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Protokoller 33

Belgede Etmen Tabanlı Bir Grid Sistemi (sayfa 51-64)

5. ÖNERİLEN ETMEN TABANLI GRİD SİSTEMİ 19

5.3 Etmen Tabanlı Grid Sisteminin Temel Yapısı 21

5.3.4 Protokoller 33

Segundo Sampaio (2007), há quase 15 anos que os laboratórios farmacêuticos deixaram de trabalhar diretamente com o varejo, passando a utilizar os atacadistas/ distribuidores para entregarem seus medicamentos. Esses produtos passam por uma fiscalização da vigilância sanitária da saída da indústria até o ponto de venda, exigindo um maior controle e acompanhamento de todas as etapas da sua comercialização.

Esses distribuidores de medicamentos precisam estar munidos com uma alta tecnologia, com uma estrutura logística, uma frota moderna de veículos, com rastreadores via satélite, roteirização e protegidos contra roubos. Os operadores logísticos têm como uma das suas funções assumirem as atividades de armazenamento de medicamentos de diferentes

laboratórios e encaminhar para os distribuidores e/ou atacadistas, conforme Sampaio (2007, p. 09):

A atividade do operador logístico tem início com a retirada dos produtos do laboratório e o monitoramento do transporte da carga até suas instalações. Esses produtos são recebidos no armazém, as notas fiscais são conferidas e através de leitores ópticos os produtos são identificados e alocados na área de armazenagem segundo critérios e especificidade de cada medicamento. No caso de produtos controlados ou refrigerados, estes são alocados em ambientes especiais. Um sistema de operação totalmente informatizado, que utiliza código de barras, leitores ópticos e rádio freqüência, permite a identificação dos produtos e suas posições automaticamente, facilitando a contagem e sua expedição. Além disso, é possível ao laboratório acompanhar on-line toda a etapa de circulação dos seus produtos, incluindo datas de retirada, emissão de nota fiscal e recebimento do material pelos distribuidores e atacadistas. A expedição é feita de acordo com o envio dos arquivos de notas fiscais do laboratório, através de um sistema de teleprocessamento, todos os pedidos são remetidos on-line à central de distribuição do operador logístico, que então inicia a preparação de pedidos e sua expedição.

A figura a seguir representa de uma forma ilustrativa o que está sendo descrito acima por Sampaio (2007), apresentando a distribuição com operador logístico.

Figura 06: Distribuição com operador logístico Fonte: Autor

De acordo com Fernando Muller, gerente comercial da TA Logística, as exigências são muitas, de ordem legal, operacional e técnica. Dando uma maior ênfase nas situações mais rotineiras, analisa as questões técnicas e operacionais, de forma mais detalhada:

A operação logística de produtos farmacêuticos é, em geral, bastante complexa e intolerante em relação aos erros operacionais. A sua complexidade decorre de fatores como o grande fracionamento, a quantidade de SKU’s3 e o controle FEFO4,

3 FEFO - First-Expire, First-Out ou Primeiro que Vence é o Primeiro que Sai. Serve para gerenciar a arrumação e

expedição das mercadorias do estoque de acordo com o prazo de validade.

que precisa ser absolutamente perfeito. Assim, é necessário que o operador tenha grande know-how e tecnologia de ponta, muito mais do que em outros segmentos. Não é trabalho que possa ser feito por empresas que não tenham muito conhecimento, experiência e tecnologia de ponta (LOGWEB, 2007, p. 37).

Um exemplo de operador logístico em Pernambuco é a Rapidão Cometa, com mais de 60 anos de experiência, desenvolveu um serviço especializado em coleta, transferência e distribuição de produtos farmacêuticos, o Rapidão Farma. Com esse serviço, medicamentos e produtos médico hospitalares e correlatos são transportados de forma rápida e segura para centenas de distribuidores farmacêuticos, hospitais, laboratórios, farmácias e clínicas em mais de 4 mil localidades de norte a sul do Brasil, sempre dentro dos padrões de higiene e segurança exigidos pela Vigilância Sanitária (O RAPIDÃO, 2005).

Para esse novo segmento, a Rapidão Cometa precisou se adaptar e implementar algumas mudanças, como: controles de informação mais rígidos; contratação de mais de 200 funcionários para operar somente nesse segmento, incluindo profissionais graduados em farmácia; ampliação de frota segura e especializada com mais 40 veículos; consolidação de todas as licenças exigidas pela Anvisa; customizar o atendimento; elevar os parâmetros de qualidade; Call Center, com cinco atendentes especializadas para ajudar os clientes farmacêuticos; e treinamento para aperfeiçoar os métodos de gestão de transporte (O RAPIDÃO, 2005).

Cerca de 70% do transporte são efetuados pelo modal rodoviário e 30% são conduzidos pelo aéreo. No setor farmacêutico, os prazos de entrega são mais curtos. Alguns deles, como os de medicamentos perecíveis, não passam de 24 horas. No Norte/Nordeste, a área onde o Rapidão Cometa atua, existem 150 pontos de distribuição dessa carga, a exemplo de grandes redes de farmácias ou atacadistas de medicamentos, como Bompreço e Pague Menos (O RAPIDÃO, 2005). A figura a seguir representa um modelo da operação da Rapidão Farma.

4 SKU - Stock Keeping Unit ou Unidade de Manutenção de Estoque. Designa os diferentes itens de um estoque.

Figura 07: Modelo da operação da Rapidão Farma Fonte: O Rapidão, 2005.

Yamashita (2007) apresenta como estudo de caso o operador logístico Bomi Farma, especializado no setor farmacêutico e médico-hospitalar. A empresa trabalha com atividades relacionadas à movimentação e armazenagem de produtos, com transporte rodoviário e armazém próprio, apenas contratando o transporte de terceiros para o uso de outros modais. Em suas operações, a Bomi Farma faz a coleta e contagem dos produtos nas instalações do cliente, realiza a administração de estoques dos produtos em quarentena, armazenagem e gerenciamento dos medicamentos prontos para serem vendidos, separação e embalagem, embarque e distribuição através da frota própria ou com a contratação de outros modais terceirizados. A seguir apresenta-se um modelo geral utilizado pela Bomi Farma.

Figura 08: Inserção do operador logístico na distribuição de medicamentos Fonte: Adaptado de Yamashita (2007)

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