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2. LİTERATÜR ARAŞTIRMASI

2.2 Poliimid Sentezi

2.2.3 Reaksiyonu etkileyen parametreler

O modelo de análise de dados da pesquisa fundamentou-se no método de Análise de Conteúdo (AC). Segundo Bardin (1977), toda comunicação que ocorre entre um receptor e um emissor pode ser analisada sob o uso da AC. Henrry e Moscovici (1968) citado por Bardin (1977, p.33) alega que “tudo aquilo que é dito ou escrito é susceptível de ser submetido a uma análise de conteúdo”.

Para Bardin (1977, p.38) Análise de Conteúdo é:

...um conjunto de técnicas de análise das comunicações, que utiliza procedimentos sistemáticos e objectivos de descrição do conteúdo das mensagens...a intenção da análise de conteúdo é a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção (ou eventualmente, de recepção), inferência esta que recorre a indicadores (quantitativos ou não).

Desse modo, compreende-se que a análise de conteúdo corresponde a uma técnica de análise de comunicação, seja esta qualquer mensagem entre um receptor e um interlocutor que permita a produção de critérios que gerem conhecimento enriquecendo a fala da pesquisa.

Não obstante, a presente proposta de pesquisa teve como aporte para análise de seus dados as características metodológicas da AC, defendidas por Richardson (2012): objetividade, sistematização e inferência. O autor refere-se à objetividade como sendo normas e procedimentos tomados pelo pesquisador que devem ser seguidos em prol de atenuar sua subjetividade diante das reflexões e decisões que terá durante toda a pesquisa. Já sistematização trata da inclusão ou exclusão do conteúdo conforme regras consistentes e sistemáticas a partir da averiguação de todo o conteúdo disponível, categorizando de forma objetiva o material que irá trabalhar. E, por fim, a inferência permite as considerações aprofundadas da análise do conteúdo, com base em proposições aceitas como verdadeiras (RICHARDSON, 2012). Essas características, pois, conferem rigor, confiabilidade e validade à metodologia proposta.

A escolha por esse método de análise de dados ocorreu porque, obedecendo aos critérios de validade e confiabilidade da pesquisa qualitativa em utilizar métodos que já foram testados e aprovados, a AC tem sido bastante utilizada em investigações com abordagem qualitativa, aceitas como válidas, conforme afirmam Mozzato e Grzybovski (2011). Além disso, a AC desenvolve-se por meio de técnicas mais ou menos refinadas, envolvendo a preparação dos dados de forma peculiar para que estes possam fornecer ao investigador subsídios para seu estudo (FLICK, 2009).

Sendo assim, a técnica metodológica de análise de conteúdo possui significativa menção à interpretação e, para isso, usa procedimentos metodológicos com fins estratégicos. Para analisar a gestão de formação continuada dos técnico-administrativos da UFPB sob a ótica da Teoria da Sociedade habermasiana, a pesquisadora apropriou-se dos procedimentos estratégicos explicitados por Bardin (1977) e ratificados por Laville e Dionne (1999), especificamente sobre as etapas da AC. No entanto, ressalta-se que as etapas elencadas pelos autores não se constituem em caminhos rígidos, mas em um conjunto de trilhas possíveis para obtenção de conhecimento (LAVILLE; DIONNE, 1999).

Nessa perspectiva, a análise dos dados da pesquisa desenvolveu-se em três etapas, assim como descreve Bardin (1977) e Laville e Dionne (1999):

a) a primeira etapa parte de uma pré-análise;

b) a segunda etapa constitui-se na exploração do material, ou seja, a descrição; c) a terceira etapa que corresponde ao tratamento dos resultados obtidos. A figura 2 demonstra essas etapas:

FIGURA 2: Fases da Análise de Conteúdo

FONTE: Elaborado a partir de Bardin (1977) e Laville e Dionne (1999).

Essas etapas concedem ao pesquisador desmontar e estruturar os elementos do conteúdo, a fim de extrair sua significação (LAVILLE; DIONNE, 1999).

A primeira etapa de pré-análise é composta por atividades não estruturadas e tem como objetivo a organização do material. Foi nessa fase que ocorreram as transcrições das entrevistas para torná-las operacionais, e ainda foram coletadas informações de documentos institucionais necessários para o alcance dos objetivos estabelecidos. Ainda nessa etapa, conforme Bardin (1977), foi realizada uma leitura “flutuante” do material para que se pudesse conhecer a matéria analisada. Após esse primeiro encontro, a pesquisadora escolheu os documentos que demonstraram significância para sua investigação, correlacionando-os aos objetivos propostos, o que foi feito como Laville e Dionne (1999) indicam, ou seja sem ser de forma aleatória ou desordenada, mas foi feita a partir da percepção do fenômeno que a pesquisadora adquiriu na medida em que selecionava o material.

Nesse sentido, para organização do material de forma a torná-lo operacional a pesquisadora usou um software chamado Atlas Ti na versão free no qual utilizou para separar cada trecho das entrevistas conforme semelhança de conteúdo, bem como cada parte dos documentos utilizados.

A segunda etapa alude à questão de exploração do material preparado. Nesta etapa, existe a ordenação do material conforme as categorias formuladas a partir da fundamentação teórica do estudo, bem como dos objetivos que se almejam alcançar. Laville e Dionne (1999) entendem por categoria as rubricas sob as quais serão organizados os elementos do conteúdo, conforme grupos de afinidade de sentido. Bardin (1977) observa que é uma fase decisiva para

o enriquecimento dos resultados a partir da análise profunda do corpus. Laville e Dionne (1999) inferem que, nesta etapa, o pesquisador se aproxima do sentido do conteúdo, pois através de sua compreensão é que organiza esse conteúdo em unidades de análise, ação através da qual faz com que o conteúdo “converse” com o pesquisador, dando-lhe a percepção de sua significação.

Desse modo, para fins da definição das categorias analíticas, a pesquisa subsidiou-se no “modelo misto” de organização de categorias, evidenciado por Laville e Dionne (1999). Para os autores, o modelo misto consiste na seleção de categorias ao início da pesquisa, mas essas categorias não permanecem rígidas, podendo sofrer mudanças em detrimento ao que a análise apresentará. Nesse contexto, a pesquisa apoiou-se em três categorias: “Organizações Aprendentes”, “Modelos de Gestão de Pessoas” e “Mundo Vivido e Mundo Sistêmico.

Por fim, a terceira etapa corresponde ao tratamento dos resultados empreendidos. Nesta etapa ocorreu a interpretação a partir do conteúdo sistematizado pela elaboração das categorias. É na terceira etapa que foram produzidos os resultados e inferências que trouxeram as respostas para o problema da pesquisa, explicitado pela questão norteadora: como ocorre a gestão de formação continuada dos servidores técnico-administrativos da Universidade Federal da Paraíba sob a ótica da Teoria da Sociedade habermasiana?

FIGURA 3: Trajetória da Pesquisa

FONTE: Elaboração Própria (2015).

Destarte, conforme foi discutido neste capítulo, o presente estudo trata-se de uma pesquisa de campo, balizada pela abordagem qualitativa. A partir de seus objetivos, os procedimentos da pesquisa respaldaram-se pela tipologia documental, bibliográfica, descritiva e exploratória. O instrumento de coleta de dados foi a entrevista semiestruturada, aplicada ao Gestor da DECP e aos Agentes de Gestão de Pessoas. Por fim, a análise dos dados ocorreu através do método da Análise de Conteúdo, segundo Bardin (1977) e Laville e Dionne (1999).

Nesse sentido, o próximo capítulo abordará os construtos teóricos nos quais a pesquisa se baseou para o desenvolvimento deste estudo.

3 REFERENCIAL TEÓRICO

Este capítulo mostra a teoria na qual está alicerçado esse estudo. Nele será abordado as OA a partir das cinco disciplinas enfatizadas por Peter Senge (2014). Além disso, serão apresentados modelos de gestão de pessoas com base nos estudos de Mascarenhas e Vasconcelos (2004) e Mascarenhas, Vasconcelos e Vasconcelos (2005), que se faz necessário por acreditar serem as pessoas foco de uma organização que aprende. Nesse capítulo, será caracterizado o recorte teórico da Teoria do Agir Comunicativo, em Habermas, o construto teórico da sociedade que possui dois pilares o mundo vivido e o mundo sistêmico. E por fim, versa sobre a gestão de pessoas no serviço público, a evolução da atenção da formação do servidor, e ainda sobre esta nas IFES e precisamente na UFPB.

3.1 ORGANIZAÇÕES QUE APRENDEM: UM IDEÁRIO DAS ORGANIZAÇÕES