4. VAKA ÇALIŞMASI
4.3 Yöntemin Uygulaması
4.3.3 Paylaşılan veritabanında hizmetlerin uygulanması
Segundo Hugo e Hugo Segundo, no artigo Transação em Matéria Tributária: Limites e Inconstitucionalidades (2010, p. 18-19), mencionam algumas vantagens que a doutrina dispõe a respeito da transação aplicada ao Direito Tributário, apesar de criticá-las, vejamos: a) cumprir o comando do artigo 37 da Constituição Federal de 1988 ao aplicar o princípio da eficiência; b) maior maleabilidade para a Administração Tributária satisfazer o crédito tributário; c) a transação seria melhor que a rígida sentença, pois, muitas vezes, ela é ineficaz; d) a transação tributária é adotada em outros países; e) a morosidade na resolução dos litígios produz graves distorções nos mercados.
Segundo os autores acima, sobre as vantagens da transação e sua compatibilidade com o direito tributário, respondem aos argumentos favoráveis: a) quanto mais poder é concedido a uma autoridade, maior é a tendência desta a abusar de seu poder; b) a eficiência deve ser compatibilizada com a legalidade da tributação, que a rigor impede o discricionarismo na arrecadação de tributos; c) a maleabilidade e a discricionariedade que ela confere à Administração Tributária é contrária ao princípio da legalidade, dá margem a ocorrência de corrupção, transforma o tributo em um instrumento político, ofendendo os princípios da impessoalidade, da moralidade e da indisponibilidade do interesse público; d) quanto à ideia de que a decisão judicial muitas vezes é pior do que a transação isso não justifica o abandono da legalidade, pois não se pode esquecer que nas relações entre o forte (fisco) e o fraco (contribuinte) só a lei libera; e) só pelo fato de ser aplicado em outro país não significa que seja bom, a exemplo do que ocorre nos Estados Unidos que regulamentaram a pena de morte; f) a transação não resolveria por completo a morosidade na resolução dos litígios, pois as sociedades empresárias que honram pontualmente suas obrigações fiscais provavelmente dela não necessitarão, mas aquelas que protraem no tempo o pagamento de tributos, por meio de discussões administrativas e judiciais meramente protelatórias, continuarão a agir assim.
Teses outras favoráveis à Fazenda são expostas por Luiz Eduardo Schoueri:
Deve-se notar que, por se tratar de transação, já não pode o sujeito passivo reportar- se à obrigação preexistente como modo de se escusar do cumprimento da nova
obrigação assumida. Assim, se mais tarde a jurisprudência vier a entender que o tributo então questionado não era devido, não pode mais o sujeito valer-se de tal entendimento para deixar de atender ao reparcelamento: a ideia de transação implica encerramento daquele litígio, que não pode ser reinstaurado pelo sujeito passivo. [...]
Uma consequência da transação é de que, se o débito original era indevido, não cabe cogitar sequer de repetição de indébito. Afinal, esta só surge no caso de pagamento indevido; com a transação, não há pagamento. Mais uma vez: a obrigação original foi extinta pela transação, não pelo pagamento. Se nada se pagou, não há repetição. Aquilo que o sujeito passivo paga já não é a obrigação original, mas aquela surgida da transação. Somente caberia repetição do indébito se a própria transação estivesse maculada por ilegalidade ou inconstitucionalidade. Uma transação regular dá surgimento a uma nova obrigação de natureza pública entre as partes. (2013, p. 565- 566)
Assim, para este autor, a Fazenda poderia alegar duas teses: 1 – Se o tributo originário for indevido há encerramento daquele litígio definitivamente, que não pode mais ser reinstaurado pelo sujeito passivo; 2 – Se o tributo originário que sofreu transação vier posteriormente a ser considerado inconstitucional, ilegal ou indevido não poderá o contribuinte se valer da Ação de Repetição de Indébito para reaver o que pagou indevidamente, com exceção de vícios de ilegalidade ou inconstitucionalidade, pois, segundo o que dispõe o autor acima, o “fato gerador é a própria transação” (SHOUEIRI, 2013, p. 566), diferente do fato gerador do crédito tributário originário ou da obrigação tributária originária. Essas teses indicam, portanto, que a parte poderá abrir mão de qustionar em juízo, direito este que, para ela, é disponível, mesmo que o crédito tributário originário fosse indevido.
Por sua vez, Fábio Artigas Grillo (2013, p. 191) afirma que o que extingue o crédito tributário e a obrigação tributária é o pagamento e não a transação:
Há manifesta impropriedade na expressão extraída do CTN, no artigo 156, III, especificamente. A transação não extingue o crédito tributário. O que promove a extinção do crédito tributário é o pagamento resultante das concessões mútuas acordadas pelos sujeitos ativo e passivo, ocasionando, simultaneamente, o desaparecimento do direito subjetivo e do seu respectivo dever de prestação.
Em uma posição intermediária entre Shoueri e Fábio Grillo, Eduardo de Moraes Sabbag (2013, p. 889), diz que o desconto na multa para pagamento à vista de tributos poderia ser decomposto da seguinte forma: “parcela única do IPVA, IPTU, com desconto (a parte recolhida será extinta pelo pagamento, enquanto a parte descontada será extinta pela transação”.
Como vimos anteriormente, o PL 5.082/09 adotou o entendimento de que, havendo o descumprimento da transação, volte o crédito originário. Isso porque o direito tributário não prevê o instituto da novação, apesar de ser esse o entendimento, por exemplo, do Schoueri (2013) ao igualar a transação à novação, das obrigações, sendo a transação
apenas um meio para que o contribuinte possa sair da situação em que se encontra para com o Fisco temporariamente e sob determinadas condições.
E é de acordo com o entendimento de Shoueiri que entende atualmente o STJ, em uma tese bem pró-contribuinte com relação ao parcelamento, quando diferencia a transação do parcelamento:
RECURSO ESPECIAL. TRIBUTÁRIO. O PARCELAMENTO DA DÍVIDA TRIBUTÁRIA NOS EMBARGOS À EXECUÇÃO NÃO IMPLICA A EXTINÇÃO DA EXECUÇÃO MAS A SUA SUSPENSÃO.
1. O parcelamento do débito na execução fiscal implica, tão-somente, a suspensão
do processo, conservando-se perene a Certidão da Dívida Ativa a sustentar a execução até que se extinga a dívida, podendo operar-se a continuidade da execução fiscal pelo saldo remanescente, se o parcelamento não restar cumprido integralmente pelo sujeito passivo.
2. A figura do parcelamento não se confunde com a transação extintiva do crédito. A
autocomposição bilateral ou transação é forma de extinção do crédito tributário, consoante determina o art.156, III do CTN, implicando no término do direito da Fazenda Pública de cobrar a obrigação tributária.
3. Considerando que a transação é a forma pela qual as partes previnem ou terminam
litígios mediante concessões mútuas, enquanto que o parcelamento é a mera dilação de prazo para o devedor honrar sua dívida, não há que falar em naturezas semelhantes. Ao revés, no parcelamento, a dívida ativa não se desnatura pelo fato de ser objeto de acordo de parcelamento, posto que não honrado o compromisso, retoma ela o os seus privilégios, incidindo a multa e demais encargos na cobrança via execução fiscal.
4. É novel regra assente no Código Tributário Nacional que o parcelamento do
débito é meramente suspensivo. (REsp 514.351/PR. Primeira Turma. Relator Luiz Fux. Julgado em 20 mar. 2003, DJ 19/12/2013)
Apesar do atual posicionamento do STJ no sentido de que, com o descumprimento da transação, não se retornaria o crédito originário, diferentemente do que ocorre no parcelamento, nada impediria que o próprio legislador estabelecesse o aposto, retornando ao status quo anterior, como faz o Projeto de Lei 5.082/09, em seu art. 14: “Com a revogação ou anulação da transação, o crédito tributário será exigido no seu valor originário, com seus acréscimos legais, descontando-se o montante pago no período, prosseguindo-se na cobrança ou na execução do crédito inscrito em dívida ativa, não se aplicando as reduções previstas no art. 6º.”
O art. 139 do CTN dispõe que o crédito tributário decorre da obrigação principal e tem a mesma natureza desta. Já o art. 140 do mesmo diploma legislativo estabelece que as circunstâncias que modificam o crédito tributário, sua extensão ou seus efeitos, ou os privilégios a ele atribuídos, ou que excluem sua exigibilidade não afetam a obrigação tributária que lhe deu origem.
Dessas normas se extrai a natureza jurídica da transação como ato jurídico, “porque modifica e extingue obrigações preexistentes, e não contrato, apesar de prestigiosas
opiniões em contrário, porque não cria tais obrigações” (VALENTE, 2016, 90). Segundo, Shoueiri, entretanto, a transação criaria uma nova obrigação tributária, totalmente desvinculada da obrigação anterior, havendo, por isso, uma natureza contratual.
Este trabalho pretendeu separar situações em que a natureza de ato jurídico em regra seria aplicada, com exceção da realizada no âmbito do poder judiciário, em que haveria uma maior participação dos interessados como forma de possibilitar a criação de negócios jurídicos processuais, que não se confunde, entretanto, com a obrigação tributária originária, visto que não se extinguiu pela realização da transação tributária civil nesse caso. Logo, a exceção trazida por este trabalho serve mais para confirmar a regra de que a natureza jurídica da transação tributária é a de ato jurídico.
5 FORMAS DE TRANSAÇÃO EM MATÉRIA TRIBUTÁRIA À LUZ DOS