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6. DÜNYA’DA VE TÜRKİYE’DE KESME ÇİÇEK SEKTÖRÜNDE PAZARLAMA ORGANİZASYONLARI

7.1. Perakendecilerle İlgili Araştırma Bulguları

No âmbito dos objetos técnicos, o 'futuro' comparece na forma de cada novo indutor de nomadismo e velocidade inscrito num instrumento: à fluidez da telefonia celular e da Internet, acrescenta-se, por exemplo, o híbrido 'Internet móvel', ou seja, Internet pelo celular para gente em trânsito. (SODRÉ, 2002, p. 15)

O celular resulta de uma aliança entre comunicação e movimento (VICENTIN, 2008, p. 13). Isso se deve, fundamentalmente, no entendimento de Levinson (2004, p.

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69 13), ao fato da tecnologia comungar duas necessidades precípuas do ser humano: andar e falar, “ou seja, de se comunicar e se mover ao mesmo tempo”.

A mobilidade é a grande inovação da telefonia celular. Além da mobilidade, outra característica que vem acompanhada do celular é sua condição lúdica de oferecer, de forma portátil, entretenimento e prazer por meio de dezenas de aplicativos.

Portátil, móvel, ubíquo, pervasivo e nômade (MAFFESOLI, 2001) também são condições imanentes não apenas desse aparato tecnológico atual que nos é caro, mas também de toda a complexa e milenar estrutura humana, que essencialmente é amparada no nomadismo, inscrita nas origens da civilização.

Maffesoli (2001, p. 28) aponta que "trata-se [o nomadismo] de uma tendência geral de uma época que, por uma volta cíclica dos valores esquecidos se liga a uma contemplação daquilo que é", o encontro que produz culturas mistas. Um reinício da "circulação" que atravessa a vida cotidiana, após o fechamento praticado durante toda a modernidade.

O nomadismo é uma característica essencial da nossa espécie. Os processos civilizacional e industrial nada mais são do que formas de controle social com o intuito de barrar e disciplinar o errante, o vagabundo, o flâneur, figuras vistas como disfuncionais à sociedade racionalista e disciplinar. [...] O próprio da vida social é o deslocamento, o nomadismo e a errância. (LEMOS, 2009b, p. 30)

Mas o nomadismo atual tem lá suas peculiaridades. Lemos (2009b) o classifica como virtual, que ambientado pela cibercultura cria territorialização em meio a movimentos no espaço urbano. Os nômades virtuais buscam os territórios informacionais e por mais que suas experiências sejam mediadas por pontos tecnológicos, de transmissão de informações, suas experiências partem de lugares, portanto, têm dimensão espacial e sentido de lugar.

A localização é mais um elemento do processo de imersão em um ambiente de ubiquidade (MITCHELL, 2003). A questão geográfica, que de certa forma foi esquecida no principio da internet, volta potencializada pela comunicação móvel em formatos completamente originais. A geografia se une ao ambiente informacional, que é a base do ciberespaço, para criar um outro entendimento sobre os espaços sociais.

Com o acesso móvel à internet, o nomadismo se inverte, pois atraídas pela questão da socialização as pessoas podem estar em lugares como universidades ou bibliotecas, mas não necessariamente para buscar uma informação contida naquele

espaço. As atividades sociais deixam de estar vinculadas aos lugares. O deslocamento físico não se impõe como necessário.

Assim sendo, essa atual cultura da mobilidade se baseia não apenas no consumo, mas também em criação e distribuição de conteúdos em tempo real.

Mas não se pode vincular, de forma genérica nesse momento, qualquer uso do celular na mobilidade como sendo uma experiência locativa137, uma vez que é o aparato que é acessável e não a pessoa (que pode ou não ser acessável e ser acessível). Portanto, locatividade está atrelada a um lugar e a um objeto e não ao usuário.

O uso do aparelho pode ser locativo, mas não o usuário. Afinal não se pode desprezar a criatividade, o jogo de cintura e o livre arbítrio do usuário que não quer ser encontrado ou rastreado. E isso acontece a todo o tempo. Para me livrar da tentativa de rastreamento posso emprestar o celular para outra pessoa, deixá-lo em casa, desligá-lo, dizer que estou em um lugar estando em outro.

Os usos culturais de uma determinada tecnologia dão nova dimensão à ideia de lugar, espaço, tempo e deslocamento, resultando em mudanças sensíveis no modo de viver citadino, ao se desdobrar em práticas ubíquas138 na heterogeneidade da cidade e na estranheza de seu cotidiano.

[...] por causa da natureza da sociedade baseada em conhecimento, organizada em torno de redes e parcialmente formada de fluxos, a cidade informacional não é uma forma, mas um processo, um processo caracterizado pelo predomínio estrutural do espaço de fluxos. (CASTELLS, 1999, p. 423)

Para Lemos (2008), esse espaço movente, híbrido, composto da relação entre o espaço eletrônico e o físico é o território informacional. E por territórios informacionais ele entende as áreas de controle do fluxo informacional digital em uma zona de

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Podemos definir mídia locativa (locative media) como “um conjunto de tecnologias e processos info- comunicacionais cujo conteúdo informacional vincula-se a um lugar específico”. Suas aplicações podem ser de cunho artístico ou de prestação de serviço a um usuário. Locativo é uma categoria gramatical que exprime lugar, como “em”, “ao lado de”, indicando a localização final ou o momento de uma ação. As mídias locativas são dispositivos informacionais digitais cujo conteúdo da informação está diretamente ligado a uma localidade. Trata-se de processos de emissão e recepção de informação a partir de um determinado local. Isso implica uma relação entre lugares e dispositivos móveis digitais até então inédita (LEMOS, 2007, p. 2; 2008).

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Ambiente ubíquo é aquele onde toda tecnologia de informação está aplicada em sistemas interligados. Esta conexão pode ser feita de diferentes maneiras, desde simples redes sem fio até a identificação por frequência de rádio. Estes são apenas alguns dos mais básicos atrativos de New Songdo, uma cidade que já está em construção na Coreia do Sul desde 2006, com previsão de inauguração para 2015, que promete ser a comunidade mais digitalizada de todo o planeta. O projeto da cidade promete uma Songdo previsível, rica, sustentável, tecnológica. Disponível em: <http://www.songdo.com/>. Acesso em: 9 fev. 2011.

71 intersecção entre o ciberespaço e o espaço urbano, com o acesso e o controle informacional realizados a partir de dispositivos móveis e redes sem fio.

O mundo vivido é clivado, pela primeira vez, estruturalmente, em duas dimensões: uma material, representada pelas extensões da pólis; outra, imaterial, representada pelo universo espectral das redes. Glocaliza-se, assim, a experiência: por via da tela, o que é próprio do global se ata ao que é próprio do local, numa mistura irreversível, fazendo com que a mente e o corpo não habitem nem uma nem outra esfera de ação, mas tão-somente uma terceira, um não-lugar, meio físico, meio crepitação imagética: o reduto glocal de recepção e retransmissão. (TRIVINHO, 2001, p. 65)

Dessa forma, há de se sustentar que os indivíduos carregam consigo seus próprios territórios. Uma parte disso está se tornando aparente através do uso crescente de celulares, laptops e memórias móveis, que permitem que alguém carregue sua biblioteca pessoal inteira, com acesso e comunicações imediatos, não importando a localização (KELLERMAN, 2006) ainda que possam ser localizáveis por sistemas de posicionamento. De Souza e Silva139 é uma entusiasta desses sistemas incorporados ao celular. Para ela, “[...]a possibilidade de utilização de sistemas de posicionamentos (location awareness) coloca o celular como tecnologia substancialmente diferente não apenas do telefone comum, mas também do computador pessoal. Permitindo determinar com exatidão a localização do usuário no espaço físico, ele faz do celular um equipamento capaz de, simultaneamente, mediar as relações dos usuários entre si em espaços remotos e entre o usuário e o espaço físico em que se encontra”.

Celulares, Palms, Ipods e navegadores são alguns dos exemplos de redes móveis que carregam em si dispositivos capazes de localizar seu usuário, dar roteiros a esse mesmo usuário, fotografar, filmar, enviar arquivos, acessar internet, falar ao telefone, promover bate-papos, fazer downloads, realizar operações bancárias e promover o m-

commerce (comércio móvel).

Este rol de serviços e facilidades se popularizou e virou produto de prateleira também na década de 1990, com a “civilização” do uso dos satélites do Global

Positioning System (GPS) para localização, serviço antes exclusivo aos militares.

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Cf. Posicionamento: criando novos significados para a tecnologia celular. Disponível em:

<http://www.souzaesilva.com/publicatons/05publications/magazines/M&M0905/M&M.jpg>. Acesso em: 4 mar. 2012.

II

APROPRIAÇÕES CULTURAIS

DO DISPOSITIVO

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