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Rüçhan Hakkının İlk Başvurudan Bağımsız Nitelikte Olması

Belgede Marka Hukukunda rüçhan hakkı (sayfa 41-44)

A. BAŞVURU RÜÇHAN

3. Rüçhan Hakkının İlk Başvurudan Bağımsız Nitelikte Olması

depois imortalizado pela editora de quadrinhos DC Comics e pelas adaptações cinematográficas (a primeira em 1978, a qual falaremos mais adiante), Super-Homem. Siegel e Shuster, na verdade, já vinham publicando histórias de ficção científica com o mote do super-humano desde 1933, numa revista especializada no gênero chamada Science Fiction, porém, é só em 1938 que vão consolidar a imagem do herói em vermelho e azul, com capa e sem máscara, voando pelos céus da imaginária cidade de Metropolis. É também importante mencionar que, um ano depois, em maio de 1939, Bob Kane lança nas páginas da revista Detective Comics seu personagem Batman, que, a despeito de inicialmente se caracterizar como um detetive mascarado, também demonstrava características típicas do gênero de ficção científica, como entendimento de química, física e ciência forense, e, em 1941, Jack Kirby e Joe Simon criam Captain America, um super-soldado criado por técnicas de manipulação genética que ajuda os EUA a vencerem a II Guerra Mundial. Fora criado como conjugação do sentimento de patriotismo que aquele país vivera durante o conflito, entretanto, após 1945 caiu no esquecimento.

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Ocidente, uma forma literária já afetada pelos desígnios da Grande Depressão e alçada por obras sombrias e pessimistas, como Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, em 1938.

Inicia-se, então, uma nova fase histórica do gênero Ficção Científica, a chamada Época Dourada ou Era Campbell, que se estenderá de 1938 a 1950 e será marcada pela profissionalização dos autores. Deixa-se de lado o caráter puramente fantasioso – “adolescentes seduzidos por estórias de aventura e tecnologia” (AMARAL, 2006, p.70) – e parte-se rumo a uma tratamento especializado das teorias científicas abordadas nas histórias. Neste período, o que fica claro é uma nova “fé no progresso científico” (Ibid) que vai possibilitar uma imensa gama de célebres autores a atingirem fama e reconhecimento. Alguns deles são John W. Campbell, Arthur C. Clarke, Ray Bradbury e Isaac Asimov. Em Sodré (1973):

A Space Opera cobre o período que se estende dos anos 20 ao início da década de 50. Mas em 1937 o gênero passou por uma grande mudança quando John Campbell, jovem especialista em Física Atômica, assumiu a direção da revista Astounding SF, que chegou a atingir uma tiragem de 100 mil exemplares. [...] Campbell era exigente quanto à qualidade dos textos que editava. Na verdade, ele inaugurou a Era Clássica da Ficção Científica, ao exigir que seus autores permanecessem na fronteira que separa a literatura da ciência e enfatizassem os aspectos humanos e sociais, deixando de lado as epopéias intergalácticas. [...] Nasceu assim a pretensão do gênero a uma seriedade (p. 40-42).

Neste período as narrativas mudarão de foco, debruçando-se sobre temáticas mais amplas e mais ligadas a vida cotidiana. “O controle demográfico; a possibilidade de um governo mundial; as fontes de energia permanente; o controle das condições atmosféricas; os robôs; os computadores; a aldeia global; a clonagem; os seres humanos biônicos; a engenharia genética” (AMARAL, 2006, p.70), entre tantos outros marcam a mudança de rumos, de um vernismo para um wellsismo (ROBERTS, 2000). De certo, a subjetividade romântica e gótica, que Amaral (2006) e Roberts (2000) nos apontam como sendo características formadoras da narrativa de Ficção Científica, se encobrem na penumbra do preciosismo técnico imposto por influenciadores, como Campbell (1910-

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1971), ou um dos mais importantes autores do gênero em todos os tempos, Isaac Asimov (1920-1992), que “estavam mais preocupados em descrever, com preciosismo de detalhes, as máquinas de guerra, as bombas nucleares, os avanços da ciência e as viagens interplanetárias” (AMARAL, 2006, p.70).

Primeiramente, com o barateamento constante das formas de produção – tanto literária, com o barateamento do papel, quanto cinematográfica, com o barateamento dos custos de produção – e, posteriormente, com a efervescência cultural das universidades e centros urbanos durante o final dos anos 50 e as décadas inteiras de 1960 e 1970, surge uma nova fase da Ficção Científica, marcada profundamente pelo que acontecia no mundo pós-guerra. A subjetividade latente que emanava de movimentações sociais como os

hippies, em sua busca por estados alterados de consciência através de experimentações com

drogas, ou mesmo como a Nouvelle Vague do cinema francês, com sua contestação das formas narrativas cinematográficas, tocaram fundo nos autores deste período que seriam conhecidos como New Wave of Science Fiction ou simplesmente A Nova Onda da Ficção Científica (AMARAL, 2006 e ROBERTS, 2000): Phillip K. Dick, Brian Aldiss, Samuel Delany e J.G. Ballard. Deve-se apontar, com bastante relevância, que para alguns dos intérpretes e críticos do gênero há uma lacuna de tempo, entre 1950 e 1960, marcada pelo mccartismo, liderado pelo Senador norte-americano, Joe McCarthy, que envolvia a famosa caça às bruxas, afogando os Estados Unidos em uma profunda paranóia anticomunista. É nesta época que Jack Finney (1911-1995) vai escrever seu popular Body Snatchers (1955) sobre uma pequena cidade do interior dos Estados Unidos assolada por alienígenas parasitas que tomam os corpos das pessoas. Em 1956, a obra é adaptada para o cinema no que se tornaria um dos maiores clássicos de todos tempos para o gênero, Invasion of the

Body Snatchers, dirigido por Don Siegel. É, de fato, nesta década, a de 1950, que

acontecerá a segunda transposição do gênero. Filmes como The Day the Earth Stood Still (1951), de Robert Wise, com a figura marcante de Klaatu, o alienígena que vem nos salvar de nós mesmos e seu inseparável robô Gort, ou a longa filmografia de Edward D. Wood Jr. (1924-1978) – como Plan 9 from Outter Space (1959), Bride of the Monster (1955) ou

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Night of the Ghouls (1959) – marcaram indelevelmente essa década com filmes e

programas de televisão47 calcados nas obras dos autores mais célebres.

Porém, em Roberts (2000) encontramos uma discussão entre Edward James (1994) e John Huntington (1989) sobre quando de fato teria o gênero se tornado um fenômeno de massa e deixado seu caráter de interesse de uma minoria. Enquanto que o primeiro aponta ser exatamente durante essa década de 1950, o segundo nos direciona para o fato de que durante a década de 1960 diversos romances do gênero se tornaram “cult alcançando enorme popularidade internacional” (ROBERTS, 2000, p.80). Entendemos, entretanto, que a década de 1950 propiciou uma explosão para o gênero em termos além dos literários, engendrando uma verdadeira geração de diretores, produtores e roteiristas que poderia pela primeira vez ser essencialmente chamada de cineastas de Ficção Científica. Conjugamos, assim, as proposições de ambos os autores expostos por Roberts (2000), entendendo que a década de 1960 foi fundamental para o desenvolvimento literário do gênero, com obras como Dune (1965), de Frank Herbert, e Stranger in a Strange Land (1961), de Robert Heinlein, sem deixar de lado – sendo que esse trabalho trata de uma análise de um produto cultural inserido dentro do gênero da Ficção Científica e do audiovisual – a importância que a década anterior, de 1950, teve em formatar o gênero em termos não exclusivamente literários e essencialmente de crítica ou sátira social e de entrada no universo da indústria cultural ligado ao audiovisual.

Devemos, portanto, ressaltar a importância literária dessa New Wave of

Science Fiction. A Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética, a guerra do Vietnã

e da Coréia, os movimentos sociais, foram profundas influências, como dito, nesses autores, “que apesar do pessimismo, estavam mais preocupados”, de certo, como os próprios movimentos artísticos e culturais da época, “com um pensamento tecnológico em

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