivos dos invólucros construídos; contornos de parede, tipo de cobertura ou de aberturas (Portas, 1964, p. 119).

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