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3. KOMPOZİT İMALAT YÖNTEMLERİ

3.2.1. Profil Çekme (Pultruzyon) Yöntem

Resumindo o que vimos até aqui podemos dizer que a comunidade joanina foi se formando definitivamente após o ano 70 d.C.56 O texto do QE é marcado pelo racha criado pela Academia de Jâmnia, nos anos 80-90 d.C. Vive-se em sérios conflitos teológicos, eclesiais e sociais. A cristãos perseguidos, abalados nas suas convicções, ameaçados de morte, o autor do QE reafirma o valor da fé e reconstrói a sua identidade. O escrito destina-se aos crentes (ad intra), mas guarda uma dimensão missionária (ad extra). As comunidades estão implantadas em lugar onde a presença

55 Cf. VIDAL, Senén, Los escritos originales da la Comunidad, p. 15-16.

56 A propósito de formação da comunidade, citamos John Ashton que concordando com Martyn, J. L.

apresenta três períodos na história da comunidade: um inicial, um intermédio e um final. O período inicial inclui a aceitação de um grupo messiânico na comunidade da sinagoga. No período intermédio parte do grupo nasce como uma comunidade separada fazendo experiência de dois traumas principais; a expulsão da sinagoga e o martírio. O último período é caracterizado por um movimento em direção a configurações sociais e teológicas fixas. Cf. ASHTON, John Comprendere il Quarto Vangelo, p. 166.

judia é muito forte, principalmente o judaísmo rabínico, novo, que está se estruturando com toda a força após a destruição do Templo. O fato de o QE explicar costumes e traduzir palavras da cultura judaica requer um lugar onde existe também uma presença helenística significativa. A escola joanina no final do I século se teria aberta a esta realidade e contexto maior onde vivia.

R. Brown destaca cinco fases da trajetória histórica da comunidade joanina.57 A

primeira fase situa-se entre os anos 30 e 50. Compreende o período de transmissão

oral da tradição e da pregação do evangelho, quando nasce a comunidade. Muitos judeus, inclusive alguns seguidores de João Batista, aceitaram Jesus como o Messias, como também os samaritanos se juntam a este grupo nesta fase. A alta cristologia da preexistência de Jesus, própria do QE, desenvolveu-se neste período. A segunda fase compreende os anos 50 a 70. Esta alta cristologia, nesta fase, custou a expulsão dos cristãos joaninos do Templo e das sinagogas. A ruptura com os judeus ortodoxos lhes trouxe conseqüências negativas como a rejeição e o desprezo. Foi nesse período que a comunidade se abriu ao mundo pagão (cf. At 6 – 11; Jo 4,50). Desenvolveu-se também a alta cristologia em oposição aos discípulos que se apegaram a João Batista. A comunidade se fortifica e se anima na vivência do batismo e da eucaristia, realidades que não existiam na comunidade judaica ortodoxa. A comunidade joanina vai assumindo identidade própria. A terceira fase, os anos 70 a 90, surge após a guerra judaica pós-70. Talvez nessa época é que a comunidade joanina se fez presente no Norte da Palestina, na Síria e em outras localidades. Acontece também nesse período a assembléia de Jâmnia, surge o rabinismo; os cristãos são expulsos da sinagoga e perseguidos (cf. 9,22; 11,53-54; At 8,4). Nesta fase se encontra o primeiro

57 Raymond BROWN, Introdução ao Novo Testamento, p. 508-510. Pablo RICHARD baseia-se também

esboço do QE (sem a forma atual). Período de divisões, discussões e cismas, talvez se discute opiniões contrárias à alta cristologia, desvirtuando o evangelho, espiritualizando-o. Provavelmente essa crise tinha a ver com as idéias gnósticas. Essa crise mexeu com as bases da tradição e exigiu mais capacidade de reflexão e diálogo. Na quarta fase, de 90 a 110, são escritas 1Jo e 2Jo com a finalidade de reagir às tendências que ameaçavam a unidade e a comunhão da comunidade. Enquanto um grupo colocava destaque na humanidade de Jesus e seu comportamento ético, o outro não aceitou essa insistência e acabou se desvinculando (cf. 1Jo 2,18-19). A crise foi superada e surgiu o trabalho de aproximação das diferentes tradições cristãs. Teria sido nessa época que se escreveram Jo 21 e 3Jo? Provavelmente. E a quinta fase, 110 a 120, na qual a alta cristologia é aceita pelas outras comunidades apostólicas e é integrada na igreja apostólica sob a autoridade de Pedro. A Igreja como um todo se enriquece com as reflexões teológicas e cristológicas de ambas as tradições. A integração da tradição do discípulo amado na tradição apostólica salva o QE com toda a sua riqueza.

Brown nos alerta que todo o QE deve ser lido em níveis diferentes, de modo que ele nos narre, tanto a história de Jesus, quanto a da comunidade que cria nele. Isso já foi afirmado também por J. L. Martyn. Compreender que o QE se formou em fases sucessivas é resultado de todo esse processo histórico da pesquisa de tantos estudiosos deste Evangelho. O próprio Brown resume sua teoria da história da comunidade joanina utilizando os resultados dos estudos científicos do QE:

Primeiramente, os evangelhos nos falam como cada evangelista concebia Jesus e o apresentava a uma comunidade cristã no último quartel do primeiro século, apresentação essa que nos dá indiretamente uma visão da vida da comunidade,

no tempo em que o evangelho foi escrito. Em segundo lugar, através da análise das fontes, os evangelhos nos revelam algo sobre a história pré-evangélica do ponto de vista cristológico do evangelista. Indiretamente, eles também revelam algo sobre a história da comunidade, antes, no começo do século, especialmente se as fontes usadas pelo evangelista fazem parte da herança da comunidade. Em terceiro lugar, os evangelhos oferecem meios limitados para reconstruirmos o ministério e a mensagem do Jesus histórico.58

Com todas essas teorias até aqui apresentadas, adquirimos um conhecimento geral sobre a situação da vida da comunidade, sua origem e desenvolvimento. É difícil descer aos detalhes e para todos os estudiosos do QE são hipóteses e teorias. Aprendemos ainda que devemos evitar deduções demasiado imaginativas sobre a história e a evolução da comunidade e do texto evangélico tal qual temos hoje. É partindo, porém, dessas pesquisas e teorias que continuamos nossa pesquisa.

Benzer Belgeler