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MODERNLİK VE MODERNİZM

3.2. Modernlik ve İlerleme

4.1.5. Modernizm - Postmodernizm

A classificação funcional agrupa as vias em sistemas e subsistemas hierárquicos, de acordo com a função que desempenham na rede viária.

[...] A classificação de vias e ruas, segundo a função que exercem dentro do sistema viário, representa o passo inicial do processo de planejamento, já que visa estabelecer uma hierarquia de vias para atendimento dos deslocamentos dentro da área urbana. [...](BRASIL, 2010, p.43).

Petrantonio destaca quatro funções viárias identificadas pela Engenharia de Tráfego: deslocamento na via, circulação entre vias, acesso às edificações e ao ambiente urbano. (PETRANTONIO, p.2).

[...] Portanto, não é verdade que as vias devem atender apenas aos deslocamentos dos veículos. Para cada usuário do sistema viário, uma parcela relevante da sua viagem realmente busca atender sua necessidade de deslocamento. No entanto, é igualmente verdade que, em qualquer área significativamente povoada, há uma quantidade correspondente de usuários da via que buscam entrar ou sair da via, buscam entrar ou sair das edificações ou estacionar seu veículo junto à via, buscam proteger-se de restrições ou interferências trazidas às suas atividades sociais pelo tráfego nas vias [...] (PETRANTONIO, p.2)

A hierarquização funcional das vias urbanas é uma ordenação baseada na função da via e busca obter uma maior eficiência no sistema, considerando os conflitos entre acessibilidade e mobilidade e que origina os vários tipos funcionais.

O Manual de Projeto Geométrico de Travessias Urbanas (BRASIL, 2010) adota a classificação funcional para as vias urbanas ordenando-as em 4 sistemas básicos e

Quadro 3-1 - Classificação das vias urbanas adotada pelo DNIT

Sistema Subsistema Função Principal

Arterial principal

Via expressa primária

mobilidade Via expressa secundária

Via arterial principal

Arterial secundário Vias arteriais, exceto as vias arteriais primárias

coletor Vias coletoras acessibilidade Mobilidade /

local Vias locais acessibilidade

subsistemas, com características e funções distintas (Quadro 3.1), e que serão apresentados resumidamente a seguir.

3.3.1 Sistema Arterial Principal

É o sistema que tem o maior volume de tráfego, com as viagens mais longas e que serve aos principais centros de atividades geradoras de tráfego urbano (centro da cidade, centros de emprego, terminais de cargas e passageiros). Este sistema se integra às rodovias que chegam à cidade e atende a rotas de ônibus municipais e intermunicipais.

São as vias de maior mobilidade do sistema, devendo sofrer o mínimo de interferência de outras vias, com cruzamentos em desnível e com velocidade diretriz máxima permitida na região. As vias com controle de acesso fazem parte do Sistema Arterial Principal.

O Sistema Arterial Principal pode ser dividido em:

Vias Expressas Primárias: são semelhantes às freeways americanas,

[...] com controle total de acesso e todas as interseções em desnível, destinando-se a atender grandes fluxos de tráfego. Devem servir aos automóveis, caminhões e ônibus expressos em viagens longas, sejam urbanas ou interurbanas. Pedestres, bicicletas, veículos de tração animal, tratores e outros veículos especialmente lentos devem ser proibidos de utilizar essas vias [...] (BRASIL, 2010, p.47)

O Manual DNIT recomenda que essas vias não sejam barreiras na cidade, sugerindo a sua utilização em "fronteiras urbanas" como separadoras entre zonas industriais e residenciais, por exemplo (BRASIL, 2010, p.47). O acesso a essas pistas deve ser feito através de sistema arterial, por meio de ramos de interconexão e vias marginais, classificadas como vias coletoras ou arteriais e devem ser colocadas onde for necessário o controle de acesso e para facilitar a circulação local;

Vias Expressas Secundárias: são vias comparáveis às expressways americanas com critérios operacionais e de projeto ligeiramente inferior às Vias Expressas Primárias.

Como características principais deve ter as intersecções em desnível com as vias de maior fluxo (Vias Expressas Primárias e Secundárias e Vias Arteriais Primárias) e a proibição de acesso direto às propriedades adjacentes. Em circunstâncias especiais, durante a fase inicial da obra ou por razões econômicas, pode ser permitido o acesso a "propriedades existentes de maior relevância"12 (BRASIL, 2010, p.48) e a intersecções em nível semaforizadas,

com distâncias superiores a 3km, com as Vias Arteriais Primárias, Secundárias e Coletoras com baixo volume de tráfego;

Vias Arteriais Primárias: são vias de percurso contínuo, sem as características de vias expressas e que têm controle de acesso às propriedades adjacentes, com a implantação de meio-fio elevado, projetos adequados de entrada e saída, restrições a retornos, alto grau de mobilidade para viagens mais longas e velocidade de operação e nível de serviço elevados. As intersecções são em nível com controle adequado quanto à sua capacidade (BRASIL, 2010, p.49)13.

3.3.2 Sistema Arterial Secundário

São vias destinadas a percursos intermediários, com menor grau de mobilidade e que distribuem o tráfego por áreas menores que o Sistema Arterial Principal (percursos contínuos mais curtos). É constituído pelas vias arteriais não principais com mais ênfase ao acesso às propriedades (BRASIL, 2010, p.49). Suas características principais são:

• Permitem acesso às propriedades adjacentes;

• São utilizadas pelas linhas de ônibus locais;

• Não devem atravessar as comunidades 14

12 O Manual DNIT não esclarece que tipo de propriedades se enquadram nessa categoria.

13 Apesar da preocupação de não se criarem barreiras com essas vias, o Manual não informa a necessidade de implantação de viadutos de conexão entre os dois lados da cidade e seu distanciamento desejável para o tráfego de veículos, pedestres e ciclistas.

O Manual DNIT adverte que a função principal dessas vias é a mobilidade, porém identifica que essas vias atraem desenvolvimento urbano para as propriedades adjacentes e recomenda que planejamento e projeto adequados devem garantir que a [...] via continue a atender, com segurança, o tráfego de passagem, sua função principal [...] (BRASIL, 2010, p.51).

3.3.3 Sistema Coletor

São vias com as funções mobilidade e acessibilidade equilibradas, o que acarreta redução de velocidade e nível de serviço. Têm como função principal conectar as ruas locais com as vias arteriais (BRASIL, 2010, p.49) e têm como características principais:

• a baixa velocidade, podendo percorrer áreas residenciais;

• permissão de acesso às residências15;

• podem ser utilizadas por linhas de ônibus locais;

• permissão de estacionamento em um ou em ambos os lados da via.

Em relação aos cruzamentos com outras coletoras ou vias locais devem ser instalados semáforos ou sinais de parada obrigatória naquela de menor tráfego .

3.3.4 Sistema Local

Compreende todas as vias não incluídas nos demais sistemas e que se destinam a viagens curtas. Sua função é permitir o acesso às propriedades que lhe são adjacentes e aos sistemas de ordem superior.

As características principais são:

• baixo nível de mobilidade e de serviço;

• não deve ser rota de ônibus;

15 O Manual refere-se apenas a residências e não a propriedades em geral, que podem ser de uso residencial ou não

• não receber tráfego de passagem.

O Manual DNIT identifica que, em função do excesso de tráfego, as vias coletoras e locais são utilizadas como arteriais, permitindo o tráfego de passagem em conflito com o acesso às edificações, gerando sérios problemas para a segurança e fluxo de pedestres, e deteriorando a qualidade de vida local. (BRASIL, 2010, p.52).

O Quadro 3.2 resume as características das vias urbanas, em consequência de seu nível hierárquico funcional (BRASIL, 2010, p.51).

Quadro 3-2 - Características desejáveis para as vias de cada categoria funcional

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