2. KAVRAMSAL AÇIDAN İNSAN KAYNAKLARI YÖNETİMİ, ÖRGÜTSEL
2.3. Adalet Açısından Güven Faktörü
2.3.4. Adalet Kavramı ve Örgütsel Adalet
2.3.4.3. Örgütsel Adaletin Boyutları
2.3.4.3.2. Prosedür Adaleti
A investigação quantitativa visa avaliar a extensão na qual políticas para stakeholders afetam a performance. As relações estabelecidas entre as políticas e a performance se diferenciam a partir dos interesses de cada uma das quatro categorias de stakeholders objetos desta pesquisa. Dessa forma, apresentamos o modelo de investigação para cada grupo, baseado na revisão da literatura desenvolvida no capítulo 3 desta pesquisa e aqui sintetizada para facilitar a explanação quanto às variáveis utilizadas. Trazemos, também, as hipóteses que fundamentam a pesquisa quantitativa, estabelecidas a partir das relações entre as políticas para cada grupo de stakeholders e a performance organizacional.
Com essa estrutura de pesquisa, este capítulo tem por objetivo apresentar a forma, os meios de coleta e os métodos de análise dos dados de ambos os métodos de pesquisa utilizados. Para tal, apresentamos o modelo analítico de pesquisa utilizado.
P E R F O R M A N C E O R G A N I Z A C I O N A L Estrutura da propriedade Concentração da propriedade Identidade agência Qualidade percebida Qualidade esperada Preço Satisfação do consumidor Lealdade ou fidelidade Habilidades Motivação Estrutura de Trabalho Produtividade Turnover Absenteísmo Política ambiental Inovativa Processo Produto Reputação
A primeira relação que mostramos, na figura 1, é a da estrutura da propriedade da empresa e a performance organizacional.
Os acionistas, enquanto stakeholders, afetam a performance organizacional por meio da estrutura da propriedade. Essa se refere á forma de composição do capital social, seja via da concentração (percentual de ações detidas por um acionista ou grupo) ou da identidade do proprietário/acionista (famílias, investidores institucionais, bancos, governo, dentre outros). Em ambos os casos, a performance é afetada, pois modificam as relações de agência, conforme figura 1. Essas relações são determinadas pelo acionista e os administradores, que efetivamente atuam na organização. No caso da concentração, um menor número de acionistas reduz os custos de agência (monitoramento, informações e eventuais conflitos gerados pela divergência de interesses) o que afeta a performance.
Demsetz e Lehn (1985) consideram que o tamanho da organização, a instabilidade das taxas de lucro e a existência de regulação são variáveis importantes, também, para determinar o grau de concentração da propriedade. Para setores em que as economias de escala são importantes, as firmas devem ser grandes, o que exige maior volume de capital e, portanto, maior número de acionistas. Em setores com taxas de lucros instáveis, o maior monitoramento dos acionistas pode ser mais eficiente, no sentido da maximização dos lucros, o que sugere firmas com capital mais concentrado. Por fim, em setores regulados, a concentração da propriedade é menor devido á menor necessidade de monitoramento.
Hipótese 1- empresas com maior concentração da propriedade têm melhor performance em termos de lucratividade
Hipóteses 2- empresas com maior concentração da propriedade têm tamanho e vendas menores.
No caso da identidade, há uma diferenciação de interesses que caracteriza cada tipo de proprietário, que resultam em diferentes relações de agência e políticas que afetam os resultados organizacionais. Segundo Thomsen e Pedersen (2000), as famílias
têm expertise na gestão, mas, sendo avessos ao risco, têm menor acesso a recursos financeiros. Os bancos privilegiam os retornos de curto prazo. Os investidores institucionais têm, além do acesso aos recursos, habilidades para influenciar os administradores.
Hipóteses 3 - as empresas que têm as famílias, os bancos, investidores institucionais, companhias não financeiras e governo como acionistas majoritários têm melhor performance em termos de lucratividade.
Hipótese 4 - as empresas que têm as famílias como acionista majoritário têm tamanho e vendas menores.
Conforme a figura 1, as políticas para os consumidores afetam a performance organizacional à medida que aqueles estejam satisfeitos. A satisfação do consumidor afeta a performance por meio de duas relações. Em primeiro lugar, de forma direta, implica que o consumidor satisfeito não exige reparos ou substituições de produtos, ou seja, reduz os custos de transação não gerando assim, custos pós-compra, melhorando a performance organizacional. Em segundo, o consumidor satisfeito torna -se leal e compra mais vezes e possivelmente um maior volume de produtos. Essa condição resulta em um fluxo financeiro, de curto e longo prazo, que afeta a performance organizacional.
Hipótese 5 - as empresas que adotam políticas para a atendimento aos consumidores têm melhor performance.
As políticas para empregados são definidas a partir de três variáveis: o desenvolvimento de ha bilidades, as políticas de motivação e a adequação da estrutura do trabalho. As habilidades do trabalhador afetam diretamente a produtividade (quantidade de produto produzida por unidade de tempo) e essa, conforme demonstrado na figura 2, tem efeitos sobre a performance. As políticas de motivação e condições de trabalho afetam os resultados organizacionais á medida que reduzam o turnover
(rotatividade dos trabalhadores) e o absenteísmo (ausência no trabalho). A produtividade, absenteísmo e turnover não foram medidas nessa pesquisa, constituindo- se tão-somente em variáveis intervenientes do nosso modelo teórico. Como não é possível definir indicadores para a adequação da estrutura de trabalho, essa variável, também, não foi considerada em nossa pesquisa.
Hipótese 6 - as empresas que adotam políticas para o desenvolvimento das habilidades dos empregados têm melhor performance.
Hipótese 7 - as empresas que adotam políticas de motivação para os empregados ( em especial de compensação financeira) têm melhor performance.
As políticas ambientais de uma organização podem ser ofensivas, defensivas, indiferentes ou inovativas (CANNON,1994). Nas três primeiras situações, as organizações respondem às pressões ambientais à medida que essas sejam impostas e são tratadas, na maioria dos casos, pelos departamentos jurídicos e de marketing.
A postura inovativa, frente à questão ambiental, se diferencia das demais à proporção que pode gerar vantagens comparativas provenientes de inovações de produtos e processos de produção. No caso da inovação via processos os efeitos sobre a performance são diretos, conforme demonstrado na figura 1, pois implica incorporar estruturas de produção mais eficientes. Quando a inovação se dá via produtos, os resultados são mais imediatos e afetam a performance à medida que outros agentes, principalmente os consumidores, reconheçam a importância ambiental e façam escolhas de compras baseadas no compromisso ambiental. Esse comprometimento influencia a reputação que, em última instância, estabelece a referência dos agentes que valorizam a questão ambiental.
Hipótese 8 - as empresas que adotam políticas de preservação ambiental têm melhor performance