85TBB Dergisi, Sayı 61,
B. Sebepsiz zenginleşme
II. Poliçeyi Eline Geçiren Kişinin Bilinmes
Logo nos primeiros anos de publicação do AS, pessoas ligadas a essa revista estiveram presentes direta ou indiretamente na REG. Isidore Lévy aí escreveu, entre 1899 e 1901, dois artigos sobre as transformações das municipalidades gregas da Ásia Menor sob a dominação romana, os quais serão discutidos mais tarde (REG, 1899: 255-289 e 1901: 350-371). Além disso, os nomes de Henri Hubert e de Antoine Meillet foram mencionados em artigos ou resenhas. O primeiro viu um antigo artigo seu sobre duas inscrições epigráficas gregas provenientes da Ásia Menor (RA, 1894/1: 308-314) e seu verbete Magia, publicado no Dictionnaire des Antiquités Grecques et Romaines (DAGR), serem citados em 1902 e 190333. Já Meillet foi evocado como alguém dotado de um todoà igo oso à na resenha de um livro sobre etimologias de palavras gregas e latinas (REG, 1902: 168). Em nenhuma dessas ocasiões, porém, a sociologia foi evocada ou discutida diretamente. Isso mudará na sequência.
A primeira menção a tal disciplina e a L’A e “o iologi ue na REG veio da pena de seu diretor, Théodore Reinach. No volume publicado no segundo trimestre de 1904, ele dedicou uma elogiosa resenha à tradução, coordenada por Henri Hubert e Isidore Lévy, do Manuel d’Histoi e des Religions de Chantepie de la Saussaye. É sobretudo o texto introdutório de quarenta e oito páginas, no qual Hubert defendeu diante do público universitário francês o método sociológico, que chamou a atenção do helenista (REG, 1904: 278-279):
Os tradutores franceses não procuraram atualiza à aà o aà deà Cha tepie;à elesà seà de a à aoà trabalho de completar (e ainda aqui com parcimônia) as indicações bibliográficas, de suprimir erros ou superficialidades, de acrescentar aqui e ali notas corretivas, geralmente judiciosas e discretas (...). Nós não deixaremos este volume sem recomendar, em particular, a leitura da substancial Introdução que aí foi inserida pelo Sr. Hubert. Há lá, em uma ordem um pouco caprichosa, toda uma série de perspectivas sugestivas que completam e corrigem em vários pontos o Manual e definem felizmente o estado atual de certos problemas limites da história religiosa. O Sr. H. faz aí da noção do sagrado em particular (da qual ele já havia tratado em seu estudo do sacrifício, escrito em colaboração com o Sr. Mauss) uma análise penetrante. Não é de se espantar que um dos principais redatores de L’A e “o iologi ue interprete a religião de modo a valorizar a sociologia, e que a religião dos selvagens com seus totens, seus tabus, suas iniciações bizarras aí se sobressaia à religião individualista e moralizante do século XX. Mas
139 subsistem tantos elementos primitivos inconscientes na crença e nas práticas dos mais civilizados que não há mal algum em insistir de tempos em tempos sobre esta hereditariedade e,à o oàoàdizàoà“ .àH.,à afastar os galhos para entrever a raiz
Tal passagem interessa aqui por duas razões: ao mesmo tempo que a sociologia e os sociólogos tiveram seus méritos reconhecidos no âmbito dos estudos gregos, eles viram a eficácia de sua ação ser localizada a um terreno bastante específico, o do primitivo/selvagem. Em se tratando de religião, o principal mérito da sociologia foi, segundo Théodore Reinach, ter chamado atenção para suas origens arcaicas (dos quais são exemplos vários ritos coletivos) e, por extensão, para aquilo que, desse substrato original, mantém-se de forma inconsciente em contextos aisà civilizados .
Percepção muito parecida foi apresentada um ano mais tarde por Adolphe-Joseph Reinach, sobrinho de Théodore. A publicação em livro da tese principal de Gustave Glotz, La Solidarité de la Famille dans le Droit Criminel en Grèce, forneceu a ocasião para tal manifestação. Na longa e positiva resenha que produziu sobre a obra, ele destacou tanto a abrangência do tema tratado por Glotz, capaz de interessar a todo o indivíduo preocupado com aà hist iaàdaàso iedadeàhu a a ,à o o a escolha metodológica acertada,à oà elho àdaà dout i aà dosà p i ípiosà ti osà eà daà so iologia (REG, 1905: 136-140). O segundo elogio é melhor compreendido à luz do primeiro. Para Adolphe Reinach, esse era um trabalho sobre aà história da passagem do direito das gens ao da cidade antiga , ou seja, a análise da transformação do direito punitivo vivido nos termos de uma vendetta coletiva ao direito compensatório pautado em responsabilidades individuais. Coube à sociologia, neste caso, fornecer três explicações: a dos princípios que regem o direito primitivo, prenhe de preceitos mágico-religiosos, a do processo de sua decadência e, por fim, a dos indícios de sua sobrevivência em períodos posteriores (a lei de Gortina, por exemplo). A resenha aponta ainda para o valor da comparação e os limites dessa operação analítica. Glotz, diz o resenhista, teria se valido do direito comparado para explicar, por analogia, certas práticas dos antigos. Tal procedimento pareceu a Adolphe apropriado apenas quando dizia respeito aos períodos mais recuados da história. Problemas tendiam a surgir, no entanto, ao se colocar no mesmo plano a Grécia dos séculos V e IV a.C. e os povos primitivos. O sobrinho de Théodore aproveitou então para reafirmar a natureza única do objeto de estudo dos helenistas: deàtodasàasàNaç es,àaà Hélade foi a primeira a substituir a justiça familiar, que é por inteira vingança, pela justiça social, que é por inteira bondade [bienveillance]; o ódio entre os homens por amor; à frente da Hélade está Atenas, a qual, superando-a, resume suas aspirações .
As duas resenhas são paradigmáticas em mais de um sentido quanto se trata de compreender a acolhida reservada à sociologia na REG. Por um lado, elas mostram como tal
140 disciplina emergente na universidade francesa adquiriu, mais cedo do que muitos estariam ainda hoje dispostos a admitir, cidadania no vasto campo do helenismo. Por outro lado, porém, explicitam o pedágio a ser pago, qual seja: a sociologia deveria auxiliar os especialistas a identificar e a depurar tudo o que, no caso atípico da Grécia Antiga, destocasse de seu ideal. Ou seja, dito de outro modo, ela tornaria possível explicar o que nos primórdios da Grécia e ao longo de sua história ou não era Grécia ou ainda não o era por completo. Tratava-se, assim, de uma ciência interessante por suas virtudes purificadoras.
Um terceiro elemento que as resenhas dos Reinach têm o mérito de identificar são subdivisões do helenismo potencialmente suscetíveis ao diálogo com os sociólogos. Deixadas por hora de lado as numerosas remissões que os próprios colaboradores do AS fizeram a si mesmos na REG, constatou-se que as alusões aos trabalhos da escola sociológica francesa ocorreram sobretudo nos campos dos estudos relativos à religião e, em segundo plano, ao direito grego34. No intervalo entre 1898 e 1920, o verbete Magia, de autoria de Henri Hubert, foi o mais acionado dos textos sociológicos. Além da citação de 1903 acima mencionada, Paul Perdrizet se valeu dele para estudar a numerologia relativa à evocação de deuses helênicos um ano mais tarde (REG, 1904: 350-360). Em 1905, foi a vez de Paul Girard utilizá-lo para tratar de certos aspectos do heroísmo mítico de Ajax (REG, 1905: 1-75). Waldemar Deonna, por fim, cita-o dois anos mais tarde em seu estudo sobre amuletos mágicos encontrados em Tasos (REG, 1907: 365-382). É provável que o sucesso do referido texto, mesmo após a publicação do longo ensaio sobre a magia que Hubert redigiu com Mauss em 1904, tenha se dado graças ao seu suporte, o DAGR, um dicionário especializado no mundo antigo. Isso não implicou, porém, a ausência de circulação de L’A e “o iologi ue entre os antiquisants. A memória sobre o sacrifício aí publicada por Mauss e Hubert em 1899, Essaie sur la Nature et la Fonction du Sacrifice, apareceu referenciada em duas ocasiões35. Esse também foi o caso do texto de Paul Huvelin, Magie et Droit Individuel, publicado no AS em 1907 e citado por Waldemar Deonna em um dos volumes da REG publicado logo após a Grande Guerra (REG, 1920: 291-238). Ainda no campo da sociologia religiosa, a pequena tese defendida em 1916 por Pierre Roussel, na qual ele discutiu a presença dos cultos egípcios em Delos, foi premiada pela AEEG com o prêmio Zographos e passou a ser referência quanto aos hibridismos religiosos do período helenístico36.
34 O que condiz, é bom lembrar, com os conteúdos das seções do AS mais atinadas com a produção dos
helenistas (sociologie religieuse e sociologie morale et juridique). Veja-se o item 1.1 da presente tese.
35 Além do já mencionado texto de Perdrizet publicado em 1904, Waldemar Deonna utilizou-o em suas
investigações sobre a origem da representação de monstros na Antiguidade (REG, 1915: 288-349).
36 A tese chama-se Les cultes égyptiens à Délos du IIIe au Ier siècle av. J.-C (ROUSSEL, 1916b). Sobre a
141 Para além dos temas relacionados à religião e ao direito, a linguística de inspiração sociológica fez sucesso na REG. Antoine Meillet teve duas edições de uma mesma obra sua, I t odu tio à l’Étude Co pa ative des La gues Indo-Européennes, resenhadas (REG, 1904: 134-6 e 1912: 476-7). Jules Bloch, o autor do primeiro desses textos, não economizou elogios ao colaborador do AS. Foram dois os pontos destacados por ele. Em primeiro lugar, Meillet revolucionou a linguística em termos de método. De fato, ele não quis restabelecer por completo uma língua original, o indo-europeu, em termos gramaticais. Seu intuito era antes o de comparar os componentes das várias línguas derivadas do indo-europeu para isolar o que foi possível constatar nelas em termos de mudanças e continuidades. Isolados esses pontos, aí sim o analista recorreu à história e à dinâmica da sociedade para buscar explicações. Ainda segundo Bloch, outra contribuição notável da obra de Meillet seria a desvinculação das noções de língua e de raça. A resenha mais recente, de Pierre Boudreaux, consideravelmente menor, apenas elogia algumas modificações no capítulo metodológico da obra, as quais o teriam deixado mais claro e sistemático. Mas as melhores provas da reputação desse linguista- sociólogo entre os helenistas da REG são as alusões a ele, invariavelmente como figura de autoridade, em artigos, resenhas e na Biographie Annuelle des Études Grecques. Nos dois primeiros casos, excluindo mais uma vez as citações feitas por outros colaboradores do AS que aí publicaram, Meillet foi acionado dezoito vezes entre 1904 e 192037. Já quanto à bibliografia anual, ele foi o único pesquisador ligado aos sociólogos a figurar aí seis vezes38. Em todo caso, o que há de particular na apreensão de sua obra é que ela jamais foi atrelada na REG nominalmente à sociológica, mas sim à linguística, à filologia e à gramática. Isso não significa, contudo, que os helenistas tenham estado indiferentes quanto aos desdobramentos socio- históricos de seus resultados e métodos.
Embora o conjunto dessas alusões apontem para uma acolhida positiva da produção intelectual dos colaboradores do AS na seio da REG, ruídos e tensões também se fizeram sentir. Duas resenhas tardias, publicadas respectivamente em 1918 e em 1920, testemunham que nem todos os colaboradores da revista viam com bons olhos as possíveis contribuições da sociologia. A primeira delas, a mais direta e agressiva, foi assinada por Aimé Puech, professor
honra a Adonis, discutidas a partir de um papiro contendo detalhes sobre os rituais (REG, 1920: 169- 222).
37 As citações que encontrei de Meillet na REG são, da mais antiga à mais recente: REG, 1902: 168; 1904:
484-485; 1906: 62; 1907: 106; 1909: 339; 1910: 74 e 230; 1912: 210, 462 e 483; 1913: 103-105; 1914: 74-79, 80, 235 (nota 3), 333 e 349; 1917: 317 (nota 3); 1918: 373.
38 Em ordem cronológica: REG, 1904: 447; 1905: 457; 1906: 457; 1907: 464; 1909: 436 e 1910: 444.
Apenas Isidore Lévy e Paul Huvelin tiveram seus trabalhos incluídos nessa parte da revista, dos quais localizei, no intervalo entre 1898 e 1912, apenas uma referência para cada um – cf. REG, 1903: 470 (Is. Lévy) e 1909: 444 (Huvelin).
142 de língua e literatura gregas na Sorbonne (REG, 1918: 103-105). O livro em questão era a tese principal de Louis Gernet, Recherches sur le Développement de la Pensée Juridique et Morale en Grèce, defendida e publicada em 1917. Para Puech, Gernet feria as leis da história ao defe de àu à a io í ioà tautol gi o ,àsegu doàoà ualàteria sido a coletividade a responsável por fundar uma primeira ordem jurídica na Grécia. A ideia condutora não era, contudo, muito diferente daquela defendida por Glotz anos antes, mas não foram as ideias desse autor que foram atacadas, e sim a importância declarada da inspiração durkheimiana na obra39. Puech associou Ge età à es olaàso iol gi a ,à iti a doàoà ueàeleàe te dia ser o ponto central do liv oà o àoàsegui teàa gu e to:à tudoà ào aàdoà pensamento coletivo, trabalhando, não se sabe como, sob o impulso de sentimentos intensos. Nem os grandes eventos históricos, nem mesmo as grandes mudanças econômicas influenciaram seriamente, em algum momento, este trabalho misterioso. A ação dos grandes espíritos não é considerada .
A segunda resenha crítica à sociologia, essa muito mais discreta, foi escrita por Jules Toutain, maître de conférence na quinta seção da EPHE, a de ciências religiosas, mesmo local onde trabalhavam Hubert e Mauss. O livro discutido foi a tese de doutorado do latinista André Piganiol, Essai sur les Origines de Rome, assumidamente influenciada pelas ideias de Durkheim e dos sociólogos próximos a ele40. Embora elogie o recém-douto à po à suaà e udição à eà seuà tale toàdosà aisà ilha tes ,àoà ueàsus itouàas primeiras ressalvas foi o método investigativo adotado no trabalho:
O método é aquele que consiste em explicar a origem obscura dos povos e das cidades da antiguidade clássica por comparações emprestadas de civilizações pouco civilizadas da África e da Oceania. Para explicar esse método, os savants que o aplicam não hesitam em afirmar que os Gregos, os Latinos e os Orientais passaram pelo estágio de desenvolvimento no qual essas tribos estão hoje paradas e que ao observar essas tribos se têm sob os olhos instituições sociais, econômicas e religiosas totalmente análogas às instituições de Roma e Grécia Primitivas. Eis aí uma pura hipótese, não demostrada e indemonstrável.
Mas isso não é tudo. Toutain se opõe ainda a Piganiol quanto à ideia de que a oposição entre patrícios e plebeus nasceu em decorrência de uma tensão quase universal entre povos pastores e agricultores. Trata-se, segundo ele,à deà u aà hip teseà dileta te ,à a qual não
39 O próprio Gernet, no final de seu pref io,àassu eàaàdívidaàpa aà o àosàdoisàauto es:à Noà ueàdizà
respeito às bases de nosso ensaio, é fácil perceber que ele não poderia ter sido feito sem a grande obra do Sr. Glotz. Quanto à inspiração geral, dizê-lo é quase supérfluo agora: nós a devemos aos escritos do “ .àDu khei àeàdeàsuaàes ola à GE‘NET,à :à .
40 Como já mencionado nos capítulos anteriores, Piganiol se tornou o primeiro latinista a colaborar com
o AS, mas isso teve início apenas na segunda série da revista. Professor do liceu de Chambéry entre 1916-1917, ele contou em sua banca com a participação de Antoine Meillet (veja-se, a esse respeito, a carta de Piganiol a Meillet, pertencente aos arquivos Antoine Meillet depositados no Institut Mémoire
143 encontra nenhum fundamento em indícios arqueológicos (a resenha discute a esse respeito certos monumentos votivos). Ao final de seu texto, ele afirmou:à à uitoàla e t velàve àta toà talento, tanta coragem e tanta dedicação ao trabalho desviados do verdadeiro método hist i o . Todas as críticas à equipe do AS ficaram, no entanto, subentendidas: Toutain enumerou o pecado, mas não os pecadores.
É preciso relativizar, contudo, a importância desses textos. Ricardo Di Donato, no pós- fácio da coletânea de textos de Gernet por ele organizada, referiu-se à resenha de Puech como u aà e usaà totalà deà li guage à eà deà todo ,à prova de ueà oà hele is oà ãoà ad itiaà aà so iologiaàe àseuàdo í ioàespi itual (GERNET, 1983: 409). Ora, como foi aqui visto, essa foi a primeira e única alusão direta negativa à sociologia durante todo o período compreendido entre a fundação do AS e o final da Guerra de 1914-1918 . Cabe também questionar o quanto Puech, a despeito de seu vínculo com a cadeira de língua e literatura gregas na Faculdade de Letras de Paris, deve ou não ser considerado o representante por excelência do helenismo francês de inícios do século XX. Sócio da AEEG a partir de 1892, ele publicou apenas dois artigos na REG até 1920 e, ao contrário de muito de seus colegas tanto da Nouvelle Sorbonne quanto da elite do helenismo francês, declarou-se antidreyfusard41. Tratava-se ainda de um espe ialistaà deà lite atu a,à aoà elho à estiloà et i oà a a te ísti oà daà velha à “o o e.à A mesma questão deve ser aplicada a Jules Toutain, a quem Mauss identificou em correspondência como ea io io 42. Latinista reconvertido ao estudo da religião pagã na antiga Gália, Toutain aderiu a AEEG somente em 1914, não escrevendo sequer um artigo na revista da associação até 1920. Quanto ao papel dessas críticas para as carreiras dos então jovens Gernet e Piganiol, é bom lembrar que elas não impediram que ambos, após longos anos passados em faculdades provinciais e diante de um cenário cada vez mais competitivo, chegassem a Paris durante a década de 1940 (o primeiro na EPHE e o segundo no Collège de France).
E quanto aos concorrentes diretos da escola sociológica francesa nos estudos sobre a religião antiga? É bem verdade que os artigos publicados na REG fizeram referência a outros especialistas europeus então em evidência, tais como Max Müller, Wilhem Wundt, Biron Jevons, Robertson Smith e, em especial, o antropólogo britânico James Frazer43. Ainda assim, muitos dos textos nos quais eles foram citados também continham alusões a Hubert, Huvelin e
41 Sobre os artigos de Aimé Puech, cf. REG, 1910: 255-275 e REG, 1919: 415-428. 42 Apud FOURNIER, 1994: 328.
43 No que diz respeito à presença de Frazer na REG, de longe a mais significativa, recolhi onze citações.
Veja-se, quanto aos artigos nos quais isso ocorre, REG, 1904: 350-360; 1906: 335-358; 1907: 112; 1911: 105-151; 1914: 59-69; 1915: 288-349; 1916: 275-280; 1918: 19-82; 1919: 339-358 e 433-442; 1920: 169- 222.
144 Mauss, ou a alguém próximo a Durkheim como Lucien Lévy-Bruhl. Outro dado interessante é o silêncio dos helenistas quanto aos concorrentes locais daà es olaà so iol gi a .à Ne hu aà alusão foi encontrada seja a Gabriel Tarde, seja a Jean Izoulet, seja a Gaston Richard (pós- 1910). Esse conjunto sugere que os durkheimianos conseguiram se firmar, ao menos no campo dos estudos religiosos e do direito primitivo, como referências não negligenciáveis.
Em todo caso, o diferencial dos sociólogos quanto a seus concorrentes no contexto específico da REG foi sua participação na revista44. Como se verá no próximo item, eles puderam demarcar seu espaço por intermédio de um número expressivo de artigos e de resenhas. Eis aí, em verdade, a evidência maior da aceitação da sociologia oà do í ioà espi itual àdoàhele is o.