BÖLÜM 2: 5520 SAYILI KURUMLAR VERGİSİ KANUNU’NDA YER
3.3. Örnek Sorularla Konunun Pekiştirilmesi
3.3.7. Peçeleme
O programa atendia todos os projetos ativos, sendo que no período de 2009 e 2010 foram 5 destinações, conforme apresentamos anteriormente. A concepção dessa proposta estava estruturada basicamente no acompanhamento aos docentes ligados ao Projeto Aprendiz de Turismo, com a finalidade de garantir um suporte ao trabalho docente, tendo em vista que os professores da AVT-BR são em sua maioria, professores da rede pública municipal de ensino, com formações diversas nas áreas de humanidades, biológicas e exatas103. Diante desse perfil variado, houve a necessidade de se criar juntamente com o projeto, um programa de formação de professores para o ensino do turismo.
A estruturação dos eventos em formato de oficinas visava trabalhar os conhecimentos teóricos específicos da área de turismo e hospitalidade e, principalmente, estabelecer uma comunicação direta da direção nacional com os projetos locais, garantindo que as diretrizes e metas do programa internacional fossem apresentadas e cumpridas. Outras funções identificadas propunham trabalhar metodologias de ensino que contribuíssem no desenvolvimento dos projetos locais, tais como o estudo do meio, em especial os trabalhos de campo desenvolvidos por alunos e professores para a coleta de dados e informações que pudessem estruturar os estudos de caso.
Esses encontros também visavam o estabelecimento de uma rede de comunicação para trocas de experiências entre todos os envolvidos. As interações entre os professores durante os encontros presenciais eram positivas no sentido de compartilhar o processo de desenvolvimento do Projeto Aprendiz de Turismo entre todas as destinações envolvidas, cujos perfis eram diferentes e, consequentemente, com propostas variadas (exemplo de destinações localizadas no interior e no litoral).
A partir da experiência obtida pelo presente pesquisador durante o tempo de atuação nesse programa, a formação contínua nunca foi compreendida apenas como as oficinas. Elas
103 Essa caracterização do perfil dos docentes nunca foi realizada pela AVT-BR. Em entrevista concedida pela
Professora Almeida, então diretora nacional da AVT-BR, a esse pesquisador no ano de 2005, tomamos conhecimento de que a formação dos docentes era variada e contava, inclusive, com a participação de professores formados em Turismo. Pelo caráter do Aprendiz de Turismo não ser um curso profissionalizante, relatou que não havia necessidade de se ter uma equipe com formação específica, mesmo porque o projeto era desenvolvido nas escolas públicas e, portanto, demandava pelos profissionais já existentes por lá. Por meio de nossa pesquisa de campo traçaremos apenas o perfil dos docentes que foram selecionados para a entrevista. Com base nessa amostragem, apresentaremos no quinto capítulo um recorte sobre essa diversidade no perfil dos docentes.
serviam sempre de meio para fomentar o processo de formação dos docentes. Esses, por sua vez, ao ter contato com as oficinas presenciais, organizadas pela AVT-BR (as quatro oficinas anuais), partiam das reflexões iniciadas nos eventos para continuar o seu processo individual de formação, por meio de pesquisas, busca por novos cursos e o interesse em cursar uma pós- graduação em temas afins com o turismo104.
Outro aspecto a ser considerado na proposta desse programa é que ele possuía um vínculo direto com o grupo de pesquisa do CNPq, intitulado Geografia, Cultura e Turismo105, composto por docentes e alunos de pós-graduação da USP, especialmente os ligados ao Departamento de Geografia, ao curso de Turismo da Escola de Comunicações e Artes, ao curso de Lazer e Turismo da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH – USP Leste) e, ainda, à Faculdade de Educação.
Nos registros consultados referentes ao histórico da AVT-BR, destacamos uma entrevista feita com Almeida (2005) cujos relatos nos indicam a origem do Programa de Educação Contínua dos Docentes do Projeto Aprendiz de Turismo. A formação docente era estruturada com um encontro inicial, realizado em um final de semana, em período integral, cuja finalidade era de apresentar o Programa AVT, a dinâmica da formação contínua e os conteúdos a serem desenvolvidos nas escolas, basicamente Turismo, Cultura e Geografia. A partir deles, levantavam-se exemplos de cada um desses conteúdos presentes nos livros do professor e do aluno. Outro material entregue era o CD intitulado “kit pedagógico”, com informações digitais, apresentações em Power Point de temas do turismo, um banco de imagens e textos complementares para o professor utilizar em pesquisas e montagem das aulas.
Após o primeiro evento, realizado em um final de semana, os professores integravam a proposta da formação contínua, em que o professor ligado ao Programa Aprendiz de Turismo era convidado a participar mensalmente de oficinas temáticas organizadas em parceria com o
104 Essa afirmação referente ao estímulo à pós-graduação que o Programa de Educação Contínua proposto pela
AVT-BR dava, indiretamente, aos professores surgiu durante a realização da primeira oficina anual de 2009. Uma das professoras participantes do Projeto Aprendiz de São José dos Campos, relatou que a partir dos quatro encontros anuais, ela passou a aproveitas os sábados para se dedicar aos estudos. Não conseguiu encontrar na região um curso de pós-graduação na área de turismo, mas iniciou um na área de psicopedagogia, entendendo que com essa formação, muitas das suas inquietudes diante do cotidiano escolar poderiam ser debatidas e contempladas.
105 O grupo de pesquisa está cadastrado no Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil, vinculado ao CNPq.
Disponível em: <http://dgp.cnpq.br/buscaoperacional/detalhegrupo.jsp?grupo=00677064GQX709>. Acesso: 12 dez. 2012.
Grupo de Pesquisa do CNPq Geografia, Cultura e Turismo e pelo Laboratório de Material Didático – LEMADI - do Departamento de Geografia da USP106.
Os temas, segundo Almeida (2005), eram relacionados aos vários conteúdos de turismo, com destaque para os conhecimentos mais técnicos, identificados pela entrevistada como profissionais. Para tanto, especialistas eram convidados para ministrar as oficinas, tendo em vista um maior aprofundamento dos conteúdos. A participação era opcional, pois dependia da disponibilidade dos docentes, coordenadores e do setor de transporte dos municípios para levá-los até a USP, localizada na Cidade Universitária na Zona Oeste da cidade de São Paulo. Havia um controle de presença para no final do ano emitir uma certificação correspondente ao número de horas que o docente participou dos eventos realizados.
A formação contínua foi pensada no sentido de manter os docentes atualizados com relação aos conhecimentos turísticos, atualidades na área profissional e ainda criar um espaço de discussão, troca de experiências e informações entre os docentes de diferentes destinos e até mesmo do próprio município, entendendo que as diferentes unidades escolares estabeleciam algumas dificuldades de encontros presenciais com maior frequência para a comunicação entre todos os participantes. Almeida (2005) complementa que o formato do evento planejado previa um almoço, sendo esse momento estratégico para maior interação entre os participantes. Fora da sala de aula e da formalidade de uma oficina com o especialista, os docentes iniciavam amizades, comentavam, criticavam as oficinas, discutiam temas afins, projetos desenvolvidos e/ou em desenvolvimento, as realidades e particularidades de cada um dos projetos. A entrevistada ainda informou que a formação contínua, ao longo dos anos, complementava a formação inicial do professor que fazia parte do programa.
Outro ponto a ser destacado é com relação ao interesse e às motivações dos docentes envolvidos nesse processo de educação turística. Os professores, segundo relato de Almeida (2005), ficavam muito estimulados com as oficinas, pois representava um retorno deles à Universidade. Relata que isso mexia com a autoestima deles, pois muitos professores estavam fora do ambiente acadêmico há anos e voltar à Universidade era do agrado de todos. A percepção da entrevistada foi construída com base nas observações ao longo dos dez anos de envolvimento com o programa. Ela garantiu que os docentes, em grande maioria, participavam do encontro visando o crescimento profissional. Eles perguntavam, conversavam com os docentes da equipe AVT-BR, palestrantes, conversavam entre si. E
106 Os encontros aconteciam nas dependências do LEMADI e nas salas de aula do curso de Geografia, sempre
concluiu o raciocínio afirmando que o resultado desses eventos era muito maior do que aquilo que parecia ser uma simples oficina.
Diante do exposto, defendemos na presente tese que a educação turística sistematizada num formato de educação contínua de docentes para o ensino do turismo nas escolas de educação básica, especialmente em cursos de Ensino Fundamental, não se dá apenas com a realização de oficinas, mesmo que essas tenham o seu devido valor formativo. O conceito de formação contínua que nos dispomos refletir parte dos estudos de Lima (2001), cuja compreensão baseia-se na rede de relações que permeia e envolve professores com o conhecimento, no mundo do trabalho. A autora define que: “Formação contínua é a articulação entre o trabalho docente, o conhecimento e o desenvolvimento profissional do professor, como possibilidade de postura reflexiva dinamizada pela práxis” (LIMA, 2001, p.30).
Desse modo, analisando a formação contínua no programa supracitado, o professor que ingressava na proposta de ensino do turismo se predispunha ao desafio de estudar um novo conhecimento que, em grande parte dos casos, era distinto de sua formação inicial, o que provocava um movimento de busca pela área de conhecimento do turismo e uma reflexão de sua própria prática docente. Em outras palavras,
A formação contínua estaria, assim, a serviço da reflexão e da produção de um conhecimento sistematizado, capaz de oferecer a fundamentação teórica necessária para a articulação com a prática e a crítica criativa do professor em relação ao aluno, à escola e à sociedade. Estaria ainda ajudando a pensar a profissão, a profissionalização, o profissionalismo e o desenvolvimento profissional do professor. (LIMA, 2001, p.30).
O relato anterior sobre as motivações e interesses dos docentes em participar do programa de formação vem exatamente ao encontro do pensamento de Lima (2001), no sentido de que a busca pelo conhecimento específico sistematizado era o foco da ânsia dos docentes, mas a interação entre eles, as curiosidades lançadas nas oficinas, provocadoras de reflexões sobre as práticas individuais faziam com que o professor refletisse sobre sua prática e relações com alunos, sobre a unidade escolar e seus pares, bem como a sociedade, conforme a autora nos relata. A autora acredita que a formação contínua está presente em todas as instâncias da vida humana e que pode ser compreendida como uma atitude, um valor, articulada entre experiências de vida e o pedagógico. Os eventos propostos pela instituição estudada visavam proporcionar esses momentos.
[...] acumula os resquícios das várias tendências vivenciadas, podendo situar- se em duas vertentes:
a) Da atualização, da requalificação para atender às propostas mudancistas e para adequar o professor às novas necessidades de mercado;
b) Da formação contínua comprometida com a emancipação humana e o
desenvolvimento profissional.
Entendemos, assim, que a proposta da formação contínua desenhada pela AVT-BR parte do pressuposto da necessidade de atualização e requalificação dos conhecimentos dos docentes sobre a área temática do turismo, diante das novas tendências de mercado e demandas no sistema educacional brasileiro. A diversificação do currículo trouxe abertura para se tematizar o ensino a partir de assuntos locais, mas também acarretou aos docentes uma busca urgente pela formação. Com isso, destacamos que o nosso fenômeno de análise se caracteriza pela formação em serviço, pois o docente não se afastava do seu trabalho durante a realização dos cursos ofertados pelo programa, tanto que houve o cuidado por parte da AVT- BR em ofertar apenas aos sábados com a finalidade de ter maior participação de docentes, por não ser um dia comum de sua jornada de trabalho.
É válido destacar que processo de formação tinha uma continuidade nos destinos onde os projetos foram desenvolvidos. Sistematizados em reuniões de horário de trabalho coletivo ou eventualmente em formato de oficinas locais ofertadas, gratuitamente, pela AVT-BR. Com a finalidade de acompanhar o desenvolvimento das atividades anuais, concurso de redação e o estudo de caso (demandas internacionais e nacionais), a coordenação pedagógica assumia esse papel no sentido de auxiliar o início, o desenvolvimento e a finalização do projeto, cujo produto final era o estudo de caso anual com a temática previamente definida.
Diante das dificuldades e desafios que os temas anuais apresentavam, as equipes de professores buscavam esclarecimentos além do que era oferecido, tendo contatos com especialistas ou estudiosos da própria localidade. Os estudos sempre eram regionalizados, partindo de um tema/proposta global, para apresentar uma particularidade local. E, por isso, os trabalhos desenvolvidos foram tão originais. Ainda com relação à funcionalidade do programa, ele servia como forma de garantir e efetivar as orientações sobre as pesquisas, usos dos recursos didáticos, tais como apresentações de temas em Power Point, sugestões de dinâmicas, atividades em sala de aula, uso dos livros didáticos e do jogo Viajando pelo Brasil. A nossa preocupação com relação ao uso do termo educação contínua ou formação contínua, levou-nos a consultar um artigo escrito por Jafari (2007) cujo desenvolvimento discute os termos “educação” e “formação” e seus usos no turismo e em outras áreas.
Segundo ele a utilização do termo é de forma indistinta. No entanto, ele distingue educação de formação, ao afirmar que a educação é para sujeitos cuja finalidade é de ocupar altos cargos diretivos, de planejamento e gestão do turismo. E que a formação é para aqueles que buscam trabalhos mais operacionais, descritos como manuais pelo autor. Com essa distinção considera que para uma educação turística, os pontos a serem trabalhados são: visão de campo; educação; capacidade conceitual; trabalho intelectual; diacronia; saber o por quê.
A formação estaria na outra ponta, oposta a essa primeira, os pontos a serem trabalhados são: postos de trabalho; formação; aptidões técnicas; trabalho manual; sincronia; saber-fazer. Para ambas as categorias, há necessidade de se desenvolver o profissionalismo, a hospitalidade e o cosmopolitismo. Segundo o autor:
O profissionalismo é importante em todas as categorias da mão-de-obra, mas manifesta-se em maior medida nas situações de contato direto com o público, tal como a ‘hospitalidade’. Sobre esta característica, devemos ter em conta que esta indústria é ao mesmo tempo uma arte e uma ciência, onde a hospitalidade é a arte (ou alma) e o turismo é a ciência (ou corpo). Em qualquer dos casos, independentemente de como se faça a distinção entre ambos, os trabalhadores que estão em contato direto com turistas devem dominar a arte da comunicação para atrair, receber e alojar e servir adequadamente clientes nacionais e internacionais, com origens e expectativas muito diferentes. Por último, o ‘cosmopolitismo’ refina ainda mais o conceito e a prática da hospitalidade e do turismo. Os programas de educação e formação para trabalhadores em contato direto com o público devem abordar o conhecimento das culturas de mercados geradores de turistas, tanto próximos como distantes, com o objetivo de garantir uma comunicação intercultural eficaz, tanto da sua cultura nativa imediata como de outras culturas. Neste caso, o cosmopolitismo exige também que os empregados em contato direto com o público, independentemente do lugar da pirâmide em que se encontrem, falem pelo menos um dos idiomas dos principais mercados. (JAFARI, 2007, p. 17).
Nessa reflexão proposta pelo autor, verificamos que o profissionalismo se manifesta mais em situações de contato direto com o público, ou seja, em postos de trabalho diretamente ligados ao atendimento dos turistas, carecendo assim o processo de formação na área. No estudo de caso, não temos a educação turística destinada aos docentes de modo que esses tenham futuros contatos com turistas, mas sim com alunos, os receptores desse conhecimento turístico. Portanto, identificamos que o termo mais adequado a ser usado no processo é educação, pois essa pressupõe o desenvolvimento intelectual que perpassa o conhecimento técnico e profissional da área.
A educação turística discutida pelo autor é caracterizada por todas as manifestações do ensino do turismo e engloba diferentes processos formativos, tais como o profissional, a
formação humana e cultural. Enfatizamos aqui que estas duas últimas são as mais pertinentes para o desenvolvimento da educação turística na educação básica, tendo em vista que o caráter multidisciplinar e cultural do turismo possibilita a utilização e direcionamento de seus conhecimentos para que estes gerem a ampliação do universo cultural de todos os envolvidos no processo educativo. Os projetos que compõem o programa objeto de nosso estudo, não versam num formato profissionalizante, como já descrito anteriormente, portanto, o ensino do turismo deve ser desenvolvido pela perspectiva cultural.
Ainda com base no trecho selecionado para nos auxiliar na seleção do termo ideal para a composição da presente tese, Jafari (2007) constrói argumentos de uma educação turística ampla que prevê o ensino profissionalizante e o superior como prioridades, por isso o seu discurso se concentra em requisitos necessários aos trabalhadores que estão em contato direto com turistas. Em sua argumentação destaca que há necessidade de se desenvolver a comunicação e o cosmopolitismo, sendo a primeira no sentido de atrair, receber, alojar e servir aos turistas; a segunda, no sentido de se compreender as origens e o respeito pelas culturas dos mercados geradores de fluxos turísticos, efetivando a comunicação intercultural. Diante disso, destacamos que no processo de educação contínua dos docentes para o ensino do turismo, esses dois fatores poderão ser considerados de forma a desenvolver uma educação turística em que a comunicação represente os meios para a troca de conhecimentos interculturais e o cosmopolitismo no sentido de respeito às culturas.
Diante dessa delimitação, justificamos anteriormente que o termo a ser utilizado no processo educativo estudado é Educação Contínua, como exibe o próprio nome do programa estudado. Assim, apresentaremos a seguir o acompanhamento e observações que realizamos durante as oficinas do programa, destacaremos as visitas realizadas aos projetos individualmente; incluiremos a pesquisa documental que nos auxiliou no levantamento de documentos para a tese, o estudo e a seleção de docentes e os coordenadores partícipes da entrevista que esclarece as percepções dos sujeitos que vivenciaram o processo de educação turística com os docentes do Projeto Aprendiz de Turismo.
4.4 ACOMPANHAMENTO E OBSERVAÇÃO PARTICIPANTE NAS OFICINAS DO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO CONTÍNUA DE DOCENTES PARA O TURISMO DA AVT-BR
O acompanhamento e a observação participante representaram uma etapa essencial para compor o registro das oficinas ofertadas pelo Programa de Educação Contínua de Docentes para o ensino do turismo da AVT-BR. Nessa fase tivemos a finalidade de compreender o caso referente ao processo de formação contínua, bem como destacar o envolvimento e interesse dos professores envolvidos. As oficinas foram programadas anualmente, tendo como meta a realização de até quatro (4) encontros oficiais visando atender aos cinco projetos ativos, envolvendo as coordenações locais e os professores dos projetos. Os temas trabalhados eram sempre de acordo com as demandas das escolas, seja pela curiosidade dos alunos representados ou pelos interesses de professores e coordenadores ou mesmo por dúvidas dos docentes que estavam em sala de aula, apresentando dificuldades com relação ao ensino do turismo, em especial as temáticas mais específicas. A primeira oficina, geralmente, ocorria entre os meses de fevereiro e março, por serem meses de início do ano letivo nas redes municipais.
O tema é oriundo do programa internacional (GTTP) que, em reunião realizada, tradicionalmente, no mês de julho, contava com presença de todos os diretores dos países que integram o programa global107. Nesse evento se destacavam os temas atuais e emergentes que pudessem vir a ser estudados pelas escolas. A partir desse primeiro, outros três temas eram indicados pelos próprios docentes para dar continuidade ao processo de educação contínua.
As escolhas, como afirmado anteriormente, tiveram como critérios os interesses dos docentes e suas sugestões dadas no final das oficinas, temas levantados durante as aulas, curiosidades dos alunos ou notícias apresentadas na mídia. No final do ano letivo de 2009, elencamos 12 dos temas mais frequentes para votação. As quatro temáticas mais votadas foram contempladas no ano de 2010.
Para a presente pesquisa, destacaremos as oficinas realizadas a partir do ano de meu ingresso no programa de Doutorado, em 2009, até o final do ano de 2010, totalizando oito oficinas, com uma carga horária total de quarenta e oito horas. É importante destacar que este