4. METAL SEKTÖRÜNDE BİR FİRMADA YAPILMIŞ UYGULAMA
4.1 Vip-Planopt 2006 Yazılım Programı
As primeiras práticas sociais da Comunidade Evangélica de Maringá, focadas nos Bairros João de Barro e Santa Felicidade, ocorreram de forma mais acentuada fora do território da Igreja, ou seja, aconteceram dentro de um espaço cedido pela direção da escola local, a Escola Municipal Benedita Natália Lima.
Essa prática social da Igreja Comunidade Evangélica de Maringá, nos bairros João de Barro e Santa Felicidade, ficou conhecida como Projeto Cenita, em razão de a Pastora Cenita ter iniciado e liderar as atividades no local.
Essas atividades se realizaram com ações de caridade e promoção humana, desenvolvidas por meio de doações de alimentos, roupas, calçados, brinquedos e também de orientações familiares, atividades festivas, fortalecimento espiritual, atividades recreativas e educativas para crianças, acompanhada de distribuição de lanches.
Com o passar do tempo, a Igreja percebeu a necessidade de uma ação mais efetiva e resolveu separar as atividades religiosas das demais ações sociais e valorizar as soluções do próprio bairro, pois as soluções eram de cima para baixo.
A Igreja afirma que refletiu sobre as necessidades reais daqueles excluídos e como seria a melhor forma de contribuir para amenizar os problemas sociais, com mais agilidade e eficiência. Para conseguir que as atividades resultassem numa
127 Site da Comunidade Evangélica de Maringá, http://www.comunidade.org.br/index.php acessado em 07.06.2010.
abrangência maior das práticas sociais necessárias e desejadas para aqueles bairros carentes, decidiu criar uma Organização por meio do Terceiro Setor.
Declara que entendeu que mais importante do que divulgar e propagar o nome da denominação, era ajudar as pessoas excluídas e necessitadas. A Igreja com- preendeu que a criação de uma organização romperia com o assistencialismo, possibilitando também receber recursos de fontes diversas, inclusive dos não simpatizantes com uma instituição religiosa.
Conforme afirma Kappaun128, no Terceiro Setor, o oferecimento de serviços à população, por intermédio das ONGs, são mais eficientes do que aqueles que são oferecidos pelo Estado, quando o Estado atua de forma insuficiente.
O Terceiro Setor se tornou possível devido às mudanças ocorridas a partir da década de 1990, do modelo de associativismo em todo o mundo. A sociedade civil mobilizou-se por meios dos movimentos sociais e das Organizações Não- Governamentais (ONGs) para oferecer socorro, ainda que limitado, diante da vastidão dos problemas sociais.
Segundo o autor, a transferência dos serviços públicos para a sociedade civil, mediante as ONGs, trouxe à tona o denominado Terceiro Setor, que tem representado um fenômeno de proporções mundiais e tem incorporado as ações referentes ao enfrentamento das questões sociais, por meio de ações organizadas pela sociedade civil e de empresas no mundo contemporâneo.
O Estado é o Primeiro Setor, representado por entes políticos, ou seja, as Prefeituras Municipais, os Governos dos Estados e a Presidência da República, além de entidades a estes entes ligados, como os Ministérios, as Secretarias, as Autarquias, entre outras. Trata-se, portanto, do setor público, que obedece ao seu caráter público e exerce atividades públicas e aplica, ou deveria aplicar o dinheiro
128 KAPPAUN, M. A Práxis Social da Igreja: Inserção Pública Transformadora. Campinas: Editora Batista Independente, 2008. p.23.
público em ações para a sociedade, com a finalidade de diminuir as desigualdades sociais, erradicar a pobreza, a marginalização e promover o bem-estar de todos, sem preconceito de origem, etnia, gênero e cor, construindo uma sociedade mais justa e solidária.
O Segundo Setor caracteriza-se por bens e serviços, com lucros e benefícios próprios, voltados para si mesmos. Nele estão incluídos o mercado e as empresas que exercem atividades privadas, ou seja, que atuam em benefício próprio e particular, cujo objetivo é o sucesso e o lucro, sem compromisso com as condições sociais do individuo.
Paradoxalmente, é o mercado, por meio das empresas, que investem no Terceiro Setor. Dessa forma, as empresas contribuem economicamente, o que permite o enfrentamento de parte dos problemas sociais, de uma parcela da grande popula- ção excluída. Vale ressaltar que o investimento das empresas no Terceiro Setor ocorre devido à motivação em receber incentivos fiscais, concedidos pelo Estado.
O Terceiro Setor nasceu da discussão sobre o fortalecimento da sociedade civil que, em decorrência da democratização globalizada, o Estado não conseguiu realizar sua função na totalidade. Dessa forma, seu objetivo é complementar ou substituir as ações que deveriam ser executadas pelo Estado.
Assim, o Terceiro Setor é composto por organizações privadas, sem fins lucrativos, que atuam nas lacunas deixadas pelos setores público e privado, buscando a promoção do bem-estar social. Não é nem público nem privado, é um espaço institucional que abriga entidades privadas com finalidade pública.
O Terceiro Setor é formado pelas ONGs, sem fins-lucrativos, ele pode ser de natureza religiosa, filantrópica e solidária e prestar serviços gratuitos à população. O termo ONG foi denominação dada pela ONU, para designar as entidades de
caráter privado, com fins públicos, executores de projetos humanitários ou de interesse público transnacional.129
Mas isso não exime o Governo de suas responsabilidades, pois tais entidades são um reconhecimento de que a parceria com a sociedade permite a formação de uma sociedade melhor. O Terceiro Setor não é, e não pode ser, substituto da função do Estado. A ideia é de complementação e auxílio na resolução dos problemas sociais.
Com esse propósito, foi fundada, em junho de 2003, a Organização Reviver, para ser o braço social da Comunidade Evangélica de Maringá. A Organização Reviver é dirigida pela Pastora Irene Ribarolli Pereira da Silva, presidente da Comunidade Evangélica de Maringá.
O início do trabalho da Organização Reviver caracterizou uma nova e importante fase nas práticas sociais da Igreja. Contribuiu para incrementar as atividades realizadas nos bairros João de Barro e Santa Felicidade, bairros pobres da cidade, envolvendo voluntários na prestação de serviços e incentivando os fiéis a ter um compromisso prático com os mais necessitados.
As ações deixaram de ser realizadas na Escola Municipal Benedita Natália Lima. A Igreja construiu uma congregação no bairro e cedeu parte do espaço desse imóvel para a realização das atividades da Organização Reviver.
Essa Organização afirma realizar as práticas sociais, de acordo com as normas exigidas do CMDCA (Conselho Municipal da Criança e do Adolescente) e COMAS (Conselho Municipal da Assistência Social). Pautada em suas diretrizes, a Organização Reviver elaborou o Projeto Reviver, que oferece ações voltadas a crianças, adolescentes e seus familiares, contemplando também famílias em situação de vulnerabilidade social.
129 BRITO, B. W.B.; LIBERAL, M.M.C. O Impacto da Práxis Religiosa na Construção de Vínculos Sociais. São Paulo: Editora Expressão & Arte, 2009. p. 81.
A Organização Reviver conta, em seu quadro de recursos humanos, com três instrutores contratados. Também dispõe da contribuição de voluntários, uma assistente social, uma coordenadora de projetos, além de vários outros profissionais de diversas áreas de atuação.
Os principais objetivos da Organização Reviver são:
Promover a inclusão social de crianças e adolescentes em situação de risco; oferecer novas alternativas para a geração de renda às famílias; resgatar a dignidade pessoal, elevando a autoestima e autoconfiança; fortalecer e preservar a família.