5. KULLANILAN DEĞERLEME YÖNTEMLERİ
5.1. Pazar Yaklaşımı
Realizou-se a análise dos dados do grupo controle do PB através de apresentação gráfica e tabelas de frequência, com fins descritivos. Os operadores de intensidade gramatical em PB investigados nesta tese, seguiram a classificação proposta por Lopes (1992) e são apresentados, resumidamente, no Quadro 7.
QUADRO 7 – Operadores de intensidade gramatical no PB (LOPES ,1992)
Operadores de intensidade gramatical em Português a) Uso de Morfemas
a.1) Morfemas Livres
(1) Morfemas Livres (forte, enorme, grosso, grande, etc.)
(2) Intensificadores indefinidos (demais, muito, bastante, meio, quase, pouco)
(3) Intensificadores Comparativos (mais, tão/tanto, como, menos)
a.2) Morfemas Presos
(4) Prefixais (hiper-, super-, semi- )
(5) Sufixais comparativos (-ão)
(6) Sufixais superlativos (-íssimo)
(7) Sufixais superlativos por transferência (-mente)
b) Acréscimo de um
parâmetro físico (8) Não foi discutido nesta tese para o Grupo Controle
Fonte: Elaborado pela autora
Há, de acordo com o Quadro 7, oito possibilidades para expressar os graus de intensidade gramatical no PB, como por exemplo: (1) morfemas livres; (2) morfemas livres intensificadores indefinidos; (3) morfemas livres intensificadores comparativos; (4) morfemas presos prefixais; (5) morfemas presos sufixais comparativos; (6) Morfemas presos sufixais
superlativos; (7) Morfemas presos sufixais superlativos por transferência e (8) acréscimo de parâmetro físico. Nesta tese não se discutiu o parâmetro físico para o Grupo Controle, pois não se objetivava desenvolver um trabalho experimental e sim avaliar a existência de predileção e variabilidade dos falantes do PB por determinado tipo de operador de intensidade gramatical. Aos estudos futuros será possível investigar os aspectos que se preteriram por razão de focalizar a discussão em curso. Dentre os oito operadores de intensidade gramatical no PB, os três sujeitos do grupo controle utilizaram apenas morfemas livres, a saber: morfemas livres, morfemas livres intensificadores indefinidos e comparativos (cf. Dados apresentados nos anexos VI e VII).
Não há elementos que permitam afirmar se a seleção de três, dentre oito operadores de intensidade gramatical, deve-se ao desenho experimental ou ao fato desses operadores de intensidade serem mais recorrentes no PB. Em contrapartida, não houve uso de nenhuma forma de morfemas presos (itens 4, 5, 6, 7) e do item (8), o qual representa o acréscimo de parâmetro físico, não considerado nessa tese.
O experimento do grupo controle utilizou o mesmo material experimental do grupo de usuários de Libras, os 48 estímulos, sendo 16 desses para cada nível de intensidade dos estímulos (nível 1, 2 e 3). A resposta dos falantes do PB, quanto ao tipo de operador de intensidade gramatical são apresentados a seguir.
7.1.1 Análise da variabilidade no uso dos operadores de intensidade gramatical
A análise global dos resultados do grupo controle oferece uma avaliação da preferência e da variabilidade no uso dos operadores de intensidade gramatical para cada um dos três sujeitos do grupo controle. Considere o Quadro 8:
QUADRO 8- Resultados do Grupo Controle quanto aos Intensificadores gramaticais
Tipo de intensificador grammatical Sujeitos
C N V
Morfema livre 45,8% 39,6% 29,2%
Morfema livre intensificador indefinido 37,5% 50% 52% Morfema livre intensificador comparative 16,7% 10,4% 18,8%
Os resultados apresentados na Quadro 8 indicam que os três participantes do grupo controle, C, N e V, variaram quanto às escolhas do intensificador gramatical. O Sujeito_C preferiu utilizar morfemas livres e os Sujeitos N e V optaram pelo morfema livre intensificador indefinido. Todos os sujeitos preteriram os intensificadores comparativos.
De acordo com os resultados desse quadro pode-se concluir que houve preferência geral pelo uso de morfemas livres em detrimento dos morfemas presos. Considere o Gráfico 1, o qual sumariza os resultados do Quadro 8 quanto à predileção e à variabilidade dos operadores de intensidade gramatical entre os três sujeitos participantes do grupo controle, PB.
GRÁFICO 1 – Variabilidade dos operadores de intensidade gramatical do grupo controle
Fonte: Elaborado pela autora
O principal aspecto destacado quanto aos resultados desta seção corresponde à existência de variabilidade na seleção do operador de intensificação gramatical no PB. Ou seja, falantes têm opções diversas para expressar a intensidade gramatical, e selecionam-nas dentre as que se encontram disponíveis na gramática. Contudo, todas as alternativas adotadas maximizam a propriedade a ser intensificada. A expectativa é de que usuários de Libras apresentem comportamento análogo, pois, como língua natural, os princípios gramaticais são manifestos nas línguas de sinais, assim como nas línguas orais. Ou seja, espera-se que haja uso de recursos de Libras capazes de permitir a expressão da intensidade gramatical e atuar para maximizar a propriedade a ser intensificada. A próxima seção apresenta a avaliação dos
0 5 10 15 20 25 Morfemas Livres Morf Livres Intens Indefinido Morf Livres Intens Comparativo Sujeito_C Sujeito_N Sujeito_V
operadores de intensidade gramatical mais frequentes para cada grau de intensidade gramatical.
7.1.2 Análise comparativa dos tipos de operadores de intensidade gramatical no PB por graus de intensidade gramatical (intensidade 1, 2, e 3)
A análise apresentada nesta seção envolve uma comparação entre os tipos de operadores de intensidade gramatical no PB por níveis de intensidade dos estímulos (nível 1, 2, e 3). O Quadro 9 exibe o grau de intensidade gramatical para cada sujeito, indicando o tipo de operador de intensidade gramatical utilizado.
QUADRO 9– Comparação entre os tipos de Intensificadores do Português e os três graus de intensidade gramatical
Intensidade dos
estímulos Morfema Livre
Morfema Livre Intensificador Indefinido Morfema Livre Intensificador Comparativo Nível 1 35 72,92% 13 27,08% 0 0,00% Nível 2 11 22,92% 23 47,92% 14 29,17% Nível 3 9 18,75% 31 64,58% 8 16,67% TOTAL 55 37,50% 67 46,53% 22 15,97%
Fonte: Elaborada pela autora.
A primeira coluna do Quadro 9 lista os níveis de intensidade dos estímulos considerados nesta pesquisa (níveis 1, 2 e 3). Da segunda à quarta coluna são apresentados os valores obtidos para cada um dos operadores de intensidade gramatical no PB, indicando o valor numérico e o percentual correspondente.
Os resultados apresentados nesse quadro informam que na intensidade 1 foi preferencial o uso de morfemas livres (72,9%), os intensificadores indefinidos tiveram uma representatividade de 27,08% e, ainda, que os sujeitos não fizeram uso de intensificador comparativo. A preferência pelo morfema livre explicitou-se apenas para o nível 1 e, possivelmente, reflete a relação entre elemento novo ou dado (conhecido). No nível de intensidade 2 houve variabilidade na expressão dos graus de intensidade gramatical, bem
como concorrência entre os morfemas livres (22,92%) e os intensificadores comparativos (29,17%), além de maior uso dos intensificadores indefinidos (47,92%). O nível de intensidade 3 foi, em grande maioria, expresso por intensificadores indefinidos (64,58%), mas não correspondeu à única opção dos participantes, os quais em determinados momentos utilizaram de forma concorrente os morfemas livres (18,75%) e os intensificadores comparativos (16,67%).
Contudo, pode-se observar que os morfemas livres e intensificadores indefinidos foram usados nos 3 níveis de intensidade. O nível 1 apresentou grande tendência para o uso de morfemas livres; nos níveis 2 e 3 houve preferência pelo uso do intensificador indefinido (47,92% e 64,58%, respectivamente). Dessa forma, conclui-se que os diferentes níveis de intensidade dos estímulos acarretam uma variabilidade na expressão dos variados graus de intensidade gramatical. Esse resultado sugere que dentre várias possibilidades de expressar um aspecto gramatical, neste estudo representado pela intensidade gramatical, a língua oferece diversas possibilidades, as quais os falantes utilizam considerando-se restrições de impedimento. Os resultados obtidos dos três níveis de intensidade para os três tipos de intensificadores no PB são apresentados no Quadro 10.
QUADRO 10– Classificação dos níveis de intensidade por intensificador
Tipo de Intensificador do PB Níveis de Intensidade
Morfema livre (Nível 1) (Nível 2) (Nível 3) Intensificador indefinido (Nível 3) (Nível 2) (Nível 1) Intensificador comparativo (Nível 2) (Nível 3) (Nível 1)
Fonte: Elaborado pela autora
O Quadro 10 exibe na primeira coluna os três tipos de intensificadores atestados no experimento com o grupo controle. As três colunas seguintes apresentam, em ordem decrescente, o nível de intensidade eleito pelos participantes do experimento para expressar os graus de intensidade gramatical no PB. Destaca-se que houve grande variabilidade na expressão dos diferentes graus de intensidade gramatical no PB. A interpretação para tal variabilidade pode ser compreendida como a interação de diversos fatores que atuam na expressão gramatical de intensificadores, em concordância com a teoria dos Sistemas
Dinâmicos e Complexos, a qual fundamenta esta tese. Há possibilidade, em estudos futuros, de contrapor esse resultado do grupo controle aos casos em que classificadores e outros recursos são utilizados em Libras. A próxima seção apresenta a análise dos dados do movimento da Libras.