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6.4. Organik Tarım Yönetmeliği ile İlgili Yasal Düzenlemeler

6.4.4. Pazarlama ile İlgili Kurallar

Para o ensaio de avaliação da tensão de aderência, existe uma série de procedimentos para sua análise através de três modelos distintos: o de flexão, o de prisma carregado axialmente (tirante) e o de arrancamento.

O ensaio de arrancamento padrão (Rilem-Ceb-Fip, 1973), embora seja de simples execução, possui uma série de desvantagens, pois o concreto fica confinado na base de apoio para a execução do ensaio, este não permitindo nem a fissuração nem a expansão transversal do prisma de concreto (atrito com a placa de apoio) e

promovendo um confinamento na armadura, o que faz com que os resultados não

sejam representativos para outros elementos estruturais, como as vigas, por exemplo. Porém, esses ensaios fornecem resultados satisfatórios, tanto quantitativos quanto qualitativos para a pesquisa, pois este permite uma observação simples e precisa dos fenômenos que influenciam a aderência. A Figura 4.3 mostra as tensões principais no ensaio de arrancamento padrão (Leonhardt & Mönnig, 1977).

F

aderente

do concreto na zona Deformação transversal

transversal impedida causada pela deformação Pressão transversal de compressão Trajetórias de tração Trajetórias aço Barra de Prisma reação Placa de

Figura 4.3 Tensões principias no ensaio de arrancamento padrão (Leonhardt & Mönnig, 1977)

A Figura 4.4 mostra a variação da resistência de aderência, do deslizamento, das tensões na barra de aço e os limites para adesão, resistência ao atrito e o pós- pico até o arrancamento da barra do comportamento do ensaio para concretos de baixa resistência à compressão.

s1 T = f . A Barra de aço T > T f > f τ τu aderência Prisma de concreto

0 - s = Aderência inicial poo causa da adesão; s - s = arrancamento da barra de aço por causa s - s = pós-pico do ensaio de arrancamento.

da ruptura pelo atrito e pela interface mecânica;

∆lb u lim Inicial não aderente Intermediário aderente 1 Zona τ Zona 1 2 τ2 s s 0 P 1 1 u 1 s P1 P2 ττ1 lim 2 2 s s s2 u lim s b ∆l Deslizamento Resist. de Ruptura por arrancamento su P u τu τ 1 1 s2 s2 T = f . A2 s s1 φ s τb Barra de aço

Figura 4.4 Comportamento da resistência de aderência e do deslizamento no ensaio de arrancamento

Por causa das limitações que o modelo de arrancamento padrão oferece, diversos autores propuseram modelos diferentes, com o objetivo de avaliar o comportamento da aderência quando o concreto se encontra tracionado (Oragun et al., 1977; Elzedin & Balaguru, 1989; Al-Jahdali et al., 1994). Esses ensaios adotam um critério comum, que é o de posicionar duas barras nas extremidades do prisma de concreto e arrancar um das barras, que terá menor comprimento aderente, e assim avaliar o comportamento da ligação.

Com relação ao ensaio de vigas, de acordo com a literatura encontrada pode-se ver claramente a preocupação de vários pesquisadores com relação ao comportamento da aderência aço-concreto em ensaios de flexão, porém, essa preocupação se restringe às variáveis comprimento de ancoragem, diâmetro das barras, tipo de carregamento (monotônico ou cíclico), variação do cobrimento, presença ou não de armadura de confinamento, resistência à compressão do concreto (entre 30 e 100 MPa), variação da amplitude de carregamento aplicado ao modelo e, na última década do século XX, a presença ou não de fibras. Dentre os modelos de vigas, dois modelos foram mais utilizados para se verificar o escorregamento da barra e as tensões de aderência, sendo eles o ensaio padrão da Rilem-Ceb-Fib (1973) e o modelo de vigas com traspasse de barras. Sendo que o estudo realizado se baseou na primeira referência (Figura 4.5).

Existem ensaios que tentam simular o efeito da excentricidade da barra de aço na viga. Esse procedimento foi chamando de ensaio de meia-viga (half-beam test) pois consiste de um prisma de concreto com uma barra de aço posicionada excentricamente ao eixo normal da peça (Ferguson, 1979, Kemp & Wilhelm, 1979).

Soretz (1972) e Bony et al. (1973) realizaram um estudo comparativo entre a resistência de aderência entre ensaios de viga e de arrancamento padronizados pelo Rilem-Ceb-Fib (1973) e foi observado que, quanto maior o diâmetro da barra de aço, menor a resistência de aderência.

A Figura 4.5 mostra o modelo de viga de acordo com o Rilem-Ceb-Fib (1973) para diâmetro de barra inferior a 16 mm.

< 16 mm

φ

10

37,5 5 φ

Atuador Hidráulico

Perfil metálico auxiliar para

Relógio aplicação do carregamento comparador X Y Trecho φ aderente (medidas em centímetros) 65 6 Rótula 7 5 3

Figura 4.5 Modelo de viga padronizado (Rilem-Ceb-Fib, 1973)

Dentre as investigações realizadas com o modelo de viga do Rilem-Ceb-Fib (1973), podem-se destacar as pesquisas de Jimenez et al. (1979), Hamza & Naaman (1996) Moreno Jr. & Rossi (2002), Kemp & Wilhelm (1979) e De Larrad et al. (1993). Vale comentar que em todos os casos a aplicação do carregamento foi do tipo monotônico.

Segundo Jimenez et al. (1979), a presença de armadura de confinamento aumenta a tensão requerida para a ruptura por escorregamento e, ainda, ajuda no controle da propagação de fissuras. O mesmo foi observado por De Larrad et al. (1993) que, para concretos de elevada resistência, a presença de armadura de confinamento (armadura transversal) proveu um comportamento dúctil, mesmo para barras de diâmetros elevados. A Figura 4.6 mostra o modelo de Jimenez et al. (1979).

Figura 4.6 Modelo de viga estudado por Jimerez et al. (1979)

A presença de fibras metálicas melhora a resistência de aderência, especialmente na após a fissuração. Isso resulta em um arrancamento da barra de aço de uma forma mais dúctil e estável, o que contribui para um comportamento mais dúctil do elemento estrutural. Com relação ao volume de fibras no concreto, quanto maior sua quantidade, maior a capacidade dúctil da estrutura, sem mencionar o fato do acréscimo na resistência à tração do concreto (Dumêt, 2003; Hamza & Naaman, 1996). A Figura 4.7 mostra o modelo de viga estudado por Hamza & Naaman (1996) com matriz de SIFCON (Slurry-Infiltrated Fiber Concrete).

Figura 4.7 Modelo experimental estudado por Hamza & Naaman (1996)

Vale salientar que a utilização de extensômetros elétricos de resistência posicionados na zona aderente da barra de aço pode comprometer o resultado esperado, pois nessa região de posicionamento do extensômetro, ocorre perda de trecho aderente.

Segundo Kemp & Wilhelm (1979), o escorregamento da barra na aderência aço- concreto é um fenômeno complexo que envolve interação entre o esforço cortante e a flexão e estão ainda são influenciadas pelo: cobrimento, espaçamento entre barras,

número de barras, espessura do modelo, forças de aderência, e outros efeitos secundários. A Figura 4.8 mostra o modelo de meia-viga.

Figura 4.8 Modelo de meia-viga (half-beam test) de Kemp & Wilhelm (1979)

De acordo com Moreno Jr. & Rossi (2002), ocorre um aumento da resistência de aderência com o incremento da resistência à compressão do concreto. No entanto, os comprimentos de ancoragem de 5 e 10 diâmetros de barra podem não ser suficientes para garantir um deslizamento da barra de aço antes do seu escoamento.