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O mar é, sem dúvidas, um importante meio de transporte e de recursos naturais que, por conseguinte, pode influir de modo significativo para um país no aspecto econômico e de projeção de poder. A revolução científico-tecnológica atual tem aumentado ainda mais a importância do mar como fonte de progresso e desenvolvimento para uma nação com ampla faixa litorânea como o Brasil (FLORES, 1972).

Assim, a considerável e crescente importância do mar permite então que ocorra uma valorização ainda maior dos fatores condicionantes que fundamentam a capacidade para o uso do mar de uma nação e este conjunto instrumental se constitui da integração das manifestações de mobilização de uma nação que permitam a utilização do mar - e de outras vias navegáveis – para a consecução dos objetivos de um país e que abrange todos os recursos (humanos, materiais e organizacionais) é denominado Poder Marítimo44, o elemento constitutivo do Poder Marítimo que está articulado ao Poder Militar que atua no mar e em outras vias navegáveis que se chama Poder Naval45.

É nosso intento discorrer, de maneira sucinta, sobre o conceito de Poder Marítimo, compreendendo as abordagens dos principais teóricos da guerra naval dentre os quais destacamos Alfred T. Mahan (1840 – 1914) e Julian Sttaford Cobertt (1852 – 1922). Para isso nos parece conveniente, antes de tudo, perceber como se deu a formulação do conceito, de sua amplitude e seus desdobramentos ao longo do tempo, e

para tal recorremos a Reinhart Koselleck que em sua obra “Uma História dos conceitos”

teoriza sobre como se formula e se desenvolve um conceito, conforme sublinha:

44 Na concepção da Marinha brasileira seria a capacidade resultante da integração dos recursos de que

dispõe a Nação para utilização do mar e das águas interiores, quer como instrumento de ação política e militar, quer como fator de desenvolvimento econômico e social. Os elementos que constituem o Poder Marítimo são os componentes das expressões do Poder Nacional relacionados com a capacidade de utilização do mar e das águas interiores: Poder Naval, Marinha Mercante, a infra-estrutura hidroviária, a indústria naval, a indústria bélica de interesse do aprestamento naval, a indústria de pesca, as organizações de pesquisa e desenvolvimento tecnológico de interesse para uso do mar, as organizações e os meios de exploração ou de explotação dos recursos do mar, de seu leito e de seu subsolo e o pessoal que desempenha atividades relacionadas com o mar ou com as águas interiores e os estabelecimentos destinados à sua formação e ao seu treinamento (EMA-305: p. 1-1, BRASIL, 2004).

45 Conforme a doutrina da Marinha do Brasil seria o componente militar do Poder Marítimo, capaz de

atuar no mar e nas águas interiores, visando a contribuir para a conquista e a manutenção dos objetivos nacionais (EMA-305: p. 1-2, BRASIL, 2004).

(...) Naturalmente não é toda palavra existente em nosso léxico que pode se transformar num conceito e que, portanto pode ter uma história. (...) É preciso estabelecer a distinção entre conceito e palavra, ainda que não me atenha à divisão dos linguistas. De forma evidentemente ampliada, podemos admitir que cada palavra remete-nos a um sentido, que por sua vez indica um conteúdo. No entanto, nem todos os sentidos atribuídos às palavras eu consideraria relevante do ponto de vista da escrita de uma história dos conceitos. Quando do planejamento para a realização da pesquisa empírica

visando a produção do “dicionário dos conceitos”, foram criteriosamente

selecionadas palavras cujos sentidos interessavam: a saber, conceitos para cuja formulação seria necessário certo nível de teorização e cujo entendimento é também reflexivo, ou seja, palavras que sugerem associações imediatas e essas associações pressupõe um mínimo de sentido comum, uma pré-aceitação de que se trata de palavras importantes e significativas. (...) e assim indicar a partir de quando um conceito tornou-se fruto de uma teorização e quanto tempo levou para que isso acontecesse (KOSELLECK, 1992, p. 134-135).

Desse modo, parece-nos relevante compreender como a concepção do que seria o Poder Marítimo e sua vertente militar - o Poder Naval - na visão de Mahan e Cobertt e de que maneira este conceito influenciou na formulação das políticas navais das nações para o uso do mar a partir do fim do século XIX e século XX.

Alfred Thayer Mahan foi almirante da marinha dos EUA. Ele buscou compreender a importância capital do mar para a grandeza das nações. Produziu sua obra a partir de um convite do almirante norte-americano Stephem Luce para lecionar na Naval War College, onde sua tarefa era, a partir de exemplos históricos, encontrar ligações entre a guerra em terra e a guerra no mar. As lições depreendidas dessa avaliação seriam utilizadas na formação dos futuros oficiais da marinha norte-americana. Mahan era um escritor e não um cientista. Sua reflexão e seu estudo crítico não se basearam na ciência, mas sim, numa inspiração: a centralidade do poder marítimo para a história. Sua obra mais conhecida foi publicada em 1890, sob o título “The Influense of Sea Power upon

History”.

Mahan seria um dos defensores da projeção marítima dos EUA, nos moldes do que, historicamente, ocorrera com a Inglaterra. Estabelecendo pontos de apoio em rotas essenciais ao comércio, bem como a abertura de um canal entre os dois oceanos (Atlântico e o Pacífico). Os estrategistas passaram a associar a hegemonia marítima à hegemonia econômica e política tendo como objetivo controlar a massa continental eurasiana que constitui uma região de rivalidades potencial contra as potências marítimas. A política de contenção posta em prática depois de 1945 em torno das potências continentais comunistas se inspira nesta teoria (DORNELLES, 2004).

Julian Stattford Corbett foi um civil formado em direito, em Cambridge, que não exerceria sua profissão. Dedicou-se ao estudo da história naval ao aceitar um convite do almirante Fisher, Segundo Lord do Almirantado Inglês, para atuar como professor da Royal Naval College. A compilação de uma série de palestras sobre a relação da teoria de Clausewitz46 com a guerra no mar resultaria no seu mais conhecido livro com o título Some Principles of Maritime Strategy, publicado em 1911. Ele foi o primeiro autor naval que buscaria a integração da teoria clausewitziana da guerra ao estudo dos conflitos navais.

Trabalhando inicialmente com Alfred Mahan, dois pontos devem ser salientados em suas obras: o comando do mar adquirido e sustentado pela supremacia naval e o Poder Marítimo, de fundamento geopolítico. Para Mahan, a capacidade de uma nação em utilizar o mar deveria ser protegida por uma grande força naval, componente militar do Poder Marítimo. Esta proteção e controle das linhas marítimas seriam exercidos através do comando do mar. Ele considerava o mar indivisível e, consequentemente, também o comando do mar. Não poderia existir uma gradação. O domínio do mar teria que ser absoluto e, para tal, era indispensável um poder naval superior, ou seja, o comando do mar significava controlar e proteger as comunicações marítimas.

Porém, o conceito central da teoria de Mahan consistia no Poder Marítimo, que para ele seria o conjunto de todas e quaisquer atividades relacionadas ao uso do mar e que garantiriam a total disponibilidade de utilização do mar e de seus diversos recursos por meio das rotas comerciais, ou seja, o comércio deveria ser protegido a todo custo pela porção militar do poder marítimo ou então negar o seu uso no caso de um inimigo de guerra. Este pensamento seria explicitado em um de seus artigos para as revistas da época, buscando fundamentar a importância do aspecto econômico e comercial do Poder Marítimo para uma nação. Assim Mahan assinalou em 1890:

Se as Marinhas (de guerra), como todos concordam, existem para proteger o comércio, segue-se, inevitavelmente, que na guerra elas devem ter por objetivo privar o inimigo desse grande recurso, e não é fácil conceber um emprego

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Carl Von Clausewitz nasceu na Prússia (atual Alemanha) em 1780, e aos 12 anos de idade iniciou sua carreira militar ao ingressar na graduação de Alferes no Exército Prussiano. Aos 13 anos, participou da sua primeira operação de guerra, a Campanha do Reno (1793-1794). Mais tarde tornou-se Cadete da Academia Militar de Berlim, onde obteve muito destaque. Como teórico da guerra baseou-se, principalmente, nas campanhas militares de Napoleão Bonaparte e de Frederico II da Prússia para fundamentar o seu estudo, adotando a metodologia científica em suas análises sobre os fenômenos que se apresentavam com o efeito da guerra, abordando os aspectos políticos, estratégicos, táticos dos conflitos e subordinando a Guerra à Política, e dando, ainda, especial atenção aos aspectos psicológicos/ morais do combatente, assim como os relativos à personalidade do chefe militar, sua obra mais importante foi On war (COELHO, 2000).

militar para elas, por mais amplo que seja, que possa se comparar à proteção e a destruição das trocas comerciais. (...) a interdição do comércio compele a paz (...) o controle do comércio marítimo mediante o domínio do mar é a função primordial das marinhas (PARET, 2001, p.603).

Alfred Mahan (1946) acentua com relação às nações banhadas pelo mar que estas deveriam se utilizar do mar e da produção para criar a necessidade de intercâmbios com outras nações e a frota mercante seria os meios pelos quais se dariam tais relações de comércio. Exemplo claro da ratificação dessa teoria de se saber utilizar o poderia marítimo seria a Inglaterra que se multiplicou no mundo através de seus navios mercantes, navios de guerra, bases navais e agências comerciais.

As fontes do Poder Marítimo eram decorrentes das seguintes condições: a posição geográfica, a configuração física, a extensão territorial, a população, o caráter do povo e o caráter do governo de um país. A posição geográfica era expressa pela localização em relação às rotas oceânicas e o território de outros Estados. A configuração física e a extensão de um território eram caracterizadas pela presença ou não de portos, terras férteis, litoral, recursos naturais que facilitariam ou não no seu desenvolvimento. Ao povo inclinado para o comércio e à construção de navios Mahan chamou de “caráter

do povo” e, à fração deste povo ocupada com assuntos marítimos, chamou de “população”. O “caráter do governo” era a disposição que um governo tinha de promover

uma política de estado voltada para o mar, devidamente articulada, planejada e executada por um longo tempo, envolvendo sucessivos governos (PROENÇA JR, 1999).

Dentre as fontes do Poder Marítimo destaca-se o que Mahan chamou de “caráter

do governo”. Uma política de Estado contínua voltada para a construção de um Poder

Marítimo de uma nação é capaz de suprir alguma eventual deficiência nas demais fontes. Não se constrói um Poder Marítimo com políticas de governo que são temporárias, mais sim, com políticas de estado envolvendo governos contínuos.

De acordo com Mahan (1946) a necessidade de uma frota de guerra decorreria da existência de uma frota mercante e desapareceria juntamente com ela. Tal conceito considerava a força naval apenas um elemento componente. O principal elemento do Poder Marítimo de uma nação era a existência de uma frota mercante associada a um comércio ativo e a capacidade de garantia da utilização desta frota de forma eficaz por meio de um Poder militar naval. Ele salienta ainda que o Poder Marítimo poderia ser usado como instrumento de política externa do país visando a aumentar seu prestígio e

exercer pressão sobre os demais países. A “política das canhoneiras”, utilizada pela

Inglaterra no século XIX, foi um caso típico.

Desse modo, percebe-se que o conceito de Poder Marítimo idealizado por Mahan é de fundo geopolítico, pois associou a grandeza e a riquezas das nações ao uso que fariam do mar. Nada adiantaria uma economia vibrante e produtiva sem a capacidade de explorar o comércio internacional e de fluir, com segurança, seus produtos pelas rotas oceânicas. O Poder Marítimo deveria ser o suporte do Poder Naval, cuja existência estava condicionada a se possuir uma frota mercante capaz de escoar a produção internacionalmente. Além disso, quanto maior a capacidade de fazer uso do mar e proteger seu comércio, maiores seriam as chances de sucesso em guerras.

Percebe-se que à medida que ocorre essa valorização cada vez maior do mar, de seus recursos e a intensificação do comércio internacional pela via marítima, há um

vínculo da importância do mar à necessidade de proteção desse “uso do mar”, e isso

parece coadunar para a validade teórica do que Mahan chamou de Sea Power (Poder Marítimo), sendo este, um instrumento importante para a projeção e expansão da influência de uma nação no mundo (PARET, 2001).

Em relação ao pensamento estratégico naval de Julian Corbett podemos sublinhar que buscou estabelecer o seu ensinamento pautado na ponderação daquilo que o inimigo também teria condições de fazer em contraponto a estratégia traçada por seu oponente e também, no questionamento da real contribuição da concepção estratégica, que surgiu na França ao final do século XIX, cuja ênfase se concentrava na linha de batalha formada pelos encouraçados47 e cruzadores48, navios que exigiam recursos de grande porte para obtê-los e mantê-los. Assim, Corbett mostrava-se preocupado em trazer para análise outras variáveis importantes e determinantes para uma perfeita avaliação do sucesso de uma estratégia naval, procurando realizar uma abordagem mais ampla possível.

Julian Corbett fora influenciado pelas ideias de Clausewitz, conforme já mencionamos, e, portanto, procurou trazer pensamento clausewitziano para a estratégia marítima, enfatizando como esta estratégia contribuiria para a eficácia do esforço total de

47 É um navio de guerra pesadamente blindado e armado com as peças de artilharia de longo alcance e de

maior calibre existentes. Normalmente, os couraçados eram maiores, mais armados e mais blindados que os outros tipos de navios de guerra. Seu emprego se deu até a Segunda Guerra Mundial (CÂMARA, 2011).

48 Termo empregado aonavio de guerra que designava, originalmente, qualquer navio encarregado de

tarefas de exploração numa esquadra, o termo "cruzador" passou a designar, no final do século XIX, um tipo específico de navio oceânico, maior e mais armado que outros navios (FONSECA, 1989a).

guerra de um país utilizando para tal todos os aspectos de mobilização da nação como o poder marítimo e terrestre. Nesse sentido, declara que:

A estratégia naval não existe como rumo separado do conhecimento. É apenas uma seção de uma divisão da arte da guerra. O método correto consiste em analisar uma teoria da guerra geral e apurar as relações exatas da estratégia naval com o todo. (...) nos últimos anos o mundo tem ficado tão impressionado com o poder do estado do mar que esquecemos quão impotente ele é, por si só, para uma guerra contra grandes Estados continentais (CORBETT, 1936).

Percebe-se na afirmação acima que o estrategista britânico não estabelecia o caráter absoluto e único do poder no mar, mas entendia que este fazia parte de um conjunto de elementos a serem aplicados no intento maior estratégico de uma nação. Ou seja, em vez de justificar o absoluto e preponderante poder marítimo sobre outras vertentes do potencial estratégico, ele realçaria a interdependência entre as estratégias marítimas e terrestres.

Corbett buscaria então, estabelecer uma visão do poder marítimo sustentada em sólidas bases teóricas. Para ele seria menos importante obter o domínio absoluto do mar do que utilizá-lo segundo os interesses da nação. Ele compreendia que o objetivo fundamental da estratégia marítima seria o de proteção do tráfego efetuado pelo mar, e salientava a proteção do comércio como objetivo direto e imediato e para consecução desse objetivo não seria obrigatório a destruição de uma esquadra inimiga, conforme Mahan preconizava. Assim, o britânico estava rejeitando a ideia mahaniana de concentração de forças, pois para ele, a esquadra deveria ser empregada da maneira mais eficiente possível de modo à proteção do tráfego marítimo, ou seja, Corbett considerava a ideia de divisão de forças para realizar tal tarefa.

Outra questão era a variação da concepção de comando do mar, que para o inglês seria concebida de maneira mais flexível, subordinando a estratégia naval ao propósito da guerra. E o objetivo principal do comando do mar seria de proteger e controlar as comunicações marítimas e o comércio marítimo. Portanto, ele admitia uma gradação no conceito de comando do mar, ressaltando uma diferença com a teoria de Mahan, ou seja, contestava a indivisibilidade do mar e a prerrogativa do poder naval mais forte como fatores condicionantes para a vitória numa guerra naval, conforme era preconizada pela doutrina mahaniana (PROENÇA JÚNIOR, 1999).

Outro ponto divergente entre os estrategistas era que, enquanto Mahan assinalava que a batalha decisiva era o único objetivo da força naval, Corbett entendia que além da

batalha decisiva, havia também a possibilidade do uso da força naval como ferramenta política para se atingir os objetivos da guerra. E salientava que a ideia de uma esquadra

poderosa só faria sentido no mundo naval se essa chamada “esquadra em potência”

impedisse ao inimigo o uso do mar livremente, buscando evitar a chamada batalha decisiva.

A despeito das divergências em alguns aspectos da estratégia naval dos dois teóricos nota-se que Julian Corbett buscou enquadrar e expandir o pensamento de Alfred Mahan da primazia do poder marítimo e da valorização do comércio marítimo, ou seja, o estrategista britânico teve como objetivo teorizar sobre o uso do poder marítimo a serviço da nação seja na paz ou na guerra, buscando interpretar a estratégia naval não como um bloco insular que sozinha pudesse resolver todas as questões acerca do domínio do mar, mas buscou uma interação com outras doutrinas militares, tornando o conceito de poder marítimo mais abrangente.

Para Mahan o domínio do mar era a chave para hegemonia mundial, haja vista que conduziria à riqueza em tempo de paz e à vitória em tempo de guerra.

Pensar em Mahan é pensar no Poder marítimo e com certeza, esta é sua maior contribuição. É também inquestionável o relevante papel do mar na vida moderna e futura das nações e, por isso o conceito de Poder Marítimo continua extremamente válido e relevante para se pensar no uso mais abrangente do chamado uso do mar através da Marinha mercante, Marinha de Guerra, as indústrias de construção e reparos navais, enfim todos aqueles que direta ou indiretamente labutam no mar.

Vale dizer que de acordo com Mahan para se obter um Poder Marítimo eficaz e

considerável é necessário que um de seus pilares ao qual ele chama de “caráter de governo”, para ele, componente de maior relevância seja permanente, ou seja, um Poder

Marítimo verdadeiro só é alcançado com políticas de Estado contínuas. Assim, para ele o domínio do mar era a chave para hegemonia mundial, posto que conduziria à riqueza em tempo de paz e à vitória em tempo de guerra.

Por fim, ao nos debruçarmos sobre o pensamento estratégico de Alfred Mahan e Julian Corbett percebemos que as teses daquele seriam de certa forma, aprofundadas por este que extraiu de seu predecessor as ideias-chave e as refinou, utilizando-se para isso de uma pesquisa histórica complementar e da ponderação de aspectos adicionais de outras teorias militares. Vale ainda dizer que as doutrinas estratégicas de ambos continuam extremamente úteis para a compreensão da importância do mar, do poder marítimo e da sua componente militar, o Poder Naval, e, sobretudo, caracterizando uma articulação

entre o comércio e a necessidade de sua proteção, ou seja, a relação de interdependência entre a Marinha Mercante, as rotas comercias e o comércio marítimo de modo geral com a Marinha de Guerra, que asseguraria todo o mecanismo mercantil no mar.

Benzer Belgeler