MÜESSESESİNİN TARİHSEL SERÜVENİ
2.3.1. Raşid Halifeler (Hulefay-ı Raşidun * ) Dönem
3.7.1. As recomendações dos analistas têm valor?
Após levantar uma série de informações e realizar suas previsões sobre resultados futuros, os analistas, com base no seu modelo de avaliação, definem um preço-alvo para uma ação e emitem uma recomendação.
ELTON et al. (1986) observaram que uma recomendação representa uma
das poucas vezes em que os analistas, apreciando as informações, indicam uma ação clara e inequívoca em determinada direção. Desse modo, essas recomendações oferecem uma oportunidade única para estudar o julgamento dos analistas e suas preferências ao longo de uma grande amostra de ações.
Se as recomendações dos analistas possuem valor para os investidores, essa é uma questão de pesquisa já documentada na literatura. No início do século passado, COWLES (1933) já documentava que as recomendações dos analistas não produzem retornos anormais. Num survey de mais de 200 artigos publicados, SHUKLA & TRZCINKA (1992) observaram que a maiorias das evidências sugerem que, em média, os gerentes de fundos não desempenham melhor que
benchmarks passivos. JAFFE & MAHONEY (1999) atestaram que recomendações de ações ordinárias não alcançam o desempenho de benchmarks passivos.
Ainda, segundo DESAI et al. (2000), estudos realizados pelas colunas do Wall Street Journal, conhecidas como “Heard on the Street” e “Dartboard”;
indicaram que após um retorno significativo no dia da publicação da recomendação, uma substancial reversão ocorre 10-15 dias após a publicação. Em outras palavras, aqueles que estão investindo de acordo com as recomendações provavelmente não se beneficiarão das indicações.
Em contraste com essas observações, WOMACK (1996) usando um banco de dados real-time (First Call) de recomendações de ações de 14 grandes corretoras, identificou um excesso de retorno no anúncio da recomendação de compra que persiste por até um mês após o anúncio. Entretanto, o denominado excesso de retorno da data de anúncio apresenta uma reversão para média nos seis meses seguintes ao anúncio. Por sua vez, BARBER et al. (2001), analisando
as recomendações, constataram que o portfólio das ações mais altamente recomendadas apresentaram um excesso de retorno de 4,2%.
Embora ainda uma questão controversa, essas evidências demonstram mais do que se esperaria: que, em termos médios, os analistas não parecem ser capazes de ter melhor desempenho que benchmarks passivos. Naturalmente isso não significa que um analista não possua a capacidade de escolher uma boa ação (stock-picking). A questão passa a ser como identificar um analista de desempenho superior com antecedência.
DESAI & JAN (1995) trataram de investigar essa questão, através da inclusão das recomendações dos denominados “superstars”, segundo a classificação do periódico Barron’s, ou seja, aqueles analistas que foram premiados pelo desempenho de suas recomendações. Esses autores concluíram que os leitores da Barron’s não teriam se beneficiado dessas recomendações, haja vista a magnitude de retornos anormais ter sido muito reduzida.
Em artigo mais recente, DESAI et al. (2000), estudando as recomendações
realizadas pelos analistas “all-star” do Wall Street Journal, documentaram evidências de que esses analistas desempenhavam acima de benchmarks passivos.
Ainda no tocante à busca de particularidades para identificar a melhor recomendação, uma parte da literatura procurou correlacionar os efeitos de uma recomendação com a corretora que contratava o analista. Nessa linha, cabe destacar o trabalho de BARBER et al. (2000), que concluíram que as
recomendações de compra das maiores corretoras levavam a melhor desempenho que as recomendações das pequenas corretoras. E, no tocante às recomendações de vendas, as menores corretoras obtiveram, em termos médios, um retorno anormal superior.
Em suma, a literatura em geral acredita que determinados analistas possuem efetivamente um desempenho superior ao mercado. E, portanto, as suas recomendações teriam valor para os investidores. O grande desafio dos investidores é justamente identificar quais são esses analistas cujas recomendações possuem valor efetivo.
3.7.2. Outras questões na literatura sobre recomendações
Ainda no tocante às recomendações, a literatura tem demonstrado que, de modo geral, predominam as recomendações de compra (buy) no lugar das recomendações de venda (sell). Ou seja, é muito mais provável que um analista emita uma recomendação de Compra do que uma recomendação de Venda. BARBER et al. (2003b) encontraram, no contexto da realidade americana, um
aumento da porcentagem de recomendações de compra, no período de 1996 a 2000. Adicionalmente, constataram que as grandes corretoras geralmente possuem uma menor porcentagem de recomendações de compra do que a amostra como um todo.
Além da concentração em recomendações de compra (buy), verifica-se que existe uma correlação entre as atividades de previsão de resultados e as recomendações. EAMES et al. (2002) observaram que os erros de previsão são
significativamente otimistas para as recomendações de compra e significativamente pessimistas para as recomendações de venda, parecendo que
as previsões são usadas, de certa maneira, para incentivar as negociações dos investidores.
BRADSHAW (2002) verificou em suas análises que os analistas utilizam os preços-alvo como um mecanismo para justificar suas recomendações. Os maiores preços-alvo estão associados com as recomendações mais favoráveis. Segundo o referido autor, os analistas utilizam, no geral, os indicadores de P/L para definir o preço-alvo de uma ação; entretanto, quando pela observação preliminar pode-se ver que o preço-alvo não irá justificar a recomendação, os analistas tendem a apresentar o relatório omitindo o preço-alvo. A explicação para não evidenciar o preço-alvo pode estar relacionada a uma incerteza por parte do analista da acurácia de suas previsões.