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B- Performans Sonuçlarının Değerlendirilmesi

Diante de uma análise inicial sobre o princípio capacidade contributiva, averiguou- se a capacidade econômica e a capacidade contributiva são dimensões de um mesmo conceito. Dividindo-se em jurídico-positivo, no qual o sujeito passivo pode ser titular de obrigação tributária, ético-econômico, em que preserva o volume de recursos do contribuinte para satisfazer a dívida tributária e as suas próprias necessidades, e técnico-econômico, que leva em consideração somente se o contribuinte é solvente o suficiente para suportar o tributo.

Da mesma forma, notou-se que esse princípio que está presente no Sistema Tributário brasileiro, estando expressamente regida pelos art. 145, § 1º, pelo art.3o, no qual se percebeu uma verdadeira associação do da capacidade contributiva aos objetivos buscados ela Republica Federativa do Brasil, e pelos art.150, 153 e 155 da Lei Maior. Sendo que esses últimos versam respectivamente sobre as limitações do poder de tributar e da seletividade, um subprincípio que concretiza a capacidade contributiva juntamente a pessoalidade e a progressividade.

Uma consequência averiguada perante à constitucionalização do princípio da capacidade contributiva é a aplicação do controle concentrado de constitucionalidade, caso lei infraconstitucional contrarie materialmente esse princípio.

Demonstrou-se também que apesar do princípio da capacidade contributiva ser considerado uma norma programática constitucional, isso retira dele a sua eficácia como norma que rege sobre normas, sendo o Legislador o seu destinatário imediato, bem como possui direcionamento material nos órgãos Executivo e Judiciário, ao aplica-lo nos casos concretos.

Foi verificado que a não-cumulatividade não é incompatível com o princípio da capacidade contributiva. Essa técnica de apuração tributária busca, na verdade, que o mesmo imposto se repita na cadeia de produção de um mesmo bem. Todavia, no direito brasileiro, o ICMS não é um tributo sobre o valor agregado, mas sobre a operação total que envolve a circulação de bens ou serviço, que envolve não somente a base de cálculo, mas também os juros, frete, seguro e até mesmo o valor do próprio imposto calculado sobre a base de cálculo.

Pôde-se perceber que os tributos indiretos não impedem a aplicação desse princípio, pois seletividade, subprincípio concretizador, protege o mínimo vital do contribuinte, ou seja, impede que haja uma exação excessiva sobre bens de primeira necessidade, citando como exemplo os alimentos não perecíveis ou produtos de higiene pessoal se comparados com

perfume e bebidas alcoólicas.

Ao se investigar o ICMS, procurou-se destrinchar a sua regra-matriz tributária, para se atestar as funções da sua base de cálculo e da alíquota, comprovando-se que esses dois institutos não se confundem, bem como foi reconhecido a competência da lei complementar como meio hábil para versar sobre eles, não sendo permitido somente que essa competência ultrapasse as fronteiras estabelecidas pela Carta Magna.

Após a formulação do funcionamento do cálculo por dentro, comparou-se a apuração do ICMS com o cálculo por dentro com o IPI, um imposto igualmente indireto e não cumulativo, que não possui esse tipo de cálculo, daí concluiu-se que o valor final do produto aumenta perceptivelmente.

Dessa maneira, essa forma de apuração do ICMS ao invés de contribuir para a não- cumulatividade, acaba por causar um efeito inverso, permitindo que o valor do imposto continue sendo repassado pela cadeia, devida a sua alíquota calculada em duplicidade.

Assim, esse fato possibilita que o Estado tribute além aquele que praticou o fato gerador, ou o contribuinte de fato, aquele que a lei designou arcar com a responsabilidade de adimplir a obrigação tributária, mas também o consumidor final, criando implicitamente um imposto sobre o consumo, contrariando o princípio da estrita legalidade tributária.

Perante esse controvertido tema, mostrou-se que os posicionamentos das cortes superiores são divergentes, tendo a segunda turma do STJ entendido pela não obrigatoriedade do contribuinte repassar o ônus do imposto ao consumidor final, já o STF afirma que esse cálculo além de fazer parte da sistemática do imposto, teve sua inconstitucionalidade sanada pela Emenda Constitucional nº 33 de 2001.

Todavia, não foi discutido pelas cortes superiores se uma emenda constitucional poderia contrariar a regra-matriz tributária, bem como se tal método realmente transparente e probo para se calcular a base de cálculo do imposto.

Por fim, apresentou-se o Projeto de Lei Complementar que iniciou, em primeiro lugar, todo esse debate, que representa como o poder Legislativo tenta preservar a justiça fiscal no Estado Democrático de Direito, beneficiando não somente o contribuinte, mas também o Fisco, pois é de interesse fazendário que haja mais transparencia nos processos arrecadatórios, evitando crismes fiscais e conflitos desnecessário e dispendiosos com a sua principal fonte de renda, o contribuinte.

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YAMASHITA, Douglas; TIPKE, Klaus . Justiça Fiscal e princípio da capacidade contributiva. São Paulo: Malheiros, 2002.

ANEXO A - PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR N.º 162, DE 2012. (Do Senhor Eduardo da Fonte)

Acrescenta dispositivos ao Código Tributário Nacional; inclui dispositivo na Lei Complementar nº 70, de 1991; e altera a Lei Complementar nº 87, de 1996, para eliminar a possibilidade de “cálculo por dentro” do PIS/COFINS e do ICMS.

O Congresso Nacional DECRETA:

Art. 1º. Acrescente-se ao art. 9º da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional), que dispõe sobre o Sistema Tributário Nacional e institui normas gerais de direito tributário aplicáveis à União, Estados, Distrito Federal e Municípios, novo inciso IV com a seguinte redação:

“Art. 9º (…)

I – (…); II - (…); III - (…);

IV – incluir na base de cálculo do tributo o montante do próprio tributo.” (AC)

Art. 2º. Altere-se a redação da alínea “a” e inclua-se nova alínea “c” ao parágrafo único do art. 2º da Lei Complementar nº 70, de 30 de dezembro de 1991, que passam a vigorar com a seguinte redação:

“Art. 2º. (...).

Parágrafo único. (...).

a) Do imposto sobre produtos industrializados, quando destacado em separado do documento fiscal e do imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre

prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, previsto na Lei Complementar nº 87, de 13 de setembro de 1996; (NR)

b) (...);

c) Do montante da própria contribuição” (AC).

Art. 3º. O § 2º do art. 13 da Lei Complementar nº 87, de 13 de dezembro de 1996 passa a vigorar com a seguinte redação:

“Art. 13. (...).

§ 1º (...).

§ 2º Não integra a base de cálculo do imposto o montante do próprio imposto e o montante do Imposto sobre Produtos Industrializados, quando a operação realizada entre contribuintes e relativa a produto destinado à industrialização ou à comercialização, configurar fato gerado de

Art. 4º. Revogam-se as disposições em contrário, particularmente: I – o § 7º do art. 2º do Decreto-lei nº 406, de 31 de dezembro de 1968. II – o inciso I do § 1º do art. 13 da Lei Complementar nº 87, de 1996.

Art. 5º. Esta Lei Complementar entra em vigor no dia 1º de janeiro do ano seguinte ao de sua sanção.

JUSTIFICAÇÃO

Este Projeto de Lei Complementar pretende encerrar com a prática pouco transparente do cálculo por dentro de vários tributos. Essa metodologia permite que o valor do tributo entre na base de cálculo do próprio tributo, em outras palavras, exige-se do contribuinte que pague o tributo do tributo.

Com isso, o que o contribuinte paga é um valor muito maior do que o previsto na lei. Na prática têm-se duas alíquotas: a alíquota legal, prevista na lei que instituiu o tributo; e a alíquota financeira, resultado da forma de cálculo do tributo.

Assim, com o “cálculo por dentro” uma alíquota legal de 25%, significa que o contribuinte

pagará de fato uma alíquota financeira (efetiva) de 33%.

No caso do ICMS, por exemplo, vejamos o que acontece com um bem cujo valor seja de R$ 100,00 e cuja alíquota legal é de 25%:

- com o cálculo normal o ICMS seria apurado aplicando 25% de R$ 100,00, o que representaria R$ 25,00;

- com o “cálculo por dentro” o ICMS de 25% é apurado da seguinte forma: i) 100% - 25% = 75%;

ii) 75% : 100 = 0,75

iii) R$ 100,00 : 0,75 = R$ 133,00, ou seja o ICMS de alíquota de 25% representa R$33,00.

Na prática temos um aumento por via oblíqua no valor a ser pago. A prática do “cálculo por dentro” confere ao Fisco o poder de tributar duplamente o contribuinte mal ferindo o princípio

da capacidade econômica, previsto no § 1º do art. 145 da Constituição Federal, e, no caso do ICMS, também o princípio constitucional da não-cumulatividade previsto no inciso I do § 2º do art. 155 da Constituição.

O Projeto propõe as seguintes alterações na Lei Complementar nº 87, de 1996, do ICMS: 1) revogação do inciso I do § 1º do art. 13 que autoriza a inclusão na base de cálculo do ICMS o montante do próprio imposto;

2) alteração do § 2º do art. 13, que trata dos itens que estão excluídos da base de cálculo do ICMS, para evitar que as legislações estaduais reinstituam o “cálculo por dentro”.

Concernentemente à Lei Complementar nº 70, de 1991, que instituiu a COFINS, a propositura prevê a inclusão de uma nova alínea no Parágrafo único do art. 2º para evitar que a contribuição

seja calculada “por dentro”.

Deputado EDUARDO DA FONTE (PP/PE)

ANEXO B – PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR No 23, DE 2011 (Do Sr. Guilherme Campos)

Altera dispositivo da Lei Complementar no 87, de 13 de setembro de 1996, que dispõe sobre o imposto dos Estados e do Distrito Federal sobre Operações Relativas a Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação, e dá outras providências.

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1o Esta Lei Complementar veda a inclusão, na base de cálculo do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação — ICMS, do montante do próprio imposto. Art. 2o O § 2o do art. 13 da Lei Complementar no 87, de 13 de setembro de 1996, passa a vigorar com a seguinte redação:

“Art. 13. ...

§ 2o Não integra a base de cálculo do imposto o montante do:

a) próprio imposto, constituindo o respectivo destaque o valor devido em cada operação; b) Imposto sobre Produtos Industrializados, quando a operação, realizada entre contribuintes e relativa a produto destinado à industrialização ou à comercialização, configurar fato gerador de ambos os impostos.

...” (NR)

Art. 3o Fica revogado o inciso I do § 1o do art. 13 da Lei Complementar no 87, de 13 de setembro de 1996.

Art. 4o Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos a partir do dia 1o de janeiro subseqüente.

JUSTIFICAÇÃO

O ICMS — imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior — é o tributo estadual mais importante, tendo a maior base de incidência e o maior potencial de arrecadação tributária e sendo responsável pela maior quantidade de ingresso de receita nos cofres estaduais.

Por ser tão importante e amplo, o imposto afeta a vida de quase todos os brasileiros. A grande maioria das empresas e da população, quer na condição de contribuinte de direito, quer na condição de contribuinte de fato, tem de lidar com ele diariamente, recolhendo-o aos Estados ou suportando seu ônus financeiro.

Apesar da importância e amplitude do imposto, há uma regra em sua legislação que é um verdadeiro desrespeito ao povo brasileiro.

Trata-se da obrigatoriedade de inclusão, na base de cálculo do tributo, do ICMS devido em cada operação. Essa norma, apesar de estar incluída em nossa Constituição, é abusiva, pois obriga o contribuinte a suportar alíquotas efetivas exorbitantes, cujos valores estão escondidos por trás desse sorrateiro procedimento.

Por essas razões, resolvemos apresentar o presente projeto, para, juntamente com proposta de emenda à Constituição que também apresentaremos, vedar ao fisco que continue a efetuar essa cobrança nociva aos interesses da população.

Tendo em vista os relevantes objetivos sociais de que se reveste nosso projeto, estamos certos de que contaremos com o apoio de nossos ilustres Pares.

Sala das Sessões, em de 2011. Deputado GUILHERME CAMPOS