2. LİTERATÜR TARAMASI
2.3. TEKNOKENTLERDE BULUNAN GİRİŞİMLERİN İŞ MODELLERİ
2.3.1. İş Modeli Tanımı ve Çeşitleri
2.3.1.2 Prototip Oluşturma
Diante das consequências oriundas de suas próprias atividades, as corporações vêm nos últimos anos, demonstrando preocupação com questões de natureza social e ambiental. Essas consequências dizem respeito a danos causados ao meio ambiente, principalmente a comunidade onde se localiza, por serem normalmente a mais afetada. Além disso, a sociedade juntamente com o governo têm pressionado as corporações para realizarem atitudes concretas que revelem essa real preocupação ambiental e social, de maneira, que possa ser percebido tais ações e estratégias utilizadas.
De acordo com Schiavo (2007), as Bolsas de Valores também vem evidenciando preocupação com o desenvolvimento sustentável das empresas, o que contribuiu e vem contribuindo para o reconhecimento de organizações que desempenham atividade social corporativa. Esse reconhecimento acarreta na legitimação dessas empresas diante da sociedade e a consequentemente melhoraria de sua reputação.
Os índices financeiros de cunho social ou sustentável foram criados em diferentes partes do mundo, com o objetivo de fornecer aos investidores um panorama referente ao desempenho empresarial, seja ele financeiro ou de sustentabilidade. Assim, esse panorama vem a influenciar e proporcionar melhor entendimento no que diz respeito a possíveis decisões de investimento (SEARCY; ELKHAWAS, 2012).
Nessa direção, o primeiro índice criando com a proposta de reunir empresas socialmente responsáveis foi o Dow Jones Sustainability Index (DJSI), em 1999 na Bolsa de Valores de Nova York (SOUZA, 2006; SCHIAVO, 2007; OBERNDORFER et al., 2013). De acordo com a ROBECOSAM (2015), o DJSI tem a finalidade de demonstrar o desempenho das empresas líderes em sustentabilidade a nível mundial. E para tanto, avalia de maneira integrada, aspectos econômicos, sociais e ambientais, com foco na criação de valor para os acionistas no longo prazo.
O DJSI conta com a inclusão de 10% das companhias selecionadas das 2500 maiores companhias globais, distribuídas em 59 setores da indústria e em 47 países. Segundo Lopéz, Garcia e Rodriguez (2007), o DJSI utiliza uma série de indicadores semelhantes aos empregados pela Global Reporting Initiative (GRI), dos quais permitem identificar as estratégias incorporadas pelas empresas no que diz respeito à avaliação de ativos intangíveis, desenvolvimento do capital humano, questões organizacionais, planos estratégicos, governança corporativa e relação com os investidores.
Em 2011, a Bolsa de Valores de Londres, inspirada no DJSI, criou o FTS4Good
Sustainability Index que tem a finalidade de reunir as empresas listadas na Bolsa de Londres com os melhores desempenhos de sustentabilidade corporativa (CURRAN; MORAN, 2007; AMARAL; IQUIAPAZA, 2013). Este índice é o segundo que fora criado em uma economia desenvolvida, a fim de modificar a percepção estratégia das corporações para que estas incorporassem aspectos sociais e ambientais em suas atividades organizacionais.
Os objetivos do FTS4Good perpassam por questões como: proporcionar o entendimento para as companhias dos próprios impactos causados ao ambiente e a sociedade; estabelecessem uma política de atuação para a mudança que seria realizada, baseada em objetivos e metas; utilizar sistemas de gestão para que a política estabelecida fosse realmente implementada;
utilizar mecanismos para monitorar e avaliar a RSC; e divulgar os pontos anteriores para todos os stakeholders (SCHIAVO, 2007).
Algumas Bolsas de Valores localizadas em países emergentes também desenvolveram iniciativas e criaram índices sociais, como a África do Sul e Brasil. Assim, em 2004, a Bolsa de Valores de Joanesburgo (JSE) criou o Socially Responsible Investiment Index (SRI index), com a finalidade de integrar um índice de empresas cotadas que utilizam os princípios do TBL nas suas atividades de negócio. Este índice fornece um benchmark para o investimento socialmente responsável e contribui para o desenvolvimento de uma prática empresarial responsável em todo o mundo (MUTEZO, 2014).
A seleção de empresas para integrarem o SRI Index é feita a partir de critérios sociais, econômicos, ambientais e de governança corporativa, mensurados por meio da perspectiva de gestão, de políticas, desempenho, relatórios e consulta pública (SCHIAVO, 2007). O mesmo autor ressalta que setores como o do fumo, bebida e armamento não foram excluídos do índice, mas sim considerados como sendo de alto impacto, ou seja, são setores que causam grandes mudanças negativas no ambiente e sociedade.
Outro país emergente que teve a iniciativa de criar um índice diversificado, selecionando empresas com melhores desempenhos em sustentabilidade empresarial foi o Brasil. De acordo com Schiavo (2007), em 2005, a Bolsa de Valores de Mercadorias e Futuros (BM&FBovespa) junto com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), formaram um conselho com membros da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar - ABRAPP, Associação Nacional dos Bancos de Investimento - ANBID, Associação dos Analistas e Profissionais de Investimentos do Mercado de Capitais - APIMEC, Instituto Brasileiro de Governança Corporativa - IBGC, International Finance Corporation - IFC, Instituto Ethos e Ministério do Meio Ambiente e lançaram o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE).
De acordo com a BM&FBovespa (2016), o ISE tem o objetivo de refletir o retorno de uma carteira composta por ações de empresas com reconhecido comprometimento com a responsabilidade social e a sustentabilidade empresarial, e também atuar como promotor das boas práticas no meio empresarial brasileiro. Além disso, busca criar um ambiente de investimento combinado com as demandas de desenvolvimento sustentável da sociedade contemporânea e estimular a responsabilidade ética das corporações.
O ISE é composto por um máximo de 40 empresas e é atualizado anualmente levando em consideração a adequação das empresas aos critérios de inclusão na carteira do índice que contemplam características relativas à liquidez, governança corporativa e questões sociais e ambientais (BM&FBOVESPA, 2016). Os critérios são mensurados por meio de questionários
respondidos voluntariamente pelas empresas que possuem as 200 ações mais líquidas no exercício do ano anterior e que, após a obtenção das respostas, avaliação é realizada por um Conselho Deliberativo.
Existe ainda, segundo Orsato et al. (2014), o Ethibel Sustainability Index (ESI), criado em 2002 por um grupo britânico e no qual é composto por quatro índices regionais: ESI Global, ESI Americas, ESI Europa e ESI Ásia-Pacífico; o Calvert Social Index, elaborado pela Calvert
Corporation, que é comporto por 680 empresas, selecionadas a partir de um universo de 1000 empresas que compreendem as maiores de capital aberto dos Estados Unidos; o KLD Índices foi lançado em 2007 pela KLD Research and Analytics, que procurou reunir em um banco de dados, 4000 empresas dos Estados Unidos, a fim de monitorar a pontuação social corporativa destas.
Além dos índices já mencionados anteriormente, vêm sido desenvolvidos nos últimos 12 anos, rankings verdes, elaborados por empresas renomadas da mídia e pesquisa. Estes
rankings utilizam uma série de critérios para pontuar as atividades de cunho social e ambiental, a fim de obter um score para cada empresa avaliada e poder enquadrá-la com sendo ou não uma empresa que se preocupa com a sustentabilidade. Nessa direção, dois rankings mundiais ganharam bastante visibilidade: o elaborado pela revista Newsweek e o elaborado pela
Corporate Knights.
A Newsweek é uma revista norte–americana que com a ajuda de empresas de pesquisa elaborou o “Grenn Ranking” em 2009, no qual reunia as 500 maiores empresas dos Estados Unidos nos quesitos de desempenho ambiental, políticas ambientais, reputação e cuidados com o meio ambiente. No ano de 2010, a Newsweek divulgou o ranking das 100 empresas mais sustentável do mundo, baseando-se na proposta da Corporate Knights. Segundo Murguia e Lence (2015), o ranking também fornece informações aos pequenos investidores sobre ambiente oneroso, e eleva a consciência pública a respeito do desempenho ambiental das maiores empresas. O ranking Global 100, criado pela Corporate Knights em 2005, foi o objetivo de investigação desse estudo e será explicado abaixo.