BÖLÜM 3 -PERFORMANS DEĞERLEME
3.5. Performans Değerlendirmenin Kullanım Alanları
Para a realização da pesquisa de campo, foram escolhidos dois setores tradicionais de Minas Gerais que fazem parte da mesma cadeia produtiva: mineração e siderurgia. Tal escolha ocorreu devido à importância que ambos representam para o estado.
Minas Gerais deve seu desenvolvimento principalmente à riqueza mineral de seu solo, que desde o século XVII vem produzindo em larga escala ouro, minérios ferrosos e não ferrosos, rochas decorativas, pedras preciosas e semipreciosas. Tal exploração e transformação
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Grupos focais Entrevistas Dimensões da diversidade Formas de reconhecimento Análise de discurso Percurso qualitativo Questionários Dimensões da diversidade Formas de reconhecimento Análise Multivariada de dados Percurso quantitativo Elaboraçãotransformou fizeram do estado o principal produtor e exportador de riquezas minerais do país. Segundo Baeta (1973), o início da atividade siderúrgica em Minas Gerais ocorreu no século XVIII, em função do descobrimento e da exploração de ouro e diamantes, o que demandou a produção de instrumentos metálicos utilizados na atividade mineradora. Desde então, a formação do parque industrial mineiro foi constituído principalmente do aglomerado minero- metalúgico, que reuniu um número expressivo de grandes empresas nacionais e internacionais de mineração, siderurgia e metalurgia. Citam-se entre as principais a Vale, ArcelorMittal, Usiminas, Samarco Mineração, Alcooa, Acesita, Gerdau-Açominas, Magnesita, Anglo Gold, Vallourec & Mannesmann, e Minerações Nacionais Reunidas.
Segundo o IBRAM (2012), Minas Gerais destacou-se entre os estados na produção de minérios em 2012. De acordo com o recolhimento da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais, os maiores estados produtores de minérios, são: MG (53,2%), PA (28,6%), GO (4,1%), SP (2,8%), BA (2,0%) e outros (9,3%). Tais números evidenciam a relevância do setor de mineração no estado.
Furtado (2011) ressalta a extrema importância que o setor siderúrgico representa tanto para a economia mineira como para a nacional. Destaca, ainda, que no final dos anos de 1950, no governo JK, a construção de siderúrgicas estava diretamente relacionada com o Plano de Desenvolvimento Industrial do Brasil. De acordo com a Dieese (2012b), o setor siderúrgico passou por grandes mudanças na década de 1990, destacando o processo de privatização das empresas do setor, que desencadeou inicialmente, um processo de reestruturação produtiva e, depois, uma nova mudança de ordem patrimonial, que se deu por meio de processos de fusões e aquisições.
A produção de aço no Brasil em 2011 atingiu seu maior patamar histórico, superando a casa das 35 milhões de toneladas. Tal desempenho garantiu ao País a nona posição na relação dos maiores produtores do produto. As recentes projeções do mercado nacional indicam que o consumo de aço passará de 16 milhões de toneladas para 33 milhões de toneladas no período de 2002 a 2014, variação de 106,2%. Em 2010, os principais produtores de aço foram: Minas Gerais (35,3%), Rio de Janeiro (21,9%), Espírito Santo (19,2%) e São Paulo (17,5%). (DIEESE, 2012b).
Os principais setores consumidores da indústria siderúrgica são: a construção civil (15,5%), indústrias de autopeças (11,5%) e indústria automobilística (7,5%), sem considerar os revendedores (aqueles estabelecimentos que revendem produtos siderúrgicos), que respondem por 33,5% da produção (DIEESE, 2012b).
Ainda segundo o Dieese (2012b), o setor siderúrgico concentra não apenas as usinas produtoras de aço, mas também parte dos segmentos de fabricação de produtos de aço. Caracteriza-se por ser um dos mais importantes setores da economia nacional, não apenas por concentrar em sua cadeia parte relevante da produção nacional, agregando diversos outros segmentos da indústria, como também por ser parte integrante de diversos produtos de segmentos estratégicos para o desenvolvimento econômico.
No cenário mundial, o Brasil destaca-se. Três siderúrgicas brasileiras, Gerdau, Usiminas e CSN, apresentam-se no ranking das maiores empresas. A empresa líder de mercado é a belgo- indiana ArcelorMittal, com onze plantas de produção de aço, distribuídas por São Paulo, Minas Gerais e Bahia, e quatro plantas de bioenergia,em Minas Gerais, Bahia e Goiás (DIEESE, 2012b).
Na geração de emprego, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do MTE, o emprego formal cresceu no Brasil, sendo gerados 1.944.560 postos de trabalho no ano de 2011. Na análise por diferentes setores de atividade econômica, pode-se notar que a indústria extrativa mineral alcançou um desempenho acima da média brasileira, uma vez que a mesma apresentou um crescimento da mão de obra de 10,3%. Foi a atividade econômica que apresentou o melhor desempenho para o mercado de trabalho (DIEESE, 2012b).
O total da mão de obra empregada na mineração em 2011 alcançou 175 mil trabalhadores. Estudos feitos pela Secretaria Nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, do Ministério de Minas e Energia, mostram que o efeito multiplicador de empregos é de 1:13 no setor mineral, ou seja, para cada posto de trabalho na mineração são criadas 13 outras vagas (empregos diretos) ao longo da cadeia produtiva. Portanto, pode-se considerar que, em 2011, o setor mineral empregou cerca de 2,2 milhões de trabalhadores diretos, desconsiderando as vagas geradas na fase de pesquisa, prospecção e planejamento e a mão de obra ocupada nos garimpos (IBRAM, 2012, p. 10)
Analisando dados sobre o emprego nas indústrias siderúrgicas e de metalurgia básica, segundo dados do CAGED, estima-se que estão empregados no setor 634.890 trabalhadores,
distribuídos por todo o País. Todavia, percebe-se uma concentração de trabalhadores do setor siderúrgico em São Paulo (38,4%), Minas Gerais (15,7%) e Rio Grande do Sul (10,4%), que, junto, respondem por 64,5% do total de trabalhadores desses setores (DIEESE, 2012b).
Ainda segundo o Dieese (2012 b) destacam-se algumas características do perfil do trabalhador da indústria siderúrgica e da indústria metalurgia básica:
72,5% possuem ocupações em áreas manuais, 20,1% em áreas administrativas, 1,8% em ocupações de nível técnico (médio e superior) e 5,6% em áreas de apoio; a média do tempo de casa no atual emprego é de até 1 ano para 35,9% dos
trabalhadores, para 27,1% de 1 a 3 anos, de 3 a 5 para 12,4% e de 5 anos para 24,6%;
49,0% dos trabalhadores do setor possuem o ensino médio completo, 16,2% possuem ensino fundamental completo e 6,5% possuam ensino superior completo; a maior frequência de trabalhadores do setor é da faixa etária de 18 a 29 anos
(40,1%); de 30 a 39 anos somam 28,6% e de 40 a 49 anos somam 19,6%;
as mulheres representam 13,9% do total de trabalhadores do setor e sua remuneração é 19,4% menor em relação a dos homens.
No capítulo seguinte, apresentam-se, sequencialmente, a análise do dados coletados no percurso qualitativo e a análise dos dados coletados no percurso quantitativo, adentrando, assim, nos resultados da pesquisa de campo.
4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS
A análise dos dados, como apresentado no modelo sintético do percurso metodológico (vide Figura 1), compõem-se de duas abordagens: qualitativa e quantitativa. O item 4.1 trata do corpus da análise qualitativa e o item 4.2, trata do corpus da análise quantitativa.