OSMANLI'DA SİYASİ VE DİNİ OTORİTE
3.1. OSMANLI HUKUKİ VE SİYASİ YAPISI (SULTAN VE HUKUKİ EGEMENLİK)
3.3.1. Osmanlı Hilafetinin Dayandığı Hukuki ve Siyasi Temeller
Nesta parte da pesquisa, segmenta-se a amostra de observações em dois grupos. Um primeiro grupo, que engloba aquelas empresas que obtiveram lucros, e um segundo grupo, que abrange as empresas que obtiveram prejuízos. O intuito dessa estratificação foi verificar se existiriam diferenças sistemáticas nos resultados de acurácia e viés entre empresas que reportam lucros em comparação com aquelas que reportam prejuízos. Os resultados revelaram-se muito explicativos, melhorando a compreensão do viés otimista e da acurácia dos analistas de empresas brasileiras.
Em linhas gerais, os resultados evidenciaram que os analistas de empresas brasileiras desenvolvem um trabalho relativamente bom quando o resultado de uma empresa acaba se revelando superior a zero (lucro), porém, persistentemente, os analistas subestimam os resultados negativos. Esse suposto otimismo parece decorrer da relutância dos analistas em reportar previsões de resultado negativas.
Para iniciar esse estudo, cabe, preliminarmente, analisar a Figura 8, que plota o diagrama de dispersão entre o lucro real e o lucro estimado (consenso de dezembro).
Figura 8
Lucro real versus lucro estimado, 1995-2002
Uma inspeção da Figura 8 sugere que, quando ocorre um lucro real positivo, ele tende a ficar próximo da linha de 45?, que parte da origem. Ou seja, o valor do Lucro Real é próximo do lucro estimado. As previsões associadas com lucros reais negativos por outro lado são visivelmente mais otimistas.
A matriz a seguir mostra como estão distribuídas as 998 observações referentes aos consensos de dezembro. Nota-se que, no tocante às previsões, predominam 85,6% com resultados positivos, contra apenas 14,4 % de previsões de resultados negativos. Outro ponto importante a ser verificado é que, para as empresas que tiveram resultados negativos (231), 46,8% (108) tinham uma previsão de que o resultado seria positivo; desproporcionalmente superior aos erros das empresas com resultados positivos (767), onde as previsões de resultados negativos eram de apenas 2,7% (21).
As evidências apresentadas até o momento não dizem nada sobre a acurácia e o viés das previsões. Existe uma relativa assimetria entre os quadrantes que correlacionam as previsões com os resultados. Essa circunstância demanda uma investigação mais detalhada.
A Figura 9, no Painel A, esboça os histogramas da distribuição dos erros de previsão (ErrPrev) para o consenso de dezembro, para as firmas que obtiveram lucros e prejuízos. Adicionalmente, no Painel B, é preparada, para efeito de análise, a distribuição de freqüências acumuladas, para empresas que obtiveram lucros e prejuízos.
14,6% 87,4% 76,9% 2,7% 97,3% 100% 85,4% 12,6% 23,1% 53,2% 46,8% 100% 100% 100% 100% 14,4% 85,6% 100% 998 767 < 0 123 108 231 LUCRO > = 0 21 746 Total 144 854 PREVISÃO < 0 >= 0 Total
Figura 9
Distribuição de erros de previsão para o LPA anual em lucros e prejuízos
Painel A: Histogramas dos erros de previsão para lucros e prejuízos
Painel B: Freqüência porcentual acumulada para erros de previsão para lucros e prejuízos -2.000 -1.000 0.000 1.000 2.000 ErrPrev 0% 5% 10% 15% 20% Porcentagem -2.000 -1.000 0.000 1.000 2.000 ErrPrev 0% 5% 10% 15% Porcentagem Lucro Prejuízo -2.000 -1.000 0.000 1.000 2.000 ErrPrev 0% 25% 50% 75% 100% Porcentagem -2.000 -1.000 0.000 1.000 2.000 ErrPrev 0% 25% 50% 75% 100% Porcentagem Lucro Prejuízo
Quando se comparam as distribuições dos erros de previsão das firmas com lucros e as com prejuízos, verificam-se diferenças radicais. Os erros de previsão para os prejuízos são geralmente negativos (aproximadamente 85%), indicando que firmas reportando prejuízos, usualmente, não atingem as expectativas dos analistas. Os erros de previsão para lucros são positivos em 52% das oportunidades, sinalizando que as firmas reportando lucros têm uma chance razoável de atingir as estimativas dos analistas. Os histogramas demonstraram, também, que a maior parte das surpresas negativas extremadas podem ser atribuídas às empresas que obtiveram prejuízos.
Enquanto a Figura 9 apresentou evidências das diferenças entre os grupos constantes dos gráficos. Na Tabela 5 calculam-se as principais propriedades do desempenho do consenso para cada grupo ao longo dos anos. Os resultados levam à conclusão de que, de modo geral, os analistas para empresas lucrativas têm um desempenho comparativamente superior as empresas que encerram o exercício com prejuízo. Os indicadores de viés (MEP) para as empresas lucrativas, em muitos anos não foram significativamente diferentes de zero, indicando uma ausência de viés. Porém, no cômputo geral, a MEP é significativamente negativa. Para as empresas com prejuízo o cenário é diferente. O viés otimista é bem mais marcante, em todos os anos do estudo.
Como prova de que o resultado não foi decorrente da variável usada para deflacionar os erros de previsão, tais desvios foram classificados em positivos e negativos. A propósito, constata-se que para as empresas com lucro existe praticamente um equilíbrio entre a porcentagem de erros de previsão positivos e negativos. Contudo, para as empresas com prejuízo, a porcentagem de erros de previsão negativos é expressivamente maior (87,88% versus 12,12%).
Apurou-se afinal, mediante testes estatísticos, a significância da diferença das médias, usando o teste t (paramétrico) e o teste de MANN-WHITNEY (não- paramétrico). Foi implementado também o teste de KOLMOGOROV-SMIRNOV (não- paramétrico) para verificar as diferenças entre as curvas de distribuição de freqüências acumuladas. Os testes indicaram que as médias de MEP (viés) são estatisticamente diferentes, inferindo-se que, na prática, os analistas são mais
viesados quando a empresa termina por publicar um prejuízo, do que quando a empresa anuncia um lucro. Os resultados estão documentados no Painel C da
Tabela 5
Padrão temporal dos erros de previsão para LPA anual, consenso de analistas em dezembro, para empresas que divulgam lucros e prejuízos
A tabela apresenta, num padrão temporal, as estatísticas e porcentagem de erros de previsão dos analistas para empresas que apresentaram lucro e prejuízo, computados a partir das informações do I/B/E/S, agrupando as observações pelo consenso dos analistas em dezembro de cada ano. O número de observações, o MEP, desvio padrão, MEPA, significância estatística e a porcentagem de erros de previsão positivos e negativos são reportados para cada um dos anos. No Painel A apresentam-se os resultados para empresas com lucros; por sua vez, o Painel B evidencia os resultados das empresas com prejuízo.
Ano N.Obs. Des.Pad. MEPA % Positivos % Negativos
1995 109 -1,432 * 11,36 2,610 43,12 56,88 1996 93 -0,270 * 1,64 0,630 56,99 43,01 1997 126 -0,532 *** 2,17 0,774 46,03 53,97 1998 117 -0,759 8,29 1,357 70,94 29,06 1999 93 -0,182 4,36 1,464 52,69 47,31 2000 101 -1,375 * 10,47 1,641 42,57 57,43 2001 80 -0,654 * 3,77 1,051 53,75 46,25 2002 48 0,811 8,30 1,739 43,75 56,25 Total 767 -0,660 *** 7,27 1,394 51,76 48,24
*** Sig. 1%, ** Sig. 5%, * Sig. 10%
Ano N.Obs. Des.Pad. MEPA % Positivos % Negativos
1995 46 -1,770 *** 2,38 1,924 6,52 93,48 1996 23 -1,676 ** 3,73 1,675 0,00 100,00 1997 25 -1,285 *** 1,95 1,376 12,00 88,00 1998 46 -2,281 *** 3,06 2,314 4,35 95,65 1999 42 -0,891 *** 1,59 1,316 26,19 73,81 2000 16 -2,069 ** 3,69 2,695 25,00 75,00 2001 13 -1,590 ** 2,63 1,803 23,08 76,92 2002 20 -1,100 *** 1,04 1,275 10,00 90,00 Total 231 -1,603 *** 2,63 1,797 12,12 87,88
*** Sig. 1%, ** Sig. 5%, * Sig. 10%
Teste t com variâncias diferentes (Paramétrico) t = 2,97 sig, 0,003 Teste de Mann-Whitney (Não Paramétrico) Z = 13,71 sig, 0,000 Teste de Kolmogorov-Smirnov (Não Paramétrico) Z = 7,87 sig, 0,000
Painel C: Testando diferenças entre as duas MEPs
Testes Estatísticos Resultados
MEP
Estatísticas Erros de Previsão Painel A: Lucros
Estatísticas Erros de Previsão Painel B: Prejuízos