2. MATERYAL ve METOT
2.2. Metot
3.2.2. PvLDH Enziminin Aktif Bölge Halkasındaki Pentapeptid İnsersiyonunun
A influência de Martinho Lutero na educação de sua época e sua atuação como
educador ou mesmo como um reformador da educação escolar, são temas que serão
analisados nos capítulos posteriores, como foco deste trabalho; contudo, algumas informações
introdutórias apresentam-se como necessárias para uma reflexão mais aprofundada de suas
propostas educacionais.
A importância de Lutero para a educação escolar pode ser comprovada pelo fato de
que a maioria dos livros de história da educação e história da pedagogia destina uma parte
para analisar as propostas e atividades desse reformador religioso na área educacional.
Propostas que, assim como sua pessoa e atuação na Reforma, “têm sido louvadas em termos
Entretanto, o interesse pelo estudo da relação de Lutero com a educação sempre foi
grande, sendo que na segunda metade do século XIX foram publicados, na Alemanha, oito
livros sobre o seu pensamento pedagógico, número que cresceu no século XX não somente na
Alemanha, como também nos Estados Unidos. A literatura do século XIX manifesta um
caráter heroicizante de Lutero que acaba sendo adotado como “clássico da pedagogia”,
“educador do povo alemão” ou “renovador do sistema escolar”. Já no início do século XX,
surgem iniciativas de correção dessa postura heroicizante, as quais se intensificam na segunda
metade do século, chegando à situação oposta: de um crescente desinteresse pela atuação de
Lutero como pedagogo (DEFREYN, 2004, p. 44). Exemplificando essa segunda tendência,
Vanderlei Defreyn (Ibid., p. 41) chega a citar um estudo do pedagogo alemão Erhard
Wiersing, o qual constata a publicação de um livro em 1979, na Alemanha, sobre clássicos da
pedagogia em que Erasmo e Inácio de Loyola são citados, mas Lutero não.
Contudo, segundo esse autor, a Igreja Evangélica na Alemanha, a partir de 1950, passa
a apresentar profundo interesse no estudo da relação entre Lutero e a pedagogia, entretanto,
dentro de uma linha de pesquisa que procura inscrever seu pensamento pedagógico dentro de
sua teologia (Ibid.). Uma obra desse período que teria se tornado referência foi a tese de
doutoramento do teólogo norueguês Ivar Asheim, publicada em 1961 e denominada “Fé e
Educação em Lutero” (“Glaube und Erziehung bei Luther”).
Esse estudo destaca-se, na avaliação de Vanderlei Defreyn, por ter realizado uma
apresentação histórica, sistemática e teológica do pensamento educacional de Lutero muito
bem embasada em seus escritos. Nele é ressaltado o fato de que no século XVI a pedagogia
ainda não se constituía em uma ciência no sentido de uma teoria separada da práxis,
apresentando-se muito mais como uma sabedoria da educação, fundada em questões
elementares e ligadas a situações específicas. Sabedoria esta que Lutero utiliza, a partir de
Lutero sobre educação pressupondo seu pensamento teológico, implica ressaltar sua doutrina
dos dois regimentos, na qual o regimento secular com o uso da razão cuidaria da tarefa da
educação. Dessa maneira, a “educação, como dizia Lutero, “é uma coisa secular” e a razão
seria o instrumento a ser utilizado. A partir do evangelho, não pode surgir nenhuma proposta
pedagógica, dado que a lógica do evangelho é a lógica com a qual Deus se relaciona com os
seres humanos e, portanto, pertence ao reino espiritual” (Asheim apud DEFREYN, 2004, p.
46).
Marc Lienhard apresenta posição semelhante ao analisar que, no âmbito político,
Lutero teria conferido lugar eminente à razão, visto que “tanto quanto esta é cega para as
coisas de Deus, tanto é competente no plano econômico e político, quer dizer, o da justiça
civil” (WA 40, I, 305). Dessa maneira, o conjunto do reinado secular se exerceria mediante a
atividade da razão, o que acaba por tornar “o âmbito da educação e da vida política livre em
face de pretensões teocráticas da Igreja” (1998, p. 199).
Ainda que algumas das propostas de Lutero parecessem progressistas, elas não seriam
originais do reformador, avalia Asheim, pois em sua época e antes dele já havia pensadores
como Erasmo e Tomás de Aquino que, em termos pedagógicos, apresentavam uma reflexão
mais aprofundada. Contudo, ele destaca que o original de Lutero era seu pensamento
teológico sobre educação, a começar pelo fato de enfatizar que o regimento secular também
foi instituído por Deus.
Dessa maneira, Defreyn (2004, p. 49) avalia que desde a década de 1960 todo estudo
que aborda o tema de Lutero e educação deve levar em consideração a obra de Asheim, pois
este, “ao enfatizar a teocentricidade do pensamento educacional de Lutero, contribuiu para
que a imagem do reformador não seja tanto a de um pedagogo, mas sim de um teólogo, que,
Com base nesse pressuposto, pode-se verificar que muitas das propostas de Lutero
para a educação tinham como base seus conceitos e doutrinas teológicas. Vanderlei Defreyn
(Ibid., p. 54) chega a afirmar que seus conceitos teológicos levavam a uma valorização da
educação. Na formulação de seu conceito de vocação (Beruf, no sentido de chamamento),
Lutero apresenta postura contrária à concepção medieval de que apenas a atividade religiosa
tinha algo de valor perante Deus; a atividade manual do artesão ou camponês também era uma
vocação no sentido de ser um chamamento de Deus para realizar a obra contínua da criação.
Conferindo um significado religioso para o trabalho secular, a partir desse conceito, pode-se
entender sua valorização do caráter secular da educação. “Para Lutero, a existência humana
consiste no serviço a Deus e ao próximo, de modo que as crianças deveriam ser educadas
tanto espiritualmente como em função de sua utilidade social” (Ibid., p. 52-3).
Ao entender a salvação exclusivamente mediante a fé, levando o homem a uma
relação pessoal com Deus, e ao defender que todos são sacerdotes que devem levar essa
mensagem, conhecendo a graça por meio das Escrituras, Lutero acaba levando a necessidade
de que todos saibam ler: “a partir daí se considera que Lutero tenha estabelecido um princípio
universalista para a formação escolar, ou seja, deixa de ser desejável que todos recebam esta
formação e passa a ser obrigatório”, sendo este o fundamento a partir do qual surgiria o
esforço para a reforma na escola (Ibid., p. 54).
As propostas de Lutero para a educação serão melhor analisadas no próximo capítulo,
entretanto, cabe aqui uma discussão inicial sobre seu envolvimento com o movimento
humanista e o quanto ele teria influenciado suas propostas e ações voltadas à educação
escolar.
Walter Altmann (1994, p. 206) entende que “Lutero, em geral, aceitou os princípios
pedagógicos da escola humanista”, sendo essa constatação prova da forte influência do
modelo de cultura que o movimento reformador tem em mira para organizar as próprias
escolas é o humanístico, baseado na prioridade das línguas e na centralidade da educação
gramatical”.
Lutero teria sido um receptor das idéias humanistas e teria aceitado muitas de suas
atividades como, por exemplo, a ênfase no estudo das línguas clássicas, o uso de um método
de estudo mais lúdico, a valorização da História, apreço pela retórica, pelo caráter da moral da
educação, além de uma forte crítica à escolástica (DEFREYN, 2004, p. 55). Afinal, os
reformadores em geral, não somente leram os escritos dos humanistas, como se graduaram em
suas universidades; eles tinham presenciado os debates sobre vários princípios e métodos de
aprendizagem (FABER, 1998, p. 1).
Contudo, cabe ressaltar que, apesar das propostas pedagógicas de Lutero se
assemelharem, em parte, à dos pedagogos humanistas, os objetivos de Lutero diferiam dos
desses autores e, embora se aproximasse de humanistas como Melanchthon, ele não chegou a
se declarar um humanista.
Logo, as diferenças entre Lutero e os humanistas foram aparecendo. Vanderlei
Defreyn (2004, p. 55) avalia algumas delas: enquanto os humanistas, em geral, tinham uma
perspectiva fortemente aristocrática, Lutero se preocupou com a educação de toda a
população; se, por um lado, ambos valorizavam a moral, ele não concordava em estabelecer
uma continuidade entre as possibilidades da moral humana e o evangelho; sua ênfase na
correta doutrina era algo que se aproximava mais dos escolásticos que dos humanistas, entre
outras.
Essas diferenças e distanciamentos, sem dúvida, partem do fator anteriormente citado,
ou seja, de que Lutero trata das questões educacionais sobretudo como um reformador
ensino e promulgando enfaticamente a necessidade de mudanças nessa área, mais do que as
concretizando, de fato. Eby (1976, p. 53) concorda com essas idéias, afirmando que:
Lutero abordou a educação não como humanista e nem mesmo como um professor prático, mas como um reformador religioso. [...] suas reformas educacionais nasceram de seus contatos com as condições rapidamente mutantes que caracterizavam a década de 1520 e 1530. Durante estes anos, freqüentemente discutia educação, especialmente em seus discursos, sermões, debates, cartas, comentários e outras obras.
Dessa forma, por suas obras e métodos de estudos, Lutero soube valorizar as
realizações dos humanistas e lhes conceder espaço nas escolas, porém, ele não era tão otimista
como os humanistas acerca da educabilidade do ser humano, pois a teocentricidade de seu
pensamento não permitia que ele colocasse a pedagogia como medida de tudo: “ele não
desviava nem um centímetro de sua doutrina teológica a fim de conseguir melhores resultados
pedagógicos” (DEFREYN, 2004, p. 55). Entretanto, para Lutero, a educação serviria à
reforma da religião e da sociedade (FABER, 1998, p. 3).
Essas reflexões são relevantes para que agora se possam conhecer as propostas de
reforma na educação escolar realizadas por Lutero, bem como refletir sobre seu pensamento
3 Lutero e a Educação18