2.3. İlgili Yayın ve Araştırmalar
2.3.3. Politik Beceriler ile İlgili Yurtiçinde Yapılmış Çalışmalar Araştırmalar
A Biossusceptometria de Corrente Alternada consiste na emissão de um campo magnético oscilante sobre um meio.Através de bobinas de detecção, afere-se o campo magnético resultante da interação entre o primeiro campo induzido e o meio analisado, o qual possui materiais magné- ticos inseridos.
Os materiaismagnéticos, quando empregados em medidas biomédicas, são agrupados em traçadores ou marcadores magnéticos, de acordo com a sua forma de apresentação. Os traçadores magnéticos são definidos como partículas do material magnético dispersas em um meio, enquan- to nos marcadores as partículas estão contidas em uma forma farmacêutica sólida[15], [14]. Ge- ralmente, as ferritas são utilizadas por sua alta susceptibilidade magnética[11].
Basicamente, a biossusceptometria utiliza um conjunto de sensores constituídos por dois pares de bobinas de indução separadas por uma linha de base fixa (o BAC),sendo cada par de bobinas composto por uma bobina de excitação ou indutora e uma bobina dedetecção(Figura 1.1).As bobinas de detecção e as de excitação são conectadas em série, em uma configuraçãogra- diométrica de primeira-ordem e dispostas em um arranjo coaxial, ou seja, as bobinas de excitação são externas, enquanto as bobinas de detecção são internas[13], [16]. Essa configuração consiste no uso das bobinas de detecçãoconectadas em série e enroladas em sentidos opostos, a fim de que os fluxos magnéticos concatenados em cada bobina sejam subtraídos, suprimindo a influência do ruído intrínseco aosistema e tornando-as mais sensíveis[17], [18].
3
Introdução
a) b)
Figura1-1:A figura mostra um esquema simplificado e o funcionamento deste modelo de BAC, onde as setas maiores re- presentam a densidade de fluxo magnético, e as menores as correntes de excitação induzidas nas bobinas de detecção (IE e
ID). a) As bobinas de excitação induzem a mesma densidadede fluxo magnético nas bobinas de detecção; b) ao aproximar
uma das bobinas do material ferromagnético,acontece um desequilíbrio no fluxo magnético entre as bobinas, permitindo seu monitoramento.
Assim, o BAC é disposto como um transformador duplo de fluxo magnético, com núcleo de ar, sendo que o par de bobinas (excitação + detecção)situado mais distante do material ferro- magnético atua como transformador de referência e o par mais próximo do material como trans- formador de medição (Figura 1.1). As bobinas de excitação induzem a mesma densidade de fluxo magnético nas bobinas de detecção e, ao aproximar esse par do material magnetizável, ocorre uma mudança na corrente induzida em uma das bobinas de detecção devido à magnetização da amostra. Desse modo, a diferença de fluxo magnético entre as bobinas de detecção pode ser mo- nitorada. O sinal aferido depende do número de voltas, da área das bobinas de detecção, da inten-
Material Ferromagnético
4 Introdução
sidade e frequência de oscilação do campo magnético aplicado, da quantidade de material magné- tico e da distância entre o sensor e o material[11].
No entanto, adependência da posição e distribuição da amostra de magnetizada em torno do sensor magnético (bobinas de detecção) é crítica durante os estudos de biossusceptometria.Por exemplo, duas fontes magnetizadas equidistantes do eixo central BAC geram um sinal equivalen- te a uma única fonte magnetizada posicionada sobre o eixo central [10], [12], [19], [20](Figura 1.2). Portanto, biossusceptometria por si só não é suficiente para determinar, com boa resolução espacial, a distribuição da refeição magnetizada no trato gástrico e fornecer informações anatô- micas desta região.
a) b)
Figura1-2: A figura representa duas situações cujo os sinais susceptométricos podem ser equivalentes: a) duas amostras ferromagnéticas posicionadas equidistantes ao eixo central do BACe b) uma única amostra do mesmo material posiciona- do sobre o eixo central do BAC. Em ambos os casos a variação do fluxo magnético na bobina de detecção mais próxima é a mesma, o que gera uma indeterminação sobre a localização da amostra e como ela está distribuída.
OBAC desenvolvido para este trabalho, e que faz parte do transdutor magnetoacústico,foi projetado e caracterizado em um trabalho de mestrado finalizado em 2010 [11]. Foram necessá- rias apenas algumas modificações no sistema de alimentação das bobinas excitadoras – um am-
Material Ferromagnético
5
Introdução
plificador com maior potência - para melhorar a magnetização induzida nos traçadores. Aconfi- guração e as características do BAC usado estão nas Figura1.3, Figura1.4 e Tabela 1.1, respecti- vamente.
Figura1-3: Desenhos esquemáticos do sistema de excitação do BAC com as dimensões projetadas, feitos com auxílio do software Catia®. As bobinas estão desenhadas para ilustrar o local onde foram enroladas. Todas as medidas estão em milímetros.
6 Introdução
Figura1-4: Desenhos esquemáticos do sistema de detecção do BAC com as dimensões projetadas, feitos com auxílio do software Catia®. As bobinas estão desenhadas para ilustrar o local onde foram enroladas. Todas as medidas estão em milímetros.
Tabela 1.1: Características das bobinas de excitação e detecção do Biossusceptômetro de corrente alternada usado.
Tipo do fio
(AWG) Raio interno (m) de cama-Número das Número de voltas Bobinas excitadoras 26 0,026 35 55 Bobinas detectoras 34 0,020 20 20
Bobinas
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Introdução
1.2 Ultrassom
No final da década de 80, a ultrassonografia foi impulsionada pelodesenvolvimento tecno- lógico que a transformou num importante instrumentode pesquisa e investigação diagnóstica na área médica eentre outras[21]. Dentre os métodos de diagnóstico por imagem, o ultrassom se mostra extremamente versátil, de aplicação relativamente simples, comexcelente relação custo- benefício e portabilidade. Além disso, é um método minimamente invasivo, gera imagens seccio- nais em qualquer orientação espacial, não apresenta evidências de efeitos nocivos dentro do uso diagnósticona medicina, utiliza radiação não-ionizante e adquire imagens em tempo real[22], [23].
O ultrassom possui as mesmas características de um fenômeno sonoro, as quais são rela- cionadas à sua fonte e ao meio de propagação. Variáveis como pressão, densidade do meio, tem- peratura e mobilidade das partículas, definem o comportamento da onda sonora ao longo de sua propagação. Desse modo, o ultrassom gera perturbações no meio de propagação, produzindo de- formações em relação a sua direção de propagação, com áreas de compressão e rarefação, con- forme esquema apresentado na Figura 1.5.
8 Introdução
Estas perturbações podem ser no eixo transversal ou longitudinal. Os transdutores ultras- sônicos comerciais (pulso-eco1), típicos de diagnóstico clínicos, operam na faixa de 1a 14 MHz e obtêm-se medições por métodos longitudinais e transversais[24], [25], nos quais os pulsos de ultrassons, refletidos nas interfaces, são captados e processados, fornecendo informações quanto a distância, a velocidade e a densidade do objetorefletor.
O princípio de operação do ultrassom baseia-sena emissão de ondas mecânicas em MHz, e na detecção dos ecos gerados pela interação dessas ondas com estruturas internas do meio de propagação (tecido biológico). A geração da onda, ou pulso ultrassônico, se dá com a conversão de energia elétrica em vibrações mecânicas realizada pelas cerâmicas (elementos piezelétricos). O dispositivo chamado transdutor possui um conjunto (linhas) desses elementos piezelétricos organizados de modo a gerar, coletivamente e sincronizados, frentes de ondas ultrassônicas (co- nhecidas também como Beamforming). Os mesmos elementos piezelétricos do transdutor reali- zam também o processo inverso, funcionando como receptor de sinais e transformando energia mecânica pulsos elétricos [26].
Quando uma onda emitida (o pulso de ultrassom), atravessa os tecidos e encontra varia- ções de impedância acústica2 nas interfaces das estruturas, é parcialmente refletida e ou espalha- da. Em geral, somente uma pequena fração da energiasonora incidente é refletida na direção do receptor; o restante se espalha ou é atenuado pelos tecidos. A absorção é um mecanismo pelo qual a energia acústica se dissipada na forma de energia térmica, em razão de a vários fatores, tais como: viscosidade, condução térmica, etc. O espalhamento resulta no desvio do feixe acústico devido aos fenômenos de reflexão, refração e difração. A natureza do espalhamento depende da relação entre a dimensão do alvo e o comprimento da onda [27]. Classificando o espalhamento pela dimensão linear da estrutura (a) relativo ao comprimento da onda ( ) tem-se:
Para <<a, o espalhamento ocorre devido à reflexão e refração. Para esta condi- ção, o espalhamento não depende da frequência.
1O princípio refere-se à emissão de um pulso curto de ultrassom pelo dispositivo que transmite e recebe o eco pelo
mesmo elemento.
2 Impedância acústica consiste de uma resistência - ou dificuldade -no qual o material opõe-se a vibração de suas
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Introdução
Para ≅a, o espalhamento da onda é predominante e ocorre por difração. A região onde ocorre este tipo de espalhamento é denominada de região estocástica e sua dependência com a frequência é variável.
Para >>a, o espalhamento é mais fraco que nas duas outras condições acima e varia com a quarta potência da frequência.
Os ecos refletidos, ou espalhados, são transformados em energia elétrica pelo transdutor e processados eletronicamente pelo equipamento de ultrassom para formação da imagem.[28].As modalidades de imagem são geradas através do processamento dos sinais elétricos provenientes do transdutor, também chamada de linhas de RádioFrequência (RF)3. Por exemplo, o modoM representa o deslocamento temporal das estruturas do tecido, o modo-B representa a distribuição da impedância acústica, omodo Doppler representa a velocidade de deslocamento das estruturas internas do tecido e o modoelastográfico representa o nível de dureza da estrutura interna do teci- do quando sofre uma deformação mecânica por uma força externa [28], [29].
Com um aparelho deultrassom também é possívelobservar a distribuição espacial de mar- cadores e o deslocamentode partículas ferromagnéticas induzido por um campo magnético[30], [31],utilizando modalidades de imagens convencionais (Doppler)ou com processamento dedicado dos mapas de RF [3], [10], [32].Deste modo, utilizando a ultrassonografia juntamente com a me- dição susceptométrica complementariao procedimento adicionando informações anatômicas da região de interesse (region-of-interest - ROI), além da distribuição espacial.
1.3 Ultrassonografia Magnetomotriz(USMM- magneto-motive ultrasound–USMM)
A ultrassonografia magnetomotriz foi introduzida como uma modalidade de imagem ca- paz de detectar a presença e a distribuição de partículas magnéticas, com potencial para utilizar estas como traçadores no sistema gástrico e como sondas moleculares para imagens de eventos biológicos no nível celular e molecular [3], [4], [10], [12], [32].
A USMM é efetuada em três passos. Primeiramente, as partículas magnéticas (ou seja, agentes de contraste) são posicionados na ROI. Em seguida, um campo magnético oscilante no tempo é aplicado sobre a ROI. Este campo magnético faz com que as partículas magnéticas, as- sim como o tecido ou meio associado com elas (por exemplo, células, moléculas ou bolo alimen-
3
10 Introdução
tar4 marcado com partículas magnéticas), se desloquem na direção do maior gradiente magnético [34], [35]. No entanto, como as partículas ou estruturas marcadas com partículas estão inseridas em um meio viscoelástico, uma força de resistência age contra seu movimento [36], [37]. Como resultado destas duas forças opostas, ocorrem vibrações no tecido possibilitando a localização da região onde as partículas foram inseridas. Finalmente, o ultrassom é usado para detectar o deslo- camento na ROI e, assim, indicar a presença e ou distribuição de partículas magnéticas.
Para compreender melhor o princípio mecânico da USMM,ou seja, a perturbação mecâni- ca gerada em um meio que contém uma ou maispartículas magnéticas interagindo com campo magnético alternado, foi descritomatematicamente a interações das forças sobre uma partícula.
1.3.1 Descrição da vibração da partícula
Partículas magnéticas ou traçadores, quando estão sobre ação de campos magnéticos ex- ternos, são magnetizadas e se alinham na direção do campo de magnetização. Na descrição ma- temática abaixo, está descrito que as partículas magnéticas oscilam com o dobro da frequência do campo de magnetização quando esse for periódico e heterogêneo (possui gradiente espacial). A força magnetomotriz agindo sobre uma partícula magnética pode ser expressa como:
1.1
sendo o momento magnético e o campo magnético induzido na partícula. Quando uma partí- cula ferromagnética está localizada em um meio fracamente diamagnético, como o tecido bioló- gico, pode ser escrito por:
1.2
sendo o volume da partícula magnética. A magnetização volumétrica daspartículas, devido ao campo magnético aplicado , pode ser escrita como:
1.3
4
11
Introdução
sendo e são as suscetibilidades magnéticas de partículas e do meio circundante, respecti- vamente. A susceptibilidade magnética do meio é insignificante se comparado com o das partícu- las magnéticas. Assim, a equação pode ser aproximada como:
1.4
A relação entre o campo aplicado e o campo induzido é igual a:
1.5
sendo a permeabilidade no vácuo. Considerando combinado as equações 1.5 e 1.4 para isolar o e substituindo em 1.2,obtém-se:
1.6
Substituindo os termos da equação 1.6em 1.1obtém-se a equação na força magneto mo- triz:
1.7
Para um campo magnético oscilante na forma senoidal, em uma frequência , e conside- rando apenas a componente do campo na direção (eixo central da bobina) tem-se:
1.8
Portanto, a equação 1.7da força magnetomotrizé expressa na forma:
1.9
na qual e para materiais ferromagnéticos são dependentes de [38]. Assim, a força resultan- te , atuando sobre a partícula ferromagnética , é dada por:
12 Introdução
1.10
1.11
sendo uma força elástica de restauração e uma força de arrastodevido a viscosidade do meio[4].
A equação 1.11mostra que a amplitude da força varia com o gradienteespacial do campo de magnetização elevado ao quadrado e é modulada por duas vezesa frequência de magnetização . Ou seja, as partículas vibrarão a duas vezes a frequência de osci- lação do campo magnético aplicado. Nocaso do gradiente do quadrado docamposer zero
, a força magnetomotriz tambémserá zero.
O fato da frequência de vibração das partículas ser o dobro da excitação favorece a filtra- gem do ruído gerado pela vibração das espiras do sistema de excitação. Assim, usando um proce- dimento simples de filtragem, é possível extrair o sinal ultrassônico proveniente da vibração das partículas ferromagnéticas.
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13
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