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Problemler için çözüm

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A Escola da Virgínia ou Teoria da Escolha Pública (Public Choice), tendo como representantes James McGill Buchanan e Gordon Tullock, defende a intervenção mínima do Estado na economia, mas justifica tal premissa no enfoque aos fracassos governamentais, ao contrário da proposta do Estado do Bem-Estar Social, de Keynes, ao

337 FIGUEIREDO, Leonardo Vizeu. Op. cit., p. 124. 338 CARVALHO, Vinícius Marques de. Op. cit., p. 48.

339 PELTZMAN, Sam. The economic theory of regulation after a decade of deregulation. In: Brookings

papers on economic activity: microeconomics, 1989. Disponível em: <www.brookings.edu/~/media/Projects/BPEA/1989-micro/1989_bpeamicro_peltzman.PDF>. Acesso em: 21 ago. 2015.

apontar as falhas do mercado. Cabe salientar, entretanto, não ser esta corrente mais uma doutrina adepta do neoliberalismo, pois aponta falhas tanto no governo como no mercado. Os adeptos dessa corrente doutrinária realizam uma análise institucional comparada, partindo da premissa de que tanto o governo como o mercado são instituições imperfeitas, que merecem correções. Neste azo, interessante são as observações de Maurin Falcão e Iracema Abreu:

Nas lições da teoria, os conceitos de mercado e economia são aplicados à política e aos serviços públicos, ou seja, “estender as premissas de microeconomia ao comportamento político dos indivíduos”. Em vez de tratar os políticos de forma especial, trata-os como meros agentes humanos a serviço do interesse público. Nesse sentido, tem como fundamento a análise do indivíduo político e social através da metodologia econômica. Sustenta que cada agente político toma decisões que são contrárias a seus interesses pessoais, o que causaria uma maximização da utilidade deste ator social. O principal não seria mais a conservação de um Estado, porém a construção de uma permuta entre impostos pagos pelos cidadãos e os bens e serviços gerados através dessas despesas públicas.

O principal fundamento da Teoria da Escola de Virgínia é que as decisões políticas e econômicas dos governos são subordinadas a um grupo de poderes repartidos entre diferentes agentes com funções diferentes no sistema político. Assim, os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, a Administração Pública, os partidos políticos e os grupos de interesse intervêm na possibilidade e capacidade de executar as políticas públicas. Os indivíduos precisam, conforme essa teoria, “conter o excesso de poder do estado mediante instituições adequadas”.

Ainda de acordo com os autores, a Teoria da Public Choice influenciou, no Brasil, a reforma administrativa do aparelho estatal implementada pelo Ministro Bresser Pereira, em 1995, no Governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso. O Plano Diretor da referida reforma estava calcado na mudança de paradigma da Administração Pública brasileira – de um modelo burocrático para um modelo gerencial340. Precisamente

com esta reforma, surgiram as conhecidas agências autônomas, estruturadas como autarquias especiais, com objetivo de modernizar a gestão dos serviços públicos e estabelecer uma regulação destes, com o distanciamento necessário das interferências políticas governamentais.

Seguindo este parâmetro intermediário, interessante é destacar a Terceira Via, proposta por Anthony Giddens, no final do século XX. De acordo com esta teoria política,

340 Além da gestão, outro objetivo da reforma era a própria estrutura do funcionalismo público (número de servidores, despesas com pessoal, flexibilização de direitos, dentre outras).

compilaram-se características, tanto da socialdemocracia como do neoliberalismo, numa tentativa de solução das lacunas e falhas de ambas as ideologias políticas. O programa da terceira via está calcado nas seguintes diretrizes: a) o centro radical (nem o discurso da direita que diz “o governo é o inimigo”, nem o da esquerda que afirma “o governo é a resposta”); b) novo Estado democrático (o Estado sem inimigos); c) sociedade civil ativa; d) família democrática; e) nova economia mista; f) igualdade como inclusão; g) Welfare positivo; h) Estado do investimento social; i) nação cosmopolita; e j) democracia cosmopolita.341

No que afeta diretamente este trabalho, a Teoria da Terceira Via apregoa uma nova economia mista, que busca

[...] uma nova sinergia entre os setores público e privado, utilizando o dinamismo dos mercados mas tendo em mente o interesse público. Ela envolve um equilíbrio entre regulação e desregulação, num nível transnacional bem como em níveis nacional e local; e um equilíbrio entre o econômico e o não- econômico na vida da sociedade.342

Deste modo, a reforma do Estado com a instituição de agências reguladoras no Brasil, com o Plano Bresser Pereira, foi, de certa maneira, a implementação de uma das diretrizes da Terceira Via, de Anthony Giddens. Para a efetiva implementação dessa nova economia mista – com empreendedorismo, criação de economia dinâmica, parcerias entre Estado e a iniciativa privada, conexão entre políticas sociais e econômicas, Estado de bem-estar sustentável, capitalismo responsável343– está, porém, ainda longe de ser

alcançada no Brasil.

Uma corrente doutrinária que critica o neoclassicismo econômico é a Escola da Nova Economia Institucional, cujos doutrinadores não negam os pressupostos e o método neoclássico, mas apenas cuidam de estudar novos campos, como o das instituições sociais. Douglass North é um dos expoentes desse grupo teórico, que vincula desenvolvimento econômico ao desenvolvimento das instituições344. A corrente da New

341 GIDDENS, Anthony. A terceira via: reflexões sobre o impasse político atual e o futuro da social- democracia. Tradução de Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de Janeiro: Record, 2000, p. 80.

342 GIDDENS, Anthony. Op. cit., p. 109-110.

343 Estes são objetivos específicos da diretriz da nova economia mista da Teoria da Terceira Via, apontados por Maurin Falcão e Iracema Abreu. Op. cit., p. 87.

344 NORTH, Douglass Cecil. Transaction cost, institutions, and economic performance. San Francisco: ICS Press, 1992, p. 6.

Institutional Law and Economics – cujos expoentes maiores são Douglass North e Oliver

Williamson – se baseia na análise do papel desempenhado pelas instituições e organizações da sociedade, tanto públicas como privadas, propondo a interação contínua das normas jurídicas e a economia.345

Outro importante economista, que também critica a teoria econômica neoclássica, é Amartya Sen, cujo destaque principal é sua dedicação a questões de pobreza e desenvolvimento. A grande crítica do Economista indiano à Teoria da Escolha Pública cinge-se ao parâmetro de definição do ótimo social apenas em razão do aumento de riqueza total, devendo o conceito de racionalidade econômica ser objeto de uma revisão ética. Por este motivo, Amartya Sem defende o desenvolvimento como expansão das liberdades reais das pessoas, não apenas como o crescimento do produto nacional bruto (PNB), mas também de outros fatores determinantes (sociais, econômicos e até civis)346.

Calixto Salomão, a despeito de apontar falhas nas discussões desenvolvimentistas de North e Sem, por indicarem soluções unitárias no espaço e no tempo para os problemas do desenvolvimento econômico, ressalta as contribuições dos dois autores aos processos de desenvolvimento, que dependem tanto das instituições como dos valores sociais347.

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