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Pasaport, V ze, Döv z ve İkamet İşlemler

İKİNCİ DÜNYA SAVAŞI SONRASINDA TÜRKİYE TURİZMİNDE YAŞANAN SORUNLAR (1945-1949)

2. Pasaport, V ze, Döv z ve İkamet İşlemler

O próximo movimento da iniciação no nível 1 consiste em introduzir o neófito na compreensão energética, holística e sistêmica do corpo que por sua vez conduzem a interpretações para além do fisicalismo estreito da ciência convencional, do mecanicismo cartesiano e do dualismo corpo/espírito. Como se tem mostrado, e reforçado por R.C. “a sabedoria antiga do oriente” de forma geral, “os inúmeros conhecimentos tradicionais do ocidente antigo”, cite-se a alquimia, o vitalismo, a homeopatia moderna e as terapias florias, o neoxamanismo, as sabedorias populares e atualmente um ramo da ciência não convencional com base nos paradigmas sistêmico, quântico e nas teorias da complexidade, afirmam ser a realidade básica da matéria composta por energia. Energia se torna a categoria central articuladora dos domínios da ciência e da espiritualidade no Reiki. Na iniciação é constantemente reforçado o caráter universal do termo, sendo ele o conceito central do qual são tecidas inúmeras analogias e homologias. Os neófitos por homologia são assim conduzidos a associar, por exemplo, que o ki japonês do Reiki ao mana dos polinésios, o prana hindu, o ruach hebraico, o chi na China, e mesmo, em algumas situações bem particulares como dito por uma antiga iniciada, ao orgone reichiano. Ainda pude constatar associação ao espírito santo cristão. Concorda-se segundo R.C. por intermédio de um ensinamento costumeiramente passado nas iniciações, que todas essas variações fonéticas são na verdade manifestações de uma mesma energia primordial e sagrada expressas segundo códigos de linguagem particulares.9

Na iniciação o neófito é conduzido a perceber essa afirmativa como um fato digno de ser verificado pela experiência. Centrando mais especificamente no conhecimento do corpo físico a iniciação procura demonstrar de modo perceptivo que a vida física manifestada na sua dimensão biológica é “energia inteligente condensada”, ou seja, uma espécie de força vital. O

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corpo físico propriamente dito, para além de ser pensado como um arranjo mecânico guiado por uma força aleatória, espontânea e inconsciente que conforma os arranjos entre átomos, moléculas, células, tecidos, órgãos e reações químicas, é visto como um todo coeso e inteligente, associado por vezes a uma consciência como afirma R.C.

Por outro lado o corpo passa a ser não só pensado na iniciação como uma totalidade, mas incita-se que se viva o corpo como um fenômeno sistêmico holístico e integrado cuja coesão é, sobretudo, “regida por uma energia inteligente” como afirma R.C.10. Sobre as leis que governam o corpo humano, os arranjos não são considerados como meras justaposições aleatórias da evolução biológica, leis mecânicas e bioquímicas, mas organizações pautadas em princípios vibracionais. O corpo físico, uma das formas de manifestação da energia cósmica Rei, estaria em uma faixa de frequência mais densa sendo por isso relacionado a determinado grau de consciência em que se expressam de modo mais marcante as leis da matéria. A materialidade por sua vez seria a expressão do trabalho da energia ki a contraparte sutil no corpo físico da energia cósmica. O ki tem o domínio sobre o sistema nervoso autônomo e as polaridades direito e esquerdo que o compõem, ou yin e yang, quente e frio, razão e emoção, sistema nervoso simpático e parassimpático. Ambos produziriam o movimento espontâneo ou autônomo da vida biológica.

Na iniciação os neófitos são introduzidos na teoria dos sete corpos: corpo físico, corpo etérico, corpo astral, corpo mental e mais acima ou profundamente em “corpo” atmico e búdico que estão no domínio da pura luz e puro som, o puro verbo instâncias que os aparelhos sensoriais humanos, as ciências naturais e as ferramentas tecnológicas convencionais não conseguem captar. Como afirma R.C. os corpos estariam relacionados mais especificamente a “níveis de consciência vibratória manifestada”, às “frequências energéticas” termos muito comuns no circuito. No caso do nível 1 ele trabalha mais profundamente com os três ou quatro primeiros corpos – físico, etérico, astral e mental. Mas o foco concentra-se na compreensão do sistema sutil que é composto basicamente pelo corpo etérico e influenciado pelo corpo astral e mental. Considera-se que esse nível de consciência seja fundamental para o estabelecimento da cura, uma vez que a mesma afirma a importância do controle da mente, dos pensamentos e sentimentos por um iniciado que então se tornaria capaz de atuar nos

10 Fomos instruídos em um momento a meditar primeiramente sobre os níveis mais elementares, sobre os

níveis mais recônditos, sobre as células, sobre o átomo e por outro lado sobre os níveis macro da existência como o planeta.

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níveis sutis da matéria. Ainda, que exista uma hierarquia no interior de uma totalidade, todavia essa hierarquia não é excludente mas englobante. A visão do Reiki ao mesmo tempo em que considera a dualidade matéria e espírito procura tecer sua síntese remetendo à compreensão sistêmica e holística da vida, uma característica da língua franca new ager (HELLAS, 1996).

Dando continuidade à compreensão dos corpos, acima do corpo carnal, existiria um “corpo etérico”, o duplo da matéria que faz a ponte com a dimensão física. Esse corpo etérico de modo geral manifesta uma “qualidade vibratória particular”, sutil, nem sempre perceptível a uma “consciência não desperta”, mas que pode ser percebido, como afirma a mestra, por inúmeras pessoas como médiuns, videntes, santos. Através do corpo etérico ondas de energia como luz, cor, magnetismo, eletricidade são conduzidas. Ele é o meio receptor de impressões e vibrações pertencentes ao indivíduo. Geralmente essas impressões registradas supostamente no campo etérico do indivíduo, variam conforme a qualidade dos pensamentos e dos sentimentos que ele movimenta no jogo das relações interpessoais, sociais, ambientais. Na sua qualidade de duplo ele é usualmente associado ao primeiro dos campos áuricos com “emanação magnética sutil”, geralmente envolvendo os indivíduos, podendo variar a cor e o tamanho conforme as qualidades vibratórias da pessoa. Cite-se um trecho de uma apostila na qual a mestra se apóia.

Enquanto em pessoas sadias existiriam raios vitais expandidos na atmosfera áurica e dotados de um brilho intenso e cristalino em indivíduos doentes as cores geralmente são apagadas e sombrias e enquanto em doenças mais graves são indicadas por manchas opacas sobre as partes afetadas (DE’CARLI, 2011).

Associado ao corpo etérico, em um nível acima de qualidade vibratória e consciência e energética, estaria o corpo astral intimamente ligado à “energia do desejo, às emoções, aos sentimentos, ao subconsciente, às imagens do sonho”. Pode-se dizer que este é o campo da subjetividade e do onírico. Assim como o etérico, o corpo astral é responsável também pela emanação de vibrações que nem sempre são de natureza eletromagnética como do primeiro, mas o têm como meio para se manifestar sob a forma de cores, sons, imagens, sensações que variam conforme a natureza dos sentimentos, desejos e emoções. Citando Adilson Marques, estudioso acadêmico das terapias energéticas e do campo das terapias complementares, em seus estudos do Reiki ele observa que a chamada matéria astral, como é referida nos grupos

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espiritualistas, seria plasmada pela emissão de pensamentos. Os sentimentos imprimiriam nessa mesma “matéria astral”, determinadas cores, variando conforme a intensidade e qualidade da emoção da pessoa que pode ser tanto virtuosa ou deletéria, salubre ou insalubre. Acrescentando, como diz R.C. em consonância com esse pensamento, o mundo astral reagiria às emissões dos sentimentos e pensamentos criando a forma daquilo que pensamos – concepção que estaria muito próxima dos conceitos advindos da teoria dos campos morfogenéticos que resgatam para além do papel das energias, o papel da forma (MAFFESOLI, 1994).

O corpo astral também criaria um campo áurico segundo a mestra, porém com natureza vibratória sutilmente distinta do corpo etérico uma vez que este campo não seria necessariamente de natureza eletromagnética. Mas, de modo geral a aura seja do corpo etérico ou astral são um dos meios de diagnóstico sutil do terapeuta Reikiano. A percepção de sua variação quanto à composição, tamanho, forma, cor, sempre distinta de acordo com cada pessoa em particular auxilia na tomada de decisão frente aos modos de atuar do terapeuta.

A mestra ainda cita os corpos, mental inferior e superior, o corpo atmico e o corpo búdico que fecharia os sete níveis de consciência que compõem o ser humano segundo o sistema de pensamento Reiki. Quanto ao mental superior e o corpo atmico e búdico, não se fala muito a respeito deles na iniciação. Todavia pode-se dizer que a importância ao menos do corpo mental no nível 1 é a de criar padrões de pensamentos elevados que caminham para o campo superior de ideais, arquétipos. Através do bom uso do corpo mental dá-se a compreensão dos símbolos sagrados, das representações e dos arquétipos cósmicos. É ele, o corpo mental, quando utilizado de modo consciente na terapêutica, o dínamo catalisador da energia curativa Rei nos corpos astral, etérico e físico. O veículo terapêutico precisa, nesse sentido, de um processo de depuração mental no nível físico e moral a fim de se conquistar um fluxo equilibrado e livre da energia, o que o protegeria de um conjunto de forças e entidades destrutivas. Não se afirma, contudo, que o sujeito esteja completamente isento de influenciar nas qualidades energéticas com suas qualidades ou vícios pessoais. Em alguns casos, como de grupos espiritualistas considera-se que a energia pessoal possa ser positiva.

Devem-se considerar ainda os sete centros vitais ou chacras, os meridianos ou canais energéticos, as centenas de pequenos pontos energéticos que se espalham pelo corpo e principalmente pelas palmas das mãos de onde se crê emitir o ki ou energia curativa. Todos esses componentes formam mais concretamente o corpo energético do indivíduo que se

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assemelha a uma delicada tessitura de fios que confluem para centros de forças ou vórtices, os chakras. Parte-se daí da concepção de que o corpo físico é composto por um sistema sutil em semelhança às teorias da acupuntura e da medicina ayurvédica. Mas, basicamente como é colocada, segundo a mestra, essa compreensão energética do sistema sutil foi buscada na vertente tântrica do budismo tibetano por Mikao Usui que tem elementos tanto da medicina ayurvédica como da medicina chinesa.

O conhecimento desse sistema sutil e principalmente dos chakras e dos canais energéticos no nível 1 são considerados a base do trabalho terapêutico do Reiki pois a imposição de mãos incide diretamente sobre eles. No caso dos chakras, eles são considerados literalmente portais de entrada e saída da energia vital, por onde se dá a comunicação com o mundo interno e externo. Os chacras seriam a contraparte etérica dos plexos nervosos que percorrem a coluna de sua base no osso sacro até o topo do crânio. Por sua vez cada plexo desses no sistema nervoso central rege determinado sistema fisiológico e determinados órgãos. O sistema endócrino é considerado a contraparte fisiológica por excelência de atuação bioquímica dos chacras. Existe, segundo afirma R.C., uma ligação entre o chacra, o plexo e determinada glândula endócrina. Na perspectiva do sistema sutil, a cada um desses chacras corresponde uma vibração eletromagnética, uma atividade psíquica, um símbolo correspondente, uma cor, um som e ainda um planeta, sendo muito comum estenderem as correspondências de acordo com as experiências de cada um. Também a cada chacra estaria associada uma determinada qualidade de sentimento. Quando em equilíbrio, purificado e em expansão expressaria um tipo de virtude arquetípica e comportamento moralmente virtuoso contribuindo para a cura. Quando “bloqueados”, “impuros”, “desequilibrados” assumem qualidades negativas como opaco, excessivamente quente, excessivamente frio, rotação acelerada podendo gerar vícios de caráter que podem influenciar de modo negativo na região associada ao chacra desencadeando doenças físicas em determinados órgãos. Todavia, “se equilibrados e sintonizados com a energia espiritual os chacras podem manifestar uma virtude arquetípica, uma cor brilhante”, nem quente nem frio, rotação equilibrada, caso contrário. A mestra faz uma explanação de todos os chacras e algumas correspondências nesse sentido.

A ênfase holística da terapia reside no fato de que o Reiki como afirma R. C. “procura trabalhar com o indivíduo como um todo, nas dimensões físicas, emocionais, mentais, sociais e espirituais”, sendo que o uso espiritual da energia Reiki permite ao homem recompor os laços entre o material e o espiritual, unir o que antes estava separado, alinhar os corpos e os

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centros vitais. Alinhar os corpos e os centros vitais quer dizer equilibrar corpo, mente, espírito, dimensões estas cindidas pelo modo de vida moderno. A iniciação na prática do Reiki seja praticando, recebendo e seguindo os princípios propiciaria uma recomposição desse todo fragmentado pelo modo de vida ocidental, pela separação do sujeito de si e do outro, da natureza e do cosmos. A energia Reiki no caso atuaria nessa perspectiva de modo a ampliar a comunicação do homem com o mundo, de modo a restabelecer reciprocidades simbólicas, dádivas e contra dádivas rompidas; possibilitar conexões saudáveis com todos os campos da vida, harmonizar as relações interpessoais, reaproximar o indivíduo de modo saudável da sua materialidade e de sua condição seja ela qual for, saudável ou não.

Pensando de modo mais abrangente esse corpo tido como sistêmico estaria organicamente inserido em um conjunto de relações com o ambiente natural e social e essas relações não seriam permeadas unicamente por questões de ordem utilitária ou ecológicas mas também espirituais e energéticas como já dito anteriormente na cosmologia. Como diz R.C., interpretando-a, quanto à relação com a natureza, entre os seres humanos e não humanos esta é tida como essencial no trabalho de um Reikiano. A mestra cita a necessidade de contato com o mundo natural como um meio de conexão com a energia Reiki seja por banhos de cachoeira, contato com a terra e animais e isso se mostrará intensamente presente na formação de Reikianos do instituto Seva, espaço no qual são realizadas atividades de extensão em um Spa afim de se trabalhar por intermédio do contato com a natureza o curador.

Quanto ao nível social, as relações interpessoais familiares e trabalhistas, os relacionamentos são vistos como resultados de uma imbricada trama energética e existencial do indivíduo configurada para além de situações casuísticas e acidentais; relações sem qualquer aproximação aparente, distantes e sem nenhuma conexão imediata no tempo e no espaço teriam uma ordem lógica e significativa no interior da compreensão sistêmica. Em níveis mais abrangentes a perspectiva sistêmica poderia se aproximar das visões que afirmam que determinados grupos humanos, sociedade, povos, humanidade estão inseridos em um conjunto vasto de relações tecidos a partir da somatória das ações, pensamento, sentimentos coletivos intimamente conectados não apenas em nível local. Existiria ainda um vínculo planetário segundo R.C. tendência de pensamento confirmada em todo o circuito. Diante disso não é incomum um conjunto de práticas de oração e aplicação de Reiki para coletividades, para a humanidade, para o fortalecimento de famílias, grupos.

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Esse holismo no Reiki, essa percepção à qual o Reikiano é inserido tornaria um principio que regeria uma vida interpessoal, social, ambiental, planetária e cósmica. A saúde individual em termos de ações, pensamentos, emoções, atitudes sociais, relacionamentos contribuiria para a saúde coletiva uma vez que como diz Paul Hellas, um dos princípios da nova era é o de que toda vida consiste em energia interligada e nisto estão incluídos os atos humanos, os pensamentos e sentimentos tornando todos os indivíduos co-responsáveis por si mesmos, pelo outro, pelo ambiente e por todas as formas de vida existentes (HELLAS,1996, p. 17).