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2. GENEL BİLGİLER VE LİTERATÜR ÖZETİ

2.6. Prostat Kanseri

2.6.6. Prostat kanseri tanısında PSA dışı biyobelirteçler

Ao analisarmos as falas, constatamos que as gestantes percebem esse acontecimento de forma rotineira, apesar de não acharem normal.

[...] e também assim ele não gosta de tá em hospital e posto, essas coisas. Ele disse que não gosta de ir. (Rosa)

[...] mas é porque ele trabalha e não tem como ele vir comigo toda vez que eu tiver aqui. (Cravo)

Ao referirem a ausência do companheiro nas consultas de pré-natal, as mulheres evidenciam, com seus depoimentos, que o companheiro não se encontra disponível e justificam que ele trabalha no horário dos atendimentos ou não gosta de frequentar instituições de saúde. Diante disso, deixam transparecer que o trabalho passa a ter maior grau de importância, frente ao atendimento pré-natal.

Nesse enfoque, Speizer e Carter (2005), bem como Oliveira et al (2009) afirmam que a grande maioria dos homens não frequenta o pré-natal devido a trabalharem. Pesamosca, Fonseca e Gomes (2008) acrescentam que, embora a presença dos pais nesse momento se dê de forma reduzida, as gestantes consideram importante a sua participação. Entretanto, para algumas é anormal e para outras natural a ocorrência desse fato.

Não é normal ele não estar acompanhando o pré-natal. (Flor de Lótus)

Devido eu não ter tido na minha primeira gestação o pai da minha filha, achei natural. (Orquídea)

Mesmo reconhecendo que a ausência do companheiro se dá por um motivo justificável, Flor de Lótus considera anormal o fato do mesmo não frequentar as consultas pré-natais. Isso encontra respaldo nas concepções que encaram o ser masculino como chefe e protetor familiar. Tratando-se da gravidez, Brito (2001) lembra que, durante esse período, o companheiro interage com a mulher mediante

atitudes de precaução, vigilância, presença e ajuda, causando na gestante sensação de proteção e cuidado.

Sobre esse assunto, Jussani, Serafim e Marcon (2007) concebem que a dimensão do cuidado durante a gestação se faz presente mediante atitudes como diálogo, estar junto, ouvir e comprometer-se. Além disso, as autoras salientam que, das gestantes pesquisadas em seu estudo, 18,7% referiram terem sido apoiadas pela mãe ou amiga, no entanto apenas 6,3% mencionaram a participação do esposo nessa rede de apoio.

Entendemos que, quando a gestante não vivencia o cuidado almejado nem a proteção atribuída ao companheiro, se instala uma circunstância anômala ao seu contexto social que pode contribuir para o surgimento de conflitos e tensões durante o período gestatório.

Enquanto isso, situações experienciadas anteriormente levam a mulher a não atribuir relevância à presença do companheiro, como demonstrado no depoimento de Orquídea. Essa gestante não teve a presença do cônjuge em outra gravidez, o que a conduziu a um processo interativo, no qual o passado influenciava o presente. Além disso, acreditamos que o fato de ser natural a ausência do companheiro durante o pré-natal guarda relação com as questões que regem o masculino e o feminino na maioria das culturas.

Segundo Braz (2005), o masculino é tido como sexo forte no senso comum, onde as dimensões emocional e física estão envolvidas nesse estereótipo cultural. Seguindo esse raciocínio, a autora ressalta que a subjetividade do companheiro alicerçada em força, domínio e machismo é construída pela sociedade. Isto é tão presente, que até mesmo as mulheres reproduzem o ideal de poder do macho quanto à expectativa do comportamento do companheiro, por exemplo, frente ao natural distanciamento dele das unidades de saúde, em busca de prevenção.

Conforme Cavalcante (2007), a responsabilidade de cuidar da família e de si própria é atribuída socialmente ao sexo feminino. Nesse enfoque, Silva e Alves (2003) consideram que o papel da mulher na sociedade, como cuidadora, repercute na sua aproximação com os serviços de saúde, pois se preocupa mais e direciona maior atenção ao seu corpo. Concordamos com as autoras e acrescentamos que as alterações físicas – modificações corporais – advindas da gravidez podem concorrer para o desequilíbrio conjugal, quando não consideradas normais pelo companheiro.

Segundo Souza (1997), alguns homens comportam-se como espectadores desinteressados, justificando que os problemas inerentes a esse estado ficam a cargo da mulher. Nessa linha de raciocínio, e com base nos depoimentos, entendemos que a percepção das entrevistadas quanto à ausência do companheiro nas consultas de pré-natal é influenciada pelas relações de gênero socialmente construídas e observadas nos dias atuais.

Todavia, apesar das mudanças que vêm ocorrendo no mundo masculino, onde os pais refletem sobre seu papel frente à paternidade, o companheiro se sobressai ainda como provedor familiar. Reinventar e redefinir seu lugar na família e na sociedade é, certamente, um grande desafio para homens e mulheres da contemporaneidade. (BORNHOLDT; WAGNER; STAUDT, 2007).

De modo geral, os aspectos que compuseram a categoria em apreço, ao se entrelaçarem – entendimentos, desejos e concepções –, conduzem a gestante a elaborar respostas que evidenciam sua percepção quanto à presença do companheiro no momento do pré-natal[,] como pode ser observado na Figura 5.

Figura 5 – Representação da Categoria 1, suas subcategorias e componentes

Analisando essa figura, observamos que as questões integrantes da categoria ¨Percebendo a participação do companheiro nas consultas de pré-natal¨ se articulam em rede de particularidades. Uma vez consideradas em conjunto, representam a maneira pela qual as gestantes vivenciam a ausência do parceiro no pré-natal e lhes predispõem a experienciar diferentes sentimentos

PERCEBENDO A PARTICIPAÇÃO DO COMPANHEIRO DURANTE O PRÉ-NATAL Ausência do companheiro nas consultas de pré-natal Presença do companheiro nas consultas de pré-natal Atribuindo importância à presença do companheiro Associando à atitude e preocupação do companheiro com a gestante e o feto Entendendo a ausência do companheiro Considerando anormal a ausência do companheiro Considerando natural a ausência do companheiro