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Profesyoneller ve Etik, İlke, Değer Bağlamında Televizyon

Cristina Quintella

Bom dia a todos. Primeiramente, gostaria de agradecer ao convite feito pela Escola de Administração da UFBA, para vir divulgar o que estamos fazendo em termos de propriedade intelectual no Nordeste do Brasil, e também agradecer à presença de todos da audiência.

Falarei sobre a Rede NIT Nordeste e sobre o NIT UFBA.

O diagrama a seguir é de Lorenza Silva, da NP. Ela é a responsável por nós termos o percentual da participação especial dos postos mais produtivos, sendo canalizados diretamente para projetos de P&D. Ela divide a cadeia em quatro etapas: pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico, desenvolvimento industrial e produto ou serviço (Figura 1).

Quando começamos a Rede, em 2003, tínhamos a primeira parte fluindo, papers, livros, publicações, periódicos (vários são da Escola de Administração da UFBA), e a Profª Tânia Fischer com toda a coleção de Gestão Social. Tínhamos também outro espaço que gerava recursos. Tínhamos essas perguntas: como passar para as normas técnicas que nos vão dar especificações e permitir o comércio internacional? Como teremos os relatórios, papers etc.? Como passar para as patentes e finalmente para a inovação tecnológica, e com isso apresentar uma contribuição à sociedade?

Existem várias coisas que podem ser utilizadas para que os autores possam divulgar suas publicações. Existem as patentes de invenção do modelo de utilidade, que são mais conhecidas; os direitos dos autores; os

direitos conexos; as bases de dados; as informações não divulgadas, que era como a Petrobras operava até o ano passado; os dados de prova, se- gredo industrial; traders (exemplo de como a embalagem, onde a marca está exposta, já passa a imagem de onde o produto foi comprado e pro- duzido), os circuitos integrados, indicações geográficas e outros.

Figura 1

O segundo passo é apropriar patentes. Já estamos fazendo e ten- tando agregar qualidade. Precisamos de empreendedores, incubadores, recursos de Parques Tecnológicos variados, para finalmente chegarmos à nossa inovação tecnológica.

A Rede NIT Nordeste teve sua primeira versão num edital publi- cado em 2004, que não foi financiado, pois àquela época nenhum pro- jeto do Norte/Nordeste/Centro-Oeste foi contemplado, somente Sul/ Sudeste. Depois a Rede foi contemplada e começamos a instalar os NIT’s. O importante é que nessa última versão nós temos os setores acadêmicos: cinco federais e o Cefet Bahia. Também temos o setor empresarial, com quatro incubadoras e com o Senai-Cimatec, além do setor governamental, com a Repitec.

A FINEP esteve nos avaliando e existe a previsão de que o próxi- mo edital lançado será em formato de rede, e focado em redes regio- nais e redes estaduais. Então, este é o momento para que o Estado da Bahia se articule nesse aspecto.

Hoje temos 18 instituições atuantes. São várias incubadoras, vári- os Cefets e o Parque Tecnológico de Campina Grande, que também está neste esforço. O único Estado que não está inserido é o Maranhão, porém logo entrará no esforço coletivo. Claro que essa rede interage com todas as outras ações da sociedade.

O Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (Fortec) é composto pelos nove estados do Nordes- te. Nele aprovamos o princípio da rotatividade, ou seja, o primeiro foi coordenado pela Bahia, com o vice de Pernambuco, seguido por Sergipe. Agora o Fortec é coordenado pela Profª Maria Rita da Uni- versidade Federal do Piauí, com vice no Estado do Rio Grande do Norte, e o Ceará ocupando o terceiro posto. Trabalhamos de ma- neira colegiada. Na Rede NIT Nordeste temos a preocupação de que a primeira e a terceira pessoas estejam ligadas ao mesmo es- forço.

A Rede Nit Nordeste também se preocupa em criar raízes, por isso existe toda uma política institucional. No início, discutimos sobre a necessidade de ter uma rede aqui. Tem algumas coisas que a gente se preocupa muito. Além da inovação, enviamos a minuta para o Dr. Elias Souza, aqui presente. Nós não fazemos tudo, a UFBA não faz tudo. Nós vemos quem é bom para fazer algo e distribuímos respon- sabilidades.

A minuta de política, por exemplo, que está circulando dentro da UFBA, para ser submetida ao Conselho Superior, foi elaborada em Sergipe. Nós trocamos de Sergipe para a UFBA, da Universidade Fede- ral da Paraíba, para a Universidade Federal do Piauí etc. Estamos sub- metendo a mesma minuta a todas as universidades. Claro que temos ajustes a fazer, e coisas estão sendo feitas de formas diferentes, em diferentes locais. Mas, para acompanhar a legislação, basta acessar a página da Federal de Sergipe. Se alguém quiser acessar um portal da inovação, daqui a seis meses, poderá acessar a página da UFBA, que terá áreas restritas para uma determinada empresa, uma instituição, para um inventor fazer propaganda de seus produtos e das suas deman- das. Isso será livre. Será uma base no estilo do PIBIC, porém menos trabalhosa.

Esta é a realidade da Rede NIT Nordeste, nos últimos três anos. Em termos de depósitos de patentes e outros tipos de propriedade in- telectual, nós tivemos um aumento de 3,3 vezes neste último ano, por- que estávamos trabalhando em redes. Inclusive nós somos um pouco culpados pela cara do Edital da FINEP que é mais ligado à Rede. As patentes concedidas aumentaram um pouco, mas não têm muito a ver conosco, pois a concessão pelo INPI infelizmente demora mais tempo do que os 12 meses de atuação.

Apresento a seguir o patrimônio intelectual da Unicamp, a evo- lução por anos, para que tenhamos uma ideia de quantos anos demo- rou (Figura 2). Existem aí quantos anos investidos? Quinze, vinte, vinte e cinco? Não sei dizer. Mas nós conseguimos em um ano, traba- lhando em rede, resultados muito interessantes, em nossa opinião. Em um ano, estamos com 49 patentes depositadas, 34 apenas neste ano de/em 2008.

Figura 2

A seguir estão os cursos que nós temos feito de graça (Figura 3). Inclusive é quando a gente sente que tem alguma instituição que não tem recursos para viagem, passagem, e é uma área como o TIC, por exemplo, Cefet do Ceará que nós pagamos, dentro dos esforços da Rede. A nossa programação estará disponível na Internet, para quem quiser consultar, um dia, quiser fazer um curso.

Figura 3

Criamos também uma disciplina de graduação pela qual são disponibilizados de graça mais de 30 arquivos Power Point para dar aula, modelos de patentes, formulários, ementas, provas, entre outros. A dis- ciplina já foi ministrada na Universidade Federal do Piauí e na Federal da Bahia. Nesse semestre, acontece na Universidade Federal da Paraíba e, no próximo, na Federal do Ceará. Esse trabalho foi destacado pela Unesco, na última conferência, como exemplo de caso de sucesso.

Daí saiu essa revista indexada. Ela tem vários temas, escolhidos pelos alunos. Caso vocês tenham interesse em alguns temas, senhores empreendedores, está no momento de sugerir, pois começaremos uma nova turma. Essa é uma outra disciplina em que nós estamos rompendo o paradigma de que elaborar patentes é difícil, tem que pagar e é caro. Nós já elaboramos várias patentes, estamos elaborando 80% das paten- tes que depositamos. Quem escreve um bom artigo e sintoniza um pouco tira uma patente de letra. Tem coisas que você não pode prever, mas só vão acontecer passados cinco anos.

Na UFBA temos uma comissão de propriedade intelectual e trans- ferência de tecnologia, que é um órgão consultivo do NIT. O NIT é o braço executivo, então, tudo o que foi apropriado, não o foi pela cabeça de um ou de outro; existe uma comissão que toma as decisões. No momento, eu estou designada pelo Reitor como coordenadora do NIT.

Nós aplicamos a legislação pretendente de propriedade intelectual, re- digimos patentes, fazemos alguns estudos de mercado, algumas análi- ses econômicas, alguma valoração. A divulgação do portifólio de tecnologia vai estar disponível de modo mais amplo com o portal que vai ao ar em outubro ou novembro. Nós também temos modelos de contratos. Estamos com problemas de pessoal concursado porque você paga dois, três mil reais a um funcionário da UFBA e, depois que ele se capacita, vai ganhar cinco, dez, quinze mil numa empresa de patentes. É difícil, complicado.

Isso também não estará disponível, é nossa evolução. Na figura 3, na linha acima, são as licitações do NIT, abaixo, quanto a Compitec apoiou e, no meio, quanto a UFBA já depositou.

No momento, nosso volume de pedidos dentro do NIT é de 51 pedidos, sem fazer grandes divulgações. Também atendemos a inde- pendentes, não necessariamente tem que ser da UFBA, e, dependen- do do que for, o nosso preço pode não ser vantagem econômica, pode ser um estágio ou algo parecido.

Estão aí algumas empresas com quem nós já interagimos. Alguns contratos que nós tivemos que colocar reciprocidade, principalmente ligadas ao Hospital Universitário e a L’Óreal. Essa é nossa estrutura e o Prof. Osvaldo Barreto, novo assessor do Reitor Naomar de Almeida Fi- lho, estará trabalhando junto conosco. Obrigada!