1. RÖNTGEN CİHAZLARI
1.3. Röntgen Cihazlarının Montajında Dikkat Edilmesi Gerekenler
Sobre o assunto, coletamos alguns julgados dos tribunais pátrios:
RECURSO ESPECIAL Nº 440.394 - RS (2002 -0)36
RELATOR: MINISTRO RUY ROSADO DE AGUIAR RECORRENTE: EVARISTO TEIXEIRA DO AMARAL ADVOGADO: SÉRGIO GISCHKOW PEREIRA E OUTRO RECORRIDO: RUGGERO CAVALLARI DO AMARAL
ADVOGADO: MARLISE BEATRIZ KRAEMER VIEIRA - CURADOR ESPECIAL VOTO
O MINISTRO RUY ROSADO DE AGUIAR(Relator):
Trata-se de filho havido na constância da união estável, com filiação registrada pelos conviventes, mas depois veio o companheiro a saber que o menino era filho de outro, segundo dizeres da própria mãe, hoje falecida, e conforme a conclusão do exame de DNA, laudo assinado pelo Dr. Luiz Fernando Jobim. Não é caso de revogação do reconhecimento de paternidade feito por quem sabia que não era o pai, nem propriamente da ação negatória da paternidade de filho nascido na constância do casamento, para afastar a presunção da paternidade. Estabelecido que a união estável é entidade familiar, a ela se estende a mesma presunção de filiação dos nascidos durante a convivência, sendo cabível a ação para afastá-la, por analogia com o que acontece quando existe o casamento.
Inicialmente, observo ser a questão controversa, muito bem examinada nos autos pelos julgadores e pelas partes, com razoáveis fundamentos a amparar ambas as correntes. Ocorre que esta Quarta Turma, examinando situação assemelhada à dos autos, quando se tratou de ação negatória de paternidade de filho nascido na constância do casamento e o efeito do tempo, ao julgar o REsp 146548 ão o il. Min. Cesar Asfor Rocha, assim decidiu:
"Civil. Investigação da paternidade. Decadência superada. Interpretação atual do § 3º do art. 178 do Código Civil.
"Nos tempos atuais, não se justifica que a contestação da paternidade, pelo marido, dos filhos nascidos de sua mulher, se restrinja às hipóteses do artigo
340 do Código Civil, quando a ciência fornece métodos notavelmente seguros para verificar a existência do vínculo de filiação". (Min. Eduardo Ribeiro, REsp 194.866
Pelas especiais peculiaridades da espécie, admite-se a ação da paternidade, mesmo quando ultrapassado o prazo previsto no § 3º do art. 178 do Código Civil.
O aplicador da lei não deve se deixar limitar pelo conteúdo que possa ser percebido da leitura literal e isolada de uma certa regra legal, a ponto de lhe negar sentido e valor.
"As decisões judiciais devem evoluir constantemente, referindo, é certo, os casos pretéritos, mas operando passagem à renovação judicial do Direito" (Nelson Sampaio).
Interpretação atual do § 3º do art. 178 do Código Civil.
Recurso conhecido e provido" (REsp nº 146548 ª Turma, rel. originário o em. Min. Barros Monteiro, rel. p ão o em. Min. Cesar Asfor Rocha, DJ 05
Naquela ocasião, assim votei:
"Pedi vista dos autos para melhor examinar a questão relacionada com o plano de igualdade em que se colocam o filho investigante e o pai que nega a paternidade.
Ponderando os dois valores, não tenho por que situá-los em planos diferentes, pois ambos emanam do respeito que se deve à dignidade da pessoa humana. A Constituição de 1988, alterando profundamente as instituições do direito privado, em especial as do direito de família, elevou como núcleo do sistema jurídico a dignidade da pessoa humana, do qual decorre o direito de a pessoa saber quem são seus pais e quais sãos seus filhos. Estabelecido que não há restrição temporal para a investigação da paternidade, há de se concluir também que inexiste limite de tempo para a investigação da filiação, ainda que esta consista na negatória da paternidade derivada do registro civil e aceita como presunção decorrente do casamento. A ciência coloca ao alcance do juiz exame genético que beira a certeza absoluta, pelo qual se pode decidir com segurança sobre o fato da filiação. Nada justifica que não se restabeleça no mundo jurídico o que está na realidade biológica.
É certo que, ao tempo da elevação da família como ser mais valioso do que o indivíduo, a sua preservação justificava impedimentos para o reconhecimento da paternidade ou sua negação; porém, deslocado o eixo para a pessoa, o interesse desta há de prevalecer.
A il. Dra. Subprocuradora-Geral, Dra. Cláudia Marques, manifesta sua preocupação com a insegurança para as relações de parentesco, que permanecerão indefinidamente sob a condição de serem impugnadas por ações
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iguais à que hoje está sendo julgada. Esse mal realmente existe, com as repercussões que dele derivam para o plano psíquico e afetivo das pessoas envolvidas. Contudo, penso que é de menor grau do que o dano que decorre da permanência de registro meramente formal, atestando uma verdade que sabidamente não corresponde ao mundo dos fatos.
No caso dos autos, não se trata de uma aventura jurídica, mas de iniciativa fundada em razoáveis elementos de prova, que poderão se completar no curso da instrução, para final avaliação na sentença. Por ora, não se deve cortar a causa sob a alegação de extinção do direito do autor.
Por isso, com a devida vênia, acompanho o em. min. Cesar Asfor Rocha. É o voto" (Voto-Vista).
No mesmo sentido o precedente da lavra do eminente Ministro Eduardo Ribeiro, na
3ª Turma:
"Paternidade. Contestação.
As normas jurídicas hão de ser entendidas, tendo em vista o contexto legal em que inseridas e considerando os valores tidos como válidos em determinado momento histórico. Não há como interpretar-se uma disposição, ignorando as profundas modificações por que passou a sociedade, desprezando os avanços da ciência e deixando de ter em conta as alterações de outras normas, pertinentes aos mesmos institutos jurídicos.
Nos tempos atuais, não se justifica que a contestação da paternidade, pelo marido, dos filhos nascidos de sua mulher, se restrinja às hipóteses do artigo 340 do Código Civil, quando a ciência fornece métodos notavelmente seguros para verificar a existência do vínculo de filiação.
Decadência. Código Civil, artigo 178, § 3º.
Admitindo-se a contestação da paternidade, ainda quando o marido coabite com a mulher, o prazo de decadência haverá de ter, como termo inicial, a data em que disponha ele de elementos seguros para supor não ser o pai de filho de sua esposa" (REsp nº 194866 ª Turma, rel. o em. Min. Eduardo Ribeiro, DJ 14
Em outra ocasião, no REsp 278.845
orientação:
"Ação negatória da paternidade. Decadência.
O tempo não determina a extinção do direito de o marido propor a ação negatória da paternidade. Precedente (REsp 146.548 !ª Turma, rel. Min. Cesar Asfor Rocha).
Ainda lembro que o Código Civil de 2002 tem regra expressa, dizendo ser imprescritível a ação do marido para contestar a paternidade dos filhos nascidos de sua mulher (art. 1601), direito que há de se estender ao companheiro.
Levo em boa consideração o que foi dito nos autos sobre a paternidade sócioafetiva, com transcrição da doutrina de Rodrigo da Cunha Pereira ("Direito de Família - Uma abordagem psicanalítica", Del Rey, p. 131), tema que também tem sido objeto da preocupação da il. Dra. Cláudia Marques, il. Subprocuradora-Geral da República, que conduz à preservação do estado familiar. Talvez mais importante do que esclarecer a verdade biológica da
paternidade seja manter a legitimidade da pessoa que exerce a função social de pai. No caso dos autos, porém, segundo reconhecido nas instâncias ordinárias, isso não acontece porque há muito os laços entre as partes estão rompidos.
Posto isso, conheço do recurso, pela divergência, e dou-lhe provimento, para afastar o decreto de extinção do processo pela decadência e assim permitir que a egrégia Câmara prossiga no julgamento da apelação.
É o voto.”
Apelação Cível Oitava Câmara Cível
Nº 70016096596 Comarca de Santo Ângelo V.B.C. .. APELANTE R.M.B.C. .. APELADO
O apelante requer a reforma da sentença para o fim de declarar a inexistência de paternidade em relação à apelada, bem como o cancelamento de seu registro de nascimento.
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Adoto como razões de decidir o bem lançado parecer da lavra do Procurador de Justiça, Dr. Antonio Cezar Lima da Fonseca, verbis:
Busca o recorrente a declaração de não ser o pai da apelada, bem como ver anulado o correspondente registro de nascimento desta, sob o argumento de ter sido coagido a registrá-la como filha, por sua mãe biológica.
Os argumentos do recorrente, todavia, não se sustentam.
A prova testemunhal revela que a ré, Rosa Maria, havia sido dada a um casal logo depois do seu nascimento (sic, fl. 53), sendo que, segundo a própria apelada, o dito casal, Vicentina e Hortêncio,... lhe criou até os três anos (sic, fl. 54).
A testemunha Heloísa afirmou que quando a requerida tinha cerca de três anos, Vicentina se separou e passou a viver com o autor...., sendo que .... o autor passou a criar a requerida como se fosse sua filha, inclusive registrando-a (sic, fl. 56).
No mesmo sentido, foi o depoimento de Constantino na fl. 57, ao confirmar que a requerida não era filha biológica do casal, mas era criada por eles como filha adotiva (sic), referindo-se ao apelante e à Vicentina, tal como também afirmou Sadi na fl. 58.
Maria de Lourdes, por sua vez, acrescentou que Vicentina conviveu com o recorrente .... por uns vinte anos..., sendo que este....acabou registrando a requerida como sua filha, e ela acabou se criando por ali, tendo o autor como pai (sic, fl. 58).
É de ver-se, por fim, que o recorrente confirma ter convivido com Vicentina, e que a mãe biológica de Rosa Maria...pediu para fazer o registro anos depois por que o casal não o tinha feito (sic, fl. 53), mudando visivelmente a linha de argumentação inicial, no sentido de que teria sido coagido por esta a tanto.
Nesse contexto, em não havendo vício no registro de nascimento de Rosa Maria, e, verificado que o apelante, ao tempo que passou a conviver com a mãe adotiva desta, também a acolheu como filha, configurando também a paternidade socioafetiva, não merece acolhida sua inconformidade.
Em situação análoga à presente, recentemente decidiu nosso Tribunal de Justiça:
NEGATÓRIA DE PATERNIDADE. DECLARAÇÃO FALSA NO REGISTRO DE FILIAÇÃO. PEDIDO DE DESCONSTITUIÇÃO DO ASSENTO E EXONERAÇÃO DE ENCARGO ALIMENTAR. IMPOSSILIDADE. 1. Se o autor acolheu o menor
como filho, sendo sabedor da inexistência do liame biológico, mas deixando evidenciada a situação de paternidade socioafetiva, não pode pretender a desconstituição do vínculo. 2. A anulação do registro, para ser admitida, deve ser sobejamente demonstrada como decorrente de vício do ato jurídico (coação, erro, dolo, simulação ou fraude). 3. Inexistência de prova do vício induz à improcedência da ação. Recurso desprovido. (SEGREDO DE JUSTIÇA) (Apelação Cível Nº 70013437264)
ANTE O EXPOSTO, nego provimento ao apelo37.”
“Relator: Desa. MARIA CELESTE THOMAZ DE ARAGÃO
Orgão Julgador : 3ª CÂMARA CÍVEL
APELANTE : MIN ISTÉRIO PÚBLICO
APELADO : LAZARO BARROS PINTO
APELADO : FLEUDS MARIA ARAUJO PINTO EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL - PEDIDO DE ADOÇÃO CUMULADO COM PEDIDO DE GUARDA - ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE UM DOS REQUISITOS ESSENCIAIS À CONCESSÃO DA ADOÇÃO, QUAL SEJA, A HABILITAÇÃO DOS SUPLICANTES NOS CADASTROS DO JUIZADO COMPETENTE - COMPROVAÇÃO DE PREENCHIMENTO DAS CONDIÇÕES EXIGIDAS EM LEI - NÃO OBRIGATORIEDADE DA INSCRIÇÃO TENDO EM VISTA SEU CARÁTER MERAMENTE AUXILIAR - RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO, NOS TERMOS DA OPERAÇÃO SUBSTITUTIVA ORA DELINEADA. I - Considerou-se que condicionar a adoção de uma criança a um critério meramente formal, assim como pretende o Apelante, colocando em segundo plano os aspectos humanos e a viabilidade social e moral do interessado, que são, sem sombra de dúvida, de maior relevo, não parece ser a postura mais sensata. II - Ademais, frisou-se que, no caso ora analisado, não foi desconsiderada nenhuma ordem cronológica de inscrição, como pontua o Recorrente, havendo, na verdade, a total ausência de cadastro tanto dos adotantes como da adotanda. Observa-se que o não cadastramento da infante se deu em razão da mesma, desde o seu terceiro dia de vida, estar sob os cuidados dos suplicantes. Dessa forma, ninguém foi preterido em seu direito de adoção em face dos Apelados. III - Diante da função assistencialista da habilitação, não se pode condicionar um procedimento de adoção à execução fiel deste requisito formal, como almeja o Recorrente. Não pode a simples ausência de cadastramento dos mesmos servir de estorvo para a constituição do vínculo de parentesco entre essa família e a infanta. IV - Ademais, tirar, a essa altura, a criança do convívio dos suplicantes e de seus filhos, que a acolheram voluntariamente, sob o pretexto da inobservância cadastral, configuraria um ato de profunda insensibilidade, visto que a menor já integra esta família, desde o seu terceiro dia de vida, sendo amada e bem quista. Desse modo, resta incontestável o acertamento do decisum monocrático. V - Recurso conhecido e improvido, nos termos da operação substitutiva ora delineada.
ACÓRDÃO:Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de Apelação Cível de Fortaleza n° 2002.0007.9236-2/0, em que são part es o MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL como Apelante e LÁZARO BARROS PINTO e FLEUDES MARIA ARAÚJO PINTO como Apelados, acorda, à unanimidade de votos, a Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, em conhecer
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do recurso, para negar-lhe provimento, nos termos da presente operação substitutiva.
(...)
VOTO:Faz-se necessário, inicialmente, apreciar os pressupostos de admissibilidade do presente recurso, tendo em vista serem estes antecedentes lógicos da análise de mérito do mesmo. A ausência de um desses requisitos (intrínsecos ou extrínsecos) importa no não conhecimento do recurso por parte do órgão julgador. Diante desse reexame, conheço do apelo por observar presentes os requisitos intrínsecos (cabimento, legitimidade para recorrer e interesse de recorrer) e extrínsecos (tempestividade, regularidade formal, inexistência de fato impeditivo ou extintivo do poder de recorrer e preparo) de admissibilidade, conforme se passa a explicitar. (...)
Pugnam os Apelados pelo deferimento do pedido de adoção da menor Vitória, que foi abandonada na residência dos mesmos há mais de 9 meses. Prescreve o art. 19 do ECA o seguinte: Art. 19. Toda criança ou adolescente tem direito de ser criado e educado no seio da sua família e, excepcionalmente, em família e, substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente livre de pessoas dependentes de substâncias entorpecentes. A convivência familiar constitui um direito fundamental da criança e do adolescente, haja vista ser essencial ao desenvolvimento completo e harmônico de sua personalidade. Contudo, nem sempre é possível o convívio com a família natural. Para esses casos, o Estatuto da Criança e do Adolescente prevê a inserção daqueles em família substituta, desde que obedecidos alguns requisitos legais. Embora o Estado tenha interesse em proporcionar a integração social desses menores, estando, inclusive, a patrocinar diversas campanhas de incentivo à adoção, tal procedimento deve ser realizado de maneira criteriosa, haja vista ser imprescindível a devida implementação de condições pessoais e sociais pelos interessados em adotar. Dentre esses requisitos destacam-se: a relação de parentesco, afinidade ou AFETIVIDADE entre o requerente e o menor; a compatibilidade do adotante com a medida pleiteada; o oferecimento, pelo suplicante, de ambiente familiar adequado e a apresentação de vantagens para o adotando com a adoção, que deverá se fundamentar em motivos legítimos.
Aduz o Apelante não ser possível a concessão do pedido autoral tendo em vista a ausência de inscrição dos Apelados no cadastro de adoção, requisito esse, considerado pelo mesmo, como fundamental para a concessão de tal instituto. Contudo, ouso discordar desse entendimento e assim procedo tendo em vista entender que o instituto da adoção visa imitar a filiação natural, objetiva a colocação do menor em família substituta, tornando, assim, possível sua integração social. O juiz, uma vez aferindo que os interessados integram uma família sadia, feliz e detentora de razoável situação financeira, deverá deferir a adoção, caso, ainda, esta apresente reais vantagens para o adotando e seja fundada em motivos legítimos.
Desse modo, condicionar a adoção de uma criança a um critério meramente formal, assim como pretende o Apelante, colocando em segundo plano os aspectos humanos e a viabilidade social e moral do interessado, que são, sem sombra de dúvida, de maior relevo, não parece ser a
postura mais sensata.
In casu, segundo confirma o relatório técnico realizado pela Equipe Interprofissional de Adoção e Manutenção de Vínculo, os suplicantes demonstraram prestar assistência material e afetiva à menor Vitória, bem como, possuir um ambiente familiar adequado e um padrão de vida satisfatório ao desenvolvimento da infanta, com a qual já convivem, juntamente com seus três filhos, há mais de nove meses, o que evidencia o estreitamentos dos laços e o vínculo de AFETIVIDADE que os une. Destarte, vale frisar que, no caso em questão, não foi desconsiderada nenhuma ordem cronológica de inscrição, como pontua o Recorrente, havendo, na verdade, a total ausência de cadastro tanto dos adotantes como da adotanda. Observa-se que o não cadastramento da infante se deu em razão da mesma, desde o seu terceiro dia de vida, estar sob os cuidados dos suplicantes. Dessa forma, ninguém foi preterido em seu direito de
adoção em face dos Apelados.
Importa ainda considerar que o entendimento pacífico dos nossos tribunais é no sentido de que a inscrição dos interessados nos cadastros de adoção não se apresenta como um requisito essencial à concessão da mesma, mas sim como um mero instrumento de auxílio àqueles encarregados de realizar tais procedimentos.
Assim, diante da função assistencialista da habilitação, não se pode condicionar um procedimento de adoção à execução fiel deste requisito formal, como almeja o Recorrente. Não pode a simples ausência de cadastramento dos mesmos servir de estorvo para a constituição do vínculo de parentesco entre essa família e a infanta. Ora, cabe ainda destacar que mesmo os que defendem a essencialidade da habilitação admitem a inobservância da mesma quando houver um motivo relevante, devidamente justificado, como o que ocorre no caso ora analisado, a existência de uma relação de afinidade e de AFETIVIDADE anterior ao pedido de adoção. Ademais, tirar, a essa altura, a criança do convívio dos suplicantes e de seus filhos, que a acolheram voluntariamente, sob o pretexto da inobservância cadastral, configuraria um ato de profunda insensibilidade, visto que a menor já integra esta família, desde o seu terceiro dia de vida, sendo
amada e bem quista.
Desse modo, resta incontestável o acertamento do decisum monocrático.
Frente ao exposto e diante do vínculo afetivo constituído entre os suplicante Apelados e a menor Vitória, restam evidentes as vantagens que a concessão da adoção trará àquela, à medida que passará a possuir uma família equilibrada, com a qual manterá uma relação afetiva própria da filiação, e um lar harmonioso e propício ao seu desenvolvimento moral e pessoal
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Conseqüentemente, a atividade cognitiva que ora deve ser expressada é a respeitante à concessão do pedido de adoção dos Recorridos. ISTO POSTO, em conhecendo do recurso, nego-lhe provimento para o fim de, mediante a presente operação substitutiva, determinar a adoção da menor Vitória pelos Apelados e, por conseqüência, a inscrição, no registro de nascimento desta, do nome dos mesmos como seus pais.(...)38”.
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! " # $ % & " % ' % # ( % " % & ) ( & * + )APELAÇÃO CÍVEL N° 1.0024.02.826960-3/001 - COMARCA DE BELO HORIZONTE - APELANTE(S): MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADO MINAS GERAIS - APELADO(A)(S): MARIANE DA SILVA SOARES REPRESENTADO(A)(S) P/ MÃE DENISE DA SILVA SOARES, LIDIANE DA SILVA SOARES REPDO(A) PELO(A) CURADOR(A) - RELATOR: EXMO. SR. DES. CAETANO LEVI LOPES
ACÓRDÃO
(SEGREDO DE JUSTIÇA)
Vistos etc., acorda, em Turma, a 2ª CÂMARA CÍVEL do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, incorporando neste o relatório de fls., na conformidade da ata dos julgamentos e das notas taquigráficas, EM DAR PROVIMENTO, VENCIDO O VOGAL.
Belo Horizonte, 31 de janeiro de 2006. DES. CAETANO LEVI LOPES - Relator >>> 24/01/2006 2ª CÂMARA CÍVEL ADIADO NOTAS TAQUIGRÁFICAS (SEGREDO DE JUSTIÇA)
APELAÇÃO CÍVEL Nº 1.0024.02.826960-3/001 - COMARCA DE BELO HORIZONTE - APELANTE(S): MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADO MINAS GERAIS - APELADO(A)(S): MARIANE DA SILVA SOARES REPRESENTADO(A)(S) P/ MÃE DENISE DA SILVA SOARES, LIDIANE DA SILVA SOARES REPDO(A) PELO(A) CURADOR(A) - RELATOR: EXMO. SR. DES. CAETANO LEVI LOPES
O SR. DES. CAETANO LEVI LOPES: VOTO
Conheço do recurso porque presentes os requisitos de admissibilidade. A primeira apelada, Mariane da Silva Soares, aforou a presente ação de investigação de PATERNIDADE cumulada com alimentos contra o interessado, Jair Serafim da Silva. Aduziu que sua genitora, Denise da Silva Soares, embora casada com Aldair Soares de Matos, manteve relacionamento extraconjugal com o interessado, ocasião em que ela, Mariane, foi gerada. Acrescentou que Aldair, atualmente já falecido, reconheceu-a no ato do registro, embora soubesse não ser o pai biológico porque, acometido de câncer, estava incapacitado para manter relacionamento sexual com Denise. Asseverou que deseja esclarecer a PATERNIDADE biológica porque necessita de alimentos. A petição inicial foi emendada com a inclusão da segunda apelada, Lidiane da Silva Soares, filha de Aldair, no pólo passivo da demanda. O