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Postmodern Durumda Bilgi Üzerine Bir Rapor

MODERNLİK VE MODERNİZM

5. Karar almayı ve yeni bir entellektüel teknolojinin yaratılmasını İçerir. Entelektüel

4.7. Postmodern Durumda Bilgi Üzerine Bir Rapor

O Plano Urbanístico Básico - PUB (SÃO PAULO (Cidade) 1969, 1969a) foi elaborado ao longo da gestão do prefeito Faria Lima e publicado em 1969. Foi financiado pelo governo federal por intermédio do FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos S.A, órgão do Ministério do Planejamento, e pela USAID – United States Agency for International Development.

No PUB foi proposta a criação de uma malha ortogonal de 815 km de vias expressas e um sistema com 450km de linhas de metrô, sendo 187km ao longo das ferrovias. (Figura 4.12)

[...] Essa opção pela estrutura em grelha representava uma mudança radical em relação à tradicional conformação radio-concêntrica e monopolar da cidade, e ao esquema viário radial-perimetral do Plano de Avenidas.

24 Até hoje está mantida esta exigência de largura mínima de 12m para a implantação de edifícios residenciais e de serviços.

Correspondia a um modelo de cidade policêntrica, formada pelo acréscimo de unidades semi-independentes – as células contidas em cada um dos intervalos da malha – mais próximo das cidades norte-americanas que da ultra-centralizada metrópole paulistana. Ligava-se também a um padrão de baixas densidades e ao predomínio do automóvel [...] (SOMEKH, 2002a, p.115).

O estudo fez recomendações para o projeto das vias expressas para que elas tivessem o desempenho viário desejado e não agredissem as áreas urbanas:

[...] A seção transversal mínima deverá ser aplicada somente naquelas áreas onde os preços do terreno são elevados e onde não é razoável a aquisição de uma faixa de domínio maior. De modo geral, todas as vias expressas deverão ser projetadas para oito faixas, mesmo que somente quatro ou seis faixas externas sejam construídas na primeira fase, mantendo-se uma área central maior.

Este sistema deverá estar abaixo do nível natural do terreno, sempre que possível, de modo a evitar a obstrução visual do cenário urbano, conter o ruído de tráfego e possibilita melhores condições de acesso.

Figura 4-12 - Sistema de vias expressas - PUB

A malha foi configurada na direção N-S e L-O a partir das margens dos rios Tietê e Pinheiros e as chegadas das rodovias principais: Castelo Branco, Anhanguera e Anchieta. O espaçamento mínimo deveria ser de 4km, por questões operacionais das rampas de acesso, devendo-se adotar o espaçamento de 5km. O estudo, porém, não apresentou a localização exata dessas vias na cidade – existe uma descrição das rotas que cada via expressa deveria seguir e a planta esquemática acima

O ajardinamento destas vias, com árvores, arbustos e grama, é imprescindível para melhorar o ambiente urbano.

Nas áreas urbanas deverão ser projetadas passagens acima ou abaixo das vias expressas, a cada 500metros e a intervalos menores quando as circunstâncias justificarem, para permitir conexões locais adequadas ao sistema [...] (SÃO PAULO (Cidade),1969a, p.107). (Figura 4.13 )

Para a montagem das seções transversais, foram analisadas as dimensões de cada um dos seus componentes em função das necessidades e não como uma relação proporcional à largura total da rua. (Quadro 4.4)

Foi adotada a seguinte classificação viária, recomendando, para cada classe, as seções mínimas:

• Rua residencial (ou local): sua função era permitir acesso às propriedades adjacentes e dificultar o tráfego direto. Foi definida uma faixa de domínio de 11m, nos casos de ruas sem saída e áreas de população de baixa renda. Nos demais casos, a faixa de domínio deveria ter 17m;

• Rua coletora: sua função era dar acesso às propriedades adjacentes e conduzir o tráfego das vias locais ao sistema principal. A seção recomendada era de 19m e que devia ser usada também nos casos de ruas comerciais em bairros residenciais;

Figura 4-13 - Seção para vias expressas

A seção mínima só deveria ser usada onde o custo de desapropriação inviabilizasse a implantação da seção completa.

• Rua principal: eram as ruas que tinham a função acesso e tráfego de forma equilibrada. Estas ruas deveriam " comportar grande volume de tráfego, permitir intenso estacionamento e tráfego comercial em maior escala " (SÃO PAULO (Cidade), 1969, p.314). A faixa de domínio era de 28m, com faixa de arborização de 1,80m para permitir o enterramento das tubulações de serviço;

• Rua arterial: eram as ruas onde a capacidade de escoamento do tráfego eram função prioritária em relação aos acesso às propriedades adjacentes. Os pólos geradores de tráfego deveriam ter acessos planejados a estas vias. Deviam ser limitados o número de acessos de ruas transversais para não reduzir o fluxo de tráfego. Eram divididas em Arteriais I, com 4 faixas de rolamento e Arteriais II, com 6 faixas de rolamento. (SÃO PAULO (Cidade), 1969, p.313) (Figura 4.14)

Quadro 4-4 - Elementos da seção transversal - PUB

calçada 1,2m - largura mínima para 2 pedestres, pode ser usada em zona residencial de baixa densidade

3,5 a 4,5m - largura recomendada para calçadas em geral 6,0m - largura para áreas comerciais movimentadas Faixa de arborização 0,6m - quando a faixa é pavimentada

1,5m - faixa não pavimentada, com arborização e serviços Acostamento para

ônibus

3,0m - que deve ser uma parte da faixa de estacionamento

2,0m - plataforma de embarque / desembarque, que pode ser uma parte da faixa arborizada

Faixa de

estacionamento 2,5m - faixa mínima 3,0m - faixa recomendada

Faixa de tráfego 3,0m - faixa adequada para veículos em baixa velocidade. Deve ser usada apenas nas vias existentes.

3,4 a 3,6 - faixa para veículo em velocidade alta. Deve ser usada nas vias novas

Faixa de desvio 2,7m -faixa mínima recomendada

3,0m -faixa que se mostrou mais adequada Canteiro central 0,6m - largura quando servir apenas de separador

1,2m- largura para a instalação da sinalização vertical e iluminação 4,3m - permite uma faixa de desvio de 3,0m e 1,2m para ainstalação da

sinalização

4,0m - cria uma área de refúgio para o motorista que cruza uma avenida em duas etapas

Figura 4-14 - Classificação viária - PUB fonte:SÃO PAULO (Cidade), 1969.

O PUB não foi transformado em lei, e 2 anos depois foi aprovado o PDDI – Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado, elaborado por técnicos da Prefeitura.