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4 PROJE’NİN ÖNEMLİ ÇEVRESEL ETKİLERİ VE ALINACAK ÖNLEMLER

4.2 Kirletici Miktarı (atmosfik şartlar ile kirleticilerin etkileşimi), Çevreye Rahatsızlık Verebilecek Olası Sorunların Açıklanması ve Atıkların Azaltılması

4.2.2 İşletme Aşaması

4.2.2.2 Radyolojik Etkiler

CONHECIMENTO INTERSETORIAIS – PAPEL DO CONTATO FACE A

FACE E DAS INSTITUIÇÕES

Nos estudos sobre a diversificação está a ideia de que a heterogeneidade possibilita que uma gama maior de atividades esteja inter-relacionada e possua uma base complementar de troca de conhecimento e ideias através das indústrias. Essa troca promove oportunidades para imitar, compartilhar e recombinar ideias e práticas (GLAESER et al.; 1992). Dentro dessa temática, o contato face a face e o buzz são elementos que estão relacionados aos estudos das aglomerações, da urbanização e da diversificação. Esses elementos estão de alguma forma associados ao desenvolvimento e compartilhamento de conhecimento através de um processo interativo de aprendizagem.

Em relação ao contato face a face, algumas características são importantes para seu entendimento, conforme apresentado por Storper e Venables (2004). Entre elas, está o fato de que o contato face a face pode ser percebido como uma tecnologia de comunicação, que consegue diminuir as barreiras institucionais e culturais das regiões. O contato direto é importante principalmente quando a informação a ser transmitida não consegue ser totalmente codificada ou o processo para tal é oneroso ou de difícil implementação. Assim, o contato face a face permite o aprofundamento e o rápido feedback dos agentes sobre seus processos de interação.

Nesse sentido, a transmissão de conhecimento entre membros da equipe é um fator relevante para o desenvolvimento das atividades de TI. Isso porque, essa forma de transmissão foi colocada como um meio de aprendizagem para os funcionários, principalmente os recém-formados que necessitam de maiores adaptações ao ambiente de trabalho. Nas atividades de TI, os conhecimentos exigidos dos funcionários, algumas vezes, passam a ser aqueles além das áreas técnicas, como os conceitos de operações e das regras de negócios das empresas clientes.

Algumas empresas de TI possuem métodos de transferências de conhecimento mais estruturados. Essas empresas utilizam ferramentas de interatividade ou repositórios de arquivos online, nos quais os colaboradores podem interagir e disponibilizar novos materiais para consultas, como livros, artigos, blogs, cursos, entre outros. Algumas dessas ferramentas

chegam a simular jogos e redes sociais de forma a estimular o acesso dos colaboradores da empresa33.

Entre outras formas de estímulo às transferências de conhecimento, estão os treinamentos formais. Esses treinamentos podem variar substancialmente e envolver desde programas de formação e nivelamento mais estruturados, como também algumas formas mais informais de estudo. Existe também a prática de treinamentos formais baseados em capacitações e certificações da área. Aparentemente, devido ao porte das empresas, essas atividades ainda são realizadas de forma menos frequente. Quando um funcionário é escolhido para uma atividade que exija um investimento financeiro maior para a empresa, ele tem que estar preparado para replicar o conhecimento para os demais membros da equipe.

Já em relação aos transbordamentos externos de conhecimento, diversos padrões foram encontrados, relacionados fundamentalmente com o tipo de atividade realizada pela empresa. Para a análise das atividades de desenvolvimento de software sob encomenda, são frequentes as trocas de conhecimento entre os membros da equipe e os usuários. As empresas de desenvolvimento trabalham em nichos específicos de atuação que as permitem atender a uma gama de diferentes empresas do mesmo segmento. Com esses atendimentos, elas adquirem conhecimentos sobre as operações e os processos de seus diversos usuários que são acumulados ao longo dos anos. Dessa forma, a empresa de TI se torna um agente capaz de disseminar boas práticas da indústria para diferentes usuários. Essa expertise diferencia as atividades geradas pelas empresas das atividades próprias dos departamentos de TI das empresas clientes.

Nas empresas de consultorias (ou nas atividades que envolvem algum tipo de consultoria, independente da área de atuação da empresa), a troca com agentes externos envolve dois agentes importantes: os usuários e os fornecedores de tecnologia. Com os usuários, a troca de conhecimento gera benefícios para adequação de sistemas e entendimento de processos e regras de negócios que são primordiais para o bom funcionamento do sistema. Novamente, a cumulatividade desses conhecimentos pelas empresas brasileiras de TI geram vantagens competitivas, uma vez que elas conhecem diferentes clientes. Já as trocas de conhecimentos com as empresas fornecedoras de tecnologia, detentoras das grandes marcas do setor são extremamente relevantes para as atividades de TI, uma vez que as multinacionais

33 Esses sistemas possuem como base as técnicas de gamification, nas quais se criam ambientes educativos onde

os participantes realizam tarefas e recebem recompensas a cada fase. Toda a temática é produzida com o intuito de estimular a participação dos jogadores na competição.

passam a ser uma importante fonte de informação para as demais empresas de TI, tanta na busca de novas tecnologias, como de novas oportunidades de negócios34.

Como apontado por Glaeser et al. (1992), esse compartilhamento de conhecimento entre diferentes agentes gera oportunidades para imitar e compartilhar ideias entre a indústria. Os diferentes segmentos atendidos pelas empresas de TI as colocam em condições de disseminar e criar ideias que podem ser úteis para distintos setores produtivos e assim, aumentar sua gama de clientes. Esse fato corrobora a discussão de que os ambientes diversificados geram oportunidades para as empresas.

Já em relação ao contato face a face, nota-se que ele se configura como um elemento importante para o entendimento das relações de transferência de conhecimento em ambientes diversificados. Segundo Storper e Venables (2004), o contato face a face é uma forma de tecnologia de comunicação que resolve problemas de incentivos, criação de confiança e socialização entre agentes dentro de ambientes diversificados. Esse contato é importante, uma vez que além de transferir conhecimento, permite observar e selecionar indivíduos que possuem o mesmo contexto social, como a língua, os códigos de conduta, as convenções, as normas, as instituições, entre outros.

É importante salientar que mesmo com o desenvolvimento das tecnologias atuais de comunicação e interação (como as redes sociais e os aplicativos de mensagens instantâneas), o contato face a face ainda aparece como um elemento importante para a discussão sobre a localização das atividades produtivas e as transferências de conhecimento. Segundo Storper e Venables (2004), os incentivos para o envolvimento de relações próximas vão além da comunicação visual e verbal. A comunicação face a face pode ser um meio de produção de informação, muito além do simples (mas eficiente) intercâmbio de informação. O contato gera esforços para estimular a imitação e a competição dentro de um grupo, chamado pelos autores de rush. Ou seja, quando se realiza um esforço e se chega ao sucesso, há um estímulo para que os agentes busquem novas chances. Esse empurrão leva ao empreendimento de maiores e melhores esforços, como a espécie de fonte psicológica de motivação (ASHEIM et al., 2007).

Assim, observa-se que a necessidade de contato direto ocorre, principalmente, devido à complexidade dos projetos desenvolvidos. Os usuários que possuem especificações mais maduras de suas demandas acabam fazendo com que a necessidade do contato direto seja mitigada, porém isso não o torna menos importante. Ou seja, mesmo com o

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Como exemplo, estão às relações com as multinacionais que possuem grandes marcas de ERP (Enterprise Resource Planning) e de equipamentos e soluções de redes de comunicações.

desenvolvimento de tecnologias de interação entre os agentes (como as soluções de mensagens instantâneas, as redes sociais e as possibilidades de rápidos contatos em níveis internacionais – como as ligações por teleconferências), as possibilidades de trocas e alinhamentos com clientes ainda ocorrem, preferencialmente, de forma presencial. Essa presença é um dos fatores críticos para o sucesso das atividades empreendidas pelas empresas. Para a solução de problemas complexos, que envolvem uma série de peculiaridades das empresas, a presença física permite que sejam feitas intervenções e direcionamentos que são essenciais para a satisfação do cliente ao final do desenvolvimento de uma solução. Além disso, essa presença cria boas relações de reputação, elemento importante para as empresas e essenciais na colocação e manutenção dessas empresas no mercado, altamente pulverizado.

Em relação à busca de conhecimento as empresas, mesmo com atividades altamente dinâmicas e complexas, existem poucas ações estruturadas. Ou seja, as empresas não possuem departamentos estruturados de forma exclusiva para a pesquisa e desenvolvimento de novas aplicações com usos de novas tecnologias. Quando ocorre algum tipo de atividade dessa natureza elas se concentram, especificamente, nos sócios das empresas. Estes acabam por delegar temas ou áreas de estudos para algum funcionário de forma pontual35. Poucas atividades são realizadas de forma sistêmica. Por fim, o último ponto relacionado às vantagens compartilhadas em regiões diversificadas, é o papel das instituições. Como já apresentado, a dinâmica territorial de uma região pode ser influenciada pelos processos institucionais que moldam as atitudes dos agentes e induzem a forma com a população se distribuem entre espaços geográficos (CRESCENZI et al., 2007). Dessa forma, o termo instituição abrange uma série de elementos que podem moldar as formas de interação entre diferentes agentes dentro de um mesmo espaço geográfico. Entre esses elementos estão os incentivos fiscais, o papel das associações de classe e representação, as ações do governo de estímulo ao setor e a presença de universidades.

Nas questões direcionadas a essa temática não se observa que o apoio institucional possa ter influenciado o desenvolvimento das atividades das empresas na RMSP. Ou seja, as relações ligadas a alguma instituição pudesse gerar relações de reforço da aglomeração dos agentes. As relações com entidades de classes ou cooperativas do ramo,

35 No geral, foi possível observar que essa necessidade de busca por novas tecnologias e soluções acaba sendo

fruto do trabalho diário que exige ou a resolução de um problema especifico ou a busca de novos mercado e tecnologias de atuação.

também foram relatadas como pouco expressivas para as atividades das empresas36. Além disso, nenhum tipo de lei ou incentivo que beneficiasse as empresas visitadas foi primordial para a localização de suas atividades. Mesmo com alguns benefícios fiscais em algumas áreas da RMSP, aparentemente, a localização das atividades de TI não está fortemente relacionada a esses fatores. É possível observar que os problemas relacionados à contratação da mão de obra e principalmente, da mobilidade urbana desses trabalhadores acabam por suplantar vários desses benefícios37. A localização da empresa em regiões afastadas dos centros comerciais e longe de acessos rápidos para os trabalhadores, como a rede de trens e metrô da RMSP, aumenta a dificuldade de conseguir e de manter a mão de obra. Adicionalmente, a necessidade de localização próxima ao cliente ou aos fornecedores de TI das empresas, principalmente nos centros comerciais da cidade de São Paulo – como o bairro do Itaim Bibi e a região da Avenida Brigadeiro Faria Lima e da Avenida Paulista, também exercem maior influência na decisão de localização da atividade produtiva.

Por fim, as relações com a universidade são muito incipientes, em sua maioria se pautando na divulgação da empresa para vagas de estágios ou na contratação de funcionários. Essas atividades ainda são feitas de forma embrionária e com poucos resultados factíveis para as empresas.