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2.4. Kosova Eğitim Sistemi ve Programı

2.4.1. Pilot Okullarda Uygulanan Yeni Program

O Plano de Revalorização de 1992, criado na gestão do Prefeito Gilberto Marques Paulo para o CTR, trouxe expectativas de que seu centro teria de volta a antiga centralidade que exercia na cidade. Ao contrário disso, o Plano não impediu que o comércio do centro ofertasse cada vez mais artigos populares, reflexo de mudanças que vão além do difícil convívio com os ambulantes. Como bem elucida Correia 75:

O papel desempenhado pelo comércio de rua no processo de afastamento das classes de renda mais alta do centro talvez seja bem menos relevante que o atribuído por esses lojistas [os do centro ] (...) Uma visão empírica do processo nos leva a supor que esteja havendo uma mudança qualitativa na atividade, materializada na expansão do comércio de artigos populares e no quase desaparecimento do comércio destinado às classes altas, cujas lojas fecharam ou estão progressivamente passando a vender artigos populares.

O CTR teria mudado, passando a ofertar mercadorias populares em lojas e tabuleiros de camelôs. Entendendo essas características como sinais de crise do comércio do centro, os comerciantes solicitariam um Plano de Revalorização com estratégias de reversão desse processo, dentre elas as ruas-shopping e os camelódromos.

75

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Os sinais de crise nas cidades, e especificamente em seus Centros Tradicionais de Comércio, são estudados por cientistas76 de vários países. Analisando o Recife e

seu centro Histórico e comercial, Andrade77 apontava que:

O crescimento urbano levou governadores e prefeitos a procurarem modernizar a cidade (...) Após a Revolução de 30, foi feita a modernização do bairro de Santo Antônio, com a destruição de velhas ruas e a abertura da Avenida Guararapes e posteriormente, a dos bairros da Boa Vista - Avenida Conde da Boa Vista - e de São José - Avenida Dantas Barreto. Este processo de modernização foi feito sem a menor sensibilidade, sem o menor respeito à memória nacional, com a destruição das características da velha cidade e de monumentos históricos do maior valor e importância.

Esse montar e desmontar de prédios e avenidas que o autor descreve, os letreiros luminosos a esconder fachadas mal conservadas, os congestionamentos de pessoas e veículos, o comércio informal crescente, representavam uma época de grande dinâmica do Centro Tradicional de Recife, cidade que “apresentava uma supremacia quanto ao comércio varejista e que se firmava como grande centro atacadista da região metropolitana 78” e destacava-se também como centro varejista de bens especializados, com grandes magazines em suas ruas.

Naquela época (década de 70), a vida do Centro de Recife seguia um ritmo de dinamismo e simbolizava até então, a principal centralidade da cidade, tanto é que, no imaginário do recifense, ainda está presente a idéia de quando para lá se dirige, está indo "à cidade”, lugar onde se encontrava tudo o que podia oferecer a metrópole, comércio, atacadista - varejista, e serviços.

Analisando o resultado de uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto Paulista de Mercado, vemos as principais lojas do ramo de tecidos existentes no Centro, em 197779. Entre elas, as Casas José Araújo, Lojas Narciso, Lojas Tebas e Casa das Rendas, ainda hoje permanecem nas ruas do centro. (QUADRO 01).

76 O Centro Tradicional de Comércio foi o enfoque mais representativo no Simpósio Internacional de Comércio e

Consumo, ocorrido em março de 2000, em São Paulo.

77 ANDRADE, Manoel Correia de. Recife: Problemática de uma região subdesenvolvida. op. cit. p.25. 78 Idem, p. 26.

79 INSTITUTO PAULISTA DE MERCADO. Recall das Principais Lojas de tecido do Centro de Recife.

QUADRO 01:

LOJAS DE TECIDO NO CENTRO DE RECIFE 1977

Lojas do Ramo de Tecido

Casas José Araújo Casas Pernambucanas

Center Fabril Tecidos Mota Gigante dos Tecidos

BBB Mesbla Sul Fabril Nações Unidas Sady Tecidos A Primavera Armazém Narciso Lívio Lima Jurandir Pires Galdino

A Girafa Casa das Rendas Armazém Campinense

Lojas Tebas

FONTE: BIBLIOTECA PARTICULAR DAS CASAS JOSÉ ARAÚJO. RECIFE, JULHO DE 2001

Entendemos que o Estado, desde o final dos anos 70, negligenciou a gestão do Centro Tradicional de Comércio. Andrade 80 já nos alertava para o fato de :

O descongestionamento do centro, que vem se procedendo de forma espontânea e, até certo ponto, anárquica, deveria ser orientado através de uma escala de prioridades, levando-se em conta a demanda dos serviços, o custo dos mesmos e as facilidades de acesso, a fim de que, nos bairros periféricos, se dispusesse da oferta de mercadorias e de serviços mais elementares, de maior demanda e que, à proporção que se caminhasse para o centro ou para bairros com funções específicas, fosse aumentando o nível de oferta de mercadorias e serviços mais caros, mais especializados, e menos procurados.

Em 1976, foi criado o primeiro Projeto de Humanização da Área Central, quando as ruas da Imperatriz, Nova e Duque de Caxias seriam as primeiras ruas do centro a se tornarem "Calçadões de Pedestres". O projeto foi solicitado pela Prefeitura ao arquiteto Jaime Lerner e objetivava assim, restabelecer "o antigo

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itinerário percorrido a pé por seus habitantes". Inserido no Programa de Revalorização da Área Central da cidade, os Calçadões propiciariam "a valorização dos pontos de encontro tradicionais e da montagem de uma estrutura de animação permanente" 81

Cerca de 20 anos se passaram e o quadro sofreu profundas transformações. Os bens e serviços voltados para consumidores mais abastados estão nos SC, hipermercados e galerias de bairros e não no Centro. Esse processo seria acentuado a partir de 1980, quando foi criado o primeiro SC da cidade do Recife, o Shopping center Recife, representando o início do processo de contenção do fluxo de consumidores nas porções norte e sul da Região Metropolitana do Recife, quando essa região cada vez mais receberia novos SC, onde foram se instalar as lojas- âncoras (que atuam como geradoras de fluxo de pessoas, ao ofertar produtos a preços mais baixos).Os Calçadões de pedestres passariam a ser usados não como "ponto de encontro da classe média" mas sim pelo comércio de rua.

Os anos 80 assistiriam a um crescimento do número de camelôs, ocupando ruas, pátios e canteiros do centro da cidade. Em 1983, a Rua da Imperatriz passaria a fazer parte do Setor de Preservação Rigorosa da Zona Especial de Preservação 8 - Conjunto Antigo da Boa Vista (Lei 14.511/83), significando que os sobrados de dois ou mais pavimentos, teriam suas características preservadas, pois guardam consigo, na sua maioria, as características do estilo colonial: fachadas com o predomínio de sacadas com grades de ferro; frontões e cornijas de coroamento; portais em argamassa de cimento pintadas; panos de azulejos; pinhas, estátuas, taças e outros adornos.

Em parceria com a Associação dos Comerciantes da Imperatriz (ACRIA), a Prefeitura através do Escritório de Revalorização do Centro e do Departamento de Preservação dos Sítios Históricos da Empresa de Urbanização do Recife (URB) assumiria uma das ações do projeto: a intervenção física (global e individual),

representando a relocação dos camelôs existentes no "Corredor dos Pedestres", correspondentes, a partir de então, ao seguinte trecho: Praça do Carmo, Rua Duque de Caxias, Praça do Diário, Rua Nova, Ponte da Boa Vista e Rua da Imperatriz, onde "todo o comércio ambulante foi deslocado, sendo o Escritório do Centro o agente de fiscalização e de manutenção da área".82

O programa de "relocação" dos camelôs ocorreu em 1983, quando teriam sido eleitas as ruas: Matias de Albuquerque, das Flores, Frei Caneca, João Souto Maior, Direita, da Penha, do Porão e os Largos do Rosário e do Carmo, estacionamento do Cais de Santa Rita, para a ocupação dos quiosques dos camelôs.

Seguindo uma estrutura disciplinar serão selecionadas por setores e tipos de atividades, o comércio ambulante, a destacar os seguintes ramos: lanches, bijuterias, confecções, artigos plásticos, calçados, artesanatos, frutas, alimentos regionais, cigarros, miudezas, discos, livros, revistas e jornais 83.

O Projeto assentaria cerca de 4.000 camelôs, de um total de 6.385 localizados no centro e nos subúrbios, pesquisados no período de 01 de maio a 15 de junho de 1983. O fato de não incorporar cerca de 2.385 camelôs foi justificado pelo projeto como "tratar-se de camelôs de menor idade com desejo de freqüentar cursos profissionalizantes e profícua vontade de não permanecer como camelôs".

As ruas que apresentavam maior número de camelôs eram as ruas da Imperatriz (150), Duque de Caxias (379) e Nova (274). No período de 18 a 22 de julho de 1983, os camelôs foram "remanejados" das ruas da Imperatriz, Nova e Duque de Caxias, e da Praça da Independência (Praçinha do Diário) para as artérias laterais. Mas, em seguida retornariam aos seus antigos lugares.

A Rua da Imperatriz seria a primeira inserida em um novo Plano de Revalorização que seria criado em 1988, na gestão de Jarbas Vasconcelos84.

Revalorização da Área Central - Os Calçadões de Pedestres. Recife, 1978. p. 39.

82

PCR. SECRETARIA DE ABASTECIMENTO. Proposta Estrutural Ação Camelô. Recife, junho, 1983.

83 Idem, p. 11. 84

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O Projeto de Revalorização da Rua da Imperatriz procura alcançar os seguintes objetivos: a) resgatar a importância comercial da rua; b) resgatar o conjunto arquitetônico, c)ofertar melhores serviços aos clientes e consequentemente, aumentar a demanda consumidora. Atingidos estes objetivos, tem-se como resultado o Shopping Aberto Imperatriz.

Segundo entrevista concedida pelo Sr. Petrônio Fernandes da Silva Filho, Diretor do Departamento de Engenharia da CSURB - Companhia de Serviços Urbanos, o Escritório de Revalorização passaria por várias mudanças, ao longo do período de 1986 a 1992. Inicialmente, o escritório foi desmembrado em dois: o Escritório do Recife Antigo e o Escritório de Revalorização do Recife.

Criado com o objetivo de revitalizar o Centro de Recife, ele teria sido absorvido apenas pelo Plano de Intervenções do "Recife Antigo", destinado ao Bairro de Recife. Entretanto, crescia a necessidade de intervenção no Centro Tradicional de Comércio, pois as que haviam sido feitas não teriam alcançado os níveis esperados, ou seja, os camelôs não teriam sido retirados das ruas comerciais.

Sendo assim, o Escritório de Revalorização do Recife - ECR - foi criado em 1986, com o objetivo de revitalizar o centro expandido, tendo em sua composição: empresas representativas localizadas nas ruas comerciais e técnicos da URB - Recife. Cabia aos planejadores do ECR solicitar às empresas comerciais um elenco de prioridades de ações para as ruas comerciais. Surgiria a partir de então, a solicitação dos comerciantes em adotar as ruas da Imperatriz, Nova e Duque de Caxias para iniciar o Plano de Revalorização, com a definitiva expulsão dos camelôs.

O Escritório de Revalorização seria deslocado da Empresa de Urbanização (URB) para a Empresa de Limpeza Urbana (EMLURB), sob a justificativa de que a necessidade de grande efetivo de funcionários, solicitado pelas ações de "intervenção física", ou seja, da expulsão dos camelôs das ruas do centro, era impossível de ser atendida pela URB.

Em 1990, a Secretaria de Abastecimento englobaria o escritório. A gestão do Prefeito Joaquim Francisco traria para os camelôs ações enérgicas para sua expulsão, sem atingir, contudo, seus objetivos de total erradicação dos comerciantes

das ruas. Ficariam comuns, nesse período, as cenas de conflito entre os camelôs e a Guarda Municipal, com apreensão de mercadorias pelas "carrocinhas". Os camelôs reagiam com gritos, choros e apedrejamentos, em defesa de seu comércio. Essas ações, até então, poderiam ser aguardadas pelos camelôs que se organizavam em grupos e impediam maiores danos, conseguindo sensibilizar a população, seja através das cenas de conflito, seja pela veiculação de notícias na imprensa. Mas chegaria o período do golpe da intervenção de 1992, considerado o nosso 'marco de mudança'. (Figura 11)

Com o afastamento do então Prefeito Joaquim Francisco em 1992, para que o mesmo pudesse concorrer ao cargo de Governador do Estado, assumiria o Prefeito Gilberto Marques Paulo, deslocando mais uma vez, o Escritório de Revalorização, para o Secretário de Infra – Estrutura, João Braga, que criaria o Plano “Ação Camelô”.

O planejamento das ações ocorreu em "portas fechadas", com um pacto de silêncio entre os técnicos envolvidos. Dessa forma, comerciantes, consumidores e camelôs foram surpreendidos no dia 20 de abril de 1992, com um dos maiores conflitos armados já existentes nas ruas comerciais do centro recifense.

O Memorial Descritivo do Plano de Revalorização de 1992 jamais foi encontrado. Quando o solicitamos à Biblioteca da Prefeitura, os funcionários lembraram das ações contra os camelôs do Centro, mas reconhecem que fotos e relatórios não ficaram registrados em memorial descritivo, apenas nos jornais locais. Em nossa pesquisa, encontramos as principais matérias jornalísticas do período, inseridas ao longo do trabalho, para que os fatos possam ser melhor elucidados.

Naquela ocasião (1992), entretanto, integrávamos um grupo de pesquisadores (geógrafos, arquitetos, sociólogos) que teriam sido solicitados a percorrer as ruas do centro da cidade, com o objetivo de analisar a dinâmica da paisagem, cujo relatório seria exigência da disciplina de Mestrado em Geografia. O trecho teve início na

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Praça Maciel Pinheiro, Bairro da Boa Vista, e terminaria na Avenida Nossa Senhora do Carmo.

Ocorreram tentativas de camuflar as fortes cenas de violência desencadeadas pelas estratégias das Guardas Municipal e Estadual em conter os camelôs, ao usar de espancamentos físicos como punição aos que tentavam romper os limites das ruas-shopping. O uso de tapumes, usados para fechar as ruas transversais onde estavam amontoados, bem como o feriado comercial do período que denominamos o golpe do comércio, foram algumas das ações escondidas que podem ser analisadas nas figuras 11 e 12 e no histórico da criação da CSURB, empresa que atualmente fiscaliza o comércio informal em Recife. (Figura 12)

A etapa seguinte da intervenção foi a fiscalização das ruas, sendo o Escritório de Revalorização transformado em uma Empresa, entre 1993 - 1996 que, juntamente com a Companhia de Abastecimento de Recife (COMPARE), criaria a Companhia de Serviços Urbanos de Recife (CSURB), cuja Diretoria de Revalorização, Fiscalização e Engenharia, exerceria a função de fiscalização e disciplinamento do comércio do centro expandido.

As Diretorias de Revalorização e Fiscalização, cujo Diretor atual é o C.el. Lucinaldo Guimarães Pimentel, e de Engenharia da CSURB, foram criadas no Plano de Revalorização de 1992, e "surgiu da solicitação dos comerciantes das ruas comerciais, preocupados com a influência dos SC sobre o comércio do centro, onde cada vez menos consumidores de classe média procurariam as lojas situadas ao longo de ruas repletas de camelôs".

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Figura 12: Ruas Fechadas : é a batalha contra sujeira e camelô. - Matéria Jornalística

Atualmente, essa Diretoria possui um efetivo de cerca de 1.500 fiscais em todo o centro, e passaria a exercer uma função de policiamento das ruas do centro, através do seu efetivo de fiscais da CSURB, da Guarda do CDL, da Guarda Municipal, da Guarda da Polícia Militar, da Guarda das Associações de ruas e da Guarda de Apoio Lojista, segurança particular dos comerciantes. (Figura 13)

Figura 13: Após a "limpeza" das ruas-shopping, os Policiais e fiscais tentam manter a imagem de rua-shopping.Foto: Kátia Ribeiro, 1999.

Ao longo dos anos 90, o centro assistiria a várias intervenções, iniciando pelas ruas Imperatriz, Nova e Duque de Caxias em direção a outras ruas. Na Rua Matias de Albuquerque, seriam instalados quiosques que abrigariam uma feira de artesanato e uma praça de alimentação; a Rua das Flores, onde existia uma feira de flores, atualmente comercializadas em quiosques; a Rua da Palma, teve um de seus trechos, entre a Rua Nova e a Rua das Flores, transformado em um estacionamento, e o trecho entre a Rua Nova e a Avenida Guararapes, tradicionalmente conhecida como o lugar das frutas, passaria a abrigar de um lado, quiosques de flores artificiais, de outro, alguns pontos de comércio de frutas e coco verde.

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Outras ruas seriam utilizadas para abrigar os quiosques, a exemplo da Rua Infante Dom Henrique (que dá acesso ao Pátio do Carmo) e Rua das Flores e Rua da Palma, entre outras. A execução do “disciplinamento” do comércio de rua, através de sua fixação em quiosques é feita pela CSURB, cabendo as Associações de Rua sua fiscalização e manutenção.

As associações de rua assumiriam o gerenciamento das ruas comerciais do centro. Cada rua criaria sua associação representativa, onde uma diretoria passaria a gerir o uso da rua, através de um sistema de condomínio, aplicando recursos em benefícios apenas para suas ruas de origem. Como resultado, o centro assumiria uma política de gerenciamento fragmentada e privatizada, ampliando ainda mais os conflitos existentes entre comerciantes e camelôs.

Outros camelôs que teriam sido retirados das ruas-shopping passariam a ocupar os camelódromos (assunto a ser tratado mais adiante), ou locais próximos aos portões de entrada e saída dos principais Calçadões.

Os grandes estabelecimentos conhecidos por shopping de camelôs foram criados em 1995. Atualmente, os shoppings de camelôs ou camelódromos, encontram-se com vários quiosques abandonados pelos camelôs que, por sua vez, retornariam às ruas do centro de menor policiamento, criando diversas formas e alternativas de comercialização de seus produtos, através de meios de exposição fáceis de serem transportados. (Figura 14)

Figura 14: Camelôs da Av enida Dantas Barreto, entrada da rua-shopping Nova.

Fotos A, B, C e D, respectivamente: Kátia Ribeiro, 2002.

Em 2000, a gestão do Prefeito Roberto Magalhães teria solicitado uma pesquisa a ARCONSULT, com o objetivo de detectar os principais problemas dos camelódromos, cada vez com maior número de quiosques abandonados.

Entre os projetos resgatados pelo Prefeito Roberto Magalhães, encontra-se o "Corredor dos Mascates", que consiste na criação de um corredor interligando o camelódromo do Cais de Santa Rita ao camelódromo da Dantas Barreto, através da Rua Tobias Barreto. Segundo entrevista concedida pelo Sr. Petrônio, em maio de 2001 foi criado o Plano 7, com o objetivo de retirar os camelôs de várias ruas transversais.

Entre o período de 2000 -2001, foi desenvolvido o Plano 7, com alterações de várias ruas transversais do corredor de pedestres, havendo um deslocamento dos camelôs para os camelódromos. Os camelódromos passariam a servir como válvulas de escape para amenizar os conflitos do centro, uma vez que ao deslocar os camelôs das ruas do centro seria necessário fixá-los em um lugar. Esse procedimento obedece a critérios de tempo de existência do camelô no seu ponto comercial (local), e a relação de distância entre o ponto e as ruas principais de comércio do centro. Um outro critério é o seu cadastramento. Portanto, os camelôs que estão mais distantes das ruas componentes do Corredor de Pedestres, com pouco tempo de função e sem cadastramento é destinado ao camelódromo do Cais de Santa Rita, em

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quiosques mais afastados de suas entradas e saídas. Aqueles camelôs que estariam mais próximos ao Corredor de pedestres, com mais tempo de função e cadastrados, seriam destinados ao camelódromo da Dantas Barreto.

Entretanto, dentro dos camelódromos há um outro tipo de conflito, que reside na aceitação dos critérios de alocação dos camelôs descritos acima, como também na condição de abandono do local. O camelódromo da Dantas Barreto, o mais disputado pelos comerciantes, assistiu em maio de 2001, a um ato de manifestação dos seus comerciantes em desacordo com o descaso em que se encontram suas instalações.

Segundo o Diretor da CSURB, Sr. Petrônio, a solicitação dos comerciantes dos camelódromos se pauta pela mudança do sistema viário, com criação de um sistema de paradas de ônibus.

O sistema de paradas pode ser modificado, mas isso é pouco. Planejamos a construção de um Mini – Terminal rodoviário com linhas de tráfego não disponíveis no Terminal Integrado de Passageiros (TIP) , onde atualmente existe o Mercado das Flores, situado na extremidade do camelódromo da