2. KAYNAK ARAŞTIRMASI
2.5. Poliester-Kil Nanokompozitleri
2.5.2. Poliester-Kil Nanokompozitlerin Özellikleri
2.5.2.1. Poliester-Kil Nanokompozitlerin Mekaniksel Özellikleri
Em seu desenho original, o SISPAR (2015) traz a proposta de promover positivamente a apropriação permanente dos resultados do SADEAM pelas escolas, a fim de que sejam utilizados com o objetivo de repensar o cenário da educação da escola nos diferentes níveis e modalidades de ensino (SISPAR, 2015).
Neste contexto, Horta Neto (2010) apresenta o conceito de avaliação externa como,
[...] ir além das medições ou apresentação de resultados e envolveria a definição de políticas e estratégias governamentais que levariam ao aperfeiçoamento institucional e do próprio processo de ensino-
aprendizagem em seus diferentes graus e modalidades. (HORTA NETO, 2010, p. 86).
Considerando esta definição, o autor enquadra, implicitamente, a necessidade do uso dos resultados para planejamento e execução de políticas públicas com vistas à qualidade da educação, destacando o uso dos resultados para o planejamento dos recursos destinados à educação; considera, ainda, que:
Avaliar a aprendizagem escolar implica estar disponível para acolher nossos educandos no estado em que estejam, para, a partir daí, poder auxiliá-los em sua trajetória de vida. Para tanto, necessitamos de cuidados com a teoria que orienta nossas práticas educativas, assim como de cuidados específicos com os atos de avaliar que, por si, implicam em diagnosticar e renegociar permanentemente o melhor caminho para o desenvolvimento, o melhor caminho para a vida. Por conseguinte, a avaliação da aprendizagem escolar não implica aprovação ou reprovação do educando, mas sim orientação permanente para o seu desenvolvimento, tendo em vista tornar-se o que o seu SER pede. (LUCKESI, 2016, p. 6).
O primeiro conceito exige levantamento de dados estatísticos e fatores contextuais, os quais são utilizados como indicadores de qualidade, apontando, em larga escala, áreas prioritárias de intervenção e criação de políticas públicas, com a intenção de “[...] analisar a complexa realidade social utilizando-se de ferramentas estatísticas”. (TYLER apud HORTA NETO, 2010, p. 87).
O segundo conceito, não considera os contextos socioeconômicos ou educacionais e incide apenas em um grupo de objetivos cognitivos que refletem como está ocorrendo a aprendizagem dos alunos. A avaliação da aprendizagem depende da competência adquirida pelo professor que é de acolhida ao aluno, ter a sensibilidade de percebê-lo em sua individualidade e abrir caminho para uma relação dialógica, onde haja espaço para múltiplas práticas educativas (LUCKESI, 2016).
Desde a criação do SADEAM, os dados fornecidos pela avaliação têm contribuído para otimizar o financiamento da educação no Amazonas pelo poder público e fomentar a definição de novas políticas públicas em nível macro do sistema, visualizando o nível micro. Como exemplo pode-se citar o investimento por parte da SEDUC/AM em formação continuada no ano de 2014 para professores em nível de especialização em metodologia da matemática e metodologia de outras áreas do conhecimento sob a justificativa do baixo desempenho dos alunos e
aquisição dos “cadernos do aluno”7 justificado pelo mesmo motivo. Estes exemplos evidenciam a utilização dos resultados do SADEAM como parâmetro (não o único) para definir os investimentos em educação no estado do Amazonas.
A ocorrência anual do SADEAM exigiu que a SEDUC/AM demandasse das escolas da rede estadual do Amazonas a adoção de uma nova postura diante das avaliações externas, ou seja, inserção de novos critérios de qualidade na educação oferecida pela escola com base nos seus resultados. Assim:
Mais do que números, o que as avaliações externas são capazes de nos mostrar é que a preocupação com a qualidade da educação se estabelece como um elemento central na discussão educacional brasileira e que os caminhos para o desenvolvimento da educação de uma forma ou de outra, estão sendo trilhados. (PONTES, 2016, p. 1).
O autor menciona a relação entre a qualidade e o desenvolvimento da educação como questões centrais da avaliação externa e esta, em tese, deve ser o foco da política de avaliação educacional de um macrossistema. Temos então como premissa, que os indicadores das avaliações externas possibilitam o diagnóstico do desempenho pela rede de ensino e pela escola, especificamente, o que incorre na possibilidade de corresponsabilização dos resultados entre os atores da rede e atores escolares.
Pautada em padrões curriculares e no conceito de responsabilização, as avaliações externas são alvo de polêmicas quanto ao conceito de qualidade do ensino, pois:
[...] deve haver parcimônia na utilização de seus resultados, uma vez que podemos utilizá-los, tanto como norteador no aprimoramento das políticas educacionais rumo à universalização da qualidade do ensino enquanto direito subjetivo dos cidadãos, como incorrer numa simplificação do significado de qualidade de ensino, vertendo para uma lógica meritocrática, eficienticista e, consequentemente, competitiva entre as unidades e redes de ensino. (SILVA, 2010, p. 7).
É importante considerar este olhar crítico da autora em relação aos limites das avaliações externas. Contudo, deve-se levar em conta que “[...] as avaliações externas não revelam os motivos pelos quais os alunos não estão aprendendo; por
7Material adquirido pela SEDUC/AM, composto por exercícios baseados nos descritores da matriz de
referência do SADEAM e utilizado pelos alunos dos 3º e 5º, 7º e 9º anos do Ensino Fundamental, respectivamente, avaliados pelo SADEAM. (DEPPE/SEDUC/AM, 2015).
isso, as avaliações são pontos de partida para a análise dos dados e identificação dos problemas específicos”. (PONTES, 2016, p. 4).
O autor pondera sobre as limitações da avaliação externa, porém sinaliza que os dados fornecidos podem ser pontos de partida para a análise dos problemas de aprendizagem.
Neste sentido, ao considerar que os dados de desempenho do SADEAM, são divulgados em diferentes categorias, a saber: resultado por aluno, por turma, por série, por escola, por nível de ensino, por coordenadoria de educação e por município, têm-se múltiplas possibilidades de análise importantes para o financiamento, planejamento e intervenções pedagógicas.
A AssEA, ao analisar os dados do SADEAM da rede em 2014, verificou que os alunos do Ensino Médio da rede obtiveram índices de proficiência em matemática abaixo do esperado. A análise deste índice pela AssEA resultou na constatação de que 85 escolas de ensino médio na capital Manaus encontravam-se no nível abaixo do básico em Matemática.
Ao tentar buscar uma explicação para esse problema, os técnicos da AssEA deduziram, que escolas poderiam estar com dificuldades de traduzir os dados em informações úteis para a melhoria do processo ensino e aprendizagem. A reflexão sobre os dados das avaliações externas não é uma ação comum no cotidiano das escolas públicas e em específico nas escolas da rede estadual do Amazonas. A dificuldade de transformar dados estatísticos em informações pedagógicas significativas torna as escolas vulneráveis, favorecendo o laissez-faire8. Sobre isso,
considera importante,
[...] a necessidade de construir espaços de discussão nas escolas que envolvam toda a comunidade escolar e principalmente os professores, para que desenvolvam conhecimentos próprios da realidade na qual estão inseridos e transformem a avaliação em larga escala em algo com significação para as escolas. (SOLIGO, 2010, p. 3).
Em relação às avaliações externas, o autor defende a construção de espaços de discussão para que os atores escolares se apropriem de seus resultados de forma significativa. Desta feita, o SISPAR (2015) enquanto programa criado a partir
8 Termo francês que trad
uz o princípio da “não intervenção” ou “deixar que as coisas se resolvam sozinhas”.
da política de avaliação externa no Amazonas foi executado com o intuito de efetivamente criar estes espaços de discussão e reflexão.
2.3 Fundamentos Teóricos Sobre Apropriação, Gestão de Resultados e a