BÖLÜM 2: 5520 SAYILI KURUMLAR VERGİSİ KANUNU’NDA YER
3.3. Örnek Sorularla Konunun Pekiştirilmesi
3.3.1. İştirak edilen Kurumdan Borçlanma
A análise será realizada apenas com base em dois títulos (sendo que para cada um existem duas versões, o Livro do Professor e o Livro do Aluno): o “Passaporte para o Turismo” e “Aprendiz de Lazer e Turismo”, ambos do projeto Caminhos do Futuro78, fruto da parceria AVT-BR e Ministério do Turismo. Essa escolha foi feita pelas duas instituições. Os livros têm um caráter introdutório ao estudo do turismo, são recomendados e presentes em todos os projetos de educação turística desenvolvidos no Brasil, sendo o primeiro uma versão escrita pela diretora global da entidade GTTP, traduzida e adaptada para a realidade brasileira. Esse material é referencial para todos os programas que estão vinculados àquela organização e funciona como um parâmetro para o desenvolvimento de programas de turismo nas escolas. O segundo material tem o mesmo caráter, porém com o objetivo de apresentar de modo amplo a área de turismo, com contexto do turismo contemporâneo e brasileiro. Essas produções foram feitas para o Projeto Caminhos do Futuro, cuja aplicabilidade foi difundida pelo referido projeto, atendendo professores da rede pública de quinze estados brasileiros e o Distrito Federal, escolhidos pelos técnicos e gestores do Ministério do Turismo79, além de todas as escolas que faziam parte do programa nacional.
Todos os livros da coleção possuem uma apresentação geral feita pelo então Ministro do Turismo, o Sr. Walfrido dos Mares Guia80, cujas palavras são escritas para introduzir a coleção de livros de educação para o turismo. Ele defendeu que a iniciativa tem a finalidade de envolver a sociedade no sentido de garantir qualidade e aumentar competitividade do turismo nacional, visando desenvolvimento econômico e social do país. A proposta é destinada aos professores e alunos do ensino fundamental e médio da rede pública e as produções abordam temas relevantes ao turismo do país. Segundo o ministro, os livros mostram caminhos e a importância de se desenvolver o turismo de modo inclusivo, sustentável, gerando benefícios e renda aos brasileiros. Argumenta que o desafio é “capacitar” professores em conteúdos de turismo, tendo a função de captar novos conhecimentos e
78 No sítio eletrônico do Ministério do Turismo é possível baixar gratuitamente os livros da Coleção Caminhos
do Futuro. Disponível em:
<http://www.turismo.gov.br/turismo/o_ministerio/publicacoes/cadernos_publicacoes/09caminhos.html>. Acesso: 12 ago. 2012.
79 O projeto foi detalhado anteriormente, mas agora nosso foco é aprofundar a análise nos dois materiais
didáticos utilizados nos projetos de educação turística da AVT-BR.
despertar nas crianças e jovens o interesse pela conservação do patrimônio natural e cultural e pelas carreiras emergentes no mercado do turismo (TRIGO; ALMEIDA; LEITE et al., 2007).
O projeto Caminhos do Futuro se insere nas diretrizes do Plano Nacional de Turismo, que identifica o turismo como atividade econômica e incentiva parcerias para o desenvolvimento do setor. Desta forma, essa coleção é fruto da parceria entre o Ministério do Turismo com o Instituto de Academias Profissionalizantes, por meio da AVT-BR, Universidade de São Paulo e apoio do Banco do Brasil.
O Ministro Mares Guia afirmou que o esforço conjunto de agentes públicos e privados permitiu o acesso das escolas públicas brasileiras a um material didático pedagógico81 de qualidade, democratizando para todo o país o conhecimento sobre o turismo. Concluiu que, dessa maneira, as crianças e jovens terão oportunidades de identificar o turismo como fator de construção da cidadania e integração social, visando proporcionar um futuro melhor para todos (TRIGO; ALMEIDA; LEITE et al., 2007).
Com isso, a apresentação da coleção traz alguns aspectos pertinentes para serem discutidos na presente tese. De modo geral, há um entendimento do turismo como atividade econômica que gera renda e benefícios para a população, porém nesse discurso notamos que há preocupação com a cidadania, a integração social e a sustentabilidade.
Mesmo com usos de termos obsoletos na educação contemporânea, como a capacitação docente, a intenção do uso é no sentido de garantir subsídios aos docentes por meio da coleção de livros de turismo e oficinas sobre seus usos, capazes de garantir conhecimentos referentes à área para que os docentes sejam multiplicadores e mediadores do ensino do turismo na escola básica. O papel dos docentes é despertar nas crianças e jovens o interesse pela conservação do patrimônio cultural e ainda pelas carreiras emergentes relacionadas ao turismo. Notamos o duplo enfoque, no sentido de que mesmo visando um direcionamento para a formação humana, há também preocupação com o futuro profissional do estudante, sendo presente até no título da proposta: Caminhos do Futuro.
Acreditamos ser pertinente as duas abordagens, mas ressaltamos que o material em questão é destinado aos alunos do ensino fundamental e médio. Sendo que no primeiro âmbito, a questão da profissionalização não é prioridade e não deve ser o foco do ensino, mesmo porque há índice elevado de evasão entre os dois âmbitos destacados. Castro (2009) considera que na antiga 8ª série, aproximadamente, 33,8% dos alunos que entraram no ensino
81 A coleção Caminhos do futuro é de domínio público e, portanto, pode ser baixada gratuitamente pelos
interessados, no próprio site do Ministério do Turismo. Com isso, qualquer parte das obras poderá ser reproduzida para fins educacionais e institucionais, desde que citada a fonte.
fundamental deixaram de concluir a série e outros 56,2% não concluem na idade adequada. No primeiro índice temos a repetência, defasagem e evasão como motivos, na última porcentagem, a repetência e defasagem. Com isso, por mais que a formação humana e cultural seja o foco que defendemos para o ensino fundamental, é sabido que no Brasil um dos motivos da evasão de alunos da educação básica ao concluírem a última série do fundamental é pela necessidade de trabalho. Porém, destacamos o Artigo 227 da Constituição Federal82 que prescreve:
É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. (BRASIL, 1988, p. 105).
No inciso XXXIII há esclarecimentos referentes à proibição ao trabalho noturno, perigoso ou insalubre aos menores de dezoito anos e de qualquer tipo de trabalho aos menores de dezesseis, exceto para os casos de adolescentes que estejam na condição de aprendiz, possibilitada aos que possuem mais de 14 anos.
No discurso do Ministro notamos forte identificação do projeto Caminhos do Futuro como uma ação pontual inserida nas diretrizes do Plano Nacional de Turismo, cujo reconhecimento do turismo ocorre como atividade econômica e fator mobilizador de parcerias para o desenvolvimento do setor. Mas vai além, garantindo ao público que também gera oportunidades de vislumbrar o turismo como fator de construção da cidadania e de integração social.
Contudo, a partir desses dois últimos fatores, passamos a analisar as duas principais produções da coleção Caminhos do Futuro que possui nove títulos. É válido destacar que para cada livro, temos duas versões, uma destinada ao professor e outra ao aluno, com isso realizamos quatro análises iniciais.
Logo após a apresentação exposta anteriormente, presente tanto na versão Livro do Professor, quanto na do Livro do Aluno, na versão para os docentes há um prefácio escrito pela coordenação do projeto com a finalidade de direcionar o discurso aos docentes de modo mais específico, apresentando cada obra com objetivos e recomendações. O texto contido em
82 Constituição da República Federativa do Brasil.
Disponível em: <http://www.senado.gov.br/legislacao/const/con1988/CON1988_13.07.2010/art_227_.shtm>. Acesso em 30 out. 2012.
cada um dos nove livros do professor é o mesmo, havendo apenas alteração do título da obra, por exemplo, “Passaporte para o Mundo”, “Aprendiz de Lazer e Turismo” e assim por diante.
A coordenação indica que o docente envolvido no projeto está recebendo as duas versões com temas que incitam discussões sobre o setor de turismo, cuja organização está estruturada em textos e atividades. Consideram que alguns textos e atividades complementares foram também contemplados para facilitar o trabalho docente de orientação junto aos alunos. No livro do professor, parte das atividades contém sugestões de respostas e a outra parte depende de pesquisas conjuntas com grupos de alunos (TRIGO; ALMEIDA; LEITE et al., 2007). Indicam que o sucesso deste trabalho depende muito dessa segunda parte, afirmam que o livro é um impulso e que a busca pelas informações deve ser o caminho a ser trilhado. Outra informação pertinente destacada nesta seção é a existência de um material denominado de CD KIT Pedagógico, com figuras e apresentações em Power Point de alguns temas e até músicas para complementação das aulas. Esse material foi entregue aos professores que participaram das oficinas de formação nos estados e no Distrito Federal. Os projetos ativos da AVT-BR também receberam os materiais, por intermédio da coordenação local, junto com coleções de livros e do jogo educativo83, com a finalidade de munir o professor de todos os recursos pedagógicos para dinamização das aulas.
Primeiramente, daremos enfoque para o Passaporte para o Mundo84 (título original é Passport to the World: an introduction to travel & tourism85) é recomendado como forma de se ter um eixo central no ensino do turismo em todos os países atendidos. O livro foi escrito pela Dra. Nancy Needham, a diretora global do GTTP, com a colaboração de Simon Barker Benfield, o diretor do TTP da Irlanda. A partir do enfoque da construção da cidadania e integração social, iniciamos nossas análises com base no livro Passaporte para o Mundo, sendo este material referencial para projetos da GTTP, cuja missão é educar jovens no setor de viagens e turismo.
Para composição do referido livro, houve parcerias com empresas e organizações globais que financiam o programa, tais como o grupo Accor, Amadeus, American Express, BTI/Hogg Robinnson, Hertz, KLM, Lufthansa, tendo a supervisão da Global Initiatives, Inc. cuja presidente é a mesma diretora do programa GTTP. Para cada tradução da obra, houve a
83 O CD Kit Pedagógico e o jogo são de uso controlado e apenas disponibilizados para os projetos que integram
o programa da AVT-BR.
84 A versão Livro do Professor pode ser consultada pelo site da AVT-BR. Disponível em:
<http://www.avt.org.br/br/downloads/passaporte/passaporte_professor.pdf>. Acesso: 18 out. 2012.
85 Outras informações sobre o Passport to the World: an introduction to travel & tourism estão disponíveis em:
contribuição dos diretores nacionais do programa GTTP, em países como África do Sul, Brasil, Canadá, Hong Kong (cidade), Irlanda, Jamaica, Reino Unido e Rússia. A versão brasileira foi coordenada pela professora Dra. Regina Araújo de Almeida, Professora do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da USP, líder do grupo de pesquisa do Grupo de Diretórios do CNPq, Geografia, Cultura e Turismo, cujos estudos serviram para compor todas as produções do projeto. O livro Passaporte para o Mundo é dedicado aos parceiros globais e a Cornelia Higginson da American Express Foundation, sendo estes os responsáveis pelo surgimento e crescimento do programa GTTP.
O livro está estruturado em cinco unidades que vão mesclar conhecimentos de turismo, cultura geral, a profissionalização da área e informações sobre carreiras no setor de viagens e turismo. Em uma consulta rápida pelo sumário e depois a comprovação, a partir da leitura de todos os conteúdos dos capítulos, notamos que a profissionalização e a carreira no setor são temas mais valorizados, representando 60% do livro. Com a finalidade de se explicar essa constatação destacamos a Unidade 1, intitulada Estrutura do Setor de Viagens e Turismo, cujos desdobramentos classificarão empresas de viagens e turismo; a Unidade 2, intitulada O Cliente do Setor de Viagens e Turismo, direciona o foco para a caracterização do perfil do viajante, serviços de atendimento ao cliente e motivações do viajante. Outra Unidade faz parte desse grupo, é a quinta, intitulada As Carreiras no setor de Viagens e Turismo, em que os autores apresentam os empregos no setor.
As Unidades 3 e 4 compõem a parcela referente à formação de cunho cultural, sendo a terceira com a finalidade de caracterizar os destinos turísticos, sua relação com sustentabilidade, processos de escolhas por parte dos potenciais turistas e o Marketing de destinos. Na Unidade 4, com o título Cultura e Diversidade Cultural, há preocupação com definição de cultura, os efeitos das viagens e turismo na cultura, além da comunicação e o respeito às diversidades culturais. Desse modo, partimos para uma análise mais cuidadosa e profunda do livro e identificamos na introdução que o objetivo da proposta é de apresentar aos estudantes e professores uma compreensão do setor globalizado e esse, por sua vez, é visto como setor que cresce rapidamente no mundo e oferece inúmeras oportunidades de carreira aos jovens. Reafirmando, assim, nossa constatação prévia sobre os aspectos profissionalizantes do turismo em detrimento dos socioculturais. Ainda na introdução, os autores destacam que mesmo com as exigências educacionais diferentes ao redor do mundo, há temas comuns a todos os currículos necessários para o entendimento do turismo, tais como: os setores do turismo, os clientes, os destinos, a cultura e as carreiras. A indicação de
aprofundamento em cada um dos temas listados é recomendação para uma profissionalização no ramo. Desta forma complementam:
O Passaporte para o Mundo: uma introdução para as viagens e o turismo, consiste na apresentação dos principais temas e um primeiro passo para compreender esse setor e as oportunidades de carreira que ele propicia. (NEEDHAM; BENFIELD, 2007, p. 8).
Evidenciamos nesse trecho a visão de área e a recomendação do programa global para o entendimento do turismo. O uso do material é visto como pré-requisito para habilitar o estudante a compreender o setor global e a receber certificação do GTTP.
Ainda na parte introdutória, destacam os parceiros globais, que são as empresas e as (grandes) organizações como apoiadoras fundamentais para o sucesso do projeto de viagens e turismo da instituição GTTP: Accor, Amadeus, AMEX, Business Travel International (BIT), Hertz, KLM, Lufthansa, The Prince of Wales International Business Leaders Forum/ITP e World Travel & Tourism Council (WTTC). Comenta-se que no site da GTTP há acessos aos websites de cada um deles e argumentam que:
Os textos para o estudante incluem exemplos da atuação comercial destes parceiros, com o objetivo de ampliar o entendimento sobre o funcionamento do setor de viagens e turismo e das oportunidades de carreira dentro dele. (NEEDHAM; BENFIELD, 2007, p.8).
Além dessas menções explícitas ao enfoque do livro, que interferem diretamente numa proposta de projeto, curso ou disciplina de turismo, recomendam que o papel dos docentes seja o de estabelecer contatos com empresas ligadas ao turismo para identificação de pessoas que possam contribuir com seu conhecimento sobre assuntos trabalhados no programa. Por meio da exemplificação, podemos afirmar que o presente livro analisado pouco se preocupa com o enfoque da integração social e cidadania e a perspectiva cultural é desenvolvida de modo que o professor ensine e o aluno estude para que esses conhecimentos contribuam em sua atuação profissional. Para comprovar nossa argumentação, destacamos trecho em que os autores indicam as possibilidades para abordagens em aula:
[...] um hoteleiro pode explicar o sistema de reservas; um agente de viagens pode discutir sobre planejamento de viagens; o dono de uma livraria pode contar sobre os guias e mapas que os viajantes costumam adquirir e para quem ele vende esse tipo de material. No caso de haver alguma autoridade governamental envolvida no desenvolvimento do turismo, poderá ser convidada para integrar o comitê ou indicar um representante que vá até a
sala de aula explanar sobre a comercialização da localidade como destino turístico. (NEEDHAM; BENFIELD, 2007, p.8).
Os exemplos listados nos dão a visão profissionalizante da proposta pelos autores do livro. Dessa forma, questionamos o uso desse material nos âmbitos que são destacados para utilização, especialmente para o ensino fundamental. As propostas são interessantes no caso de curso profissionalizante, pois como os autores afirmam, o melhor aproveitamento dos conhecimentos será por meio da combinação de aulas dentro e fora da classe, porém todas as sugestões de aprendizado são para conteúdos de caráter profissionalizante, pautados em práticas profissionais, bem distantes de conhecimentos teóricos e reflexivos sobre o setor, que julgamos muito mais pertinentes para esse público em questão. Notamos que há um efeito que chamamos de “glamourização do turismo”, de forma sedutora, as propostas listadas indicam convites para o hoteleiro, agente de viagens, dono de livraria (totalmente fora da área profissional de turismo, mas é indicado o dono do estabelecimento e não um funcionário!) e uma autoridade governamental. Não são contemplados os profissionais que estão em ocupações profissionais inferiores aos proprietários e gestores.
Needham e Benfield (2007, p. 9) indicam “[...] elementos necessários para um programa de ensino de viagens e turismo bem sucedido”, considerando que os professores precisam receber o que eles chamam de “capacitação estimulante” e com subsídios sobre como ensinar turismo, a proposta deve contemplar currículo claro e motivador; recursos, incluindo guia do professor, caderno do aluno; atividades adequadas à idade e nível dos alunos; rede de contatos no setor; visitas para conhecer e familiarizar-se com o turismo; propostas de avaliação para identificar o aprendizado do aluno; material adaptável e apoio às redes locais, nacionais e globais.
Ainda com a finalidade de que um programa de turismo atinja resultados esperados, indicam aos alunos que estes tenham experiências de aprendizagem diversificadas, com atividades desafiadoras e avaliação permanente; recursos de informação; acessos à Internet e bibliotecas; visitas para se familiarizar com o setor; estágios de qualidade e outros.
Resumidamente, para o desenvolvimento de um programa de ensino de viagens e turismo, os autores indicam que deve ter um guia do professor com sugestões de utilização do material e um caderno de exercícios com atividades para serem aplicadas junto aos alunos. Insistem na inclusão de apresentações de empresas e o uso de estudos de casos; do guia do aprendiz vinculado a cada uma das cinco unidades propostas pelo livro; deve conter
informações e dados sobre o setor de viagens e turismo; e um exame de avaliação do desempenho do estudante.
Outro fator que compromete a abordagem do ensino do turismo na educação básica, proposto pelo livro, é a indicação dos estágios. Eles são recomendados aos alunos no sentido de compreenderem de fato como as empresas operam, obter experiência de trabalho das operações de rotina da empresa, ter contato com profissionais do setor e clientes. É exatamente esse enfoque que deve ser o mais bem cuidado se estamos direcionando a proposta para alunos do ensino fundamental (pois ele era o único âmbito que estava com projetos em funcionamento pela AVT-BR).
Outras recomendações que o livro traz para o desenvolvimento de um programa de turismo é que os alunos, após passar pelo processo de educação turística, tenham a opção de continuidade de estudos após o Ensino Médio, buscando cursos universitários na área. Com relação aos docentes, o GTTP indica:
[...] pode proporcionar treinamento para professores nos países em que viagens e turismo é uma matéria nova. Nos países membros do GTTP, o treinamento de professores é um processo já em andamento. (NEEDHAM; BENFIELD, 2007, p.14).
Ao estudar os livros e as versões do professor e do aluno, notamos algumas diferenças com relação à diagramação e à inclusão de imagens, que são mais presentes no material dos estudantes. Na versão Livro do Professor há Prefácio da equipe coordenadora do material, conforme já apresentado anteriormente. Com a preocupação de se levantar as informações e menções à cidadania e integração social como fatores passíveis de serem desenvolvidos por meio do turismo, destacamos que a cidadania apenas aparece na apresentação do Ministro do Turismo, em ambos os livros. Na versão Livro do Professor há uma discussão referente ao uso do termo indústria do turismo, numa nota de rodapé na página sete, como forma de estimular uma reflexão sobre esse uso que remete ao turismo de massa, pela abrangência do setor. A cidadania está apenas no título do livro dessa mesma coleção, indicado para um aprofundamento da proposta. O livro citado é Ética, Meio Ambiente e Cidadania para o Turismo. Na versão Livro do Aluno, aparece apenas na página trinta e quatro quando introduzem o tópico Turismo sustentável. Assim como no outro livro analisado, colocam entre parênteses uma sugestão de consulta ao livro Ética, Meio Ambiente e Cidadania para o Turismo. O termo integração social não aparece nesse mesmo livro e identificamos apenas no