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4. TOPLAM PERFORMANS ÖLÇÜM MODELLERİ

4.3. Performans Prizması Modeli

As organizações internacionais são classificadas em dois tipos: a) Organizações Intergovernamentais Internacionais (OIG); e b) as Organizações Não Governamentais Internacionais (ONGI). De uma forma geral, “a rede de organizações internacionais faz parte de um conjunto maior de instituições que garantem uma certa medida de governança global” (HREZ; HOFFMANN, 2004, p.18). A pesquisa está restrita à análise comparada entre as OIG. As organizações intergovernamentais internacionais ainda podem ser classificadas como organizações de cooperação (não modificam a estrutura da sociedade internacional) e organizações de integração que exercem a função de aproximar os Estados (SEITENFUS, 2012). Um exemplo de organização de integração é a União Europeia. As organizações analisadas neste estudo exercem a função de cooperação.

Quanto à personalidade jurídica, as organizações internacionais são consideradas sujeitos mediatos (secundários) na ordem jurídica internacional, o que significa dizer que elas estão condicionadas à vontade dos Estados soberanos (SEITENFUS, 2012).

81 De acordo com Seitenfus (2012), os elementos constitutivos de uma organização intergovernamental internacional são: a) os Estados nacionais que podem ser classificados como originários (fundadores), membros ordinários e associados; b) a constituição firmada através de um tratado, isto é, o tratado constitutivo onde constam as funções, os objetivos e os instrumentos previstos para alcançá-los; c) estabelecimento de órgãos permanentes que consiste em um corpus funcional e uma estrutura permanente de poder (amplo ou reduzido) e d) interesses comuns entre os Estados- Membros.

Alguns princípios gerais podem ser definidos como elementos constitutivos de uma organização internacional. São eles a base voluntarista que estipula que um Estado deve expressar a vontade própria de origem nacional para a associação a uma determinada organização internacional, e o tratamento diferenciado que prevê as diferenças das condições entre alguns Estados-Membros em termos de direitos e deveres (SEITENFUS, 2012).

Na revisão bibliográfica foram apresentados estudos que apontavam que as organizações internacionais são fruto do contexto do Pós-Guerra no qual os Estados preveem a necessidade de manutenção da paz e da segurança internacional a partir de ações racionais como, por exemplo, as negociações multilaterais (quando envolvem mais de três Estados) e a diplomacia. Além disso, “para fazer frente à crescente densidade e diversificação dos interesses nacionais, surge uma cooperação construtiva através das OI” (SEITENFUS, 2012, p.26).

Poderíamos remeter a história da criação das organizações internacionais à antiguidade. Entretanto, o ponto de partida considerado no presente estudo é o Pós- Segunda Guerra Mundial que, além de ser o marco para a transição entre os regimes de proteção da propriedade intelectual, também representa o momento que culminou na criação da ONU. O capítulo 1 apresentou os prelúdios da criação da OMPI, quando foi analisado o histórico de criação do quadro regulatório internacional dos direitos autorais, ou seja, o regime tradicional (ou histórico) de proteção da propriedade intelectual. As Uniões de Berna e de Paris, do final do século XIX, representam uniões técnicas e administrativas que deram origem à OMPI na década de 1960. Diferentemente, a UNESCO teve sua origem diretamente ligada à criação da ONU, e a OMC, a mais recente das três, foi criada na década de 1990. Dessa forma, toma-se como ponto comum de partida para o histórico das organizações internacionais a criação da

82 ONU. Além disso, as características, funções e objetivos das organizações internacionais também dependem de sua relação e posicionamento no Sistema ONU. Por isso, iniciaremos a análise das instituições selecionadas a partir da criação da ONU.

Após a Segunda Guerra uma nova ordem mundial foi estabelecida. Além da Guerra Fria que dividiu o mundo em dois polos, o capitalista, liderado pelos Estados Unidos, e o socialista, liderado pela antiga União Soviética, é possível identificar outros três fatores que contribuíram para a consolidação dessa nova ordem: a) o avanço tecnológico impulsionado pelas guerras e pela competição entre Estados Unidos e União Soviética; b) a interdependência econômica; e c) a independência dos países africanos e asiáticos.

O acesso às novas tecnologias consolidou-se como elemento fundamental para o crescimento econômico cada vez mais dependente da participação no mercado internacional (GANDELMAN, M., 2004). Dessa forma, os dois primeiros fatores foram acentuados pelos processos de independência dos países da África e da Ásia. Esses novos Estados que nasciam, além de representarem novos espaços para a influência ideológica e política da Guerra Fria, também constituíram novos terrenos para a expansão dos mercados econômicos dos países desenvolvidos.

Esses Estados também traziam novas culturas e outras realidades socioeconômicas muito distantes das dos países considerados potências. O conflito entre interesses tornou-se mais visível. Assim, a assimetria na interdependência entre os Estados estava mais evidente, inclusive em relação aos interesses sobre propriedade intelectual:

Na verdade, é justamente a assimetria da interdependência que orienta os atores no seu relacionamento com os outros. Os países em desenvolvimento e os países menos desenvolvidos, que eram tecnologicamente dependentes, desejavam ter acesso mais livre à propriedade intelectual, para se desenvolver e dessa forma ficar menos vulneráveis às políticas dos países desenvolvidos, produtores de tecnologia. Ao mesmo tempo, a periferia não só continuava a possuir as matérias-primas que tanto interessavam ao centro, e que haviam justificado a colonização e dominação anteriores, como representava a possibilidade de ampliação do mercado necessária à expansão capitalista (GANDELMAN, M., 2004, p.175).

A ONU foi criada nesse contexto, em 24 de outubro de 1945 por meio da Carta das Nações Unidas que foi elaborada na Conferência sobre Organização Internacional, que se reuniu em São Francisco (de 25 de abril a 26 de junho de 1945) com a presença

83 de cinquenta países (ABC das Nações Unidas, p.4). O artigo 1º da Carta determina os propósitos da ONU, a saber:

1. Manter a paz e a segurança internacionais [...]; 2. Desenvolver relações amistosas entre as nações, baseadas no respeito ao princípio de igualdade de direitos e de autodeterminação dos povos [...]; 3. Conseguir uma cooperação internacional para resolver problemas internacionais de caráter econômico, social, cultural ou humanitário e para promover e estimular o respeito aos direitos humanos [...]; e 4. Ser um centro destinado a harmonizar a ação das nações para a consecução desses objetivos comuns (ONU, 1945).

Os órgãos permanentes responsáveis pelo funcionamento da ONU são: a Assembleia Geral, o Conselho de Segurança, o Conselho Econômico e Social, Conselho de Tutela, a Corte Internacional de Justiça e o Secretariado. A estrutura do Sistema ONU pode ser sistematizada de acordo com o seu organograma (Figura 3) apresentado a seguir. Nota-se que O Conselho de Tutela, não mais representa um órgão relevante devido ao processo de descolonização. Ele foi suspenso em 1994.

Figura 3 – Organograma do Sistema das Nações Unidas

84 As características gerais da ONU e o contexto histórico de sua criação aqui apresentados – que não é estrito ao momento de sua criação, mas se estende até os dias de hoje –, formam o ponto de referência para o estudo do regime internacional de proteção dos DPI e para a análise comparada dos documentos sobre direitos autorais.

As organizações internacionais representam hoje importantes fóruns de discussão para ações políticas e diplomáticas. Elas surgiram a partir de ideias liberais de universalização e, atualmente, passam por um processo de crítica e revisão, como será possível verificar na análise das três organizações internacionais apresentadas.

4.2 A ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA PROPRIEDADE INTELECTUAL (OMPI)

Benzer Belgeler