2. MOBİL SİSTEMLERİN GELİŞİMİ VE TARİHÇESİ
3.2. GSM Mimaris
4.1.4. CDMA2000 Mimaris
4.2.1.2. Radyo Ağ Kontrolcüsü ( RNC )
Ellen Harmon e sua irmã gêmea Elizabeth nasceram em Gorham, no estado do Maine, Estados Unidos em 26 de novembro de 1827. Ellen cresceu em uma família metodista junto com seus sete irmãos e irmãs. À idade de nove anos, ela sofreu um acidente que a deixou muito debilitada. Uma de suas colegas de escola, por algum motivo, lançou uma pedra e acabou acertando o rosto de Ellen. Devido à este acidente, por algum tempo, Ellen ficou entre a vida e a morte, e sua família duvidou que ela conseguisse sobreviver àquela traumática experiência. A recuperação foi lenta e dolorosa. Aos doze anos ela procurou voltar à escola, mas logo percebeu que sua vida escolar não teria sucesso e parou seus estudos.
Em março de 1840, Ellen teve a oportunidade de participar de uma série de reuniões onde William Miller, um pregador itinerante, pregava sobre as profecias de Daniel 8 e a segunda vinda de Jesus Cristo. Miller mostrava a importância da população estar preparada para a segunda vinda de Cristo. Muitos que participavam dessas reuniões saiam de lá temendo por sua salvação, pois não se consideravam prontos para este grande evento. “Realizavam-se reuniões de oração e havia um despertamento geral entre as várias denominações; pois todos sentiam, uns mais e outros menos, a influência do ensino da próxima vinda de Cristo”. Nestas reuniões, White relata que muitos eram “convidados a ir à frente, para o lugar daqueles que desejavam auxílio cristão especial, centenas atenderam o apelo. E eu me coloquei entre os que buscavam aquele auxílio” (WHITE, 2000, vol. 1, p. 16-17). No entanto, White não se considerava “digna de ser chamada por Deus”. Pairava em seus pensamentos o sentimento de que seus pecados não seriam perdoados e caso Jesus aparecesse naquele instante, ela não seria salva.
Este sentimento permaneceu durante alguns meses. Um ano depois, White teve a oportunidade de participar de uma reunião campal em Boston, no estado de Maine. Ali, suas incertezas foram acalmadas por um sermão que ouviu, mostrando que se as pessoas “se entregassem a Deus, e sem mais demora confiassem em Sua misericórdia”, elas encontrariam um Salvador “compassivo, pronto para lhes apresentar o cetro da misericórdia. Tudo que se exigia do pecador, trêmulo ante a presença de seu Senhor, era que estendesse a mão da fé e
tocasse no cetro de Sua graça. Aquele toque asseguraria perdão e paz” (Ibid., p. 16). White descobriu que era um erro tentar tornar-se mais digna do favor divino antes de arriscar alcançar a promessa de Deus.
Somente Jesus purifica do pecado; apenas Ele pode perdoar nossas transgressões. Ele assumiu o compromisso de ouvir as petições e deferir as orações dos que pela fé a Ele recorrem. Muitos têm uma idéia vaga de que devem fazer algum esforço extraordinário a fim de alcançar o favor de Deus. Toda confiança própria, porém, é vã. É unicamente ligando-se a Jesus pela fé, que o pecador se torna filho de Deus, cheio de esperança e crença (Ibid., p. 17).
Essas palavras a consolaram, e deram-lhe uma visão do que devia fazer para ser salva. White procurou então obter perdão de seus pecados e se entregar inteiramente a Deus. Contudo, ela continuava confusa quanto à natureza da conversão, pois não “experimentava o êxtase espiritual que considerava ser a prova de minha aceitação da parte de Deus”. Seus comentários nos mostram a sua incessante busca por segurança e por uma experiência extática, prática comum no metodismo americano do século XIX (WHIDDEN, 1989, p. 30).
Estas reuniões tiveram um forte impacto em sua vida espiritual, levando-a ao batismo por imersão na Igreja Metodista em 1842. Neste contexto, White também começou a se interessar pelo tema da santificação. Havia interesse e frustração ao mesmo tempo:
Eu assistia freqüentemente às reuniões e cria que Jesus devia logo vir nas nuvens do Céu; o que me preocupava, porém, era estar pronta para O encontrar. Eu pensava constantemente no assunto da santidade do coração. [...] Ouvi muito a respeito da santificação entre os metodistas. Vi muitas pessoas perderem sua força física sob a influência de forte agitação mental, e ouvi falar que isso era positiva evidência de santificação. Mas não pude compreender o que era necessário para ser plenamente consagrada a Deus. [...] Minhas idéias a respeito da justificação e santificação eram confusas. Esses dois estados foram-me apresentados como sendo separados e distintos um do outro. Não pude compreender a diferença ou o significado dos termos, e todas as explicações dos pregadores aumentavam minhas dificuldades (WHITE, 2000, vol. 1, p. 22-23).
Mais uma vez, podemos identificar aqui o conceito metodista de perfeição. Não devemos esquecer que a esta altura, nem todos os pregadores metodistas defendiam o mesmo conceito de perfeição, especialmente o da “segunda benção” (PETERS, 1956, p. 133-181). O próprio Wesley havia orientado aos pregadores metodistas a não se referirem ao tema da “segunda benção.
O elemento da instantaneidade no conceito metodista de santificação também pode ser identificado no convite que os amigos de White faziam: “Creia em Jesus agora! Creia que Ele
a aceita agora”. “Tentei fazer como me disseram, mas descobri ser impossível acreditar que eu recebera a bênção, a qual, eu julgava, deveria eletrizar todo o meu ser. Admirei-me de minha própria dureza de coração ao ser incapaz de experimentar a exaltação de espírito que outros haviam manifestado” (WHITE, 2000, vol. 1, p. 22-23).
Além de suas próprias lutas pessoais, o comportamento de muitos que alegavam perfeição a deixava confusa. White relata que observava pessoas que se diziam santificadas, mas que demonstravam um “espírito amargurado quando o assunto da breve volta de Jesus era apresentado. Isso não me parecia uma manifestação da santidade que professavam” (Ibid., p. 23). O que ela ouvia dizer sobre a perfeição cristã e o que ela via e experimentava eram duas coisas diferentes. A santificação era apresentada como algo instantâneo e experimental, mas ela não conseguia experimentar esta santificação. Devemos ressaltar neste momento a relação apresentada por White entre santificação e a “volta de Jesus”.
Está é uma percepção que ocorre não apenas aqui, mas que a segue até seus últimos dias. Sua busca pela santificação não era caracterizada pelo reavivamento, como no caso do movimento wesleyano, mas no contexto da expectativa da vinda escatológica de Jesus Cristo. Whidden mostra que podemos encontrar diversos elementos metodistas no relato da conversão de White. Um elemento interessante que ele aponta, é a necessidade de testemunho. Phoebe Palmar enfatizava a necessidade de, uma vez que o crente experimenta a segunda benção, testemunhar de sua experiência para outros (WHIDDEN, p. 43). Além disto, como veremos mais adiante, White usou expressões que eram caracteristicamente wesleyanas, como “a santidade de coração e vida” (WHITE, 2000, v. 1, p. 335-340). No entanto, mesmo que em diversos momentos ela use uma terminologia metodista, a motivação por detrás da busca era inteiramente millerita.
Foi apenas através de uma conversa com um pastor metodista, adepto da mensagem millerita, que White conseguiu obter paz de espírito e compreensão sobre este assunto. A sua própria luta, disse este pastor, era uma evidência de que Deus estava lutando por sua vida. Deus não a abandonara, mas a estava conduzindo. A partir deste encontro, White relata que seus conceitos sobre Deus e a salvação mudaram. Sua fé, apesar de infantil, motivou-a a contar sua história em diversos lugares, convidando seus ouvintes a se prepararem para a segunda vinda de Cristo. O entusiasmo pela mensagem do segundo advento de Jesus Cristo, no entanto, não era aceito por muitos, e especialmente por sua igreja. Muitos pregadores milleritas eram expulsos do púlpito de muitas igrejas por pregarem esta mensagem. White e sua família acabaram, eventualmente, sendo desligados da Igreja Metodista em 1843 (Ibid., p.
43). Mas a rejeição por parte de muitos não a desanimou, pois seu maior anseio era ver Jesus voltando no ano 1844.
Suas esperanças, contudo, não se concretizaram. O ano de 1844 passou e Cristo não voltou. Um grande desapontamento brotou no coração de todos que pertenciam ao movimento millerita. É no contexto do desapontamento do movimento millerita que surge o dom profético em Ellen G. White2. Em dezembro daquele mesmo ano, ela recebeu sua primeira visão, fenômeno que a seguiu até o fim de sua vida em 1915 (Ibid., p. 23).
1.3 O pensamento whiteano durante o desenvolvimento doutrinário adventista (1844-