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Para a descrição da escolha do campo é necessário fazer algumas considerações. Apesar de já ter sido justificada a escolha desta região como campo de pesquisa, na introdução deste trabalho, é necessário reforçar a importância da região e da inexistência de pesquisas e, consequentemente, de dados a respeito da realidade local. Assim, passemos a fase de caracterização do campo.

O Cariri Paraibano compõe uma das oito zonas fisiográficas do Estado da Paraíba, segundo divisão definida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e também recebe a denominação de Sertão dos Cariris Velhos. Esta divisão foi realizada tendo como base o critério ecológico da diferenciação espacial, em que as paisagens naturais são responsáveis por caracterizar o espaço físico. Compreendem ainda as demais regiões fisiográficas as regiões da Zona do Litoral ou Mata; Agreste Litorâneo; Brejo; Agreste Central; Sertão dos Cariris Velhos (já mencionado); Seridó; Baixo Sertão de Piranhas e Alto Sertão (MOREIRA, 1989 apud LUCENA e PACHECO, s.d.). O Cariri caracteriza-se pela presença do bioma Caatinga e pelo clima semiárido.

O estado da Paraíba compreende uma área de 56. 584 km² distribuída em 223 municípios, que totalizam uma população de cerca de 3, 776, 528 milhões de habitantes no ano de 2010, que tem renda per capita de setecentos e setenta e seis reais (R$ 776,00) e, com população estimada de 3.999,415 milhões de habitantes no ano de 2016 segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2016)18.

Na ilustração seguinte podemos visualizar geograficamente a localização da região do Cariri paraibano. Região, esta, dividida entre Cariri Oriental e Ocidental, especificadas no mapa pela área amarela.

18 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Disponível em:

Figura 1: Mapa do estado da Paraíba dividido por Regiões Fisiográficas.

Fonte: MAPAS BLOG19, 2011.

Como dito anteriormente, a região do Cariri Paraibano se caracteriza pelo clima semiárido. Em decorrência das características geoclimáticas, a economia local centra-se na agricultura de subsistência, no pequeno comércio local e nos empregos públicos.

A proximidade com a cidade de Campina Grande, segundo maior município do estado da Paraíba faz com que as gestões municipais locais justifiquem o pouco investimento em serviços de saúde, especialmente os de alta complexidade. Observa-se que alguns gestores municipais (prefeitos) do Cariri Paraibano são médicos, a exemplo do município de Sumé, do Congo e de Livramento20.

A área escolhida para a realização da pesquisa foi a região do Cariri Paraibano, composta por vinte e nove municípios, listados detalhadamente no Quadro 1. Na fase inicial da pesquisa estava prevista a realização da pesquisa com seis municípios. Contudo, a gestão municipal impossibilitou a realização da pesquisa em um dos municípios selecionados21.

Assim, participaram da pesquisa os municípios de: Boqueirão, Livramento, Monteiro, Sumé e

19 Disponível em: <http://mapasblog.blogspot.com.br/2011/12/mapas-da-paraiba.html> 20 Não foi possível quantificar o total de prefeitos atuais que são médicos.

21 Na verdade, como foi mencionado anteriormente, foram selecionados os seis maiores municípios em

população e oferta dos serviços de saúde. Contudo, em um dos municípios, apesar das inúmeras tentativas que se arrastaram por dois anos, não foi autorizada a realização da pesquisa pela autoridade municipal competente. A inclusão do município de Serra Branca, com 12.971 habitantes, era importante não só pelo contingente populacional, pela oferta dos serviços de saúde, mas também pelo IDH, o qual com o índice de 0,628 ocupava a 19ª posição no Raking Estadual de IDH, seguido de Monteiro e de Sumé, ambos municípios pesquisados. Nos Anexos deste trabalho constam as autorizações emitidas pelos municípios participantes desta pesquisa.

Taperoá, os mesmos aparecem em destaque no Quadro 1. Os critérios de escolha desses municípios foram os que apresentaram maior quantitativo populacional e maior oferta de serviços de saúde.

Quadro 1 – Distribuição da população do Cariri Paraibano22

Distribuição da população do Cariri Paraibano

Nº Município População Nº Município População

01 Alcantil 5 239 16 Ouro Velho 2 928

02 Amparo 2 088 17 Pariri 1.256

03 Assunção 3 522 18 Prata 3.854

04 Barra de Santana 8 205 19 Riacho de Santo Antônio 1 722

05 Barra de São Miguel 5 611 20 Santo André 2 638

06 Boqueirão 16 889 21 São Domingos do Cariri 2 420

07 Cabaceiras 5 035 22 São João do Cariri 4 344

08 Camaláu 5 749 23 São João do Tigre 4 396

09 Caraúbas 3 899 24 São José dos Cordeiros 3 985

10 Caturité 4 546 25 São Sebastião do Umbuzeiro 3 239

11 Congo 4 692 26 Serra Branca 12 971

12 Coxixola 1 771 27 Sumé 16 072

13 Gurjão 3 159 28 Taperoá 14 938

14 Livramento 7 164 29 Zabelê 2 075

15 Monteiro 30 844 30 TOTAL 183.176

Fonte: GALVÃO, 2017.

De acordo com o Quadro 1, podemos observar que a região do Cariri Paraíbano apresenta municípios com pequeno contingente populacional variando de 1.722 habitantes no município de Riacho de Santo Antônio, município da região com menor contigente populacional, à Monteiro com maior contigente populacional, cerca de 30.844 segundo dados do IBGE (2010). Também, de acordo com o Quadro 1, podemos observar que a média populacional nos cinco municípios pesquisados é de 11.840 habitantes.

Todos os municípios do Cariri Paraibano são de pequeno porte, devido ao pequeno contingente populacional. Lembrando que segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSDH) do Estado de Pernambuco, os municípios são classificados da seguinte forma:

22 O Quadro 1 foi elaborado pela pesquisadora utilizando os dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e

Pequeno Porte I – até 20.000 habitantes;

Pequeno Porte II – até de 20.001 a 50.000 habitantes; Médio Porte – de 50.001 a 100.000 habitantes;

Grande Porte – de 100.001 a 900.000 habitantes; Metrópole – mais de 900.000 habitantes.

Segundo o Departamento de Atenção Básica (DAB)23 que integra a Secretaria de

Atenção à Saúde (SAS) do Ministério da Saúde (MS), “Cada equipe de Saúde da Família deve ser responsável por, no máximo, 4.000 pessoas de uma determinada área, que passam a ter corresponsabilidade no cuidado com a saúde”. (DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA, s.d., http://dab.saude.gov.br/portaldab/smp_como_funciona.php?conteudo=esf>. Acessado em 11 de 12 de 2015).

De acordo com o Quadro 2, podemos comparar o que diz a Legislação vigente do DAB a respeito da quantidade de pessoas atendidas por cada UBSF com a realidade dos municípios pesquisados. Assim, podemos afirmar que os municípios pesquisados estão dentro da lei no que diz respeito a quantidade de UBSF ofertadas e em funcionamento.

Quadro 2 – UBSF nos municípios pesquisados Nº Município População

(IBGE, 2010) (Quantidade UBSF Obrigatória) UBSF (Quantidade Existente) 01 Boqueirão 16 889 5 8 02 Livramento 7 164 2 3 03 Monteiro 30 844 8 11 04 Sumé 16 072 5 6 05 Taperoá 14 938 4 5 Fonte: GALVÃO, 2017.

Seguindo o critério estabelecido pelo DAB, podemos observar, de acordo com o Quadro 2, que o número de UBSF existente é maior que o número de UBSF obrigatória. Este fato não se dá por benesse do gestor público, mas por uma questão de administração dos serviços de saúde. Notadamente os municípios do Cariri Paraibano possuem uma extensa zona rural. Em outras palavras, os municípios pesquisados, além da zona urbana são

23 Segundo informações oficiais possíveis de serem acessadas no site oficial da DAB. “O Departamento de

Atenção Básica (DAB) integra a Secretaria de Atenção à Saúde e tem atribuições e competências definidas pelo Decreto 7530/2011, que estabelece a estrutura regimental do Ministério da Saúde, e também pela Portaria 2488/2011, que aprovou a Política Nacional de Atenção Básica”. Disponível em: http://dab.saude.gov.br/portaldab/dab.php. Acesso em 03 de março de 2016.

compostos de vários distritos, muitas vezes de difícil acesso devido aos acidentes geográficos da região.

Lembrando que o SUS utiliza como critério para a oferta de serviços de saúde a categoria populacional, conforme supramencionado. O SUS denomina de População Adscrita ou Adstrita ao grupo populacional ao qual a UBSF é responsável. Para compor a População Adstrita são considerados, além da quantidade populacional, o critério da territorialidade que envolve elementos específicos da população atendida pela UBSF.

O Programa Saúde da Família (PSF) foi proposto em 1994 como uma estratégia de reorientação do modelo assistencial, baseada no trabalho de equipes multiprofissionais em Unidades Básicas de Saúde (UBS). Estas equipes são responsáveis pelo acompanhamento de uma população adscrita, localizada em uma área delimitada, através de ações de promoção de saúde, prevenção, recuperação, reabilitação de doenças e agravos mais frequentes. A territorialização é um dos pressupostos básicos do trabalho do PSF. Essa tarefa adquire, no entanto, ao menos três sentidos diferentes e complementares: de demarcação de limites das áreas de atuação dos serviços; de reconhecimento do ambiente, população e dinâmica social existente nessas áreas; e de estabelecimento de relações horizontais com outros serviços adjacentes e verticais com centros de referência (PEREIRA e BARCELLOS, 2006 apud MONKE e BARCELLOS, 2007, p.211).

Desta forma, visando atender toda a população de forma a cumprir os princípios do SUS são instaladas em cada um dos municípios, pelo menos, uma UBSF na zona rural, ou no sítio como os profissionais de saúde pesquisados costumam referenciar. No município de Livramento a UBSF que se localiza na zona rural atende a três Comunidades Quilombolas, a saber: Areia de Verão; Vila Teimosa e; Sussuarana.

Neste caso, além de se considerar a questão do acesso aos serviços de saúde, a localização da comunidade na zona rural, considera-se os critérios de reconhecimento do ambiente e da população específica, uma vez que os quilombolas, por serem afrodescentes, podem apresentar Anemia Falsiforme ou Traços Falsiformes, o que requer medidas específicas de saúde destinadas àquela população.

Especificamente, começaremos caracterizando os municípios pesquisados segundo seus Índices de Desenvolvimento Humano (IDH). Para tal construimos gráficos24 a partir dos

dados constantes no Atlas de Desenvolvimento Humano (2013)25. O Atlas de

24 Os gráficos foram desenvolvidos também utilizando-se os dados do Atlas do Desenvolvimento Humano

disponíveis em: http://www.deepask.com/. Acesso em 03/09/2016.

25 O Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil engloba o Atlas do Desenvolvimento Humano nos

Desenvolvimento Humano é uma ferramenta desenvolvida pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em conjunto com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e a Fundação João Pinheiro (FJP). A versão utilizada é a disponível do ano de 2013, que traz dados da série referente ao ano de 2010. Em seguida apresentaremos os dados referentes aos Serviços de Saúde ofertados pelos municípios.

Gráfico 1 – Índice de Desenvolvimento Humano por Município – PNUD 2013

Fonte: GALVÃO, 2017.

Segundo o próprio PNUD (2013) é considerado Baixo o IDH compreendido entre 0,500 até 0,599 e considerado Médio o IDH compreendido entre 0,600 até 0,699. Sendo assim, o município de Livramento e de Taperoá apresentam IDHs baixos. Os municípios de Boqueirão, Monteiro e Sumé apresentam IDH médio. O fato dos municípios pesquisados terem IDH variando entre Baixo e Médio indica a fragilidade socioeconomica da região pesquisada. A oferta dos serviços de saúde privados e/ou de média e baixa complexidade na região é escassa, o que também serve de justificativa para a realização desta pesquisa.

consulta ao Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 5.565 municípios brasileiros, 27 Unidades da Federação (UF), 20 Regiões Metropolitanas (RM) e suas respectivas Unidades de Desenvolvimento Humano (UDH). O Atlas traz, além do IDHM, mais de 200 indicadores de demografia, educação, renda, trabalho, habitação e vulnerabilidade, com dados extraídos dos Censos Demográficos de 1991, 2000 e 2010. Disponível em http://www.atlasbrasil.org.br/2013/pt/o_atlas/o_atlas_/. Acessado em 03/09/2017.

Contudo, podemos observar no Gráfico 2, seguinte, que o IDHM dos municípios pesquisados tem crescido na série dos anos de 1991, 2000 e 2010, em três pontos cada município.

Gráfico 2 – Crescimento do Índice de Desenvolvimento Humano por Município – PNUD 2013

Fonte: GALVÃO, 2017.

Vale ressaltar que o Brasil tem 5.564 municípios e o estado da Paraíba tem 223 municípios (IBGE, 2010). Com relação ao Raking Nacional e Estadual, os municípios pesquisados ocupam posições que os situam da metade para o final do raking nacional. Em relação ao Raking Estadual, os municípios de Monteiro e Sumé encontram-se em situação privilegiada, ocupando o 20ª e 21ª posições.

Gráfico 3 – Ranking Nacional e Estadual de IDH por Município – PNUD 2013

Fonte: GALVÃO, 2017.

Especificamente, com relação a cada item que compõe o IDH (Longevidade, Renda e Educação), temos os seguintes dados por município:

Gráfico 4– Longevidade/Renda/Educação - IDH por Município – PNUD 2013

Fonte: GALVÃO, 2017.

Detalhadamente, podemos situar os municípios pesquisados no Ranking Nacional e Estadual, de acordo com cada critério formador do IDH. Desta forma, temos o Quadro 3.

Quadro 3 – RANKING NACIONAL/ESTADUAL – IDH (longevidade/renda/educação)

MUNICÍPIOS POSIÇÃO NO RANKING

NACIONAL ESTADUAL

LONGEVIDADE RENDA EDUCAÇÃO LONGEVIDADE RENDA EDUCAÇÃO

BOQUEIRÃO 4.366 3.753 4.047 97 37 67 LIVRAMENTO 5.105 5.206 4.463 173 208 106 MONTEIRO 5.405 3.247 2.818 210 11 19 SUMÉ 4.304 3.590 2.816 90 25 32 TAPEROÁ 4.770 4.351 4.742 135 102 136 Fonte: GALVÃO, 2017.

O Quadro 3 mostra que o município de Monteiro apresenta melhor índices formadores do IDH entre os municípios pesquisados.

A partir deste ponto, acrescentamos mais alguns dados a respeito dos municípios pesquisados, destacando os dados referentes aos serviços de saúde ofertados.

 Boqueirão

Figura 2. Mapa do município de Boqueirão

Fonte: GOOGLE MAPS26, 2017.

Sobre os dados populacionais, segue a Figura 3, que melhor resume e caracteriza a população.

Figura 3. Dados populacionais e geográficos do município de Boqueirão

Fonte: IBGE27, 2017.

Quadro 4 – Relação dos Serviços de Saúde do Município de Boqueirão - PB

Serviços de Saúde Quantidade

Unidade Básicas de Saúde (UBS) 08

Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) 01 Centro de Apoio Psicossocial (CAPS) 01 Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) 01

Base Descentraliza do SAMU 192 01

Hospital 01

Policlínica 01

Fonte: GALVÃO, 2017.

Cabe salientar que das oito (08) Unidades Básicas de Saúde (UBS), cinco (05) localizam-se na Zona Urbana e (03) na Zona Rural.

 Livramento

Figura 4. Mapa do Município de Livramento

Fonte: GALVÃO, 2017.

Sobre os dados populacionais, segue a Figura 5, que melhor resume e caracteriza a população.

Figura 5. Dados populacionais e geográficos do município de Livramento

Fonte: IBGE28, 2017.

Quadro 5 – Relação dos Serviços de Saúde do Município de Livramento - PB

Serviços de Saúde Quantidade

Unidade Básicas de Saúde (UBS) 03

Base Descentraliza do SAMU 192 01

Laboratório de Análises Clínicas 01

Clínica de Fisioterapia 01

Farmácia Básica 01

Base de Vigilância em Saúde 01

Academia de Saúde 01

Fonte: GALVÃO, 2017.

 Monteiro

O município de Monteiro, localizado no Cariri Paraibano é o município que concentra o maior quantitativo populacional e de ofertas de serviços de saúde, portanto a justificativa de escolhê-lo como campo de pesquisa, tanto na fase de pré-teste quanto na fase de coleta dos dados propriamente dita.

Figura 6. Mapa do Município de Monteiro

Fonte: GOOGLE MAPS29, 2017.

Sobre os dados populacionais, segue a Figura 7, que melhor resume e caracteriza a população.

Figura 7. Dados populacionais e geográficos do município de Monteiro

Fonte: IBGE30, 2017.

Quadro 6 – Relação dos Serviços de Saúde do Município de Monteiro - PB

Serviços de Saúde Quantidade

Unidade Básicas de Saúde (UBS) 11

Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) 01 Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 01 Centro de Apoio Psicossocial (CAPS) 01 Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) 01

Base Descentraliza do SAMU 192 01

Hospital 01

Fonte: GALVÃO, 2017.

 Sumé

Figura 8. Mapa do Município de Sumé

Fonte: GOOGLE MAPS31, 2017.

Sobre os dados populacionais, segue a Figura 9, que melhor resume e caracteriza a população.

Figura 9 Dados populacionais e geográficos do município de Sumé

Fonte: IBGE32, 2017.

31 http://googlemaps.com 32 http://cidades.ibge.gov.br.

Podemos apontar a estrutura da saúde nestes municípios a partir da listagem dos serviços de saúde ofertados.

Quadro 7 – Relação dos Serviços de Saúde do Município de Sumé - PB

Serviços de Saúde Quantidade

Unidade Básicas de Saúde (UBS) 06

Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) 01 Centro de Apoio Psicossocial (CAPS) 01 Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) 01

Centro Oftalmológico 01

Base Descentraliza do SAMU 192 01

Hospital e Maternidade 01

Posto de Saúde 02

Laboratório de Análises Clínicas 01

Clínica de Fisioterapia 01

Farmácia Básica 01

Base de Vigilância em Saúde 01

Fonte: GALVÃO, 2017.

O município de Sumé é Membro do Consórcio Intermunicipal de Cariri Ocidental (CISCO), sediando a maior parte dos serviços especializados, inclusive as consultas com médicos de algumas especialidades como Cardiologista, Endocrinologista, Ginecologista e Oftalmologista.

Na maior parte dos municípios do Cariri paraibano não há oferta de serviços públicos de saúde nestas especialidades médicas, tendo o usuário que se deslocar para os grandes centros urbanos. A distância entre o município de Sumé, que compõe o CISCO e a capital do estado, João Pessoa, é de 298 km.

 Taperoá

Figura 10. Mapa do município de Taperoá

Fonte: GOOGLE MAPS33, 2017.

Dando seguimento a apresentação dos dados, segue a Figura 11.

Figura 11 Dados populacionais e geográficos do município de Taperoá

Fonte: IBGE34, 2017.

33 http://googlemaps.com 34 http://cidades.ibge.gov.br.

A seguir o Quadro 7, que apresenta os serviços de saúde existentes no município de Taperoá

Quadro 8 – Relação dos Serviços de Saúde do Município de Taperoá – PB

Serviços de Saúde Quantidade

Unidade Básicas de Saúde (UBS) 05

Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) 01 Centro de Apoio Psicossocial (CAPS) 01 Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) 01

Centro Oftalmológico 01

Base Descentraliza do SAMU 192 01

Ambulatório Médico 01

Hospital 01

Centro de Saúde 01

Laboratório de Análises Clínicas 03

Academia de Saúde 01

Clínica de Fisioterapia 01

Farmácia Básica 01

Base de Vigilância em Saúde 01

Policlínica 01

Clínica 01

Fonte: GALVÃO, 2017.

Em linhas gerais, os principais serviços de saúde dos cinco municípios pesquisados são35:

Quadro 9 – Distribuição dos Serviços Públicos de Saúde

Distribuição dos Serviços de Saúde

Município População UBSF Ambulatórios Leitos Estabelecimentos de Saúde Boqueirão 16.889 8 11 22 12 Livramento 7.164 3 3 0 3 Monteiro 30.807 11 27 61 31 Sumé 16.908 6 11 60 13 Taperoá 14.938 5 10 28 12 Fonte: GALVÃO, 2017. 36

35 Este quadro foi construído dento como base as informações da homepage do IBGE. Disponível em:

http://www.cidades.ibge.gov.br/xtras/temas.php?lang=&codmun=251550&idtema=5&search=paraiba|servicos- de-saude-2009.

36Este Quadro (8) foi construído a partir dos dados disponíveis em: http://cidades.ibge.gov.br. Acesso em: 12 de novembro de 2015.

Após caracterizarmos o cenário da pesquisa, partimos da abordagem metodológica adotada e, assim, foi realizado um pré-teste no ano de 2013, segundo ano de curso do doutorado, que envolveu amostra de dois dos cinco municípios pesquisados, Monteiro e Sumé.

Sumé foi escolhido como primeiro município a ser pesquisado dada a proximidade da pesquisadora enquanto moradora da cidade e professora na área de Ciência Política da Universidade Federal de Campina Grande, Campus VII, localizado em Sumé.

A escolha de Sumé não se deu, apenas, por conveniência ou acessibilidade, mas porque esta pesquisa como um todo visa coletar dados a respeito da região do Cariri Paraibano, a fim de obter informação sobre a realidade socioeconômica da região, dados quase inexistentes, não fosse as pesquisas periódicas realizadas pelo IBGE, especialmente a PNUD e PNAD.

Neste sentido o Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido (CDSA), localizado em Sumé como supramencionado, vem realizando desde sua fundação em 2009, pesquisas e ações que visem o estreitamento dos laços de convivência entre a comunidade acadêmica e a comunidade caririzeira, buscando proporcionar melhorias na qualidade de vida dos habitantes da região do Cariri Paraibano, bem como a realização de um diagnóstico da situação socioeconômica destes habitantes a fim de propor e gerenciar soluções para os problemas encontrados na região.

A participação do CDSA é salutar na resolução das demandas socioeconômicas na região, ao passo que possibilita a execução dos três pilares da vida acadêmica (Ensino, Pesquisa e Extensão). Nesse sentido, a realização desta pesquisa se insere também nas atividades acadêmicas do Centro no intuito de constituir-se como importante elemento de descobrimento da realidade local e, consequentemente, servir de base para a formulação de Políticas Públicas de Saúde para região.

O acesso ao campo de pesquisa, no caso às UBSF, tanto na fase de Pré-Teste quanto na fase de coleta de dados propriamente dita, seguiu um protocolo repetido para todos os municípios que consistia em primeira etapa procurar a Secretaria de Saúde do município em questão e apresentar uma Solicitação de Pesquisa, a qual contém todos as justificativas da pesquisa, bem como os objetivos.

Uma ressalva era feita na hora da apresentação da Solicitação junto ao(à) Secretário(a)

Benzer Belgeler