5. BÖLÜM: TARTIġMA
5.3. Pedometre Testinin Değerlendirilmesi
Com as principais conclusões procura-se descrever, de forma concisa, a analisar dos resultados à luz do que foi exposto na introdução, designadamente da problemática levantada, traduzindo uma resposta clara ao problema da otimização de rotas de veículos, com restrição de capacidade, no âmbito da gestão logística da recolha e transporte de resíduos.
Assim, a elaboração e pertinência do presente projeto estão relacionados com a necessidade identificada, numa fase exploratória, de a VALNOR analisar e implementar melhorias nas suas rotas, ao nível da recolha e transporte de resíduos recicláveis (colocados nos ecopontos), face ao cumprimento do seu Plano de Racionalização Energético (PREn).
No final do ano de 2010, a VALNOR viu alargada a sua área de abrangência, em seis novos municípios, sendo eles os de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Oleiros, Proença- a-Nova, Sertã e Vila Velha de Ródão, os quais compõem o denominado Pólo de Castelo Branco.
Este aumento na área de abrangência da VALNOR resultou, necessariamente, em aumentos de investimentos, quer em infraestruturas quer em equipamentos (ativo fixo tangível), que permitissem definir as rotas ótimas, resultando na diminuição do número de veículos, da distância total a percorrer e do tempo necessário, e originando a redução dos custos logísticos em relação ao referido Pólo de Castelo Branco, o que só seria possível de alcançar com uma nova gestão de resíduos.
Com base em valores disponíveis para o Pólo de Castelo Branco relativos ao ano de 2011, verificou-se que, em termos percentuais, o papel e cartão, as embalagens e o vidro recolhidos representam 20%, 29% e 34%, respetivamente, da quantidade total recolhida
solução do problema de otimização da recolha de aproximadamente 1.051 toneladas de papel e cartão, 505 toneladas de embalagens e 1.115 toneladas de vidro, representando valores expressivos para a otimização de rotas de recolha e consequentemente obtenção de ganhos de eficiência para a VALNOR.
A VALNOR constitui-se atualmente como o maior Sistema Multimunicipal de Gestão de Resíduos existentes em Portugal Continental, no que se refere à área e extensão ocupada pelos diferentes Municípios que constituem a sua estrutura accionista. Este sistema implica que a atividade de recolha e transporte de resíduos recicláveis seja considerada uma das atividades da empresa com maiores custos associados, não apenas na manutenção dos equipamentos, mas também em termos energéticos, nomeadamente com o consumo de combustível (gasóleo).
Deste modo, e considerando a realização do trabalho no denominado Pólo de Castelo Branco, o presente projeto procura contribuir para a melhoria do sistema de recolha e transporte de resíduos recicláveis, evidenciando uma solução possível para o problema da otimização de rotas de veículos, com restrição de capacidade.
Com a adoção dos procedimentos metodológicos adequados, conseguiu-se chegar a resultados que permitem demonstrar que os objetivos foram alcançados, ou seja, que se definiram rotas ótimas para a recolha seletiva de papel e cartão, embalagens, e vidro na área abrangente do Pólo de Castelo Branco e respetivo transporte. Assim, os resultados demonstram: i) a definição da rota mais curta, considerando o número de quilómetros a percorrer na recolha de ecopontos; e ii) a diminuição nos custos associados a esta atividade; iii) a viabilidade da exploração própria ao fim de oito anos, quando comparado com a aquisição do serviço de subcontratação da recolha e transporte de resíduos.
Os resultados sugerem que a aplicação de um modelo baseado num problema de planeamento de rotas, com recolha seletiva de resíduos e transporte, permite definir rotas ótimas, o que resulta na diminuição do número de veículos, da distância total a percorrer e do tempo necessário, originando, assim, uma diminuição dos custos logísticos sugerida por diversos autores, como, por exemplo, Carvalho (2010), Christopher (2005), Ballou (2004) e Sonesson (2000).
A tomada de decisão por uma das opções estratégicas, sendo uma relacionada com a exploração própria da VALNOR e outra com o recurso à subcontratação do serviço de recolha seletiva de resíduos e transporte, encontra-se baseada no cálculo dos custos totais estimados para cada uma destas opções. Para este cálculo não se recorreu a modelos matemáticos sofisticados, os quais, pela sua complexidade, exigiriam aprofundamento, tempo e dados não disponíveis, o que se traduz numa limitação que a seguir será realçada.
Contudo, a lógica dos custos totais, tal como indicado na tabela 4.2 da secção 4.6 do Capítulo IV, permitiu encontrar um resultado que se assume como válido para apoiar a tomada de decisão relativa à exploração própria da VALNOR, sendo uma opção viável ao fim de oito anos, embora a prática de subcontratação de serviços logísticos seja uma prática que tem vindo a ser adotada por muitas empresas de forma crescente, desde a década de 90, tal como refere Carvalho (2010), no sentido de reduzir custos sem afetar a qualidade requerida do serviço.
A decisão de exploração própria permite o controlo das operações de recolha e transporte, da capacidade de resposta às exigências crescentes dos munícipes e dos industriais, enquanto produtores de resíduos, e dos custos operacionais, desde qua a VALNOR possua recursos e o know how requeridos na gestão da frota e da natureza das operações, conduzindo a que os custos de exploração própria possam ser minimizados.
6.2 Limitações
A identificação de problemas de natureza metodológica e os limites das conclusões, justificando as razões da sua ocorrência, constitui uma tarefa fundamental do trabalho realizado. Neste sentido, assume-se que os resultados do presente trabalho podem ser considerados mais indicativos do que definitivos, com base nas limitações que não permitem generalizar as conclusões.
Assim, o presente projeto está limitado à análise das rotas relacionadas com o Pólo de Castelo Banco, abrangendo um total de 631 ecopontos, e ao estudo do problema da