5. GELİŞTİRİLEN YÖNTEMLER
5.2. Parametre Optimizasyonlu GA-SVM Metodu
5.2.2. PSO tarafından SVM parametrelerinin (C ve ) optimize edilmesi
Alunos, professora de História e pesquisadora são partícipes na constituição do processo investigativo, desempenhando atribuições específicas, como veremos mais adiante. Neste momento, cabe-nos conhecer algumas características de ambos que nos permita saber com quem dialogamos.
1.2.2.1 Os alunos
A turma do 8o ano estava composta em 2011, de trinta e um alunos. Destes, nove efetuaram matrícula e não compareceram, seis começaram a frequentar as aulas e desistiram e dois, pediram transferência para outra escola desse mesmo município.
Os discentes que se mantiveram nessa turma somam um total de catorze, sendo onze do sexo feminino e três do masculino. Eles têm idades que variam de treze a dezenove anos, com predominância para a idade de catorze – nessa idade há cinco alunos. Todos os discentes moram com seus pais os quais são agricultores, com exceção de uma aluna cujo pai trabalha de caixa em um supermercado. Os educandos são provenientes desse município de Luís Gomes, sendo que oito residem na zona rural e seis na zona urbana. Nesse estudo, estão identificados com cognomes.
Nas aulas de História, apresentam assiduidade e cumprem as tarefas escolares, com exceção de uma aluna que perde aula com frequência. Mas, quando está em sala, executa o que é solicitado pela docente. Todos demonstram dificuldades na interpretação dos textos de história, contidos no livro didático8, mas procuram realizá-la.
1.2.2.2 A partícipe Dulce
Visando socializar um pouco a história de vida escolar e profissional da professora de História e da pesquisadora, recorremos aos escritos que fizemos na dissertação de mestrado (CAVALCANTE, 2010). Assim, iniciamos falando sobre a origem, vida estudantil e atuação profissional da primeira partícipe para, em seguida, pronunciarmo-nos sobre a segunda.
Dulce (codinome) nasceu no Estado do Ceará, mas logo foi morar numa zona rural do município de Mossoró – RN. Nessa localidade, não havia escolas e ficava distante das cidades que as tinham, de modo que ela só pôde começar a estudar, aproximadamente, aos dez anos de idade, numa escola multisseriada, em outra localidade, também zona rural, município de Dr. Severiano - RN.
8 O livro didático, utilizado pelos alunos do 8o ano, tem a seguinte referência: BRAICK, P. R.; MOTA, M. B.
Posteriormente, passou a residir na cidade Encanto – RN, onde concluiu o 1o grau e cursou o Magistério9. Concluído esse curso, fez concurso público, em nível estadual em 1985, o qual favoreceu o seu ingresso na vida docente, ano seguinte, para lecionar nessa cidade.
Iniciou sua atuação lecionando na Escola Estadual Cid Rosado, da 5a a 8a séries do 1o grau, as disciplinas: Língua Portuguesa, Organização Social e Política Brasileira, Educação Moral e Cívica, Educação Artística e Ensino Religioso. Para atender a essa diversidade de áreas, ministrava aulas para a sua supervisora, como forma de treinamento. Depois, passou a lecionar a 4a série, do nível de ensino citado, atuação essa que lhe rendeu uma experiência de nove anos.
Ao vir morar em Luís Gomes, continuou lecionando alguns anos nessa série, na Escola Estadual “Coronel Fernandes”. Depois, passou a ensinar da 5a a 8a séries a disciplina Língua Portuguesa nessa mesma instituição.
O ensino de História surge na vida profissional de Dulce devido a algumas circunstâncias. Em 2004, na cidade de Luís Gomes, aparece, para ela, uma oportunidade de fazer um curso superior (concluído em 2008). A Universidade Regional do Cariri (URCA) ligada à Universidade Estadual do Ceará (UECE) passou a oferecer uma graduação em História. Na ocasião, mesmo não tendo uma intimidade com esse curso, resolveu fazê-lo porque almejava uma formação em nível superior e porque ele funcionaria nessa cidade onde ela se encontrava residindo. Como aluna na graduação, porém, diz que aprendeu a gostar de História por ter tido professores que a ajudaram a ver a História ensinada de forma não mecânica, como ela havia aprendido quando frequentava a escola, como aluna.
No ano de 2006, Dulce recebe uma notícia, no ambiente de trabalho, de que precisaria ceder a disciplina Língua Portuguesa, que vinha ministrando há nove anos, para uma professora que havia passado em um concurso público para ensinar essa área de conhecimento. O fato dessa partícipe se encontrar cursando a graduação mencionada fez a direção da Escola Estadual “Coronel Fernandes” colocá-la para lecionar História. Assim, ocorre a sua iniciação, como docente dessa disciplina, da 5a a 8a séries. Para auxiliar na sua atuação no magistério, Dulce tem participado de cursos de formação/atualização promovidos, na sua maioria, pela Secretaria de Estado, da Educação e da Cultura.
1.2.2.3 A partícipe Da Paz
Nasci na cidade de Luís Gomes – RN onde cursei até o 2o grau (nomenclatura expressa na Lei 5.692/71). Ingressei, em 1987, no curso Pedagogia da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, no Campus Avançado “Profa. Maria Elisa de Albuquerque Maia”, na cidade de Pau dos Ferros, concluindo-o em abril de 1991.
Em 1995, fiz uma pós-graduação lato sensu, nessa mesma universidade, em Metodologia do Ensino Superior e da Pesquisa Científica. A necessidade de aprofundar os conhecimentos construídos na graduação e a pretensão de atuar como professora no ensino superior me fizeram cursar essa especialização.
Em 2010, concluí o Mestrado em Educação no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, na cidade de Natal – RN, desenvolvendo a pesquisa A história escolar e a teoria da atividade: relações e possibilidades formativas no ensinar e aprende.
Iniciei minha atuação, como docente, quando ingressei na universidade como aluna (1987). Comecei lecionando na Educação de Jovens e Adultos na cidade de Luís Gomes, no Projeto Fundação Educar – experiência que durou um ano, como também a de um contrato provisório que tive no ano de 1989 para lecionar a disciplina Geografia nas 5ªs e 6ªs séries do Colégio Comercial “Luís Gomes”, na mesma cidade.
Em 1994, todavia, fui aprovada em concurso para o quadro do magistério público da Secretaria de Estado da Educação e da Cultura, para o Conjunto de Disciplinas Pedagógicas. Comecei essa nova fase profissional lecionando Literatura Brasileira e Geografia, no 2º grau da Escola Estadual “Luzia Ferreira de Castro” em Pau dos Ferros – RN. Depois, consegui transferência para Luís Gomes – RN e passei a lecionar no Colégio Comercial “Luís Gomes” as disciplinas: Estrutura e Funcionamento do Ensino de 1º Grau, História e Filosofia da Educação (no Curso Magistério) e Geografia e Língua Portuguesa nas 5ªs e 6ªs séries do primeiro grau. E, em 1996, passei a trabalhar como supervisora nessa instituição.
Em 1997, atuei na Coordenação Pedagógica do Centro Escolar “Coronel Fernandes”, no município de Luís Gomes – RN. Nela atuei até o ano 2000 quando passei a assumir a supervisão na Escola Estadual “Coronel Fernandes” nesse município.
O trabalho na coordenação e supervisão escolar vem trazendo, entre outros desafios, uma preocupação com o processo de ensino e de aprendizagem na escola. Nesse sentido, têm sido vários os cursos de atualização que tenho desenvolvido para ajudar a atender às necessidades formativas dos professores que atuam na educação básica, além de
coordenações em processos de formação continuada de professores e gestores promovidos pela Secretaria de Estado da Educação e da Cultura.
Pertinente à atividade docente, na universidade, iniciei-a a partir do ano 2000 no curso de Pedagogia, do Campus Avançado “Profa Maria Elisa de Albuquerque Maia” – CAMEAM/UERN. Ingressei através de um processo seletivo para contrato provisório. Processo esse que foi se repetindo com aprovação nos anos 2001 e 2003. Em 2004, me tornei efetiva por meio de Concurso Público de Provas e Títulos para Docentes, na Classe de Professor Auxiliar, Referência I da Carreira do Magistério Superior.
Quanto à minha participação em sociedade científica, iniciei-a, em 2002, no Núcleo de Estudos em Educação - NEEd, na linha de pesquisa Formação do Educador e Práticas Pedagógicas, no Departamento de Educação desse Campus. Atualmente, encontro- me no Grupo de Estudos e Pesquisas em Planejamento do Processo Ensino-Aprendizagem – GEPPE, na Linha de Pesquisa: Didática: teoria-prática em disciplinas específicas.
Concluídas essas breves identificações das duas partícipes, passamos a refletir sobre a trajetória da pesquisa.
1.3 O itinerário da investigação
Na metodologia da nossa investigação, com a abordagem colaborativa, decidimos atuar com alguns procedimentos. Conforme Minayo (1994, p. 16), “[...] enquanto conjunto de técnicas, a metodologia deve dispor de um instrumental claro, coerente, elaborado, capaz de encaminhar os impasses teóricos para o desafio da prática.” (MINAYO, 1994, p. 16). Assim, buscamos desenvolver procedimentos e instrumentos que nos permitissem confrontos e comparações entre as informações construídas. Para isso, atuamos com Reunião, Ciclos de Estudos Reflexivos, Planejamento, Observação efetuada na vida real e Portfólio.
1.3.1 Reunião
A reunião, por se constituir em uma união de pessoas onde se socializam informações, conhecimentos e saberes, foi um procedimento usado visando iniciar e finalizar a investigação com a professora de História.
Assim, no dia 23 de março de 2011, tivemos a apresentação e apreciação do projeto de pesquisa do doutorado, a assinatura do Termo de Adesão (Apêndice A) pela
professora partícipe, discussão do cronograma de trabalhos e, por último, no dia 16/01/2012, uma reflexão sobre as nossas atuações (Partícipes: professora e pesquisadora).
Durante a apresentação do projeto, falamos da nossa questão de investigação, ou seja: Qual a relação entre o processo formativo, teórico e prático, vivenciado pela professora de História – fundamentado nas contribuições de P. Ya. Galperin e da consciência histórica crítica –, sua atividade docente e a apropriação pelo aluno do 8o ano do Ensino Fundamental da interpretação de textos de história e o desenvolvimento de sua consciência histórica crítica?