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1.12. DiĢ Hekimliğinde Kullanılan Stres Analiz Yöntemleri

1.12.6. Radyotelemetri

fluviais está relacionada às antigas áreas de planície de maré estuarina, atualmente sujeitas à dinâmica fluvial e transbordamentos dos canais durante as cheias.

No interior dos estuários são comuns os terraços estuarinos que constituem superfícies horizontais, ou levemente inclinadas, com altitude de 0 a 2 m em relação ao nível das águas. Tais terraços, às margens dos leitos atuais e/ou no interior em forma de ilhas, são vestígios de assoreamento de planícies estuarinas antigas, em níveis mais elevados, caracterizados principalmente pelos depósitos aluviais. (Figura 2.14).

Estas são encontradas em áreas onde o gradiente de declividade é quase nulo, estando sujeitas à ação das marés. Devido à topografia, estas áreas são ambientes favoráveis aos processos de sedimentação fluvio-marinhas. São caracterizados por solos com alto teor de salinidade, águas mornas e salobras, e o constante fluxo das marés. Seus depósitos são constituídos por lamas escuras, ricas em matéria orgânica, restos de madeira e fragmentos de conchas. Na área em estudo é melhor observado na área da RDSEPT.

2.3.4 Planície fluvio-marinha

Leal (2003), baseado em estudos da região do Rio Jaguaribe, no litoral leste do Estado do Ceará, propõe como componentes da unidade geoambiental denominada de planície fluvio-marinha as porções mais baixas situadas entre as marés baixa e alta inundadas pelo menos duas vezes por dia por água salgada (Figura 2.14), apresentando solo tipicamente argiloso e rico em matéria orgânica, e que são ocupadas pelos mangues; e as áreas topograficamente mais elevadas que as dos manguezais, mas que são atingidas pelas águas marinhas apenas duas vezes no período de um mês, durante as marés de sizígia, que são localmente conhecidas com “salgados” ou apicuns.

2.3.5 Planície de maré

Planície de maré/estuarina e intermaré é o setor entre os níveis de maré alta e de maré baixa, e sofrem ação das marés e os efeitos de espraiamente das ondas após a arrebentação. Na área em estudo é observada também a formação de barras arenosas, que ocorrem longitudinalmente à linha de costa.

Este compartimento corresponde às áreas de baixo gradiente próximas à costa, com declividade baixa em direção ao mar e/ou canais principais de drenagem, caracterizados como áreas mistas cobertas durante as marés estuarinas enchentes e descobertas durante as vazantes

e composta por três zonas: supramaré, intermaré e inframaré. A planície de maré (Figura 2.14) é freqüentemente recortada por canais de maré acentuadamente curvilíneos.

2.3.6 Dunas

As dunas costeiras apresentam um importante sistema de proteção à linha de costa contra a erosão e a inundação causada por eventos de ressaca e por elevações no nível médio do mar (Nordstrom et al., 1990). A intensidade da interferência antrópica também vem influenciando cada vez mais no desenvolvimento e manutenção destes ambientes. (Figura 2.14).

2.3.6.1 Dunas móveis: o campo de dunas móveis está representado por depósitos de

areia média a muito fina inconsolidadas, bem selecionadas, com coloração variando de cinza clara (superfïcie) a esbranquiçada (subsuperfície), desprovidas de cobertura vegetal, sujeitas à dissipação pelos ventos, formando bacias de deflação na base a sotavento (vertente contrária à direção dos ventos dominantes) caracterizando formas de meia lua, as chamadas dunas barcanas. Por serem formas de relevo resultantes da deposição eólica, as dunas estão sobrepostas às feições de planície de deflação e, localmente, aos terraços estuarinos. Vários estágios destas feições podem ser observados, desde os depósitos praiais que remobilizados pela ação eólica dão forma aos feixes de cordões litorâneos, que retrabalhados pelo vento dão origem às dunas típicas.

As bacias de deflação, na área em estudo, são feições do relevo em forma de depressão semicircular, por vezes acumuladoras de água pluvial, escavadas nos declives das dunas móveis. A origem está relacionada à formação de redemoinhos de ventos que dissipam as areias em todas as direções (Vilaça et al., 1985).

2.3.6.2 Dunas fixas: são encontradas ao longo de toda a área em estudo,

principalmente a Sul da mesma; nas regiões onde ocorrem, as dunas são parcialmente fixadas por vegetação esparsa e, portanto, sujeitas a dissipações de areia menos intensas do que as dunas móveis. Trata-se de feições em forma de cordões longitudinais isolados em forma de grampo de cabelo, com flancos convexos e cotas altimétricas médias de até 30 metros. Por vezes ocorrem sobreposições dos cordões, dando origem à forma de língua. A origem das

2.3.7 Planície interdunar

Este compartimento do relevo compreende comumente à área entre a zona de praia e o campo de dunas móveis e/ou fixas (Figura 2.14), com relevo plano, com ondulações suaves e declividade dominantemente para o oceano, e cotas altimétricas entre 2 a 5 m. A origem desta feição está relacionada a processos de remoção e transporte de sedimentos médios a finos pela ação do vento, resultando na formação de depressões extensas, definindo esta planície como uma faixa de transição de areias e, portanto, sujeita a intensas modificações temporais. Por vezes, os terraços flúvio-estuarinos e/ou marinhos presentes nesta área encontram-se mascarados pela dinâmica dos depósitos de areia eólica. Estes sedimentos são provenientes da zona de praia, de onde são remobilizados na direção do continente pela ação eólica, e realimentam o campo de dunas móveis.

2.4 Geoprocessamento

As recentes preocupações mundiais com o estado e conservação dos ecossistemas terrestres, assim como o acompanhamento das funções vitais destes sistemas, têm gerado estudos em escala global. A observação da Terra por sensores a bordo de satélites possibilitou importantes avanços nos métodos e eficiência do mapeamento e monitoramento dos ecossistemas terrestres, notadamente através de suas coberturas vegetais. A possibilidade de obtenção de dados em diferentes faixas do espectro eletromagnético e a integração, através de modelos, com dados obtidos no campo, abriu uma nova fase do conhecimento sobre o estudo da biosfera (Aber e Mellilo, 2001).

Dados de sensores que atuam na faixa ótica do espectro eletromagnético juntamente com dados de sensores ativos ou ambos fundidos têm sido utilizados no mapeamento e monitoramento de diferentes formações vegetais e outras áreas de pesquisa como os trabalhos de Barros Pereira (2008).

O Projeto Desmatamento (PRODES) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), por exemplo, promoveu o mapeamento e quantificação das áreas desmatadas na Amazônia brasileira, baseando-se em imagens do sensor Thematic Mapper (TM) a bordo dos satélites LANDSAT 4 e 5. Imagens de sensores óticos e termais também têm sido usadas para detecção e monitoramento de incêndios florestais, áreas queimadas, identificação de espécies em áreas reflorestadas (Shimabukuro et al., 1980), e estimativa de idades de capoeiras na

Amazônia (Sant´Anna et al., 1995), só para citar algumas utilizações e aplicações destes sensores.

Benzer Belgeler