3. TÜKETİCİ DAVRANIŞLARI VE SATINALMA SÜRECİ
3.2. Tüketici Davranışlarını Etkileyen Faktörler
3.2.3. Psikolojik Faktörler
Nesse documento, estão explicitadas as formas de trabalhar os conteúdos no âmbito de cada disciplina – Biologia, Física, Química e Matemática. Os temas com os quais se podem organizar ou estruturar o ensino, segundo o referido documento, constituem uma composição de elementos curriculares com base nas competências e habilidades.
De acordo com os PCNs+ (BRASIL, 2001), cada disciplina ou área de saber abrange um conjunto de conhecimentos que não se restringem a tópicos disciplinares, nem a competências gerais ou habilidades; mas constituem-se em sínteses de ambas as intenções formativas. Ao se apresentarem dessa forma, esses temas estruturadores do ensino disciplinar e seu aprendizado não mais se limitam, de fato, ao que tradicionalmente se atribui como responsabilidade de uma única disciplina.
Cabe salientar que estes termos utilizados pelos Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio (PCNEM) e exigidos na forma de objetivos que o ensino dos conteúdos curriculares busca alcançar, também são exigidos pelo Exame
Nacional do Ensino Médio (ENEM) - a avaliação final que objetiva traçar um perfil da qualidade do Ensino Médio.
Nesse documento, são incorporadas metas educacionais comuns às várias disciplinas da área de Biologia e das demais. Por isso, tais modificações na priorização e na abordagem dos conteúdos também implicam modificações em procedimentos e métodos, pois sinalizam na direção de uma nova atitude da escola e do professor. (BRASIL, 2001).
O ensino por competências, segundo os PCNs+ impõe o desafio de se organizar o conhecimento a partir, não da lógica que estrutura a ciência, mas de situações de aprendizagem que tenham sentido para o estudante, ou seja, que lhe possibilitem adquirir um instrumental para agir em diferentes contextos e, principalmente, em situações inéditas de vida, enfatizando que:
Trata-se, portanto, de inverter o que tem sido a nossa tradição de ensinar Biologia como conhecimento descontextualizado, independentemente de vivências, de referências a práticas reais, e colocar essa ciência como “meio” para ampliar a compreensão sobre a realidade, recurso graças ao qual os fenômenos biológicos podem ser percebidos e interpretados, instrumento para orientar decisões e intervenções. (BRASIL, 2001, p. 35).
Sob tal ótica, o aprendizado visto na perspectiva dos PCNs+é conduzido de forma que os saberes disciplinares, com suas nomenclaturas específicas, não se separam do domínio das linguagens de utilidade mais geral.
O documento também defende que os saberes práticos, tais como: equacionar e resolver problemas reais, também não devem se distinguir de aspectos gerais e abstratos, de valores éticos e estéticos, uma vez que estão associados a visões de mundo. Na orientação proposta pelos PCNs+ é possível identificar que competências e conhecimentos são desenvolvidos em conjunto e se reforçam reciprocamente.
Nesse documento, considera-se que as principais áreas de interesse da Biologia contemporânea se voltam para a compreensão de como a vida (e aqui se inclui a vida humana) se organiza, estabelece interações, se reproduz, evolui desde a sua origem e se transforma, não apenas em decorrência de processos naturais, mas também devido à intervenção humana e ao emprego de tecnologias.
Os PCNs+ (BRASIL, 2001) realçam que não é possível tratar de todo o conhecimento de Biologia ou de todo o conhecimento tecnológico a ele associado, durante o Ensino Médio, enfatizando que:
[...] o importante é tratar esses conhecimentos de forma contextualizada, revelando como e por que foram produzidos; apresentando a evolução dos conhecimentos da área da Biologia como um movimento não linear e, por muitas vezes, contraditório. (BRASIL, 2001, p. 42).
Os PCNs+(BRASIL, 2001) fazem uma analogia à priorização dos conteúdos, ao aceitar que, durante o aprendizado disciplinar em Biologia, tendo como cenário a biosfera, deve-se conceber que os conteúdos deverão ser idealizados como um todo articulado e inseparável das demais ciências, destacando que: “Ao longo do Ensino Médio, para garantir a compreensão do todo, é mais adequado partir-se do geral, no qual o fenômeno vida é uma totalidade.” (p. 14).
Durante o ensino dos conteúdos de Biologia, a compreensão da especificidade é essencial para entender a forma pela qual o ser humano se relaciona com a Natureza e as transformações que nela promove, favorecendo o desenvolvimento de modos de pensar e agir que possibilitam aos indivíduos se situar no mundo e dele participar de modo consciente e conseqüente.
Para esclarecer esse aspecto, os PCNs+fazem uma articulação das grandes áreas que compõem o conhecimento biológico, ao salientar que a compreensão do surgimento e da evolução da vida - nas suas diversas formas de manifestação - demanda o entendimento das condições geológicas e ambientais reinantes no planeta primitivo. Isto significa dizer que, para se entender as questões polêmicas que envolvem as temas ambientais na atualidade, há necessidade de conhecimentos que irão explicar as conseqüências da intervenção humana no ambiente, tanto sob o ponto de vista social quanto econômico, os quais requerem o entendimento do funcionamento dos ciclos biogeoquímicos e do fluxo de energia nos ecossistemas.
Essa concepção visa à superação da visão a-histórica, que muitos livros didáticos reproduzem, conforme será discutido no próximo capítulo, de que a vida se estabelece como uma articulação mecânica de partes, como se, para compreendê-
la, fosse suficiente a memorização da designação e da função das peças que compõe o todo, num jogo de montar biológico.
Por tais características, o aprendizado de Biologia na escola básica deverá possibilitar a ampliação do entendimento que o estudante tem sobre o mundo vivo e, especialmente, contribuir para que seja percebida a singularidade da vida humana em relação aos demais seres vivos; em função de sua incomparável capacidade de intervenção no meio.
As grandes dúvidas que permeiam o trabalho do docente de Biologia, aos quais os PCNs+ procuram ajudar a responder, são: como trazer essas temáticas para a sala de aula, de tal forma que representem conjuntos de situações que podem ser vivenciadas, analisadas, reinventadas, problematizadas e interpretadas? Como lidar com a Biologia contemporânea na escola de maneira que esse conhecimento faça diferença na vida de todos os estudantes, independentemente do caminho profissional que vão seguir, de suas aptidões ou preferências intelectuais?
Como forma de responder a essas questões e com o sentido de nortear o trabalho docente, os PCNs+propõem a estruturação do currículo do Ensino Médio, a partir de seis temas, os quais denominam de temas ‘estruturadores do ensino de biologia’, tomando por referencial as principais áreas de interesse da Biologia:
¾ Interação entre os seres vivos;
¾ Qualidade de vida das populações humanas; ¾ Identidade dos seres vivos;
¾ Diversidade da vida;
¾ Transmissão da vida, ética e manipulação gênica; ¾ Origem e evolução da vida.
O documento salienta que o conjunto desses novos conteúdos não deverá constituir uma lista única de tópicos que possa ser tomada por um currículo mínimo, porque é simplesmente uma proposta, nem obrigatória nem única, de uma visão ampla do trabalho em cada disciplina. Assim, o primeiro tema - interação entre os
seres vivos - e o segundo - qualidade de vida das populações humanas - têm apoio
nas Ciências Ambientais, Sociais e da Vida, cuja ênfase recai sobre a vida humana a partir de conteúdos como a Fisiologia, a Zoologia e a Microbiologia
O terceiro tema - Identidade dos seres vivos - é orientado pelos conhecimentos de Citologia, Genética, Bioquímica e por conhecimentos tecnológicos. Essa temática visa levar os estudantes a perceber, em situações práticas, que todas as formas de vida são reconhecidas pela sua organização celular, evidência de sua origem única. Os conhecimentos dessa área temática são fundamentais para que estes possam se situar e se posicionar no debate contemporâneo sobre as tecnologias de manipulações da vida.
O quarto tema - Diversidade da vida - tem o auxílio da Zoologia, da Botânica e das Ciências Ambientais, visando levar os estudantes a entender como a vida se diversificou a partir de uma origem comum e dimensionar os problemas relativos à biodiversidade.
No quinto e sexto temas - Transmissão da vida, ética e manipulação gênica e origem e evolução da vida -, as áreas que englobam os conteúdos, tais como Citologia, Genética, Evolução, Zoologia, Fisiologia e Botânica, podem fornecer referências para que os estudantes analisem questões que acompanham a história da Humanidade. Estas incluem desde a origem da vida (inclusive da vida humana) e o seu futuro no Planeta, até questões mais recentes envolvendo a clonagem, organismos geneticamente modificados e a decifração do genoma humano.
Os seis temas propostos pelos PCNs+, da forma como foram apresentados, mostram uma perfeita articulação dos campos conceituais da Biologia, de modo que: a) A abordagem dos aspectos essenciais sobre a vida - fundamentalmente a vida humana -, deverá contemplar os temas que tratam sobre a origem das espécies e as questões implícitas na manutenção da vida na terra, que envolve as questões ambientais, podendo estas ser trabalhadas por meio dos conhecimentos científicos referenciados na prática.
b) Os conteúdos sobre adiversidade da vida e a evolução biológica também podem ser vistos por meio do estudo dos vários processos celulares abordados em um nível fenomenológico como os estudos sobre o metabolismo celular - fotossíntese, a respiração celular e a digestão celular e os processos fisiológicos dos seres vivos.
c) O desenvolvimento dos estudos sobre a hereditariedade, também deverá tratar da síntese protéica, retomando os estudos do nível celular, inserindo, assim,
as noções de núcleo, ribossomos e ácidos nucléicos, e incluindo os debates sobre as questões polêmicas que permeiam os estudos sobre a Biotecnologia e Ética.
Os PCNs+ (BRASIL, 2001), na pretensão de fornecer subsídios ao trabalho do professor, também fornecem orientações na forma de estratégias de abordagem dos temas biológicos, atribuindo ao processo ensino-aprendizagem um caráter bilateral, dinâmico e coletivo.
Ao defender a necessidade de que se estabeleçam parcerias entre o professor e os estudantes e dos estudantes entre si, o documento também destaca como estratégias pedagógicas inerentes ao ensino de Biologia, dadas as suas peculiaridades: a prática da experimentação, os estudos do meio, o desenvolvimento de projetos, os jogos, os seminários, os debates e a simulação.
Em relação ao processo de avaliação, os PCNs+ (BRASIL, 2001, p. 137) consideram que, dentre outras características, esta deverá:
¾ Retratar o trabalho desenvolvido;
¾ Possibilitar observar, interpretar, comparar, relacionar, registrar, criar novas soluções, usando diferentes linguagens;
¾ Constituir um momento de aprendizagem, no que tange às competências de leitura e interpretação de textos;
¾ Privilegiar a reflexão, análise e solução de problemas;
¾ Possibilitar que os estudantes conheçam o instrumento, assim como os critérios de correção;
¾ Proporcionar o desenvolvimento da capacidade de avaliar e julgar, ao permitir que os estudantes tomem parte de sua própria avaliação e da avaliação de seus colegas, privilegiando, para isso, os trabalhos coletivos. Esse conjunto de sugestões e orientações de práticas educativas e de organização dos currículos, coerentes com a proposta de contextualização dos conhecimentos, também estabelece conexões com os temas estruturadores do ensino nessa área. Isto favorece um diálogo sobre o projeto pedagógico escolar e apóia o professor em seu trabalho, oferecendo elementos para a continuidade da formação profissional docente na escola.
Mesmo contribuindo significamente para a compreensão do trabalho do professor, segundo a nova perspectiva de educação proposta para o Novo Ensino
Médio, os PCNEMs (BRASIL, 1999) não conseguiram esclarecer algumas questões que permaneceram obscuras quanto às orientações das Diretrizes Curriculares para o Ensino Médio (DCNEMs).
Apesar da grande contribuição fornecida por esse documento, quanto às orientações do trabalho do professor em aula, essas não foram suficientes para definir a nova organização que esse nível de ensino imprime e, como conseqüência disso, houve distanciamento entre o Ensino Médio idealizado pelas DCNEMs e o ensino efetivado nas escolas. Poucas dessas orientações, aliás, se viram refletidas naquelas propostas, as quais pareceram inatingíveis e impraticáveis.
Diante dessas fragilidades, foi necessário o desenvolvimento de um novo documento de orientação curricular - as Orientações Curriculares para o Ensino Médio (OCEMs). Este foi proposto a partir da necessidade explicitada pelos gestores escolares e professores, e objetivou avaliar as questões obscuras ou pouco esclarecidas nos documentos anteriores, a partir de um balanço da atual proposta de ensino dos conteúdos de Biologia.