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Performans Yönetim Sistemin Başarısını Etkileyen Unsurlar

3. PERFORMANS YÖNETİMİ

3.5. Performans Yönetim Sistemin Başarısını Etkileyen Unsurlar

A comparação foi realizada no espaço determinado, a saber, o sistema internacional, e percorreu o tempo que abrange a história da criação da OMPI e da UNESCO, passando pela criação da OMC e a elaboração do TRIPS, até chegar à elaboração da Convenção para a Promoção e Preservação da Diversidade das Expressões Culturais em 2005.

Existem certas características geradas quando a comparação é realizada fora do espaço nacional e deslocada para o que chamamos de “espaço internacional”. Primeiramente, neste espaço já foram realizadas as comparações entre sistemas de direito existentes12. Isto significa dizer que, para a elaboração de uma convenção internacional, já foram considerados os aspectos distintivos entre os sistemas jurídicos. Ainda assim, serão consideradas, em aspectos gerais, as diferenças entre as leis dos direitos autorais nos dois principais sistemas jurídicos, o continental (droit d’auteur) e o

Common Law (copyright).

Em uma análise mais profunda, também poderíamos verificar, que, embora a comparação seja realizada como uma tentativa de adequação aos sistemas jurídicos dos

12 Os três grupos essenciais de regime jurídico são: a) o sistema romano germânico adotado pelos países da Europa continental e da América Latina (por força da colonização) e, por isso, também denominado de sistema continental; b) o sistema do common law, essencialmente publicista, procedimental e judiciário, cuja principal marca é a regra obrigatória do precedente. Este sistema foi formado na Inglaterra e transferido aos países colonizados; c) o sistema de direito estabelecido na antiga União Soviética e fundado sobre a coletivização dos meios de produção. Além destes três grandes grupos, existem outros complementares que consistem, basicamente em: a) sistemas de direito religioso, como no caso dos países asiáticos (ex. direito hindu), e dos países do Oriente Médio (direito mulçumano); b) sistemas híbridos criados a partir da descolonização de países da África e da Ásia. (ANCEL, 1980)

71 vários Estados negociantes – e tendo em vista o segundo postulado apresentado anteriormente –, não se pode afirmar que esse processo seja completamente neutro, ou seja, existem interesses dos Estados que interferem de forma direta na elaboração de um documento internacional. Verificamos este fato na elaboração da Convenção de Berna para a Proteção da Propriedade Artística e Literária (1886) que foi negociada baseada nas leis do sistema jurídico continental e no droit d’auteur. Isto fez com que países do

Common Law, como a Inglaterra e os Estados Unidos, não aderissem à Convenção no

primeiro momento de sua criação.

Portanto, as próprias relações internacionais já são um indicativo das diferenças existentes entre os sistemas jurídicos nacionais, que, por sua vez, são um reflexo da formação social e política de cada país.

Como já mencionado, a comparação foi realizada em duas frentes, uma sendo a comparação entre as organizações internacionais em questão e a outra, entre os documentos selecionados.

É importante observar que a natureza da organização delimita não apenas o conteúdo do documento, mas também o efeito político de tal documento no contexto da política internacional.

Portanto, os parâmetros estipulados para a comparação entre os organismos internacionais têm por finalidade explicitar características dos documentos internacionais, bem como quais os significados inerentes à visão de direitos autorais defendidas pelos atores no sistema internacional. Os parâmetros estipulados para a comparação das organizações internacionais foram selecionados a partir de um quadro comparativo (Quadro 2, página 72) apresentado por Nicolau (2005, p.140) e a partir do sistema de classificação das organizações internacionais apresentada por Ricardo Seitenfus (2012). O Quadro 3 (página 72) representa uma sistematização dos critérios de classificação apresentados por Seitenfus (2012). De ambos os quadros foram retirados critérios para a análise comparativa entre organizações internacionais e seus respectivos documentos.

A partir desses quadros que apresentam os critérios de classificação e descrição das organizações internacionais é possível definir os parâmetros utilizados para a comparação entre as elas. Esses parâmetros, portanto, são derivados dos critérios de classificação já estabelecidos. Os parâmetros são para comparação entre organizações

72 relação ao Sistema ONU; b) a sua natureza; c) as suas áreas de atuação; d) as funções que elas cumprem; e) tomada de decisões e f) atuação no regime de propriedade intelectual.

Quadro 2 – Comparação entre OMC e UNESCO

Organismo Posição no Sistema

Internacional Áreas de Atuação Funções

OMC Relação Autônoma e Organização Independente

Relações de Comércio

Internacional Sancionadora Fiscalizadora Controladora Interpaíses UNESCO Agência Relacionada Responde ao Conselho Econômico Social Educação Comunicação/ Informação Cultura Patrimônio Histórico Ciências naturais/ humanas/ sociais Propositiva Fiscalizadora Pesquisadora Global Fonte: Nicolau (2005).

Quadro 3 – Critérios Gerais para a Classificação das Organizações Internacionais

Natureza Funções Tomada de Decisão Composição

1. Política (preventivas, manutenção de segurança, paz e soberania dos Estados) 2. Cooperação Técnica – Especializada (tomada de iniciativas conjuntas em uma determinada área) 1. Aproximação de posições 2. Criação de normas comuns de comportamento 3. Ações operacionais 4. Gestão e prestação de serviços para os Estados

1. Unanimidade (fracionada e limitada) e Consenso

2. Maioria

1. Universal (não estipula critérios para a adesão)

2. Discriminatória (estipula critérios para a associação, ex: posição geográfica)

Fonte: elaboração própria baseada em Seitenfus (2012)

O critério das áreas de atuação é abrangente (saúde, trabalho, educação, comércio, cultura e etc.). Já as funções podem variar desde recomendações e fiscalizações, até sanções comerciais, como é o caso da OMC. De uma forma geral, é possível classificar essas funções nas seguintes categorias de competências: a) competência normativa; b) competência operacional e c) competência impositiva.

73 De acordo com Seitenfus (2012), o procedimento para a tomada de decisões é, em geral, a diplomacia parlamentar que consiste na publicidade dos debates e transparência das posições de cada Estado. Considerando as organizações que fazem parte do Sistema ONU, a tomada de decisão também pode ser influenciada pela posição que determinada organização ocupa no Sistema. Essa posição também determina o direcionamento das decisões de cada agência especializada e imprime categorias de autonomia e dependência a elas.

Para a comparação entre os documentos internacionais foram considerados os seguintes parâmetros ou critérios: a) os princípios e objetivos estipulados nos documentos; b) natureza dos documentos; c) o contexto de negociação; d) consolidação de alguns conceitos chave.

O primeiro critério de comparação, os princípios, representa os fundamentos sobre os quais o documento é elaborado. É importante ressaltar que a Convenção de Berna consolidou os princípios básicos sobre os direitos autorais. Qualquer outro documento sobre a matéria e que sucedeu a Convenção segue estes princípios e sofre sua influência, o que evidencia seu valor histórico.

A natureza do documento nos ajuda no entendimento dos efeitos políticos e jurídicos que o mesmo tanto no sistema internacional e na legislação nacional. Foram verificadas questões normativas e de regulação no que tange o sistema de proteção dos direitos autorais.

O contexto da negociação refere-se às questões de interesses econômicos e políticos. A finalidade de incluir este parâmetro foi verificar como os atores negociam os significados inerentes aos direitos autorais compreendendo a influência mútua entre as ações de negociações e as práticas sociais em constante transformação.

O último parâmetro tem por finalidade a comparação entre alguns conceitos chave para a formação do sistema de proteção dos direitos autorais. Um exemplo é o conceito de indústria cultural que cada documento define tendo em vista sua natureza. Esse critério de comparação nos auxilia tanto na compreensão das principais finalidades estipuladas nos documentos, quanto na leitura dos artigos que os compõem.

Como podemos verificar o estudo comparativo é, essencialmente, de cunho qualitativo. Entretanto, a análise quantitativa também é um instrumento utilizado, principalmente no parâmetro do contexto econômico para a elaboração dos documentos. Dados sobre a produção econômica do conhecimento e da cultura são importantes para

74 auxiliar na “quantificação” dos interesses dos Estados, uma vez que não existe outra forma direta, ou mais explicita, para “medir” os interesses dos Estados.

Esse processo de comparação resultou em dois quadros comparativos apresentados no capítulo 4. A sistematização dos resultados da comparação e da interpretação dos dados qualitativos e quantitativos tem como complemento as informações coletadas a partir das entrevistas. O Quadro 4, a seguir, apresenta os parâmetros selecionados para a realização da análise comparativa:

Quadro 4 – Parâmetros de Comparação

Frente 1 - Critérios para Comparação entre Organizações Internacionais Parâmetros Classificação

1. Posição no Sistema

Internacional Autônoma Dependente

2. Natureza Política Cooperação Técnica 3. Áreas de Atuação Comércio, cultura, saúde, educação, etc.

4. Funções Competência

Normativa Competência Operacional Competência Impositiva 5. Tomada de Decisão Unanimidade (fracionada ou

limitada) e Consenso Maioria 6. Atuação no Regime de

Propriedade Intelectual Abrangente Restritivo Frente 2 – Critérios para Comparação entre Documentos 1. Princípios e

Objetivos 2. Natureza 3. Contexto de Negociação 4. Consolidação de conceitos-chave

Fonte: Elaboração própria

Benzer Belgeler