7. RADIO MOBILE VE SİMÜLASYONLAR
7.1. Radio Mobile
Em 1846, Ellen se casou com James White, com quem teve 4 filhos: Henry, Edson, William e John Herbert (que morreu com três meses de vida, vítima de erisipela) (DOUGLAS, 2001, p. 57). James também era pregador e gostava de acompanhar Ellen pelos Estados Unidos pregando as mensagens do adventismo.
“Conhecido por sua persistência e são juízo, James era considerado um líder de confiança por parte dos seus irmãos adventistas do sétimo dia. Era não apenas um estrategista, mas lutava como um guerreiro no campo de batalha. Ele iniciou a obra de publicações da igreja a partir do zero, fomentou a organização da igreja e desenvolveu o sistema educacional quando outros viam nisso apenas um sonho. Sua robusta fé e contagiosa alegria comoviam o público ouvinte. Fundos e apoio apareciam. Seu extraordinário talento comercial salvou a denominação de muitas dificuldades” (DOUGLAS, p. 53).
Esta pode ser considerada uma descrição um tanto apaixonada, mas não deixa de ressaltar a influência e importância deste casal no movimento adventista. Ellen e James se tornaram pioneiros fundamentais e ajudaram a moldar o adventismo que hoje conhecemos. Apesar de serem de contextos religiosos diferentes (Ellen era metodista e James era da Conexão Cristã), a mensagem da segunda vinda de Cristo achou aceitação na mente de ambos, que passaram o resto de sua vida promovendo-a.
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Por “dom profético” entende-se à alegação de revelações especiais de Deus. Tais “revelações” muitas vezes aconteciam através de sonhos e visões. Estas visões, muitas vezes, aconteciam quando Ellen se encontrava na companhia de outras pessoas. Era também possível receber “sonhos” contendo mensagens especiais enquanto ela dormia a noite. Apesar da Igreja Adventista do Sétimo Dia a aceitar como uma mulher que tinha o dom profético com uma mensagem profética para os “últimos dias”, pode-se encontrar também aqueles que discordam de tal posição e se tornaram críticos de Ellen White. Entre as diferentes críticas, alega-se que Ellen White sofria de epilepsias e transes. Ver Delbert H. Hodder, “Visions or Partial-Complex Seizures?” Evangelica. Vol. 2, N. 5, Novembro 1981; Ronald D. Graybill, The Power of Prophecy: Ellen G. White and the Women Religious
A luta por uma compreensão equilibrada da santificação não ocorreu apenas nos primeiros anos após o batismo de Ellen White. Como lembra Whidden (Ibid., p. 53), White teve que lidar pelo menos seis vezes nos primeiros dez anos de seu ministério com o assunto de santificação e especialmente a do perfeccionismo.
A primeira situação em que White se defrontou com pessoas que apresentavam, conforme ela definiu, um conceito “fanático” da santificação, foi logo após o desapontamento millerita, em 1845. Após o desapontamento de 1844, o grupo millerita acabou se desintegrando em quatro grupos (SCHARWZ e GREENLEAF, 2000, p. 55-56). Entre estes, um grupo referido como “espiritualistas” se levantou, afirmando que o evento que eles estavam aguardando (a segunda vinda de Cristo), havia realmente ocorrido e que eles estavam no céu, tendo assim, ultrapassado o estágio de pecar. Eles acreditavam que haviam alcançado tamanho estágio de santificação que não poderiam mais pecar; que tudo que fizessem, era puro e santo. Conforme as palavras de White, eles defendiam que “eram santificados, que não podiam pecar, que haviam sido selados e santificados, e que todos os seus pensamentos e conceitos eram da mente de Deus” (WHITE, 1985, v. 1, p. 71). Todo o evento esperado não passava de uma alegoria e Cristo havia, na verdade, vindo de forma espiritual. Conforme Cristo viesse a esta terra, ele viria no coração de cada crente (Ibid., p. 79). Como resultado, eles acreditavam que poderiam manter “esposas espirituais”, desde que amassem uns aos outros como cristãos. Muitos mantinham reuniões de forma completamente nua e outros compartilhavam suas esposas entre o grupo. Tudo isto era considerado por ela como um “falso entusiasmo” (Ibid., p. 82-83).
A segunda situação ocorreu no estado de New Hampshire. Em Claremont, White visitou os lares de duas famílias: Bennett e Bellings. Em sua visita, ela descobriu que eles professavam ser santificados e que haviam alcançado um estado de impecabilidade. Os dois senhores destas famílias afirmavam que já haviam superado a preocupação por coisas “terrenas”. Durante sua visita, White percebeu o pobre estado no qual estas famílias se encontravam. As crianças andavam mal vestidas e em condições deploráveis e as esposas sobrecarregadas de responsabilidades. “Sua santificação [professada pelos dois maridos] perdeu seu charme aos meus olhos. Envolvido em oração e meditação, deixando de lado as preocupações e responsabilidades desta vida,” estes homens estavam falhando em prover pelas verdadeiras necessidades de sua família. Enquanto que o resto da família se preocupava com as tarefas e responsabilidades do cotidiano, estes homens “mantinham seus pensamentos acima das coisas deste mundo”. Foi nesta ocasião que White teve a oportunidade de observar
os resultados do que ela chamava de “magnetismo espiritual” (Ibid., p. 79). Ahlstrom reconhece esse fenômeno como “magnetismo animal” e o define como um tipo de hipnotismo. Segundo ele, este fenômeno “acrescentava uma nova dimensão ao conceito popular da consciência humana” (Ibid., p. 477).
Neste contexto, White nos relembra que santificação não é definida por “inatividade e meditação abstrata” e que “quanto maior for nosso amor por Deus, mais forte será nosso amor e cuidado por aqueles que Deus nos confiou. O Salvador nunca ensinou inatividade e meditação abstrata, negligenciando assim as responsabilidades que se levantam em nosso caminho”. White também relembra que santificação se manifesta por “atos de bondade e misericórdia” e através do “amor que leva homens e mulheres a tratar outros melhor do que a si mesmos” (WHITE, 1943, p. 80). White percebeu que apesar de professarem grande humildade, eles “se orgulhavam de sua sofisticada santificação e resistiam qualquer apelo à razão”. Toda tentativa de dissuadi-los de sua posição resultava em frustração.
Posteriormente, em New Hampshire, White encontrou estes conceitos sobre santificação sendo repetidos. Outras pessoas também apoiavam o conceito de que “aqueles que são santificados não podem pecar. Isto, naturalmente levou à crença de que as afeições e desejos daqueles que são santificados estão sempre certos e nunca estão no perigo de levá-los a pecar. Em harmonia com estes sofismas, eles praticavam os piores pecados sob o manto da santificação” (Ibid., p. 83). White rejeitava completamente o conceito de que a “alegação” de santificação automaticamente inocentava o ser humano de qualquer ato praticado.
Neste contexto, White reflete:
Aqueles que triunfalmente advogam impecabilidade, mostram por sua própria jactância que estão longe de não serem manchados pelo pecado. Quanto mais claramente o pecador compreender o caráter de Cristo, mais desconfiado será de si mesmo. Também mais imperfeitos serão seus atos em seu ver, em contraste com aqueles que marcaram a vida do Redentor imaculado. Mas aqueles que estão longe de Jesus, aqueles cujas percepções espirituais estão tão obscurecidas pelo erro que não conseguem compreender o caráter do grande Exemplo, consideram-nO como se fosse igual a eles, e ousam tratar de sua própria perfeição de santidade. Mas estão longe de Deus; pouco conhecem de si mesmos, e menos ainda de Cristo (Ibid., p. 84).
Ao voltar para o estado de Portland, White se alarmou pelos crescentes efeitos do “fanatismo” mencionado acima. Muitos ali “pensavam que a religião consiste em excitamento e barulho” (WHITE, 1988, p. 73). Outros professavam “grande humildade, e advogavam o arrastar-se no chão, quais crianças, como prova de humildade. [...] Costumavam arrastar-se
em redor de suas casas, nas ruas, nas pontes e na própria igreja”, interpretando de forma literal o texto de Mateus 18:1-6 (Ibid., p. 73-74).