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Program Kapsamında Sağlanacak Destekler

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1. SANAYİDE ENERJİ VERİMLİLİĞİNİN ARTTIRILMASI MALİ DESTEK PROGRAMI

1.4. Program Kapsamında Sağlanacak Destekler

A assistência estudantil, como política social de direito operacionalizada no âmbito da educação, deve contribuir para reduzir os efeitos das desigualdades sociais, mediante a criação de mecanismos que viabilizem a permanência de estudantes em vulnerabilidade social, em cursos de nível superior, permitindo que cheguem ao término da trajetória acadêmica de forma satisfatória.

No período mais recente da história, a assistência estudantil é formalizada como política de educação e passa a garantir legalmente o direito de acesso e permanência aos alunos das IFES. Essa trajetória rompe e conserva algumas concepções e formas de operacionalização da assistência estudantil como um direito, haja vista a necessidade de reconhecer a importância da institucionalização de uma política dessa natureza nas IFES para o avanço do direito à educação, numa perspectiva universal, indivisível e fundamental.

A democratização das universidades não se efetivará apenas com o acesso à educação superior gratuita, razão por que se percebe que a política de assistência estudantil é indissociável da garantia de direito à educação. As legislações vigentes, tais como a Constituição Federal e a LDB, trazem assistência estudantil vinculada a uma forma de ofertar igualdade de oportunidade a todos.

O acesso, a capacidade de permanência e a manutenção dos estudantes no decorrer do período de formação acadêmica, deveriam resultar em uma condição democrática já positivada como direito na Constituição Federal de 1988, que afirma a educação como dever do Estado e da família (Artigo n° 205) e tem como principio a igualdade de condições de acesso e permanência na escola (Artigo n°206).

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) n° 9.394/1996, no o artigo terceiro, inscreve que “O ensino deverá ser ministrado com base nos seguintes princípios: I-

A necessidade de implantação de políticas de assistência estudantil justifica-se no momento em que se iniciou, na educação superior, a ampliação das medidas de acesso e inclusão, desde a criação de universidades e de fomento de políticas de ações afirmativas, reestruturação e criação de vagas nas universidades Essas ações contribuíram para a entrada de um novo perfil de estudantes nas universidades federais brasileiras. Apenas a inclusão dessa nova clientela de nada adiantará, se não houver garantida a participação ativa na vida universitária, bem como a conclusão dos cursos com sucesso.

Portanto, se faz necessária uma política de permanência que possibilite uma assistência a esse estudante, a fim de que ele possa permanecer na universidade e concluir o curso.

Torna-se necessária a criação de mecanismos que garantam a permanência dos alunos que ingressam na universidade, reduzindo assim, os efeitos das desigualdades apresentadas pelo conjunto de estudantes comprovadamente desfavorecidos e que apresentem dificuldades concretas para prosseguirem sua vida acadêmica com sucesso. (FINATTI, 2008, p. 196).

O direito à educação é incontestável e fundamental para qualquer nação ou pessoa, sendo associado ao reconhecimento de condições indispensáveis para a formação de uma sociedade mais justa e igualitária. Dessa forma, a educação é um direito em si mesmo e também é um meio indispensável para a promoção de outros direitos.

Todos os direitos sociais indicados no texto constitucional são fundamentais para que se chegue a igualdade, mas de todos eles , a educação , nesse aspecto, merece uma atenção especial por tratar-se de uma garantia indispensável para o crescimento intelectual e pessoal do cidadão , condições inescapáveis para que alguém obtenha igualdade de condições em um mundo de competição. (PACHECO, 2009, p. 80).

Embora a Constituição de 1988 tenha um enorme significado no reconhecimento dos direitos sociais, o que vemos desde a sua promulgação é um direcionamento do Estado para o não cumprimento do que está redigido na Carta Magna, impactando numa situação na qual muitas vezes esses direitos não são garantidos.

Assim, é forçoso reconhecer que há um abismo imenso entre os direitos sociais assegurados na constituição e sua efetivação, bem como, corolário a esse distanciamento entre a norma regulamentadora e a vida das pessoas, desenvolvam-se processos de desregulamentação e flexibilização de direitos, tendentes a romper e a diminuir a teia de proteção dos cidadãos. (PACHECO, 2009, p. 34).

A política pública é formada por diretrizes que visam à promoção e garantia dos direitos do cidadão. Portanto, a assistência estudantil é executada por meio de serviços sociais deve ser entendida como política de direito e jamais confundida com assistencialismo ou caridade.

Partindo desse entendimento da assistência estudantil como direito, resta claro que os recursos utilizados para promovê-la devem ser encarados como investimento, pois o resultado alcançado será a formação de jovens capacitados com perfil para ocuparem papéis estratégicos na sociedade.

Na sociedade capitalista, a desigualdade social é imensa e perpassa todas as esferas, repercutindo principalmente na educação. Nas universidades, percebe-se claramente a

diferença entre “ricos e pobres”, quando muitos desfrutaram de melhores condições para

estudar, enquanto outros, trabalhando desde cedo, nunca tiveram acesso pleno ao conhecimento e lutam para conseguir custear as despesas com a graduação.

Assim, a política de assistência estudantil deverá preencher essa lacuna, proporcionando desde as ideais condições de saúde, acesso aos instrumentais necessários à formação profissional, até o provimento dos recursos mínimos necessários para a sobrevivência do estudante, como moradia, alimentação, transporte e recursos financeiros para outros gastos.

A política de assistência estudantil, embora não possa prescindir da questão financeira, deve ser trabalhada em consonância com os aspectos pedagógicos e psicossociais, ou seja, com suporte em uma política pública de assistência estudantil não apenas voltada para a subsistência material, mas também preocupada com as questões emocionais, pensando a pessoa como um todo.

Sempre tendo em mente a formação integral do estudante, a política de assistência estudantil deverá articular-se com o processo educativo, possibilitando a formação de profissionais comprometidos e qualificados para atuarem no mundo do trabalho. Para isso, faz-se necessária a atuação de uma equipe multidisciplinar que venha a atuar de modo a melhor atender esses alunos durante a graduação.

A política de assistência estudantil como direito de cidadania deverá ser trabalhada como parte da política de educação e deverá constar do Plano de Desenvolvimento Institucional das Universidades e Institutos, de modo a ser articulada com o ensino, a pesquisa e a extensão. Dessa forma,

[...] permear essas três dimensões do fazer acadêmico significa viabilizar o caráter transformador da relação Universidade e Sociedade. Inseri-la na práxis acadêmica e entendê-la como direito social é romper com a ideologia tutelar do assistencialismo, da doação, do favor e das concessões do Estado. (FINATTI, 2008, p. 196).

No processo educacional, a assistência estudantil deve garantir condições justas de permanência no ensino superior, visando a reduzir a desigualdade social e acreditando que

a Universidade “tem a tarefa de formar agentes culturais mobilizadores que usem a educação

como instrumento de luta pela ampliação dos direitos humanos e pela consolidação da

cidadania”. (ALVES, 2002).

Vale salientar que assistência estudantil e assistência social são duas políticas diferentes, embora similares em alguns pontos. Enquanto a assistência estudantil tem como propósito a centralidade da assistência estudantil como estratégia de combate às desigualdades sociais e regionais, bem como sua importância para a ampliação e a democratização das condições de acesso e permanência dos jovens no ensino superior público federal (BRASIL, 2007), a política de assistência social visa a prover os mínimos sociais, por meio de um conjunto integrado de ações de iniciativa pública e da sociedade, para garantir o atendimento as necessidades básicas (BRASIL, 1993).

Por fim, sendo a assistência estudantil uma modalidade de política social, ela tem função contraditória na sociedade neoliberal, marcada pela desigualdade social. Tanto pode contribuir para a ampliação do acesso aos direitos sociais, permitindo alcançar a cidadania, ou simplesmente, servir para cooptar pessoas beneficiadas para apoiar o sistema que continue sendo o responsável pela não universalização dos direitos sociais.

Belgede T.C. İPEKYOLU KALKINMA AJANSI (sayfa 13-16)